sábado, 25 de agosto de 2007

PIRIRIS $ PORORÓS 1

*** Folgo em saber que este novo jeito de fazer coluna tem a aceitação de muitos leitores. Tanto que alguns reivindicaram o seu retorno. Então, vamos em frente!
*** Sabedores de que o próprio acabou cavando a sua própria sepultura à prefeiturável estão folgando. Faltaram os foguetórios. *** Isso me leva a relembrar a atitude dos cabideiros que, na década de 70, quase botaram a baixo o Edifício Schiavon, depois de anunciada a saída do correto prefeito DCC *** Meu office-boy Johnny Poster passou a andar rindo à toa quando soube dessas histórias. *** E só sossegou depois de falar: "Não se pode confundir quem pode com quem é poder", disse-me, sabiamente. *** Confesso que me surpreendi com sua visão e consciência. *** Me conforta Johnny Poster, ao dizer que é apenas uma questão de cultura e que tal poderá desvendar o que se esconde por debaixo do véu. Ou do tapete. *** Semana que passou no castelo da baronesa Barcova, uma senhorita very sex-appeal ficou extarrecida com as histórias sobre um "petrodólar" citadino. *** Quem será o dito? *** A sensualíssima Dolly Butterfly anda num invejável vaivém em seu novo e flamante zero. A gasosa não é adulterada. Isso é coisa que só acontece em São Paulo. *** É a velha história - ou seria adágio? - de que "Deus ajuda quem cedo madruga". *** Fortunas se constróem na quietude das madrugadas. *** Johnny Poster comentou a boca pequena sua indignação e, com ar de desconfiado, diz que fica intrigado quando aparece na televisão, jornais ou revistas uma moça bonita, sem profissão específica, e logo a rotulam de "atriz e modelo", sem que nunca alguém as tenham visto em alguma peça de teatro, filme, novela ou pisando numa passarela. *** Isso é coisa da "vereda tropical", diria Cae Velô. *** Ouço de um amigo, que diz "é o teu professor de balé", quando atende ao telefone, que apesar de baratinado com o que está acontecendo na city, não se mostra surpreso. *** Aí fiquei me questionando cá com meus botões, também baratinados, que muita coisa era corrente, só alguns não sabiam até então. *** Aí, ao ler o que havia escrito, meu dedicado office-boy questionou: "O que é cabaré?" Logo expliquei: "Não é o que você a princípio pode estar pensando. É uma casa de diversão onde se bebe e dança (não se come, até porque não tem buffet) e, em geral, se assiste a espetáculo de variedades. "Ah, bom!", disse ele aliviado. *** Desabafo da Baronesa Barcova: Hoje a safadeza tem merecido melhores reconhecimentos do que a moral e a ética. Essas, pelo que se constata, está em baixa, por fora. E ensina: Quem quiser se dar bem, social e financeiramente, que se junte ao time dos safados, ou enfretará muitas dificuldades. *** O desabafo foi ouvido também pelo atento office-boy Johnny Poster e concluiu que não se referia apenas a certas colunas sociais que tem privilegiado os espertos (no mau sentido) em preterição aos colunáveis com moral e ética. *** A conversa indignada tinha a haver com um certo e tradicional evento que tem distinguido, usando o mesmo diapasão, como o modelar caso de um estelionatário (condenado criminalmente em processo transitado em julgado) que está sendo processado, inclusive, pelo próprio clube da aristocracia. Aí estão nivelando todos por baixo. *** Tão ou mais constrangedor foi a "homenagem de revival" a certos ex-membros da organização do tradicional evento. Para alguns era extremamente embaraçante, até por isso sequer compareceram à festa. *** Há certos feitos, como ressaltou a bela e sensual Dolly Butterfly, que merecem ser melhor avaliados para que não provoquem o constrangimento dos "homenageados". *** Comentário de um colega do meio (a pedido o anonimato): "Tinha gente saltitando porque a La Stampa tinha parado de circular". Agradeci e disse-lhe: "Diga-lhes que não se apoquentem, pois ainda há fôlego. *** Tem muita gente por aí dizendo que está grilada. Pois lhes digo: Isso é coisa de quem está apenas a encangar grilos. *** Largos comentários dão conta de que estão vendendo o último clube criado, inicialmente, com o propósito de ser o clube da aristocracia citadina. E tem associado se indignando. *** Se deveras, Canoas está socialmente na ladeira da predestinação. Antes "cidade dormitório de Porto Alegre", agora "sala de espera" de salões sociais. E um dos responsáveis, sabidamente, continua solto. *** Quem está adorando, além de alguns poucos, obviamente, é a Baronesa Barcova, que ficará com o único salão digno de receber selecionados da nata social. *** Ao contrário do que a maioria dos políticos andam balelando, largamente, como disse um filósofo da periferia, "num país aonde há uma escalada de escândalos de corrupção - no popular, roubalheira - e ninguém é condenado e preso, não há democracia". *** Na realidade, são cerca de 380 bilhões / ano que se esvaem pelos ralos cavados pelos corruptos. E aí: Será que ele está errado? *** Lamento que não exista mais o Bar do Tio João, "o bar mais politizado da cidade", como avisava uma faixa na parede. Lá se discutia também essas coisas *** Com certeza, estaria em pauta a deslavada impunidade, e o debate sobre a verdadeira democracia. *** Depois de tanto ... Bem, deixa prá lá. É melhor pensar na Dolly Butterfly. Aí é tesão e não gana. *** Prá encerrar o je de mots ou, no bom e rebuscado sotaque acadêmico, calembur: Atenção, porque a chuva é de canivete aberto, e o baile de bota prá escapar das insaciáveis gibóias, cascavéis e jararacas! Ou você é dos que não tem medo de cobra?

