sábado, 25 de agosto de 2007
PIRIRIS $ PORORÓS 1
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Canoas Country Club em Bancarota
A partir daí, responsabilidade que deve ser tributada também aos Conselhos Deliberativos e Fiscal, nada foi feito. O problema se agravou. Para fazer frente a gama de compromissos legais e sociais restou a atual diretoria, presidida por Altair Stello, como se única alternativa, colocar o clube à venda. Um edital nesse sentido já foi publicado num jornal de Canoas. Uma das principais razões que levou o Canoas Country Club à quebradeira, foi um rombo promovido pelo ex-presidente Guilbert Abdala Lima, que esteve à testa do "clube verde-e-prata" no período de 1994 a 1998, na ordem de US$ 100 mil (cem mil de dólares), e até hoje não cobrados. Algo muitíssimo estranho aconteceu depois de um jantar no Canoas Tênis Clube, quando o ex-presidente referido esteve por longo tempo à mesa do presidente que o sucedera, pois que tudo estava preparado para que o "clube verde-e-prata" ingressasse na Justiça com duas ações: uma criminal e outra cível. Estranho, posto que se constatou que apenas tramita, há anos, um processo no Foro da Comarca de Canoas, sob o Nº 00800472654, visando tão somente a prestação de contas que, nos quatro anos de gestão, jamais foi feita e sequer cobrada pelos Conselhos Delibeliberativo e Fiscal. Um silêncio acumpliciador. No ano seguinte, ainda sob a presidência do presidente sucessor ao que teria provocado um "rombo" nas contas do Clube, eis que o presidente suspeito do "rombo" foi homenageado pela própria diretoria do Canoas Country Club. É ou não de se estranhar?
Reforçando: Como se tal não fosse suficiente, logo após a diretoria subseqüente ter impetrado o processo, prestou homenagem ao ex-presidente promotor do "rombo". E tal está comprovado na coluna social do semanário O Timoneiro, veiculada à época. E tudo continua sendo muito estranho, se não funesto, a festa "Notte Italiana", que era realizada como sendo "Notte Italiana del Canoas Country Club" tornará a homenagear o ex-presidente como ex-integrante da Comissão Organizadora da tradicional festa italiana, que é de origem árabe (portanto, nada em absoluto, a haver com a festa), que causou o "rombo", nunca devida e legalmente, apurado. Isso, nos parece bastante claro, é dose prá mamute, se não fosse preocupante ou quiçá atitude orquestrada. Mas tais fatos ficarão, por certo, nos anais da história social de Canoas, e revelará como se funda e se leva a falência um clube social com uma área de 21,5 hectares e que chegou a ter cerca de 1.460 associados que compraram e pagaram o seu título de sócio contribuinte ou sócio remido.
Antes disso, o mesmo presidente que promoveu o "rombo" de cerca de US$ 100 mil, efetivou a venda de uma sala comercial que o clube havia adquirido no edifício N° 66, da rua Gonçalves Dias e cujo resultado da venda não se teve conhecimento do seu paradouro ou destino. Outro fato que vem causando estranheza é que, com a publicação do edital à venda do clube, e são as informações extra-oficiais de gente bem informada, houveram apenas dois proponentes à aquisição da nobre e valiosa área de 21,5 hectares. Um empresário de Canoas e um suposto interessado de Porto Alegre, este sem que ninguém saiba dizer seu nome. Extra-oficialmente, porém, sabe-se que a área foi arrematada por quatro empresários canoenses que teriam usado um "espécie de laranja" para arrematar o leilão. O tempo, com a melhor certeza, revelará a verdade. A diretoria do Clube pedira pela venda R$ 1.800.00,00 e a proposta do empresário de Canoas, seguem as informações, teria sido de 1.450.000,00. Não há referências quanto a proposta do propalado interessado de Porto Alegre. Mas sabe-se que, por fim, os 21,5 hectares do "clube verde-e-prata" fora arrematado pelo valor de R$ 1.400.000,00. Os compromissos que o Clube tinha com questões fiscais e trabalhistas (sendo um caso de indenização trabalhista bastante suspeito pelo valor da ação), que somavam em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil, foram sanadas, mas o saldo de R$ 800 mil ou R$ 700 mil ninguém sabe onde foram parar. Tudo um escândalo muito estranho e suspeito e que sequer mereceu um pequeno registro por parte da imprensa canoense. Por mais isso um estranho silêncio sepulcral.
