quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Não há mais tempo


LEGENDAS: 1) Anos 1953 ou 54 na Rua Santos Ferreira, em Canoas-RS. De pé: Osmar Pagot, Lui e Paulinho Bohn e Clarinha Mahfuz. Agachados: Dirceo e Chico Pagot, Wanderley (Piquinho) Mahfuz, Bruno Pagot e Marco Antônio Mahfuz.

2) Ano de 1960, o time do E. C. São José "B", campeão, da Rua Frederico Guilherme Ludwig. De pé: Antônio Fogaça, Norma Ren, a Rainha do Clube Neusa Bernardes, Leonora Ren e Carlos Gilberto Vargas. Agachados: Ademir D´Arrigo (Polenta), Odir Bertoletti, Felipe Collares e Francisco Antonio (Chico) Pagot.


3) Anos 60, as meninas da rua Frederico Guilherme Ludwig, em foto na casa do casal João e Rosa Venhofen: Eliane Theisen, Neiva Bernardes, Ivone e Iris Droescher, Margarida, Renato Droescher, Cristina e Neusa Bernardes.

O ziguezague dos tempos, as correrias e os atropelos da vida de hoje, tempos supersônicos em que a tranqüilidade e a paz coletiva forçosamente deixaram lugar às guerras eletrônicas via satélite. Guerras programadas com tempo, que nos roubam o tempo. Tempos em que as bombas, os tiros e tudo mais acontece dentro de nossas casas, na nossa sala de jantar, sobre nossas mesas, durante o almoço ou mesmo o jantar, o que é ainda pior. Foguetes teleguiados, granadas e balas que explodem nas nossas caras, e à vida de inocentes, ingênuas e dóceis crianças, que tembém não têm mais tempo para ter tempo de brincar com a critividade, com os sonhos traduzidos nos caminhãozinhos e nas bonecas. Século vinte: crianças-robôs, adultos impessoais.

Tempo em que não há mais tempo para nada. Não temos mais tempo para a família, nem para os filhos e muito menos para os amigos. Cada dia temos menos tempo. Até mesmo para viver. Só nos resta uma réstea de tempo para sobreviver uma sobrevivência que nos toma todo o tempo. Assim, só teremos tempo para chegármos mais rápido ao fim. Temos muita pressa. Todo o tempo é de pressa. Passa. Agora não dá!

Vou falar em saudade. "E por falar em saudade ...", intrometo em meio a este meu filosofar, que para alguns poderá parecer uma perda de tempo, um espaço do tempo que o "poetinha" Vinícius de Moraes dedicou do seu tempo para o tempo de romancear, tempo de cantar, de amar e de viver. Disse ele: "Houve tempo ... e eu vos digo: havia tempo / Tempo para a peteca e para a soneca / Tempo para trabalhar e tempo para dar tempo ao tempo / Tempo para envelhecer sem ficar obsoleto".

Ah! que saudade - e já vai longe - os tempos dos filós (os italianos e seus descendentes sabem bem o que é e o que representa o filó), quando se passava horas e horas conversando, cantando, enquanto se bebericava um bom vinho tirado diretamente da pipa, lá no interior de Garibaldi e Nova Prata, no fresco dos porões. (Não estou remetendo ao tempo da ditadura militar).

Ah! que saudades dos tempos juvenis em Nova Prata, ou já em Canoas, na rua Santos Ferreira, e mais tarde na Frederico Guilherme Ludwig. Eram manhãs/tardes/noites infindáveis de prazer. Prazer pelo jogar bola, pelo disputar do futebol de mesa, do pingue-pongue, do flerte com as meninas adolescentes da minha rua. Meninas que já ondulavam o corpo nun ziguezagueante molejo no andar. Um andar de requebros mais sensuais e insunuantes até.
Mas já não há mais tempo, nem mesmo para recordar. Estamos todos, todo dia, sem tempo. E o tempo que resta - se é que resta tempo - é de pressa. Na realidade sobrevivemos ao tempo da sobrevivência.

Pois é, não há mais tempo. Não há mais tempo para se brincar, para se jogar, para se descansar, conversar jogando conversa fora. Só há tempo para pouco tempo. Não há mais tempo para as amizades. Aliás, já desaprendemos como fazer e cultivar amigos. Os amigos, nesses tempos sem tempo, são conhecidos. Os amigos que ainda temos são os que ficaram. São os que se plantou e colheu em outros tempos

Haja tempo para tão pouco tempo. Tempo, ora bolas! O que é tempo se não um simples espaço de tempo, que a grande maioria não liga, não valoriza, não dá importância.
E quem terá hoje tempo para pensar e recordar os bons tempos?

E o tempo se vai. Se esvai. É, não há mais tempo. Aliás nesses tempos sem tempo, dei um jeito de arranjar um tempo. Um tempo para os amigos. Amigos, não conhecidos. Rebusquei no fundo do baú. E foi ótimo. E os amigos de tempos foram aparecendo num reencontro que há tempo eu desejava. Como foi bom e fez bem me encontrar com os amigos, ainda que por pouco tempo. Amigos que fui colecionando com o passar do tempo. E sabem a que horas fui arranjar esse tempo? A uma hora da madrugada. Aliás, um bom tempo para se ter tempo. Até porque lembrar é reviver. É ganhar com o tempo no passar dos anos.