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Canoas Country Club em Bancarota

Na edição de julho de 2007 da Gazeta de La Stampa contamos o que está acontecendo com o Canoas Country Club, depois de 22 anos de fundação. A área de 21,5 hectares, parque aquático, canchas de tênis, galpão crioulo (que vem servindo de sede social), diversas churrasqueiras sob frondosas árvores, um grande lago em frente à sede, campo de futebol, etc. Houveram diversas penhoras pela Justiça do Trabalho e outras em razão das altas dívidas com o não pagamento dos tributos obrigatórios, e que atingem a soma de cerca de R$ 600 mil. Inicialmente havia acordado ou negociada, segundo fontes extra-oficiais, a venda de uma fatia (beco com acesso privado) a um empresário para cumprir alguns compromissos trabalhistas. Não foi o suficente.

A partir daí, responsabilidade que deve ser tributada também aos Conselhos Deliberativos e Fiscal, nada foi feito. O problema se agravou. Para fazer frente a gama de compromissos legais e sociais restou a atual diretoria, presidida por Altair Stello, como se única alternativa, colocar o clube à venda. Um edital nesse sentido já foi publicado num jornal de Canoas. Uma das principais razões que levou o Canoas Country Club à quebradeira, foi um rombo promovido pelo ex-presidente Guilbert Abdala Lima, que esteve à testa do "clube verde-e-prata" no período de 1994 a 1998, na ordem de US$ 100 mil (cem mil de dólares), e até hoje não cobrados. Algo muitíssimo estranho aconteceu depois de um jantar no Canoas Tênis Clube, quando o ex-presidente referido esteve por longo tempo à mesa do presidente que o sucedera, pois que tudo estava preparado para que o "clube verde-e-prata" ingressasse na Justiça com duas ações: uma criminal e outra cível. Estranho, posto que se constatou que apenas tramita, há anos, um processo no Foro da Comarca de Canoas, sob o Nº 00800472654, visando tão somente a prestação de contas que, nos quatro anos de gestão, jamais foi feita e sequer cobrada pelos Conselhos Delibeliberativo e Fiscal. Um silêncio acumpliciador. No ano seguinte, ainda sob a presidência do presidente sucessor ao que teria provocado um "rombo" nas contas do Clube, eis que o presidente suspeito do "rombo" foi homenageado pela própria diretoria do Canoas Country Club. É ou não de se estranhar?

Reforçando: Como se tal não fosse suficiente, logo após a diretoria subseqüente ter impetrado o processo, prestou homenagem ao ex-presidente promotor do "rombo". E tal está comprovado na coluna social do semanário O Timoneiro, veiculada à época. E tudo continua sendo muito estranho, se não funesto, a festa "Notte Italiana", que era realizada como sendo "Notte Italiana del Canoas Country Club" tornará a homenagear o ex-presidente como ex-integrante da Comissão Organizadora da tradicional festa italiana, que é de origem árabe (portanto, nada em absoluto, a haver com a festa), que causou o "rombo", nunca devida e legalmente, apurado. Isso, nos parece bastante claro, é dose prá mamute, se não fosse preocupante ou quiçá atitude orquestrada. Mas tais fatos ficarão, por certo, nos anais da história social de Canoas, e revelará como se funda e se leva a falência um clube social com uma área de 21,5 hectares e que chegou a ter cerca de 1.460 associados que compraram e pagaram o seu título de sócio contribuinte ou sócio remido.