Os menos crédulos entendem tal como um "doppio giocco" ou, numa tradução ilustrativa, um "jogo de truco" com cartas marcadas. Não se surpreendam se no daqui a pouco a nobre e valiosa área não será transformada num belo e aprazível residencial horizontal e sob a propriedade de empresários canoenses, sendo um deles um conhecidíssimo profissional da área imobiliária.
Quanto ao Grêmio Niterói, esclarecendo a leitora Clarissa, como clube o Grêmio Niterói não existe mais. O que há são três ou quatro proprietários que arremataram o clube em leilões. Um ficou com o terreno onde localizava-se a sede velha, construída em madeira; outros dois arremataram o ginásio de esportes e o conjunto de piscinas (que estão explorando comercialmente) e um último ficou com a sede social, que está aproveitando e promovendo eventos. Mas tudo que lá está funcionando são de iniciativa de proprietários particulares, que arremataram o que restou do clube após os três leilões, que serviram para cobrir as altas e também estranhas despesas e compromissos com indenizações trabalhistas e a terceiros, já que as audiências na Justiça do Trabalho, pelo que se tem conhecimento, correram à revelia pela ausência dos representantes e responsáveis pelo "Clube Grená".
Quanto ao "clube da aritocracia", em fase de falência, as informações extra-oficiais davam conta de que tudo fora previamente arquitetado, a partir da elevada soma dos compromissos com terceiros e os legais. E, ainda conforme informações não oficias, é o que aconteceu com o Canoas Country Clube. Aliás, pela forma como tudo começou em 1985, era possível de prever tal desfecho. Essa uma outra história que alimentará os anais da vida social canoense.
Para complementar a ficha do ex-presidente, que promoveu o "rombo" no Canoas Country Club, entre 1994 e 1998, a empresa metalúrgica, da qual é um dos sócios, tinha uma dívida ativa com o Tesouro do Estado de R$ 5.693.517,84, conforme o site da SEFAZ (Secretaria Estadual da Fazenda), em agosto de 2007.
Quem viver, verá. Lamentavelmente!
domingo, 29 de julho de 2007
Musas que estrelaram capas nos anos 70 e 80

terça-feira, 26 de junho de 2007
EXCLUSIVOS E INÉDISOS: CDs DO INTER E DO GRÊMIO

GAZETA DE LA STAMPA COM CARA DE REVISTA


domingo, 3 de junho de 2007
YOLANDA PEREIRA, A PRIMEIRA BRASILEIRA MISS UNIVERSO

O título conquistado por Yolanda Pereira, ainda que não seja reconhecido pela atual organização do Miss Universo, o que é um tanto incompreensível já que era concedido à vencedora o título de "Miss Universo", aconteceu no Concurso Internacional de Beleza, chamado "International Pageant of Pulchritude", que traduzido para o português era "Desfile Internacional de Beleza" e concedia à eleita o título de "Miss Universo".
Participaram do Concurso Internacional de Beleza, realizado no dia 08 de setembro de 1930, numa sala do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, 16 candidatas com a representante brasileira, como confirma um dos vídeos. Lá estiveram concorrendo as misses: Inglaterra, Turquia, Itália, Alemanha, Estados Unidos da América, Holanda, Líbano, França, Romênia, Grécia, Russia, Portugal, Cuba, Uruguai, Hungria e a Miss Brasil, Yolanda Pereira, que arrebatou o cetro de "Miss Universo".
Radiograma enviado, via Telesul - Companhia Telephonica Rio Grandense, pelo então Presidente do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas à Yolanda Pereira, no dia 08/09/1930: "Penhorado gentileza notícia tão grata Rio Grande do Sul haver sua distinta representante alcançado título Miss Universo tenho prazer enviar-lhe effusivas felicitações pela merecida distinção. Getúlio Vargas". (Vide radiograma abaixo)
No dia 21 de maio de 2012 Yolanda Pereira (então sra. brigadeiro Homero Souto Oliveira) foi homenageada em Pelotas-RS, sua cidade natal, que comemorava Bicentenário de fundação, com a "Exposição Eternamente Yolanda".
