domingo, 24 de fevereiro de 2008

Veja = Carta Capital: A Imprensa mal intencionada

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Há uma persistente insistência na luta pela liberdade de imprensa. E sem liberdade de imprensa, é fato sabido e consumado, não há democracia. Sem democracia não há liberdade de expressão. Porém, por outro, vemos a erroneamente chamada de grande mídia torcer e distorcer os fatos de forma desabrida e indisfarçada, explícita e descarada.

Nas edições de 23.02.2008, das revistas Carta Capital e Veja, vemos um exmplo indubitável de má intenção de um dos veículos que tendem, sistematicamente, a fazer o jogo da "elite branca" e defender os interesses de um neoliberalismo troglodita. Pois, se observarem sem muito esforço, verão que a revista VEJA, que circulou depois da revista CARTA CAPITAL, apesar de estar pronta antes, saiu depois e circulou exatamente com a mesma foto (trabalhada) da capa de Carta Capital. Essa, é o que fica bastante explícito, foi uma armação, descarada e anti-ética, da revista Veja para definitivamente confundir o leitor.

Enquanto Carta Capital, sob a manchete "Cuba Sem Fidel", traz a história com sentido mais informativo e imparcial sobre o ex-ditador cubano Fidel Castro, a revista Veja, desavergonhadamente, reflete toda sua indigestão contra Fidel Castro, sob a denunciante manchete "Já Vai Tarde", onde, em lugar de um verdadeiro jornalismo informativo, distorce o conteúdo e a história, manipula e desinforma o leitor. "Olho vivo, porque cavalo não desce escada", já dizia o saudoso cronista social Ibrahim Sued.

E mais grave ainda, foi que Veja surrupiou, com indiscritível petulância, a capa elaborada por Carta Capital. Tal atitude, reveladora de baixo caráter ético e profissional, retrata o objetivo de má intenção de Veja na subliminar forma de ludibriar o leitor. Esse, o pior exemplo do mau ou péssimo jornalismo, cuja ação se antagoniza indubitavelmente com a luta da "liberdade de imprensa", posto que "liberdade de imprensa" compreende, também, ética, moralidade e, fundamentalmente, a "verdade factual", independente para que time, lado ou tendência política se torce, pessoalmente. O que vale e mais pesa no jornalismo é a verdade e a imparcialidade.

À Veja, faltou criatividade, respeito ao leitor e até mesmo aos anunciantes, faltou ética e escrúpulo profissional. Com esse tipo de jornalismo (?) onde iremos parar? O que se pode exigir? O que se pode cobrar em termos de respeito, ética e moralização?

Depois disso, o silêncio à reflexão é o melhor que se terá!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

JUSTIÇA: Vereador Adão Santos condenado a 4 anos e 10 meses e perda do mandato




A 4ª Câmara Criminal do TJRS, em sessão dessa quinta-feira (24/1/2008), aumentou a pena aplicada ao Vereador de Canoas, Adão da Silva Santos (foto), que praticou o crime de concussão ao apropriar-se de parte dos vencimentos de Luiz Antônio Dias de Pinho, então consultor técnico jurídico da Câmara Municipal.

Após publicada a decisão e transitada em julgado, será expedido mandado de prisão para o réu cumprir a pena de 4 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime semi-aberto, e pagamento de um salário mínimo como multa. O colegiado também determinou a perda do mandato eletivo.

Entre janeiro e agosto de 2001, o Vereador Adão Santos apropriou-se de R$ 3.744,94 da vítima. Ele exigiu do servidor, consultor técnico jurídico nomeado em cargo em comissão, que lhe entregasse o cartão magnético da conta-corrente onde seria creditado mensalmente o salário. Durante o período, apropriou-se de parte dos vencimentos da vítima, repassando apenas R$ 700,00 por mês.

A condenação inicial, na Justiça de Canoas, fixou a pena em 4 anos de reclusão e multa, transformada em Prestação de Serviços à Comunidade e pagamento de 20 salários mínimos aos parentes da vítima, falecida no decorrer do processo-crime. Ambas as partes, o réu e o Ministério Público, recorreram da sentença ao Tribunal.

A viúva da vítima, relata o Desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, conta que quando o seu marido foi receber seus vencimentos, o Vereador pediu-lhe o cartão do Banco e disse que lhe entregaria R$ 700,00 "e, se não aceitasse, outros aceitariam". Outras testemunhas confirmaram o fato.

Considera o Desembargador que houve o crime, "pois o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência". Ressaltou que "as declarações prestadas pelas testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais".