Pois é! Foi tão bom que até tive tempo de relacionar os amigos um por um, e cada um a seu tempo. Amigos dos tempos de criança, tempos de adolescente e de alguns tempos mais recentes.

Tem que se ter tempo para falar tanto tempo. De tempo mesmo, e de se ter saco para escrever tanto tempo sobre algo que, para muitos, não representa nada: o tempo. Mas no final é confortante, pois, em se tratando de amigos, o tempo dedicado foi gratificante. Fez bem para o meu íntimo. Estufou o meu ego. Senti um enoerme prazer em reencontrálos a todos. A maioria ainda por aqui, talvez sem muito tempo também.

É importante que nesses tempos de vida atribulada, de corre-corres, de tempos em tempos se arranje tempo para curtir um tempo com os amigos. Hoje vivemos, todos, tempos de massificação, tempos novelescos e tempos de alienação que deixa um vazio no tempo.

Em falando nisso, por diversas vezes me perguntei porque será que a Igreja Matriz não tem em sua torre um relógio onde Canoas e sua gente pudesse ver o tempo? Mesmo que pelo simples fato de vê-lo passar. É quase uma tradição todas as principais igrejas de cada cidade terem um relógio na torre. Mas ainda há tempo!

Há que se refletir sobre a questão "Não há mais tempo". Não podemos ficar presos ao tempo, mas também não podemos esquecer de ter tempo para quem nos ligou no tempo. Pois amanhã poderemos estar literalmente sem tempo. E aí poderá ser tarde demais.

Há uma questão a ser colocada. Nesse tempo será que não perdi tempo? Ou, talvez, foi o tempo que me ganhou?

Bem, sem mais perda de tempo, nesse tempo sem tempo, tirei um tempo para lembrar dos amigos de tempos. Me dei ao tempo de relacioná-los um por um os que cultivei todo o tempo.
(Aí vem uma relação extensa, por isso não relacionada).

Aos meus outros amigos não lembrados nesse curto espaço de tempo, e por isso não citados, minhas desculpas, pois não há mais tempo. (Escrito em junho de 1991)

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Osvaldo Alvarez e o resgate da imprensa


Há dias que somos surpreendidos com fatos e feitos que nos fazem ver e sentir que vale a pena viver. E viver com intensidade e plenitude um tempo que passou - prá mim depressa demais. Recebi hoje do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez um farto material que, por certo, enriquecerá ainda mais o livro A Imprensa de Papel (ainda no prelo), que para mim, até aqui, já estava concluído. É um livro, com material único, que aborda com boa propriedade a cronologia da imprensa canoense. O livro que, a exemplo do filme foográfico, registra o lado positio e o negativo. São registros, por momentos, narrados com visão otimista e por outro, com uma incontida crítica. Um trabalho iniciado pelo cineasta Antônio Jesus Pfeil, e que me repassou a responsabilidade de concluir e publicar.
Nesse trabalho, além da cronologia histórica, que inicia em 1909 com o registro do primeiro jornal que circulou em Canoas, "O Canoeiro", manuscrito, editado por Frederico Guilherme Ludwig e que circulava no "trem de ferro" ou Maria Fumaça, entre Canoas e Porto Alegre. No livro são resgatados também temas como todos os cronistas sociais que passaram pelos 84 jornais que Canoas tem e teve, cujo pioneiro foi Léo Medina Martins, em 1955, seguido do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez. Ambos exerceram a crônica social na imprensa e no rádio com rara competência. Mais a quase totalidade, pelo menos os principais e mais atuantes, profissionais fotógrafos. E análises incentivadoras e pontiagudas.

Osvaldo Alvarez, que no intermeio da carreira profissional foi vereador, advogado e juiz federal, me agraciou com umas preciosidades de fotos, uma calhamaço de cópias dos originais da sua coluna, que era publicada no espaço "Zona Norte, Zona Sul", na hoje extinta Folha da Tarde. E, além disso tudo, uma entrevista sui generis, a qual respondeu por escrito, onde revela fatos que poucos cronistas sociais ou jornalistas tem coragem de fazer ou dizer: a relação das mulheres mais elegantes, outras de sucesso, as mais simpáticas, clubes de melhores realizações sociais, etc., assim como detalhes sobre o baile de escolha da primeira Glamour-Girl de Canoas, feito que teve a organização do ex-militar Anísio Lopes Ribeiro de Menezes, então diretor social da Associação Cultural Vasco da Gama.

Alvarez, na entrevista, foi além. Apontou, com sapiência e justeza, o Léo Medina Martins como o cronista social que mais o impressionou. E, por bondade e generosidade, teceu loas ao meu trabalho como cronista social e assim massageou meu ego. Cai das nuvens ao ler no final: "Xico Júnior! Em realidade, sem qualquer puxa-saquismo, ocupas um lugar de destaque na vida social canoense, porque, sem dúvida alguma, és o maior e o melhor cronista social da cidade em todos os tempos. Teu conceito ultrapassou em muito nossas fronteiras. Tu sempre serás o ponto de destaque em toda e qualquer pesquisa a ser feita em nossa cidade. É como digo: só há um Xico Júnior! Todos já tentaram imitá-lo. Nenhum obteve êxito".