Antes disso, o mesmo presidente que promoveu o "rombo" de cerca de US$ 100 mil, efetivou a venda de uma sala comercial que o clube havia adquirido no edifício N° 66, da rua Gonçalves Dias e cujo resultado da venda não se teve conhecimento do seu paradouro ou destino. Outro fato que vem causando estranheza é que, com a publicação do edital à venda do clube, e são as informações extra-oficiais de gente bem informada, houveram apenas dois proponentes à aquisição da nobre e valiosa área de 21,5 hectares. Um empresário de Canoas e um suposto interessado de Porto Alegre, este sem que ninguém saiba dizer seu nome. Extra-oficialmente, porém, sabe-se que a área foi arrematada por quatro empresários canoenses que teriam usado um "espécie de laranja" para arrematar o leilão. O tempo, com a melhor certeza, revelará a verdade. A diretoria do Clube pedira pela venda R$ 1.800.00,00 e a proposta do empresário de Canoas, seguem as informações, teria sido de 1.450.000,00. Não há referências quanto a proposta do propalado interessado de Porto Alegre. Mas sabe-se que, por fim, os 21,5 hectares do "clube verde-e-prata" fora arrematado pelo valor de R$ 1.400.000,00. Os compromissos que o Clube tinha com questões fiscais e trabalhistas (sendo um caso de indenização trabalhista bastante suspeito pelo valor da ação), que somavam em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil, foram sanadas, mas o saldo de R$ 800 mil ou R$ 700 mil ninguém sabe onde foram parar. Tudo um escândalo muito estranho e suspeito e que sequer mereceu um pequeno registro por parte da imprensa canoense. Por mais isso um estranho silêncio sepulcral.

Os menos crédulos entendem tal como um "doppio giocco" ou, numa tradução ilustrativa, um "jogo de truco" com cartas marcadas. Não se surpreendam se no daqui a pouco a nobre e valiosa área não será transformada num belo e aprazível residencial horizontal e sob a propriedade de empresários canoenses, sendo um deles um conhecidíssimo profissional da área imobiliária.

Quanto ao Grêmio Niterói, esclarecendo a leitora Clarissa, como clube o Grêmio Niterói não existe mais. O que há são três ou quatro proprietários que arremataram o clube em leilões. Um ficou com o terreno onde localizava-se a sede velha, construída em madeira; outros dois arremataram o ginásio de esportes e o conjunto de piscinas (que estão explorando comercialmente) e um último ficou com a sede social, que está aproveitando e promovendo eventos. Mas tudo que lá está funcionando são de iniciativa de proprietários particulares, que arremataram o que restou do clube após os três leilões, que serviram para cobrir as altas e também estranhas despesas e compromissos com indenizações trabalhistas e a terceiros, já que as audiências na Justiça do Trabalho, pelo que se tem conhecimento, correram à revelia pela ausência dos representantes e responsáveis pelo "Clube Grená".

Quanto ao "clube da aritocracia", em fase de falência, as informações extra-oficiais davam conta de que tudo fora previamente arquitetado, a partir da elevada soma dos compromissos com terceiros e os legais. E, ainda conforme informações não oficias, é o que aconteceu com o Canoas Country Clube. Aliás, pela forma como tudo começou em 1985, era possível de prever tal desfecho. Essa uma outra história que alimentará os anais da vida social canoense.

Para complementar a ficha do ex-presidente, que promoveu o "rombo" no Canoas Country Club, entre 1994 e 1998, a empresa metalúrgica, da qual é um dos sócios, tinha uma dívida ativa com o Tesouro do Estado de R$ 5.693.517,84, conforme o site da SEFAZ (Secretaria Estadual da Fazenda), em agosto de 2007.

Quem viver, verá. Lamentavelmente!

domingo, 29 de julho de 2007

Musas que estrelaram capas nos anos 70 e 80


A partir de quarta-feira estará circulando mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA, trazendo na capa uma matéria inédita sobre as musas dos anso 70 e 80, que viraram capa das revistas rotuladas de masculinas.

Além disso, uma cobertura exclusiva sobre a terceira edição da festa "Notte Italiana", com matérias interessantes sobre os imigrantes italianos no Rio Grande do Sul e os detalhes da festa realizada no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceção, no Bairro Rio Branco, em Canoas, com a participação de quinhentas pessoas.