Considerou também que as provas apontam não haver dúvidas quanto à autoria. Entendeu o Desembargador Aristides que a pena fixada no 1º Grau merece revisão, pois os fatos causaram agravamento no estado de saúde da vítima e as circunstâncias de envolver funcionário público e detentor de cargo eletivo devem ser consideradas. E também propôs a perda do mandato eletivo, pois é efeito da condenação igual ou superior a um ano por crime cometido com violação de dever para com a Administração Pública, segundo o Código Penal (art. 92, inc. I, alínea ´a´).

Os Desembargadores Constantino Lisbôa de Azevedo e Sylvio Baptista Neto acompanharam o voto do relator.

(Proc. 70021964283 (João Batista Santafé Aguiar)

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

JUSTIÇA: A escalada da criminalidade e a impunidade como prêmio




A GAZETA DE LA STAMPA traz nesta edição temas polêmicos e que levam ao debate, como a "Pena de Morte", trazida à tona com o intuito da discussão. E para ilustrar tão polêmico tema, reproduzimos um dos mais sensacionais e emocionantes casos: "Caryl Chesman: O Bandido da Luz Vermelha", que depois de 12 anos no Corredor da Morte, na prisão de San Quentin, USA, que teve início no dia 23 de janeiro de 1948 e seu final no dia 2 de maio de 1960, com a execução na Câmara de Gás. O caso "O Bandido da Luz Vermelha" é modelar até porque nos 12 anos de prisão, sendo que sete vezes a execução fora adiada, Caryl Chesman ecreveu quatro livros: "O Garoto Era Um Assassino", "2455 Cela da Morte", "A Lei Quer Que Eu Morra" e "A Face Cruel da Justiça". Leu cerca de dois mil livros sobre direito, entre outros, e tornou-se poliglota. Faltando 18 horas para a sua execução, Caryl Chesman escreveu uma carta que, a seu pedido, foi entregue a um repórter do jornal San Francisco Examiner, publicada na edição do dia seguinte. E como disse Rene Ariel Dotti ("Chesman: crônica de uma morte anunciada", publicada na Revista Brasileira de Ciências Criminais, nº 20, de out/dez de 1997), "Nada, porém, se compara ao seu derradeiro escrito 'um documento para a posteridade'. A carta-testamento se firmou como um dos mais vigorosos libelos contra a pena de morte.
Além disso, a GAZETA DE LA STAMPA aborda a Escalada de Crimes - Sonegação e corrupção: A impunidade como prêmio; Reforma Tributária - Adib Jatene: "É preciso tributar a herança, a riqueza e o patrimônio"; Corrupção Eleitoral - Cabos eleitorais: Uma fórmula dissimulada, e por fim, na coluna Piriris & Pororós a factualidade tendo como tema: "Como curar uma crise de ansiedade com sintomas de pânico".
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domingo, 20 de janeiro de 2008

Fraude: Denunciados o Prefeito e dois Secretários Municipais de Canoas


Aqui retratamos, através da capa e da página central, a denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça, sobre a questão de fraudes no processo de licitação e a constatação de superfaturamento da Meranda Escolar no município de Canoas. Segundo o MPF foram indiciados o prefeito Marcos Antônio Ronchetti e dois secretário: Francisco Fraga, do Governo, e Marcos Zandonai, da Educação e Cultura. Por outro, no mesmo processo o MPF pede o afastamento e a perda do mandato do prefeito Marcos Ronchetti, além da obrigatoriedade do ressarcimento de R$ 5,6 milhões.
Em outra matéria, a Gazeta de La Stampa divulga também a decisão da Justiça pela perda do mandato e a ineligibilidade por três anos do vereador Carlos Diogo da Silva Amorim, irmão do prefeito de Nova Santa Rita, por nepotismo.
E dá destaque a três das mais lidas colunas da cidade: Piriris & Pororós (a verdade sob a forma de ficção), Persona LS e Álbum de Memórias (rebuscados da sociedade através de fotos das décadas de 60 e 70).
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Não há mais tempo


LEGENDAS: 1) Anos 1953 ou 54 na Rua Santos Ferreira, em Canoas-RS. De pé: Osmar Pagot, Lui e Paulinho Bohn e Clarinha Mahfuz. Agachados: Dirceo e Chico Pagot, Wanderley (Piquinho) Mahfuz, Bruno Pagot e Marco Antônio Mahfuz.

2) Ano de 1960, o time do E. C. São José "B", campeão, da Rua Frederico Guilherme Ludwig. De pé: Antônio Fogaça, Norma Ren, a Rainha do Clube Neusa Bernardes, Leonora Ren e Carlos Gilberto Vargas. Agachados: Ademir D´Arrigo (Polenta), Odir Bertoletti, Felipe Collares e Francisco Antonio (Chico) Pagot.