Caro amigo Alvarez, levo em consideração e aceito tuas massageadoras referências à minha pessoa, primeiramente por ter acompanhado muito da tua carreira profissional e saber do ilibado comportamento e da sinceridade que sempre pautou as tuas atitudes, tanto na Câmara de Vereadores como no exercício do direito. E, em segundo lugar, porque nossa amizade tem raizes num tempo que, dada a realidade de hoje, nos enche de saudades e nostalgia, mas que, com a melhor coinsciência, era um tempo de lealdade, de franqueza e de uma solidária cordialidade. Um tempo em que se podia desfrutar de pessoas e amigos, como você meu caro Alvarez, cuja educação, respeito e senso humanitário os tornavam verdadeiros gentlemen.

Reprisando um autor que desconheço, a recíproca é verdadeira!
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Hoje foi um dia de belas e agradáveis emoções




Pois, há dias que nos surpreendem pelas muitas coisas boas que acontecem. Primeiro um telefonema de uma destacada e influente socialitè elogiando o rebu (de rebuscado) sobre a trajetória do pioneiro do colunismo social em Canoas: Léo Medina Martins, publicado na edição de setembro da Gazeta de La Stampa. Um justo resgate a quem muito fez pelo colunismo, jornalismo, sociedade, nos setores político e empresarial e, como disse Normélio Ravanello, um construtor de pessoas, assentado no fato dele ter ajudado a muitos jovens canoenses com empregos, porém sob a condição que teriam que estudar. E assim muitos se projetaram profissionalmente.

Depois o contato com os amigos João Gilberto Graebin e Protásio Bernardes, a quem fiquei de fazer uma visita e matar saudades dos feitos de quatro décadas passadas. Um dos assuntos tratados foi a colaboração no sentido de incrementar com fotos e informações o livro que estou escrevendo A Minha, Nossa Rua, outro rebu inadiável sobre a Rua Frederico Guilherme Ludwig, especificamente no período de 1956 a 1970, quando lá vivemos o auge da liberdade, da criatividade e dos muitos jogos e bricandeiras da infância-adolescência. Um mergulho pelo túnel do tempo, e de um tempo que, lamentavelmente, não há como trazê-lo de volta. Um tempo de puro romantismo, de fortes e duradouras amizades e de laços que nos levam ao melhor das emoções. Mas que vale revivê-lo através de fotos e das muitas histórias.

Por final, um reencontro, via telefone, com a minha querida e inesquecível Neusa Barnardes, que depois acrescentou Feistauer ao seu nome. Lembranças e relembranças e, melhor, de que tudo está bem. Na conversa com a graciosa e simpática Neusa, descubro que depois da biologia que, como disse, não serviu muito por falta de praticá-la devido as viagens e locomoções, voltou-se inteiramente às artes plásticas. Autoditada começou pintando com óleo sobre tela, passou para o abstracionismo e o estilo hiperrealista e hoje dedica-se mais a pintura em acrícilo: natureza morta, porém com um estilo muito pessoal e que, a cada obra, mais valoriza o seu trabalho. E olha que são poucos os artistas contemporâneos que detém um currículum tão importante e obras que revelam uma sensibilidade artística incomum. Assim, também, as paisagens e as marinas de Parati, cuja leveza e um certo toque de abstracionismo valorizam ainda mais o seu criativo trabalho.

Merece, assim, uma prestigiada exposição em sua terra natal.

Em homenagem à querida amiga, depois de decano tempo, não resisti em postar uma foto muito especial e que faz parte das que mais zelo e procuro cuidar dentre as cerca de 26 a 27 mil fotos que tenho em meu particular acervo fotográfico. Registra o primeiro baile de Carnaval, dela quanto meu, curtido na primeira sede, provisória, da Sociedade Canoense de Caça, Pesca e Tiro, em 1965, onde por longo tempo funcionou o Cinema Central, sob o comando do "velho" e simpático Mattos.

Foram, enfim, contatos que me levaram a reviver, memoravelmente, o que de mais bonito e aprazível uma juventude pode curtir. Sem querer subestimar outros tempos, os anos dourados e diamantinos foram, além dos mais glamourosos e atrativos, um tempo em que as pessoas e, em particular, a geração dos dourados e diamantinos anos, tiveram o privilégio de viver uma das fases mais cheias de encantos, liberdade, criatividade e alegria que se tem conhecimento, até mesmo pelos milhares de relatos em livros, crônicas e artigos registrados por grandes escritores, jornalistas e memorialistas.

Ah! Que infinita pena que aqueles anos não voltam mais!
Como os versos poetisados: "Ai que saudades eu tenho / da aurora da minha vida / da minha infância querida / que os anos não trazem mais".
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Fumo faz mal, sonegação e corrupção matam

A lição do investigador: sem sombra ou “fumaça” de dúvida.