Outra novidade é o anúncio da festa com exposição fotográfica "MOSTRAPHOTO 40", que está sendo programada para setembro, onde estarão expostas cerca de 150 fotografias de misses, rainhas e socilaitès de Canoas dos anos 60, 70 e 80. As fotos foram selecionadas do Arquivo Histórico e Fotográfico (uma verdadeira relíquia histórica e cultural) do jornalista Xico Júnior, que há 40 anos preserva, com exclusividade, cerca de 27 mil fotos sociais, políticas e eventos empresariais.

Além disso, uma matéria denunciatória da estranha falência do Canoas Country Club, fundado no dia 31 de maio de 1985, e cuja área de 21,5 hectares, depois de 22 anos, está à venda. A exemplo do que aconteceu com o Grêmio Niterói, fundado no dia 30 de junho de 1933, que foi delapidado através de processos espúrios. Assim a sua sede, e por conseguinte, o Clube Grená, desapareceu da história irresponsavelmente. O mesmo está acontecendo com o Canoas Country Club ou "Clube Verde e Prata".
IMPORTANTE: Clique sobre as fotos para ampliá-las.

terça-feira, 26 de junho de 2007

EXCLUSIVOS E INÉDISOS: CDs DO INTER E DO GRÊMIO


Vem aí uma excelente novidade para COLORADOS e GREMISTAS.

Um CD Flash com mais de cem fotos históricas cada e uma breve história sobre cada um dos clubes e seus mais famosos craques, com dados que valem a pena ver e guardar para a posteridade.

Aqui vocês têm uma breve idéia da qualidade e do que poderão ver em cada um dos CD Flash EXCLUSIVOS e INÉDITOS.
Interessados em adquirir exeplares poderão entrar em contato pelo E-mail: la-stampa@ig.com.br ou pelo fone: (51) 3472-6666.

GAZETA DE LA STAMPA COM CARA DE REVISTA











Circula esta semana mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA com excelente material de cunho didático, relacionado aos 68 Anos de Emcancipação Política e à 50ª Semana de Canoas.
É dever nosso salientar o sucesso que a GAZETA DE LA STAMPA vem fazendo em seu retorno, edição após edição, e sempre com matérias diferenciadas, o que lhe dá uma aspecto simbiótico de jornal-revista. Pode-se dizer um jornal com cara (e conteúdo) de revista.

Aí duas amostras do edição que até 6ª estará circulando em Canoas, e lá se vão 17 anos de persistência e serviços à comunidade e à história.

domingo, 3 de junho de 2007

YOLANDA PEREIRA, A PRIMEIRA BRASILEIRA MISS UNIVERSO




Yolanda Pereira, a primeira mulher a conquistar o título de Miss Brasil, em 1930, e a primeira brasileira a vencer o concurso de Miss Universo, era gaúcha, natural de Pelotas.



Quando Yolanda Pereira foi eleita, o Miss Brasil ainda não tinha o mesmo glamour que passou a ter a partir de 1954, quando Martha Rocha foi eleita Miss Brasil. Mas a gaúcha de Pelotas logo encheria o País de orgulho ao ser eleita Miss Universo.

O primeiro concurso de Miss Brasil, conforme o jornalista Roberto Macêdo, na notícia publicada em seu site "http://macedobahia.sites.com.br", sob o título "Morre a 1ª Miss Brasil", foi promovido pelo jornal "A Noite" (a Zero Hora, em sua edição de 04/09/2001, na notícia da morte de Yolanda, sob o título"Morre a primeira brasileira a conquistar o Miss Universo", informa que o promotor do certame Miss Pelotas teria sido o jornal carioca "Noite Ilustrada"), no dia 4 de julho de 1930. As candidatas desfilaram pelas ruas da cidade, e a escolha se deu pelo voto do povo, através de cupões que eram publicados no jornal. Na ocasião a população saudou as jovens concorrentes pondo flores e bandeiras nas janelas das casas, mas a exibição de maiô não era aprovada no início da década de 30. Serviam apenas para a tomada das medidas.

Yolanda Pereira, que depois de se casar com o capitão e piloto da FAB, Homero Souto de Oliveira, com que teve quatro filho: Homero (piloto da FAB), Vânia, Jane e Sérgio (pianista), adotou o sobrenome do marido, morreu no dia 04 de setembro de 2001, aos 91 anos, em casa, no Leblon, Rio de Janeiro, vítima de complicações de uma infecção respiratória, deixando tres filhos, oito netos e sete bisnetos. O enterro foi no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.