3) Anos 60, as meninas da rua Frederico Guilherme Ludwig, em foto na casa do casal João e Rosa Venhofen: Eliane Theisen, Neiva Bernardes, Ivone e Iris Droescher, Margarida, Renato Droescher, Cristina e Neusa Bernardes.

O ziguezague dos tempos, as correrias e os atropelos da vida de hoje, tempos supersônicos em que a tranqüilidade e a paz coletiva forçosamente deixaram lugar às guerras eletrônicas via satélite. Guerras programadas com tempo, que nos roubam o tempo. Tempos em que as bombas, os tiros e tudo mais acontece dentro de nossas casas, na nossa sala de jantar, sobre nossas mesas, durante o almoço ou mesmo o jantar, o que é ainda pior. Foguetes teleguiados, granadas e balas que explodem nas nossas caras, e à vida de inocentes, ingênuas e dóceis crianças, que tembém não têm mais tempo para ter tempo de brincar com a critividade, com os sonhos traduzidos nos caminhãozinhos e nas bonecas. Século vinte: crianças-robôs, adultos impessoais.

Tempo em que não há mais tempo para nada. Não temos mais tempo para a família, nem para os filhos e muito menos para os amigos. Cada dia temos menos tempo. Até mesmo para viver. Só nos resta uma réstea de tempo para sobreviver uma sobrevivência que nos toma todo o tempo. Assim, só teremos tempo para chegármos mais rápido ao fim. Temos muita pressa. Todo o tempo é de pressa. Passa. Agora não dá!

Vou falar em saudade. "E por falar em saudade ...", intrometo em meio a este meu filosofar, que para alguns poderá parecer uma perda de tempo, um espaço do tempo que o "poetinha" Vinícius de Moraes dedicou do seu tempo para o tempo de romancear, tempo de cantar, de amar e de viver. Disse ele: "Houve tempo ... e eu vos digo: havia tempo / Tempo para a peteca e para a soneca / Tempo para trabalhar e tempo para dar tempo ao tempo / Tempo para envelhecer sem ficar obsoleto".

Ah! que saudade - e já vai longe - os tempos dos filós (os italianos e seus descendentes sabem bem o que é e o que representa o filó), quando se passava horas e horas conversando, cantando, enquanto se bebericava um bom vinho tirado diretamente da pipa, lá no interior de Garibaldi e Nova Prata, no fresco dos porões. (Não estou remetendo ao tempo da ditadura militar).

Ah! que saudades dos tempos juvenis em Nova Prata, ou já em Canoas, na rua Santos Ferreira, e mais tarde na Frederico Guilherme Ludwig. Eram manhãs/tardes/noites infindáveis de prazer. Prazer pelo jogar bola, pelo disputar do futebol de mesa, do pingue-pongue, do flerte com as meninas adolescentes da minha rua. Meninas que já ondulavam o corpo nun ziguezagueante molejo no andar. Um andar de requebros mais sensuais e insunuantes até.
Mas já não há mais tempo, nem mesmo para recordar. Estamos todos, todo dia, sem tempo. E o tempo que resta - se é que resta tempo - é de pressa. Na realidade sobrevivemos ao tempo da sobrevivência.

Pois é, não há mais tempo. Não há mais tempo para se brincar, para se jogar, para se descansar, conversar jogando conversa fora. Só há tempo para pouco tempo. Não há mais tempo para as amizades. Aliás, já desaprendemos como fazer e cultivar amigos. Os amigos, nesses tempos sem tempo, são conhecidos. Os amigos que ainda temos são os que ficaram. São os que se plantou e colheu em outros tempos

Haja tempo para tão pouco tempo. Tempo, ora bolas! O que é tempo se não um simples espaço de tempo, que a grande maioria não liga, não valoriza, não dá importância.
E quem terá hoje tempo para pensar e recordar os bons tempos?

E o tempo se vai. Se esvai. É, não há mais tempo. Aliás nesses tempos sem tempo, dei um jeito de arranjar um tempo. Um tempo para os amigos. Amigos, não conhecidos. Rebusquei no fundo do baú. E foi ótimo. E os amigos de tempos foram aparecendo num reencontro que há tempo eu desejava. Como foi bom e fez bem me encontrar com os amigos, ainda que por pouco tempo. Amigos que fui colecionando com o passar do tempo. E sabem a que horas fui arranjar esse tempo? A uma hora da madrugada. Aliás, um bom tempo para se ter tempo. Até porque lembrar é reviver. É ganhar com o tempo no passar dos anos.