Astucio Cappotta já não suportava mais a hipocrisia e o cinismo que vinha massificando e fazendo lavagem cerebral nas pessoas, através da chamada grande mídia. Mídia essa, perscrutrara ele, que também cometia os mesmos crimes de "lesa-pátria" praticados pelos chamados sonegadores, corruptos, estelionatarios, falsificadores, etc.

E eis que num certo evento social encontrava-se o investigador Astucio Cappotta, com seu estilo meio que desleixado, sem muito aprumo - jamais seria eleito como um dos mais elegantes - e lá, retirado do grupo, excluso, tragava tranqüilamente seu habitual cigarro, hábito que cultiva desde o tempo em que fumar era símbolo de machismo e atitude de elegância, quando aproximou-se um tradicional e bem sucedido (?) empresário, um líder da pequena cidade de Canastra, atolado em vício e crimes de “lesa pátria”, lembrando que, por sua vez, também tem o hábito de cachimbar e fumar charutos, e foi logo tripudiando sobre o simplório, mas nada submisso, investigador:

- “Ô, Astucio, pára de fumar. Não vê que cigarro faz mal prá saúde? E pior, tu tá poluindo o ambiente com esse teu mal cheiroso cigarro”.

Astucio, que não era lá dado a prazenteios e nem de guardar as coisas, não sabia e nem aprendera a técnica de “engolir sapo” como habitualmente justificam os “tartufos” políticos praxistas, quando lhes interessa não contestar para logo adiante obter vantagens, lascou, sem dó nem piedade, como se num palanque, púlpito ou tribuna, porém em meio tom, posto que o velho e tradicional empresário também atolara-se no vício de cachimbar (ou cachimbo não é uma forma de fumar, uma forma de “se matar” com o tabaco? pensara Astucio lá com seus botões desbotados), e de súbito surpreendeu:

- “O cigarro, senhor, faz mal à saúde, sem dúvida. Mas faz menos mal à saúde do que a crescente gama de crimes de sonegação, que nada mais é do que uma forma praxeira e sutil de referir-se aos crimes de apropriação indébita, que levam a grande maioria ao enriquecimento ilícito e daí a esnobação para com os socialmente menos ousados e não dados à prática de crimes de “lesa pátria”. A sonegação, senhor, e repito, que é um crime hediondo, posto que permite que muitos roubem o dinheiro do contribuinte, acaba causando a morte de milhares e milhares de pessoas por falta de recursos nos setores da saúde, falta de recursos, senhor, para os medicamentos, a construção de mais hospitais públicos, o aumento do número de leitos, de medicamentos aos necessitados. Falta de recursos para a aquisição de mais e modernos aparelhos de assistência médico-hospitalar. Enquanto muitos, senhor, ficam aí fazendo demagogia sobre o que se tornou uma síndrome em nosso espoliado Brasil, o obediente e pontual povo brasileiro está a merecer maior atenção dos que se dizem autoridade. Está sendo esbulhado pelos seus “lídimos representantes”, em escândalos que envergonham e enlameiam a dignidade de um povo e de uma Nação, em todos os níveis, e cada vez mais impunes. Isso, senhor, é que faz mal à saúde. O cigarro é apenas um mero pretexto a desviar a atenção dos problemas maiores como os crimes de sonegação (repito, crime de apropriação indébita), tão grave e nefasto quanto a corrupção, estelionatos, golpes financeiros, trapaças mil, estes todos tratados como se não graves, posto que são classificados como crimes do colarinho branco, como se esses criminosos não devem ser punidos da mesma forma como é punida uma senhora que se apossa de uma latinha de margarina em supermercado.

Então, senhor, antes das pessoas reclamarem e quererem dar “moral” aos outros, usando como modelo o cigarro (cachimbo, charuto e cigarro todos se originam do tabaco), seria importante que as pessoas se conscientizassem dos grandes malefícios que toda essa gama de “crimes de lesa-pátria”, assim como a poluição ambiental provocada por ônibus, caminhões e camionetas, fundamentalmente, que se utilizam de óleo diesel, e os automóveis, de gasolina, se exigisse que parassem de circular. Que se obrigasse, por leis exdrúxulas, como é praxe neste culturalmente empobrecido Brasil, as indústrias de funcionaram com seus altos chaminés, que exalam na fumaça gases letais como enxôfre, mercúrio, metano, etc., ou com descargas de uma gama imensurável de poluentes jogados nos arroios e rios. E assim, que todas parassem de funcionar.

Depois que isso acontecer, senhor, serei o primeiro a parar de “matar os outros por tabela” pelo hábito de fumar, como apregoam os “maria vai com as outras”. Enquanto essa hipocrisia perdurar e o governo continuar cobrando os impostos sobre a produção e o consumo do tabaco, e as indústrias das mais diferentes formas continuarem a poluir expelindo gases venenosos, cancerígenos e letais à vida do homem e da natureza, e produziem enlatados cheios de venenos (conservantes, corantes, aromatizantes, etc), que me perdoem os idiotas, vou continuar fumando.