Em meados de 1992, o jornalista baiano, Roberto Macêdo fez a última entrevista com a primeira brasileira a conquistar o Miss Universo para a TV Aratu, então afiliada da Rede Manchete, juntamente com o cinegrafista Levi Calmon e o auxiliar e seu irmão, Lenilton Calmon. A entrevista foi conseguida através de Beth Souto, casada com Sérgio Souto, filho de Yolanda Pereira Souto, então com 82 anos de idade (ela nasceu em 16 de outubro de 1910). Roberto Macêdo destaca que Yolanda não era uma mulher muito alta, mas mantinha o porte de rainha. E, ressalta ainda, que o que mais lhe marcou foi o brilho do olhar de Yolanda, e declarou: "Acredito que nunca tenha visto olhos tão belos. No final compreendi o por quê!". A Miss, à época, apresentava ares de fragilizada, pois fazia poucos meses que o marido havia marido.

Roberto revela também que Yolanda lhe dissera que não queria concorrer, mas acabou entrando na disputa por insistência dos amigos, já que era uma das mais votadas da cidade, Pelotas, e não podia voltar atrás. "Ficaria muito feio", justificou ela. Yolanda acreditava tanto que o concurso estadual seria somente um passeio a Porto Alegre, relata Roberto, que marcou o retorno junto com a Miss agé, de quem tinha se tornado uma grande amiga. Mas Yolanda venceu em Porto Alegre, tornando-se a primeira Miss Rio Grande do Sul e depois no Rio de Janeiro arrebatando o cetro de primeira Miss Brasil, e finalmente coroada como a primeira brasileira Miss Universo.

O Brasil estava nos primeiros anos da "Era Vargas", e o presidente, também gaúcho de São Borja, fez de Yolanda Pereira a sua musa para os eventos sociais.

Na ocasião da entrevista, Yolanda Pereira mantinha nas mãos um exemplar do livro "Olga", de Fernando Morais, e mostrou ser uma boa pianista ao executar uma, a pedido do jornalista, e assim executou o tango "La Cumparsita". Yolanda era culta e também lia em algumas línguas estrangeiras.
Já a santamariense Eva Palma da Silva, então viúva do tradicionalista, poeta, cronista, historiador e jornalista João Palma da Silva (patrono da Biblioteca Municipal de Canoas), informou em depoimento que a Miss Universo, gaúhca de Pelotas, Yolanda Pereira, depois de casada com o dr. Fernando Pereira (o que contradiz à informação do jornalista Macêdo), então diretor da Viação Férrea, teria morado por alguns anos em Canoas, conforme registros no livro “Canoas – Para Lembrar Quem Somos – Centro”, 2ª ed. Ver., às págs. 37 e 38.

O título conquistado por Yolanda Pereira, ainda que não seja reconhecido pela atual organização do Miss Universo, o que é um tanto incompreensível já que era concedido à vencedora o título de "Miss Universo", aconteceu no Concurso Internacional de Beleza, chamado "International Pageant of Pulchritude", que traduzido para o português era "Desfile Internacional de Beleza" e concedia à eleita o título de "Miss Universo".

Participaram do Concurso Internacional de Beleza, realizado no dia 08 de setembro de 1930, numa sala do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, 16 candidatas com a representante brasileira, como confirma um dos vídeos. Lá estiveram concorrendo as misses: Inglaterra, Turquia, Itália, Alemanha, Estados Unidos da América, Holanda, Líbano, França, Romênia, Grécia, Russia, Portugal, Cuba, Uruguai, Hungria e a Miss Brasil, Yolanda Pereira, que arrebatou o cetro de "Miss Universo".

Radiograma enviado, via Telesul - Companhia Telephonica Rio Grandense, pelo então Presidente do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas à Yolanda Pereira, no dia 08/09/1930: "Penhorado gentileza notícia tão grata Rio Grande do Sul haver sua distinta representante alcançado título Miss Universo tenho prazer enviar-lhe effusivas felicitações pela merecida distinção. Getúlio Vargas". (Vide radiograma abaixo)



No dia 21 de maio de 2012 Yolanda Pereira (então sra. brigadeiro Homero Souto Oliveira) foi homenageada em Pelotas-RS, sua cidade natal, que comemorava  Bicentenário de fundação, com a "Exposição Eternamente Yolanda".


Convite para a "Exposição Eternamente Yolanda", realizada de 21 a 31 de maio de 2012, no Salão Nobre da Biblioteca Pública Pelotente, em Pelotas, cidade natal da Miss Universo 1930, Yolanda Pereira.





O compositor Zequinha de Abreu compôs a valsa "Glorificação da Beleza" em homenagem à primeira brasileira eleita Miss Universo, em 1930, Yolanda Pereira.

Aqui executada por um jovem pianista.