Pois é! Foi tão bom que até tive tempo de relacionar os amigos um por um, e cada um a seu tempo. Amigos dos tempos de criança, tempos de adolescente e de alguns tempos mais recentes.

Tem que se ter tempo para falar tanto tempo. De tempo mesmo, e de se ter saco para escrever tanto tempo sobre algo que, para muitos, não representa nada: o tempo. Mas no final é confortante, pois, em se tratando de amigos, o tempo dedicado foi gratificante. Fez bem para o meu íntimo. Estufou o meu ego. Senti um enoerme prazer em reencontrálos a todos. A maioria ainda por aqui, talvez sem muito tempo também.

É importante que nesses tempos de vida atribulada, de corre-corres, de tempos em tempos se arranje tempo para curtir um tempo com os amigos. Hoje vivemos, todos, tempos de massificação, tempos novelescos e tempos de alienação que deixa um vazio no tempo.

Em falando nisso, por diversas vezes me perguntei porque será que a Igreja Matriz não tem em sua torre um relógio onde Canoas e sua gente pudesse ver o tempo? Mesmo que pelo simples fato de vê-lo passar. É quase uma tradição todas as principais igrejas de cada cidade terem um relógio na torre. Mas ainda há tempo!

Há que se refletir sobre a questão "Não há mais tempo". Não podemos ficar presos ao tempo, mas também não podemos esquecer de ter tempo para quem nos ligou no tempo. Pois amanhã poderemos estar literalmente sem tempo. E aí poderá ser tarde demais.

Há uma questão a ser colocada. Nesse tempo será que não perdi tempo? Ou, talvez, foi o tempo que me ganhou?

Bem, sem mais perda de tempo, nesse tempo sem tempo, tirei um tempo para lembrar dos amigos de tempos. Me dei ao tempo de relacioná-los um por um os que cultivei todo o tempo.
(Aí vem uma relação extensa, por isso não relacionada).

Aos meus outros amigos não lembrados nesse curto espaço de tempo, e por isso não citados, minhas desculpas, pois não há mais tempo. (Escrito em junho de 1991)

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Osvaldo Alvarez e o resgate da imprensa


Há dias que somos surpreendidos com fatos e feitos que nos fazem ver e sentir que vale a pena viver. E viver com intensidade e plenitude um tempo que passou - prá mim depressa demais. Recebi hoje do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez um farto material que, por certo, enriquecerá ainda mais o livro A Imprensa de Papel (ainda no prelo), que para mim, até aqui, já estava concluído. É um livro, com material único, que aborda com boa propriedade a cronologia da imprensa canoense. O livro que, a exemplo do filme foográfico, registra o lado positio e o negativo. São registros, por momentos, narrados com visão otimista e por outro, com uma incontida crítica. Um trabalho iniciado pelo cineasta Antônio Jesus Pfeil, e que me repassou a responsabilidade de concluir e publicar.
Nesse trabalho, além da cronologia histórica, que inicia em 1909 com o registro do primeiro jornal que circulou em Canoas, "O Canoeiro", manuscrito, editado por Frederico Guilherme Ludwig e que circulava no "trem de ferro" ou Maria Fumaça, entre Canoas e Porto Alegre. No livro são resgatados também temas como todos os cronistas sociais que passaram pelos 84 jornais que Canoas tem e teve, cujo pioneiro foi Léo Medina Martins, em 1955, seguido do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez. Ambos exerceram a crônica social na imprensa e no rádio com rara competência. Mais a quase totalidade, pelo menos os principais e mais atuantes, profissionais fotógrafos. E análises incentivadoras e pontiagudas.

Osvaldo Alvarez, que no intermeio da carreira profissional foi vereador, advogado e juiz federal, me agraciou com umas preciosidades de fotos, uma calhamaço de cópias dos originais da sua coluna, que era publicada no espaço "Zona Norte, Zona Sul", na hoje extinta Folha da Tarde. E, além disso tudo, uma entrevista sui generis, a qual respondeu por escrito, onde revela fatos que poucos cronistas sociais ou jornalistas tem coragem de fazer ou dizer: a relação das mulheres mais elegantes, outras de sucesso, as mais simpáticas, clubes de melhores realizações sociais, etc., assim como detalhes sobre o baile de escolha da primeira Glamour-Girl de Canoas, feito que teve a organização do ex-militar Anísio Lopes Ribeiro de Menezes, então diretor social da Associação Cultural Vasco da Gama.