E se é, senhor, como cinicamente dizem, que a fumaça do cigarro de quem fuma contagia os outros, tenho a lhe revelar que, além de patriota (pois me sacrifico em favor da manutenção da sobrevida dos plantadores de fumo, da garantia de empregos nas fábricas de produtos originários do tabaco e da arrecadação de impostos pelo Governo - se não existir impostos, como fariam os políticos para praticarem corrupção?), não sou egoista. Portanto, se um dia eu partir desta para outra melhor (espero, porque aqui não está nada fácil), faço questão de levar os amigos comigo. E o senhor será meu parceiro nessa empreitada.

- Ah, antes de terminar, uma salutar sugestão, se me permite: Combata aberta e amplamente a escalada da corrupção e pára de sonegar! Isso faz muito, muito mal à saúde do povo brasileiro!

O experiente e “bem sucedido” empresário, sem jamais esperar por esse “rosário de moral e comportamento desse tamanho”, olhou o investigador Cappotta, e sem jeito e, quiçá, com a consciência já roubando-lhe o “sono dos anjos”, retirou-se sem sequer dizer qualquer palavra.

No fundo, é bem provável, sabe que o cigarro faz mal à saúde, sim, mas sabe melhor que o dinheiro público que é surrupiado através das mais diferentes práticas ilegais, faz muito, muito mais mal à saúde do povo, como ensinou em sua longa oração Astúcio Cappotta, sem qualquer sombra ou “fumaça” de dúvida.

O resto é puro mis-en-scène da gama infindável de tartufos (a paersonagem de Molière), enquanto a grande maioria, a massa de manobra, se comporta como autênticos Pangloss (personagem de Voltair).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

HISTÓRIA DO COLUNISMO E JURANDIR MACIEL A PREFEITO







A partir de sábado estará circulando mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA, com matéria resgatando a história do colunismo social em Canoas e a trajetória do pioneiro do colunismo social.

Outra matéria que por certo despertará grande interesse por parte das mulhares, em especial, é A DIETA DO CHÁ-VERDE, postada na coluna de Vanusa Goriczewski.

Tema de importância do momento: MÔNICA VELOSO: FAMA COM NUDEZ E LIVRO, conta a história da amante do senador Renan Calheiros, envolvida nos escândalos do Presidente do Senado, e que será capa da revista Playboy.

NOTA 1: Com a decisão do STF - Superior Tribunal Federal acabou o troca-troca de partidos, quando a maioria que optava por isso tinha, no fundo, interesses exclusivamente pessoais. E tal decisão, que passa a valer para os "vira-casacos", desde 27/03/2007, abrange também os deputados estaduais e vereadores. Assim, em Canoas dois vereadores estão na mira do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, que é quem vai dar a última palavra: Nedy de Vargas Marques, que trocou o PTB pelo PMDB só para poder concorrer a prefeito, e o vereador Laércio Fernandes, que deixou o PSDB pelo PTB, por discordar da filosofia do partido que detém o "establishment" em Canoas.
Isso ainda vai dar muito pano prá manga.
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NOTA 2 - JURANDIR MACIEL já é o candidato do PTB a Prefeito de Canoas, ainda que não tenha havido a reunião oficial do Diretório, e como vice na chapa do PTB concorrerá o ex-vereador Luiz Roberto Steinmetz. Já o deputado federal Luiz Carlos Busato é o novo presidente do Diretoria Municipal do partido. Tudo ficou acordado e previamente definido na reunião realizada no dia 1º de outubro, na Sociedade Canoense de Caça e Pesca.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS E A JUSTIÇA