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sábado, 12 de maio de 2007

A Igreja, a Emoção Litúrgica e Suas Pregações Contraditórias


Os brasileiros tiveram a graça de assistirem uma das cerimônias litúrgicas mais emocionantes com a celebração da missa de canonização de Santo Antônio de Sant´anna Galvão, o Freio Galvão, no Campo de Marte, em São Paulo, com a presença de cerca de 1,2 milhões de fiéis. Um verdadeiro showbusiness, com direito a transmissão ao vivo pelas emissoras de TV (leia-se Globo e Band) e todo o sensacionalismo que foi possível.
A indiscritível liturgia da celebração da missa em honra a Frei Galvão, presidida pelo Papa Bento XVI, que, como espetáculo merece destaque, além de uma cativante cerimônia, revelou-se, também, numa inoportuna ostentação de luxo, riqueza, pedantismo e soberba. Cristo, quando na terra, jamais ensinou e muito menos se apresentou com tal e imaginária ostentação e soberba. Aí um contraditório do que é milenar e sistematicamente pregado pela Igreja.
Frei Galvão, por certo, como será reverenciado pelos fiéis, é o primeiro santo genuinamente brasileiro. E que seu exemplo, segundo quem lhe crê, sirva de modelo aos grandes pecadores “lesa pátria”, que abundam pelos faustos palácios, salões e mansões desse Brasil em que mais da metade do povo sobrevive ou “vejeta falsamente”, como canta Juca Chaves em "Tô Duro", entre a pobreza, a miséria e a famelidade. Assim como abundam na faustosidade do balinônico Vaticano.
E nesse sentido a Igreja Católica Apostólica Romana, centrada com sua cúpula no faustoso estado do Vaticano, na Itália, tem, não só o dever, mas a obrigação de rever muitos dos seus métodos e contestar as próprias políticas e dos países, discriminadamente chamados de G-8, que cada vez mais escravizam o crédulo, trabalhador e honrado povo brasileiro.
O momento, é a visão e o sentimento de indignação, exige que se faça uma reflexão sobre a forma espúria, oportunista e exploratória empregada pelas igrejas, indistintamente, quanto a ganaciosa e mercenária cobrança, quase que compulsória, do “dízimo”. Isso, conforme revelou uma amiga, sem falar que cobram para subir as escadas no Vaticano e para pegar o elevador que dá acesso ao ponto mais alto da Basílica de São Pedro, o preço é dobrado. Afora, evidentemente, as ditas bentas medalhinhas, santinhos e outros “souvenirs” que fazem tilintar o caixa da Cúria Romana..
Hoje, mais acentuadamente, a fé em Deus é “vendida” explicitamente. Deus e Cristo viraram produtos banalizados e altamente rentáveis a todos os impostores da fé. “Passa a socolinha”, como ironizava Chico Anísio com seu personagem batizado de “bispo”, ou como denuncia Zé Geraldo na canção “Ou Dá ou Desce”.
Nessa vinda do Papa Bento XVI ao Brasil, de apenas cinco dias, anunciou-se (ainda extraoficialmente) um gasto de nada menos do que R$ 20 milhões, sem considerar a garrafa do vinho papal a R$ 350,00 cada; o cálice banhado de ouro, prata e bronze que custou a bagatela de RR 3.500,00, as 600 êmbulas de latão banhado a ouro, com 10 cm de altura, doadas a padres; os US$ 100 mil feitos doação à Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, e uma gama mais de abusos de ostentação que, segundo a própria Igreja Católica Apostólica Romana, pela luxúria e fausteza, se inserem na conta de “pecado capital”. Ou tal só tem efeito para os incautos e ignorantes fiéis?
As igrejas e seus compulsórios “dízimos” são tema que merecem que o Congresso Nacional e o Governo se debruce no sentido de rever e reavaliar a legalidade de tal exploração e compulsoriedade, posto que sobre os mesmos sequer há qualquer forma de controle, fiscalização e tributação. Ainda mais que é notório a forma como o compulsório “dízimo” vem sendo empregado pelas mais diferentes igrejas, num viés inadimissível aos apregoados propósitos, tendo como resultante o hiper enriquecimento da cúpula das diferentes das igrejas, estas libertas de qualquer processo legal, repito, de controle, fiscalização ou tributação.
A mídia, por sua vez, se faz cúmplice, posto que sensacionaliza tais eventos com transmissões diárias à exaustão e a cada passo dado por Bento XVI, quando não enchem os espaços durante as 24 horas com abobrinhas sem qualquer propósito informativo ou jornalístico, a não de alienar massificando. Mas não podemos esquecer que o Vaticano, ainda que seu banco tenha entrado em falência (ou seria uma estratégia para capitalizar mais doações de parte dos fiéis) devido às más gestões das cúpulas da Igreja, é reconhecido mundialmente como a maior e mais poderosa multinacional do mundo. Aí, para quem desconhece, reside o grande “carisma” que a Igreja, o Papa, cardeais, arcebispos, bispos e padres têm. Um poder, como todos os demais, conquistado a peso de dinheiro, muito dinheiro, desde antes das "cruzadas".
Finalizando, e considerando o quanto arrecadam as igrejas, todas, perde não só os ingênuos e crédutlos fiéis pelo engodo e pela incastidade, mas o próprio Governo, que deixa de arrecadar expressivos valores por não tributável o “dízimo” arrecadado pelas igrejas, muito mais expressivo do que é arrecadado via injusta e espúria CPMF.
Ficam, assim, as sugestões à Igreja Católica e aos políticos de verdadeira fé e lídimo e puro sentimento pátrio.