Alvarez, na entrevista, foi além. Apontou, com sapiência e justeza, o Léo Medina Martins como o cronista social que mais o impressionou. E, por bondade e generosidade, teceu loas ao meu trabalho como cronista social e assim massageou meu ego. Cai das nuvens ao ler no final: "Xico Júnior! Em realidade, sem qualquer puxa-saquismo, ocupas um lugar de destaque na vida social canoense, porque, sem dúvida alguma, és o maior e o melhor cronista social da cidade em todos os tempos. Teu conceito ultrapassou em muito nossas fronteiras. Tu sempre serás o ponto de destaque em toda e qualquer pesquisa a ser feita em nossa cidade. É como digo: só há um Xico Júnior! Todos já tentaram imitá-lo. Nenhum obteve êxito".

Caro amigo Alvarez, levo em consideração e aceito tuas massageadoras referências à minha pessoa, primeiramente por ter acompanhado muito da tua carreira profissional e saber do ilibado comportamento e da sinceridade que sempre pautou as tuas atitudes, tanto na Câmara de Vereadores como no exercício do direito. E, em segundo lugar, porque nossa amizade tem raizes num tempo que, dada a realidade de hoje, nos enche de saudades e nostalgia, mas que, com a melhor coinsciência, era um tempo de lealdade, de franqueza e de uma solidária cordialidade. Um tempo em que se podia desfrutar de pessoas e amigos, como você meu caro Alvarez, cuja educação, respeito e senso humanitário os tornavam verdadeiros gentlemen.

Reprisando um autor que desconheço, a recíproca é verdadeira!
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Hoje foi um dia de belas e agradáveis emoções




Pois, há dias que nos surpreendem pelas muitas coisas boas que acontecem. Primeiro um telefonema de uma destacada e influente socialitè elogiando o rebu (de rebuscado) sobre a trajetória do pioneiro do colunismo social em Canoas: Léo Medina Martins, publicado na edição de setembro da Gazeta de La Stampa. Um justo resgate a quem muito fez pelo colunismo, jornalismo, sociedade, nos setores político e empresarial e, como disse Normélio Ravanello, um construtor de pessoas, assentado no fato dele ter ajudado a muitos jovens canoenses com empregos, porém sob a condição que teriam que estudar. E assim muitos se projetaram profissionalmente.

Depois o contato com os amigos João Gilberto Graebin e Protásio Bernardes, a quem fiquei de fazer uma visita e matar saudades dos feitos de quatro décadas passadas. Um dos assuntos tratados foi a colaboração no sentido de incrementar com fotos e informações o livro que estou escrevendo A Minha, Nossa Rua, outro rebu inadiável sobre a Rua Frederico Guilherme Ludwig, especificamente no período de 1956 a 1970, quando lá vivemos o auge da liberdade, da criatividade e dos muitos jogos e bricandeiras da infância-adolescência. Um mergulho pelo túnel do tempo, e de um tempo que, lamentavelmente, não há como trazê-lo de volta. Um tempo de puro romantismo, de fortes e duradouras amizades e de laços que nos levam ao melhor das emoções. Mas que vale revivê-lo através de fotos e das muitas histórias.

Por final, um reencontro, via telefone, com a minha querida e inesquecível Neusa Barnardes, que depois acrescentou Feistauer ao seu nome. Lembranças e relembranças e, melhor, de que tudo está bem. Na conversa com a graciosa e simpática Neusa, descubro que depois da biologia que, como disse, não serviu muito por falta de praticá-la devido as viagens e locomoções, voltou-se inteiramente às artes plásticas. Autoditada começou pintando com óleo sobre tela, passou para o abstracionismo e o estilo hiperrealista e hoje dedica-se mais a pintura em acrícilo: natureza morta, porém com um estilo muito pessoal e que, a cada obra, mais valoriza o seu trabalho. E olha que são poucos os artistas contemporâneos que detém um currículum tão importante e obras que revelam uma sensibilidade artística incomum. Assim, também, as paisagens e as marinas de Parati, cuja leveza e um certo toque de abstracionismo valorizam ainda mais o seu criativo trabalho.

Merece, assim, uma prestigiada exposição em sua terra natal.

Em homenagem à querida amiga, depois de decano tempo, não resisti em postar uma foto muito especial e que faz parte das que mais zelo e procuro cuidar dentre as cerca de 26 a 27 mil fotos que tenho em meu particular acervo fotográfico. Registra o primeiro baile de Carnaval, dela quanto meu, curtido na primeira sede, provisória, da Sociedade Canoense de Caça, Pesca e Tiro, em 1965, onde por longo tempo funcionou o Cinema Central, sob o comando do "velho" e simpático Mattos.