*** Muito se fala que fulano ou beltrano é empresário "bem sucedido", mas é preciso olhar ao fundo, pois é assim (vide seqüência) que as "elites brancas" defendem a democracia e se tornam milionários ilicitamente. Sem exceção. *** É como diz Fortuna Di Falco, num dos seus livros: ”Ninguém fica rico, milionário ou poderoso, impunemente”.*** Isso tem a ver com a resposta de um “bem-sucedido” que, perguntado, certa vez, por um jovem, como conseguira ficar rico, e depois de alguns segundos deu a resposta, que ficou no ar, com outra pergunta: “Você já viu pandorga subir sem rabo?” *** “É assim que os “ricos ou milionários”, que não tiveram oportunidades na infância, brincam, justificou sarcasticamente Leteu Laico. *** A lei é taxativa: quem deve aos cofres do Estado ou da União, não pode contratar serviços públicos enquanto não liquidada a dívida. E aí a pergunta: Como é que uma empresa, que deve mais de R$ 5 milhões de ICMS ao Estado - conforme o site do SEFAZ de ... -, mantém contrato de prestação de serviços de transporte com uma empresa estatal? *** O expert em direito, Leteu Laico, navegando pela Internet descolou essa da imortal Cármen Miranda, dito em 1955, que tem a haver: "JUSTIÇA é uma coisa que me revolta. Os ricos compram facilmente a justiça; os pobres e membros da classe média são sempre os condenados, mesmo aqui nos Estados Unidos. Eu nunca poderia ser advogada e ter que lidar com os fóruns e juizes, que cometem tanta injustiça ... em nome da justiça chamada 'cega". Dito e feito. *** A baronesa Barcova, que sempre esteve atenta à regras da boa etiqueta, surpresa com a falta de atenção e consideração que pulula nos mais diferentes setores, disse: "Percebo cada dia mais a desatenção quando se liga para alguém ou se passa um e-mail (maneira moderna de se corresponder) e sequer se tem resposta. Isso, segundo as regras da boa etiqueta, é falta de educação e de consideração. É menoscaso, lamentavelmente". *** Me faz lembrar, o ilustrado homem do direito Leteu Laico, que um dos seres humanos mais atenciosos e educados, quando se tratava de telefonema, e que jamais deixava sem uma resposta, era o saudoso Léo Medina Martins. Daí ter sido ele sempre um perfeito elegante, um verdadeiro gentleman. Assim como era exigente e cobrava a boa educação dos outros, era exigente e cobrava tal comportamento de si mesmo. *** Alguns vereadores têm mostrado relevantes serviços à sociedade e, assim, têm sido pródigos na prestação de homenagens. *** O prestativo e atento Johnny Pôster, que não perde um noticioso televisivo, veio com essa: “É um vai e um vem, lá está a mídia criticando que o Brasil tem uma das cargas tributárias mais pesadas e absurdas do mundo. À par disso, prossegue, a governadora Yeda Crusius, mostrando que é tão competente quanto muitos outros governadores que escalaram o poder estadual, lançou mão da sua também criatividade: mais aumento de impostos”. *** Já a “secretária do lar” Negajaba Conceição, que se liga mais nas alienantes telenovelas – e com a entrada no mercado de outras TVs vem uma enxurrada por aí – reclamou: “Como é que a gente pode sobrevivê com tudo aumentando e o salário da gente “ó”, cada vez menor?” *** “Cactus, minha filha, come cactus, que nem os cabeça-chata lá do nordeste”, respondeu a irriquieta Dolly Butterfly. *** Aí interveio o mendigo Demo Cria, tão espoliado e sem jamais conhecer a solidariedade, complementou: “Por quê tu acha que eu tô nessa?” *** Já as altas cúpulas, que andam em viés às pregações, convenções e legalidades, se satisfazem com o invertido adágio: “É recebendo que se dá”. *** Quem anda cantando alegre e faceiro que essa turbulenta injustiça são os donos de farmácia, pois haja “alprazolan” ou “clonazepam” pra enfrentar tanta ansiedade e angústia, alertou a preocupada baronesa Barcova. *** “Durma-se com esse barulho, e sem ansiolíticos”, arrematou a hipocondríaca Dolly Butterfly.

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domingo, 16 de setembro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS 5