A Imprensa Cega, Muda e Surda

Apesar da boa intenção e do sentido de envolver, democraticamente, a população na escolha do Patrono da 23ª Feira do Livro de Canoas, esboçado pelo Departamento de Cultura da SMEC, o sistema deixou a desejar, posto que permitiu aos internautas votarem tantas vezes quantas desejassem, fosse em apenas um ou mais patronáveis.

Assim, o resultado apurado e oficializado via site da Prefeitura Municipal, nos mostra que cerca de 10% da população canoense participou do processo de votação, sendo apurado um número de votos tão expressivos que causa inveja até mesmo aos candidatos que concorreram a deputado estadual na última eleição.

Ou a divulgação da campanha pró eleição do patrono - e aqui a ressalva de que em absoluto estamos nos inserindo contra o patronável eleito, pessoa que conhecemos como absolutamente idônea, professor, escritor e procurador de Justiça de alto nível ético e profissional, e que nos anos 60, então no extinto Colégio Comercial de Canoas, foi nosso professor de português, com irreprimível competência - deflagrada pelo Departamento de Cultura, via site da Prefeitura Municipal de Canoas, teve repercussão além do nosso conhecimento ou, no comparativo, os candidatos de Canoas à deputação estadual não tiveram a mesma competência para sufragar tão expressiva votação nas urnas.

Pois, é surpreendente o que foi divulgado como votação para patrono da Feira do Livro, 32.988 votos, visto que tal representa cerca de 10% da população de Canoas, que, segundo o censo do IBGE de 2006, é de 333 mil habitantes, feito, portanto, invejável, ainda mais em processo via internet, não fosse, obviamente, o sistema permitir que se pudesse votar tantas vezes quanto desejadas, tanto em um único patronável ou em diversos. E tal, eu próprio pude constatar e comprovar, quando na primeira vez votei seis vezes em dois candidatos diferentes. Não convencido, retornei para confirmar e assim votei mais 15 vezes num único candidato. E o sistema aceitou e registrou todos os 21 votos. Aí a questão: Há 33 mil canoenses com acesso à internet?

Dias antes a votação já havia sido suspensa, como alertava o próprio site da Prefeitura Municipal, por registrar mais de um milhão de votos. Fato também registrado pelo jornalista Túlio Moreira, em sua coluna "Contraponto" no jornal virtual Correio de Notícias.

Porém, mesmo diante do envio de e-mails, revelando a constatação de tão expressiva votação, nenhum jornal da imprensa tupiniquim citadina, fez qualquer menção ao fato e sequer procurou averiguar a factualidade do feito. Omissa, a imprensa fez-se de cega, muda e surda. Um estranho silêncio completo, o que nos leva a concluir que há uma certa cumplicidade por deixar de manifestar-se quando deveria fazê-lo, se esse é o seu papel. É como diz o ditado: "Quem cala, consente".

De resto, é lamentável.

Resta, pois, torcer para que na 24ª Feira do Livro de Canoas tal não se repita, para a boa credibilidade do precosso eletivo, o que tornará o resultado mais insuspeito e transparente.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

O retorno da Gazeta de La Stampa


Agora a GAZETA DE LA STAMPA circulando com new look, e com mais informações, mais consciência e com a habitual independência. Um jornal que retornou para se comunicar com a gente de Canoas e traduzir tudo o que acontece jornalisticamente na cidade.
Essa sempre foi a proposta, desde dezembro de 1990, quando da circulação da primeira edição, então com uma arquitetura gráfica inovadora, ou seja, como a classificavam muitos leitores: um jornal com cara de revista ou uma revista com cara de jornal.
Assim, com a mesma disposição, o mesmo senso crítico e pautando sempre pela verdade, é que estamos de volta!

domingo, 25 de março de 2007

A emoção de uma noite de autógrafos

Sempre ouvia elogiados escritores, autores de "best sellers" falarem que a noite de autógrafo é sempre um momento de grande expectativa, nervosismo e muita emoção. Achava aquilo uma demagogia, uma forma de tornar o momento ainda mais importante, curioso e atrativo como pontual de marketing.