Foram, enfim, contatos que me levaram a reviver, memoravelmente, o que de mais bonito e aprazível uma juventude pode curtir. Sem querer subestimar outros tempos, os anos dourados e diamantinos foram, além dos mais glamourosos e atrativos, um tempo em que as pessoas e, em particular, a geração dos dourados e diamantinos anos, tiveram o privilégio de viver uma das fases mais cheias de encantos, liberdade, criatividade e alegria que se tem conhecimento, até mesmo pelos milhares de relatos em livros, crônicas e artigos registrados por grandes escritores, jornalistas e memorialistas.

Ah! Que infinita pena que aqueles anos não voltam mais!
Como os versos poetisados: "Ai que saudades eu tenho / da aurora da minha vida / da minha infância querida / que os anos não trazem mais".
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Fumo faz mal, sonegação e corrupção matam

A lição do investigador: sem sombra ou “fumaça” de dúvida.

Astucio Cappotta já não suportava mais a hipocrisia e o cinismo que vinha massificando e fazendo lavagem cerebral nas pessoas, através da chamada grande mídia. Mídia essa, perscrutrara ele, que também cometia os mesmos crimes de "lesa-pátria" praticados pelos chamados sonegadores, corruptos, estelionatarios, falsificadores, etc.

E eis que num certo evento social encontrava-se o investigador Astucio Cappotta, com seu estilo meio que desleixado, sem muito aprumo - jamais seria eleito como um dos mais elegantes - e lá, retirado do grupo, excluso, tragava tranqüilamente seu habitual cigarro, hábito que cultiva desde o tempo em que fumar era símbolo de machismo e atitude de elegância, quando aproximou-se um tradicional e bem sucedido (?) empresário, um líder da pequena cidade de Canastra, atolado em vício e crimes de “lesa pátria”, lembrando que, por sua vez, também tem o hábito de cachimbar e fumar charutos, e foi logo tripudiando sobre o simplório, mas nada submisso, investigador:

- “Ô, Astucio, pára de fumar. Não vê que cigarro faz mal prá saúde? E pior, tu tá poluindo o ambiente com esse teu mal cheiroso cigarro”.

Astucio, que não era lá dado a prazenteios e nem de guardar as coisas, não sabia e nem aprendera a técnica de “engolir sapo” como habitualmente justificam os “tartufos” políticos praxistas, quando lhes interessa não contestar para logo adiante obter vantagens, lascou, sem dó nem piedade, como se num palanque, púlpito ou tribuna, porém em meio tom, posto que o velho e tradicional empresário também atolara-se no vício de cachimbar (ou cachimbo não é uma forma de fumar, uma forma de “se matar” com o tabaco? pensara Astucio lá com seus botões desbotados), e de súbito surpreendeu:

- “O cigarro, senhor, faz mal à saúde, sem dúvida. Mas faz menos mal à saúde do que a crescente gama de crimes de sonegação, que nada mais é do que uma forma praxeira e sutil de referir-se aos crimes de apropriação indébita, que levam a grande maioria ao enriquecimento ilícito e daí a esnobação para com os socialmente menos ousados e não dados à prática de crimes de “lesa pátria”. A sonegação, senhor, e repito, que é um crime hediondo, posto que permite que muitos roubem o dinheiro do contribuinte, acaba causando a morte de milhares e milhares de pessoas por falta de recursos nos setores da saúde, falta de recursos, senhor, para os medicamentos, a construção de mais hospitais públicos, o aumento do número de leitos, de medicamentos aos necessitados. Falta de recursos para a aquisição de mais e modernos aparelhos de assistência médico-hospitalar. Enquanto muitos, senhor, ficam aí fazendo demagogia sobre o que se tornou uma síndrome em nosso espoliado Brasil, o obediente e pontual povo brasileiro está a merecer maior atenção dos que se dizem autoridade. Está sendo esbulhado pelos seus “lídimos representantes”, em escândalos que envergonham e enlameiam a dignidade de um povo e de uma Nação, em todos os níveis, e cada vez mais impunes. Isso, senhor, é que faz mal à saúde. O cigarro é apenas um mero pretexto a desviar a atenção dos problemas maiores como os crimes de sonegação (repito, crime de apropriação indébita), tão grave e nefasto quanto a corrupção, estelionatos, golpes financeiros, trapaças mil, estes todos tratados como se não graves, posto que são classificados como crimes do colarinho branco, como se esses criminosos não devem ser punidos da mesma forma como é punida uma senhora que se apossa de uma latinha de margarina em supermercado.