![]() |
| Convite para a "Exposição Eternamente Yolanda", realizada de 21 a 31 de maio de 2012, no Salão Nobre da Biblioteca Pública Pelotente, em Pelotas, cidade natal da Miss Universo 1930, Yolanda Pereira. |
Aqui executada por um jovem pianista.
sábado, 12 de maio de 2007
A Igreja, a Emoção Litúrgica e Suas Pregações Contraditórias

A Imprensa Cega, Muda e Surda
Apesar da boa intenção e do sentido de envolver, democraticamente, a população na escolha do Patrono da 23ª Feira do Livro de Canoas, esboçado pelo Departamento de Cultura da SMEC, o sistema deixou a desejar, posto que permitiu aos internautas votarem tantas vezes quantas desejassem, fosse em apenas um ou mais patronáveis.
Assim, o resultado apurado e oficializado via site da Prefeitura Municipal, nos mostra que cerca de 10% da população canoense participou do processo de votação, sendo apurado um número de votos tão expressivos que causa inveja até mesmo aos candidatos que concorreram a deputado estadual na última eleição.
Ou a divulgação da campanha pró eleição do patrono - e aqui a ressalva de que em absoluto estamos nos inserindo contra o patronável eleito, pessoa que conhecemos como absolutamente idônea, professor, escritor e procurador de Justiça de alto nível ético e profissional, e que nos anos 60, então no extinto Colégio Comercial de Canoas, foi nosso professor de português, com irreprimível competência - deflagrada pelo Departamento de Cultura, via site da Prefeitura Municipal de Canoas, teve repercussão além do nosso conhecimento ou, no comparativo, os candidatos de Canoas à deputação estadual não tiveram a mesma competência para sufragar tão expressiva votação nas urnas.
Pois, é surpreendente o que foi divulgado como votação para patrono da Feira do Livro, 32.988 votos, visto que tal representa cerca de 10% da população de Canoas, que, segundo o censo do IBGE de 2006, é de 333 mil habitantes, feito, portanto, invejável, ainda mais em processo via internet, não fosse, obviamente, o sistema permitir que se pudesse votar tantas vezes quanto desejadas, tanto em um único patronável ou em diversos. E tal, eu próprio pude constatar e comprovar, quando na primeira vez votei seis vezes em dois candidatos diferentes. Não convencido, retornei para confirmar e assim votei mais 15 vezes num único candidato. E o sistema aceitou e registrou todos os 21 votos. Aí a questão: Há 33 mil canoenses com acesso à internet?
Dias antes a votação já havia sido suspensa, como alertava o próprio site da Prefeitura Municipal, por registrar mais de um milhão de votos. Fato também registrado pelo jornalista Túlio Moreira, em sua coluna "Contraponto" no jornal virtual Correio de Notícias.
Porém, mesmo diante do envio de e-mails, revelando a constatação de tão expressiva votação, nenhum jornal da imprensa tupiniquim citadina, fez qualquer menção ao fato e sequer procurou averiguar a factualidade do feito. Omissa, a imprensa fez-se de cega, muda e surda. Um estranho silêncio completo, o que nos leva a concluir que há uma certa cumplicidade por deixar de manifestar-se quando deveria fazê-lo, se esse é o seu papel. É como diz o ditado: "Quem cala, consente".
De resto, é lamentável.