*** O ideal, sugere, o investigador Cappotta, referindo-se a estelionatário já condenado em processo transitado em julgado (Art. 171 do CPB), é colocar esses marginais, metidos a “alpinistas sociais”, na geladeira ou no freezer. *** Aí questinou Demo Cria, o mendigo informante, “Geladeira ou freezer, ou mesmo congelado, purifica?” *** O intelectual Tartufo Pacóvio, com seu largo conhecimento e cultura, ampliou a questão: ”Junto teríamos que colocar os políticos corruptos e os empresários sonagadores. E sonegação, se não sabem, não é coisa pequena ou sem importância como fazem parecer, é “crime de apropriação indébita”, é dinheiro público, tanto quanto o da corrupção, que está sendo ilegalmente apropriado, esclareceu. *** Profundo e cabido esclarecimento. Mas, Barcova, que além de baronesa coletou vasta cultura em seus decênios de vida, disse: “Se através da Justiça não se fizer uma verdadeira, ampla e irrestrita assepsia no âmbito do que cabe aos governos preservar e fazer valer, não há freezer que agüente o tanto a ser congelado e purificado”. *** E mais, completou: “Enquanto o povo, servo e domado, se propuser apenas dizer graças a Deus eu consegui, mesmo quando espera meses e meses para uma simples consulta médica, não haverá político ou governante que se comova à soluções efetivas, sem embromações e sem engodos”. *** Essa, ressaltou o gajo Maluco Certeza, foi no fígado, rins e baço do povão. Direto como esse nem o Mike Tayson nos bons tempos. É disso daí ou todo mundo sifu! *** Tem gente chiando com os R$ 426,2 mil destinados pela Prefeitura de Canoas às comemorações da Semana Farroupilha. Nesse interim interveio o mendigo Demo Cria, e lascou: "Mas já se informaram sobre o preço da alfafa, do milho, dos saquinhos plásticos pra recolher o cocozinho dos cavalos e nos preserrvativos prás éguinhas não “ingravidá”? Só pensam nos caras pilchados, de lenço e bombacha e nas mulheres trajadas de prendas? E então?" *** A empregada da “fessora” Joanete, numa das pausa do trabalho, disse à patroa, no melhor estilo Pangloss, a personagem de Molière: “Ta ruim , má tá bom”. *** O ex-presidente FHC diz que “a parada de 7 de setembro é uma palhaçada”. Fortuna Di Falco, ilustrado crítico da realidade inconteste, concorda, porém, diz, para ser uma verdadeira palhaçada completa faltou o FHC como porta-estandarte da elite branca”. Talvez por isso a reação do “douto filósofo” FHC. *** E mais, parafraseando Paulo Henrique Amorim: “Em nenhuma democracia séria, jornais alienistas, servilistas e de baixa qualidade de conteúdo e um colunismo social pachola têm a importância que têm em Canoas. A opinião de “Piriris & Pororós” se baseia no fato de que o aludido jornal é ruim tecnicamente, como produto jornalístico. E fica ainda mais ruim com a pacholenta coluna. *** Depois, observando mais amiúde, se constata que a tal coluna é, realmente e sem dúvida, a mais pachola. É uma apologia aos “joios” da sociedade, e trata a todos com elogios, simplesmente elogios, ou situações em que os maus caratistas incorporam os heróis da Ilíada – na vida amorosa, na vida empresarial, como colunáveis e mestres-gourmets. Ridiculamente intragável. Ou, como diria aquele ex-ministro de FHC, “ilegível”. *** Como sempre foi dito, a ilustrada baronesa Barcova, que graduou-se pianista e professora de piano na Escala de Milão, revela a nota preferida pelo povo brasileiro, na escala musical: RÉ. *** E explica: “Se obervarmos bem a nota está contida na REeleição de FHC, na REeleição de Lula, na REeleição de Ronchetti e na REeleição das maioria dos deputados federais e estaduais e também dos vereadores”. E depois REclama ... e se diz u dos governos, políticos e elite branca”, concluiu REvoltada. *** Ao ler uma nota na coluna “Observatório”, na Gazeta de La Stampa, o investigador Astucio Cappotta perguntou ao Leteu Laico, grande conhecedor do direito: “Segredo de Justiça lhe agrada? O que acha do “sigilo” quando se trata de questões jurídicas envolvendo dinheiro público?” *** Leteu Laico, que não tem muita papa na língua, devolveu: “Aqui entre nós. Detesto-o. Não posso concordar com coisas que tolhem o direito do cidadão e contribuinte”. *** Enquanto em Porto Alegre a fiscalização caçava a qualquer custo camelôs, no mesmo dia no Senado, em Brasília, um grande falcatrua que cometera “decoro parlamentar” era inocentado com toda a desfaçatez, bradou injuriada a baronesa Barcova. *** RÉ NÃO. Avante, companheiros! gritou uma voz em meio à multidão atordoada com tanta safadeza, hipocrisia e cinismo dos despauterados senadores. *** Per oggi, fine!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS 4

*** Essa a Dolly Butterfly sacou do Millôr Fernandes: "O Conselho de Ética do Senado é um oxímoro". E ela, que às vezes parece songamonga, explica: "Oxímoro é uma figura que consiste reunir palavras contraditórias; paradoxismo, oxímoron". E exemplifica: silêncio elogüente, covarde valentia, valente covarde, inocente culpa, diz assentada no Aurelião. *** No mesmo diapasão, o cineastra canoense Antônio Jesus Pfeil diz sobre a casa dos homens de "fardões" (uma riqueza esnobe e ridícula), que só bebem chá com bolachinhas (acho que é porque a maioria usa chapa com corega): "É a Academia Brasileira de Letras ... de câbio". Pelo menos, como se tem visto, funciona num diapasão assemelhado. *** E logo a ilustrada e irônica baronesa Barcova não perdoou: Lá tem, entre tantas obras clássicas, até "Marimbondos de Fogo". *** Demo Cria, o mendigo que adora se divertir, apesar da desgraçada vida que leva, importou do José Simão, ou Macaco Simão, essa: "José Simão diz que recebeu uma foto de Poções, na Bahia, e que é real, que tem um açougue chamado "Casa de Carnes Renan Vaca Gorda". E existe, assegura Simão, bem antes dos escândalos, descobertos, do senador Renan Calheiros, e arrematou ele: "Esse cara não é açougueiro, é um profeta". *** Ainda segundo José Simão, o tucanês que ele usa nas suas colunas cheias de graça e ironia, é pura verdade. No tucanês "fome é o estômago em estado de vácuo". Outra dos tucanos que, junto com o Fernando Henrique Cardoso, foram visitar a seca no Nordeste, e aí falaram: "Seca é desconforto hídrico". *** Depois que o douto filósofo FHC deixou o "tronopólio", que faz parte do "dicionário tucanês", passou a vigorar o "dicionário lulês" e o "dicioonário antitucanês". *** Ouço um monte de histórias e estórias cheias de realidades e ironias e me dobro em risos, mesmo que muitas vezes elas não tem graça alguma. *** Por outro, folgo em ouvir que a coluna "Piriris & Pororós" (título esse criado por Ricardo Amaral nos anos 60), e que é publicada no jornal Gazeta de La Stampa, está ecoooaaaannndo ... favoravelmente. *** Per oggi fine. E vou em frente em busca de um novo talvez.