Então, senhor, antes das pessoas reclamarem e quererem dar “moral” aos outros, usando como modelo o cigarro (cachimbo, charuto e cigarro todos se originam do tabaco), seria importante que as pessoas se conscientizassem dos grandes malefícios que toda essa gama de “crimes de lesa-pátria”, assim como a poluição ambiental provocada por ônibus, caminhões e camionetas, fundamentalmente, que se utilizam de óleo diesel, e os automóveis, de gasolina, se exigisse que parassem de circular. Que se obrigasse, por leis exdrúxulas, como é praxe neste culturalmente empobrecido Brasil, as indústrias de funcionaram com seus altos chaminés, que exalam na fumaça gases letais como enxôfre, mercúrio, metano, etc., ou com descargas de uma gama imensurável de poluentes jogados nos arroios e rios. E assim, que todas parassem de funcionar.

Depois que isso acontecer, senhor, serei o primeiro a parar de “matar os outros por tabela” pelo hábito de fumar, como apregoam os “maria vai com as outras”. Enquanto essa hipocrisia perdurar e o governo continuar cobrando os impostos sobre a produção e o consumo do tabaco, e as indústrias das mais diferentes formas continuarem a poluir expelindo gases venenosos, cancerígenos e letais à vida do homem e da natureza, e produziem enlatados cheios de venenos (conservantes, corantes, aromatizantes, etc), que me perdoem os idiotas, vou continuar fumando.

E se é, senhor, como cinicamente dizem, que a fumaça do cigarro de quem fuma contagia os outros, tenho a lhe revelar que, além de patriota (pois me sacrifico em favor da manutenção da sobrevida dos plantadores de fumo, da garantia de empregos nas fábricas de produtos originários do tabaco e da arrecadação de impostos pelo Governo - se não existir impostos, como fariam os políticos para praticarem corrupção?), não sou egoista. Portanto, se um dia eu partir desta para outra melhor (espero, porque aqui não está nada fácil), faço questão de levar os amigos comigo. E o senhor será meu parceiro nessa empreitada.

- Ah, antes de terminar, uma salutar sugestão, se me permite: Combata aberta e amplamente a escalada da corrupção e pára de sonegar! Isso faz muito, muito mal à saúde do povo brasileiro!

O experiente e “bem sucedido” empresário, sem jamais esperar por esse “rosário de moral e comportamento desse tamanho”, olhou o investigador Cappotta, e sem jeito e, quiçá, com a consciência já roubando-lhe o “sono dos anjos”, retirou-se sem sequer dizer qualquer palavra.

No fundo, é bem provável, sabe que o cigarro faz mal à saúde, sim, mas sabe melhor que o dinheiro público que é surrupiado através das mais diferentes práticas ilegais, faz muito, muito mais mal à saúde do povo, como ensinou em sua longa oração Astúcio Cappotta, sem qualquer sombra ou “fumaça” de dúvida.

O resto é puro mis-en-scène da gama infindável de tartufos (a paersonagem de Molière), enquanto a grande maioria, a massa de manobra, se comporta como autênticos Pangloss (personagem de Voltair).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

HISTÓRIA DO COLUNISMO E JURANDIR MACIEL A PREFEITO







A partir de sábado estará circulando mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA, com matéria resgatando a história do colunismo social em Canoas e a trajetória do pioneiro do colunismo social.

Outra matéria que por certo despertará grande interesse por parte das mulhares, em especial, é A DIETA DO CHÁ-VERDE, postada na coluna de Vanusa Goriczewski.

Tema de importância do momento: MÔNICA VELOSO: FAMA COM NUDEZ E LIVRO, conta a história da amante do senador Renan Calheiros, envolvida nos escândalos do Presidente do Senado, e que será capa da revista Playboy.

NOTA 1: Com a decisão do STF - Superior Tribunal Federal acabou o troca-troca de partidos, quando a maioria que optava por isso tinha, no fundo, interesses exclusivamente pessoais. E tal decisão, que passa a valer para os "vira-casacos", desde 27/03/2007, abrange também os deputados estaduais e vereadores. Assim, em Canoas dois vereadores estão na mira do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, que é quem vai dar a última palavra: Nedy de Vargas Marques, que trocou o PTB pelo PMDB só para poder concorrer a prefeito, e o vereador Laércio Fernandes, que deixou o PSDB pelo PTB, por discordar da filosofia do partido que detém o "establishment" em Canoas.
Isso ainda vai dar muito pano prá manga.
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NOTA 2 - JURANDIR MACIEL já é o candidato do PTB a Prefeito de Canoas, ainda que não tenha havido a reunião oficial do Diretório, e como vice na chapa do PTB concorrerá o ex-vereador Luiz Roberto Steinmetz. Já o deputado federal Luiz Carlos Busato é o novo presidente do Diretoria Municipal do partido. Tudo ficou acordado e previamente definido na reunião realizada no dia 1º de outubro, na Sociedade Canoense de Caça e Pesca.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS E A JUSTIÇA