Resta, pois, torcer para que na 24ª Feira do Livro de Canoas tal não se repita, para a boa credibilidade do precosso eletivo, o que tornará o resultado mais insuspeito e transparente.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O retorno da Gazeta de La Stampa

Agora a GAZETA DE LA STAMPA circulando com new look, e com mais informações, mais consciência e com a habitual independência. Um jornal que retornou para se comunicar com a gente de Canoas e traduzir tudo o que acontece jornalisticamente na cidade.domingo, 25 de março de 2007
A emoção de uma noite de autógrafos
Sempre ouvia elogiados escritores, autores de "best sellers" falarem que a noite de autógrafo é sempre um momento de grande expectativa, nervosismo e muita emoção. Achava aquilo uma demagogia, uma forma de tornar o momento ainda mais importante, curioso e atrativo como pontual de marketing. Mas o tempo foi passando, até que em 1996, incentivado pelo jornalista, professor e crítico literário Eduardo Jablonski, que fez a seleção dos textos, publiquei o meu primeiro livro, "Desatando o Nó da Gravata". Sem ruído, sem badalação, no melhor estilo à mineira. Apenas uma notinha no meu próprio jornal. Lhufas de vendas ou de gente procurando pelo livro. As pessoas não procuraram. Passei a curtir uma espécie de frustração, apesar da emoção, quase de um pai quando nasce um filho.
De repente o amigo, "coiffeur" e hoje também cronista social Sony Souza e sua esposa Negrinha, me ligaram oferecendo o seu salão Sony Cabeleireiros, então na rua Pedro Weingartner, espaçoso e requintado, para a noite de autógrafos. Me senti mais tímido do que sempre. Aceitei, ainda mais que eles se encarregavam da organização, dos comes e bebes e de efetivar os convites. Comecei a ficar meio bobo, como uma crainça quando ganha um brinquedo. Parecia não acreditar que dali a pouco estaria lá sentado, de caneta em punho e dando autógrafos sei lá a quantas pessoas. Não fazia idéia do número e nem quem eram os convidados. Tudo ficou a cargo do casal Sony e Negrinha, que promoveram um encontro misto de festa e cultura. Era o primeiro evento do gênero em Canoas.
Lá chegando me misturei aos cerca de 70 convidados. O espaço, apesar de amplo para um salão de beleza, não suportava mais do que tal número de pessoas. Os livros dispostos sobre uma mesa para serem autografados. Imaginei se autografasse uns dez me sentiria prestigiado, realizado.
A filha do Sony cuidada da venda dos livros (R$ 27,00 o exemplar). Assim que me postei formou-se uma fila. Não fosse uns bons goles de whisky, que deu equilíbrio à minhas mãos trêmulas, talvez não conseguisse sequer assinar, quanto mais me inspirar para as óbvias e imprescindíveis dedicatórias.
Autografei naquela primeira noite 58 livros. Uma quase realização. E lá estavam personalidades de destaque da sociedade, da literatura e da política, como o advogado e ex-prefeito Luis Jerônymo Busato, o escritor Walter Galvani, os empresários Denério Rosales Neumann, Osório Victor Biazus, Gercino Ferreira dos Santos, e as socialitès, Zilma Minella Biazus e Maria Iza Dall´Agnol, entre mais e mais nomes. E não apenas autografei, como algumas pessoas fizeram questão de posar para os "flashes" tanto quando eu autografava, quanto depois em descontraídos bate-papos, enquanto não faltavam os incentivadores elogios ao meu primeiro trabalho.
Foi por demais importante aquela noite de autógrafos organizada pelo "coiffeur" e hoje também cronista social Sony e Negrinha Souza.
Em decorrência, dias depois estava eu novamente eutografando o livro "Desatando o Nó da Gravata" na Paiong Boutique, no Conunto Comercial Canoas. Para umas 18 mulheres da sociedade de Canoas e algumas de Porto Alegre, como a filha do médico que fez a primeira cirurgia de osteomielite na minha perna esquerda, dr. Rui Fortini, ainda no hospital de Garibaldi, minha "capital da champegne" natal, Vera Lia Fortini Cavalheiro, e a ex-primeira-dama de Canoas, Rose Mari Broch Guindani e Edy Maria Soares Majewski, ambas, juntamente com outras mulheres, entraram na fila dos autógrafos. Total 15 livros autografados entre 18 presenças. Evento, como disse que reuniu o who ´s who do mulherio da sociedade canoense nos meados da década de noventa, e assim não podia deixar de ser regado a champagne de boa safra.
É muito gratificante, ainda mais quando de 4.240 exemplares publicados em quatro livro, se alcançou 94,2% em vendagem.
Esse é o prêmio que sempre se espera quando se publica um livro. Acredito, por isso, e até hoje, que eu seja o autor mais premiado da cidade.