PIRIRIS $ PORORÓS 3

*** Quando Fortuna Di Falco começou a escrever falou pra ele mesmo e para alguns poucos amigos que, se não escrevesse a verdade, a sua verdade, ele não escreveria. E isso lhe dá, junto aos bons, bom crédito. As pessoas que lêem o que ele escreve sabem que está falando a verdade sob seu ponto de vista. *** O ideal, sugere, o investigador Cappotta, é colocar esses marginais, metidos a “alpinistas sociais”, na geladeira ou no freezer. *** Aí questinou Demo Cria, o mendigo informante, “Geladeira ou freezer, ou mesmo congelado, purifica?” *** O intelectual Tartufo Pacóvio, com seu largo conhecimento e cultura, ampliou a questão: ”Junto teríamos que colocar os políticos corruptos e os empresários sonagadores. E sonegação, se não sabem, não é coisa pequena ou sem importância como fazem parecer, é “crime de apropriação indébita”, é dinheiro público, tanto quanto o da corrupção, que está sendo ilegalmente apropriado, esclareceu. *** Profundo e cabido esclarecimento. Mas, Barcova, que além de baronesa coletou vasta cultura em seus decênios de vida, disse: “Se através da Justiça não se fizer uma verdadeira, ampla e irrestrita assepsia no âmbito do que cabe aos governos preservar e fazer valer, não há freezer que agüente o tanto a ser congelado e purificado”. *** E mais, completou: “Enquanto o povo, servo e domado, se propuser apenas dizer ‘graças a Deus eu consegui’, mesmo quando espera meses e meses para uma simples consulta médica, não haverá político ou governante que se comova à soluções efetivas, sem embromações e sem engodos”. *** Essa, ressaltou o gajo Maluco Certeza, foi no fígado, rins e baço do povão. Direto como esse nem o Mike Tayson nos bons tempos. É disso daí ou todo mundo sifu! *** Tem gente chiando com os R$ 426,2 mil destinados pela Prefeitura de Canoas às comemorações da Semana Farroupilha. Mas já se informaram sobre o preço da alfafa, do milho, dos saquinhos plásticos pra recolher o cocozinho dos cavalos e nos preserrvativos prás éguinhas não “ingravidá”? Só pensam nos caras pilchados, de lenço e bombacha e nas mulheres trajadas de prendas? Então ... *** A empregada da “fessora” Joanete, numa das pausa do trabalho, disse à patroa, no melhor estilo Pangloss, a personagem de Molière: “Ta ruim , má tá bom”. *** O ex-presidente FHC diz que “a parada de 7 de setembro é uma palhaçada”. Fortuna Di Falco, ilustrado crítico da realidade inconteste, concorda, porém, diz, para ser uma palhaçada completa faltou o FHC como porta-estandarte da elite branca”. Talvez por isso a reação do “douto filósofo” FHC. *** E mais, parafraseando Paulo Henrique Amorim: “Em nenhuma democracia séria, jornais alienistas, servilistas e de baixa qualidade de conteúdo e um colunismo social pachola têm a importância que têm em Canoas. A opinião de “Piriris & Pororós” se baseia no fato de que o aludido jornal é ruim tecnicamente, como produto jornalístico. E fica ainda mais ruim com a pacholenta coluna. *** Depois, observando mais amiúde, se constata que a tal coluna é, realmente e sem dúvida, a mais pachola. É uma apologia aos “joios” da sociedade, e trata a todos com elogios, simplesmente elogios, ou situações em que os maus caratistas incorporam os herpois da Ilíada – na vida amorosa, na vida empresarial, como colunáveis e mestres-gourmets. Ridiculamente intragável. Ou, como diria aquele ex-ministro de FHC, “ilegível”. *** Não confundir, como ensina o intelectual Tartufo Pacóvio, "Jornal com cara de revista", com "jota (pouca coisa, coisa nenhuma, nada) com cara de vigarista". *** E emendou: "Esta coluna "Piriris & Pororós" é uma joeira, que só retém o trigo". *** Usa-se, até com certa insistência, separar o joio do trigo. Mas tem muitos, que, como disse o ilustrado Tartufo Pacóvio, não sabem que joio é uma "erva daninha, ruim, que surge entre as boas e as corrompe". *** E o trigo, como ressaltou a baronesa Barcova, é representado por uma significativa parcela dos colunáveis.

sábado, 1 de setembro de 2007

LA STAMPA: MACA 40 ANOS


Já está circulando mais uma edição da Gazeta de La Stampa. Como assunto central o resgate da história do MACA Movimento Assistencial de Canoas, criado em 08 de abril de 1967, por um grupo de jovens adolescentes.
Outro assunto que, por certo, despertará interesse, é a matéria sobre a cura do cancer através da planta Avelós.

E a novidade, introduzida em edição anterior, cujo retorno é uma exigência de muitos leitores, é PIRIRIS & PORORÓS, novo estilo de fazer coluna social, e tem prováveis possibilidades de intrigar e arrepiar os pelos de muita gente. Como diria o saudoso "papa do colunismo" Ibrahim Sued, assentado em adágio árabe, "olho vivo, porque cavalo não desce escada".