*** Muito se fala que fulano ou beltrano é empresário "bem sucedido", mas é preciso olhar ao fundo, pois é assim (vide seqüência) que as "elites brancas" defendem a democracia e se tornam milionários ilicitamente. Sem exceção. *** É como diz Fortuna Di Falco, num dos seus livros: ”Ninguém fica rico, milionário ou poderoso, impunemente”.*** Isso tem a ver com a resposta de um “bem-sucedido” que, perguntado, certa vez, por um jovem, como conseguira ficar rico, e depois de alguns segundos deu a resposta, que ficou no ar, com outra pergunta: “Você já viu pandorga subir sem rabo?” *** “É assim que os “ricos ou milionários”, que não tiveram oportunidades na infância, brincam, justificou sarcasticamente Leteu Laico. *** A lei é taxativa: quem deve aos cofres do Estado ou da União, não pode contratar serviços públicos enquanto não liquidada a dívida. E aí a pergunta: Como é que uma empresa, que deve mais de R$ 5 milhões de ICMS ao Estado - conforme o site do SEFAZ de ... -, mantém contrato de prestação de serviços de transporte com uma empresa estatal? *** O expert em direito, Leteu Laico, navegando pela Internet descolou essa da imortal Cármen Miranda, dito em 1955, que tem a haver: "JUSTIÇA é uma coisa que me revolta. Os ricos compram facilmente a justiça; os pobres e membros da classe média são sempre os condenados, mesmo aqui nos Estados Unidos. Eu nunca poderia ser advogada e ter que lidar com os fóruns e juizes, que cometem tanta injustiça ... em nome da justiça chamada 'cega". Dito e feito. *** A baronesa Barcova, que sempre esteve atenta à regras da boa etiqueta, surpresa com a falta de atenção e consideração que pulula nos mais diferentes setores, disse: "Percebo cada dia mais a desatenção quando se liga para alguém ou se passa um e-mail (maneira moderna de se corresponder) e sequer se tem resposta. Isso, segundo as regras da boa etiqueta, é falta de educação e de consideração. É menoscaso, lamentavelmente". *** Me faz lembrar, o ilustrado homem do direito Leteu Laico, que um dos seres humanos mais atenciosos e educados, quando se tratava de telefonema, e que jamais deixava sem uma resposta, era o saudoso Léo Medina Martins. Daí ter sido ele sempre um perfeito elegante, um verdadeiro gentleman. Assim como era exigente e cobrava a boa educação dos outros, era exigente e cobrava tal comportamento de si mesmo. *** Alguns vereadores têm mostrado relevantes serviços à sociedade e, assim, têm sido pródigos na prestação de homenagens. *** O prestativo e atento Johnny Pôster, que não perde um noticioso televisivo, veio com essa: “É um vai e um vem, lá está a mídia criticando que o Brasil tem uma das cargas tributárias mais pesadas e absurdas do mundo. À par disso, prossegue, a governadora Yeda Crusius, mostrando que é tão competente quanto muitos outros governadores que escalaram o poder estadual, lançou mão da sua também criatividade: mais aumento de impostos”. *** Já a “secretária do lar” Negajaba Conceição, que se liga mais nas alienantes telenovelas – e com a entrada no mercado de outras TVs vem uma enxurrada por aí – reclamou: “Como é que a gente pode sobrevivê com tudo aumentando e o salário da gente “ó”, cada vez menor?” *** “Cactus, minha filha, come cactus, que nem os cabeça-chata lá do nordeste”, respondeu a irriquieta Dolly Butterfly. *** Aí interveio o mendigo Demo Cria, tão espoliado e sem jamais conhecer a solidariedade, complementou: “Por quê tu acha que eu tô nessa?” *** Já as altas cúpulas, que andam em viés às pregações, convenções e legalidades, se satisfazem com o invertido adágio: “É recebendo que se dá”. *** Quem anda cantando alegre e faceiro que essa turbulenta injustiça são os donos de farmácia, pois haja “alprazolan” ou “clonazepam” pra enfrentar tanta ansiedade e angústia, alertou a preocupada baronesa Barcova. *** “Durma-se com esse barulho, e sem ansiolíticos”, arrematou a hipocondríaca Dolly Butterfly.

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