Mas o tempo foi passando, até que em 1996, incentivado pelo jornalista, professor e crítico literário Eduardo Jablonski, que fez a seleção dos textos, publiquei o meu primeiro livro, "Desatando o Nó da Gravata". Sem ruído, sem badalação, no melhor estilo à mineira. Apenas uma notinha no meu próprio jornal. Lhufas de vendas ou de gente procurando pelo livro. As pessoas não procuraram. Passei a curtir uma espécie de frustração, apesar da emoção, quase de um pai quando nasce um filho.


De repente o amigo, "coiffeur" e hoje também cronista social Sony Souza e sua esposa Negrinha, me ligaram oferecendo o seu salão Sony Cabeleireiros, então na rua Pedro Weingartner, espaçoso e requintado, para a noite de autógrafos. Me senti mais tímido do que sempre. Aceitei, ainda mais que eles se encarregavam da organização, dos comes e bebes e de efetivar os convites. Comecei a ficar meio bobo, como uma crainça quando ganha um brinquedo. Parecia não acreditar que dali a pouco estaria lá sentado, de caneta em punho e dando autógrafos sei lá a quantas pessoas. Não fazia idéia do número e nem quem eram os convidados. Tudo ficou a cargo do casal Sony e Negrinha, que promoveram um encontro misto de festa e cultura. Era o primeiro evento do gênero em Canoas.


Lá chegando me misturei aos cerca de 70 convidados. O espaço, apesar de amplo para um salão de beleza, não suportava mais do que tal número de pessoas. Os livros dispostos sobre uma mesa para serem autografados. Imaginei se autografasse uns dez me sentiria prestigiado, realizado.


A filha do Sony cuidada da venda dos livros (R$ 27,00 o exemplar). Assim que me postei formou-se uma fila. Não fosse uns bons goles de whisky, que deu equilíbrio à minhas mãos trêmulas, talvez não conseguisse sequer assinar, quanto mais me inspirar para as óbvias e imprescindíveis dedicatórias.


Autografei naquela primeira noite 58 livros. Uma quase realização. E lá estavam personalidades de destaque da sociedade, da literatura e da política, como o advogado e ex-prefeito Luis Jerônymo Busato, o escritor Walter Galvani, os empresários Denério Rosales Neumann, Osório Victor Biazus, Gercino Ferreira dos Santos, e as socialitès, Zilma Minella Biazus e Maria Iza Dall´Agnol, entre mais e mais nomes. E não apenas autografei, como algumas pessoas fizeram questão de posar para os "flashes" tanto quando eu autografava, quanto depois em descontraídos bate-papos, enquanto não faltavam os incentivadores elogios ao meu primeiro trabalho.


Foi por demais importante aquela noite de autógrafos organizada pelo "coiffeur" e hoje também cronista social Sony e Negrinha Souza.


Em decorrência, dias depois estava eu novamente eutografando o livro "Desatando o Nó da Gravata" na Paiong Boutique, no Conunto Comercial Canoas. Para umas 18 mulheres da sociedade de Canoas e algumas de Porto Alegre, como a filha do médico que fez a primeira cirurgia de osteomielite na minha perna esquerda, dr. Rui Fortini, ainda no hospital de Garibaldi, minha "capital da champegne" natal, Vera Lia Fortini Cavalheiro, e a ex-primeira-dama de Canoas, Rose Mari Broch Guindani e Edy Maria Soares Majewski, ambas, juntamente com outras mulheres, entraram na fila dos autógrafos. Total 15 livros autografados entre 18 presenças. Evento, como disse que reuniu o who ´s who do mulherio da sociedade canoense nos meados da década de noventa, e assim não podia deixar de ser regado a champagne de boa safra.


É muito gratificante, ainda mais quando de 4.240 exemplares publicados em quatro livro, se alcançou 94,2% em vendagem.


Esse é o prêmio que sempre se espera quando se publica um livro. Acredito, por isso, e até hoje, que eu seja o autor mais premiado da cidade.