sábado, 3 de maio de 2008

Políticos: Impunidade acaba só com o fim do discriminante "foro privilegiado"


No final de 2001 ou 2002, em jornal televisivo (vejam só) da Rede Globo, a corrupção no Brasil atingia patamares de R$ 350 bilhões/ano, enquanto a sonegação ultrapassava a cifra dos R$ 300 bilhões/ano.

De lá para cá inúmeras e ultra onerosas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito - desperdício de dinheiro público) foram instaladas para apurar uma gama de irregularidades, de crimes "lesa pátria" e ilicitudes praticadas, fundamentalmente, com a participação direta e indireta de políticos em cargos eletivos ou mesmo desempenhando funções nos executivos. Assim foi com a CPI dos Anões do Orçamento, das Empreiteiras, do Jogo do Bicho, do Bingo, do Mensalão, da Compra de Ambulâncias (esta nem chegou a ser instalada, pois José Serra, atual governador de São Paulo, e que era o Ministro da Saúde, concorria à Presidência da República. Para encobrir essa maracutáia "criaram" um Dossiê, que serviu de pretexto e propósito durante a última campanha eleitoral à Presidência da República), etc.

No Rio Grande do Sul, como de resto em muitos outros estados brasileiros, foram criadas a CPI dos Selos (mais de R$ 3 milhões desviados da Assembléia Legislativa) e a CPI do Detran (mais de R$ 44 milhões furtados por empresas contratadas).
Apesar disso tudo, dessa gama interminável de práticas de corrupção, não se vê nenhum movimento, nenhuma iniciativa, nenhuma proposta nos debates, entrevistas e reportagens da mídia como um todo, seja de parte dos próprios veículos de comunicação, seja de parte dos chamados "organismos vivos" ou do Judiciário, para que se busque formas e fórmulas legais de erradicar, se não de todo, porém minimizar os efeitos desses dois câncros sociais que corroem com os recursos públicos.
Enquanto essa passividade, essa dolência, essa acatação de que a corrupção faz parte do sistema persistir, os setores da Saúde Pública (hospitais sem o número de leitos necessários, sem médicos em número suficientes, sem corpo de enfermagem indispensável e sem medicamentos e equipamentos essenciais, além de muitos hospitais públicos não terem sequer condições físicas a um bom ou regular funcionamento), da Educação (melhor entendimento dá o termo Ensino), de Saneamento Básico e de mais frentes de trabalho à geração de mais empregos para que cada brasileiro se sustente e sustente sua família, estão carecendo de um tratamento com uma real transparência, uma verdadeira seriedade e honestidade no manuseio do dinheiro público.
Assim, com o descaso com questões sociais que mereceriam a prioridade tanto dos governantes como dos políticos, crescem aos borbotões "organismos" ou grupos que geram a criminalidade, o narcotráfico, a barbárie. E estes jamais serão erradicados com o aumento do número de policiais, ainda que com salários dignos. Tais argumentos não passam de falácia, de engodo, de tartufice e de demagogia com objetivos político eleitoreiros.
Se assim não fosse a realidade inconteste, os governos (federal e os estaduais e municipais) tratariam de criar e aprovar leis sérias e com penas severas aos corruptos, aos sonegadores e aos narcotraficantes, e buscariam, efetivamente, promover o crescimento real de empregos em todos os setores produtivos de todo o Brasil. Mas, repetimos, com leis sérias e severas, sem privilégios a quem quer que seja. Sem benesses no cumprimento das penas quando imputadas aos marginais que compõem a chamada "elite branca" ou "elite dominante", que preconizam e priorizam sempre a defesa dos marginais da sociais instalados nos altos escalões da política ou da iniciativa privada.
Para tanto, uma das coisas primeiras que devem ser feitas e acabar com o tal de "foro privilegiado" para os políticos. Antes era a "imunidade parlamentar" que impedia a apuração e o indiciamento dos corruptos. Com o fim dessa "auto-defesa", os políticos trataram de se auto-protegerem com a instituição do "foro privilegiado", cujos efeitos são significativamente mais amplos e abrangentes do que a "imunidade parlamentar", esse privilégio, então, só restrito aos senadores e deputados federais e estaduais, enquanto que o "foro privilegiado" protege da efetiva punição, além dos parlamentares, os governantes (presiente da República, governadores e prefeitos), ministros, secretários estaduais e municipais e vereadores.

Essas prerrogativas nada mais são do que segregadoras, por quanto servem de escudo à uma pequena parcela de privilegiados brasileiros da rotulada "elite dominante". Ou o fim do "foro privilegiado", ou a corrupção, a sonegação e outros crimes "lesa pátria" se perpetuarão até o incontornável caos social.

Caso Isabella e a tartufice da mídia sensacionalista



O jornal Folha de São Paulo, assim como o Jornal Nacional da Rede Globo (03/05) neste caso, foram, jornalisticamente, muito irresponsáveis, quanto o foi ou foram os assassinos da menina Isabella Nardoni. A Folha de São Paulo, na ansiosa tentativa de vender jornal, se apegou a apenas um detalhe, ou seja, ao depoimento de um único morador, cujo pode ter dado depoimento não digno de crédito pelas muitas contradições, como horários, briga do casal, etc.


A editoria do jornal Folha de São Paulo, da mesma forma que a editoria do Jornal Nacional, pelo que se pode apurar, foram, jornalística e socialmente, irresponsáveis, posto que apontaram tão somente as divergâncias de uma das muitas testemunhas. Não consideraram, ambos os veículos, por exemplo, que o pai Alexandre Nardoni insistiu para que o Porteiro do Edifício fosse até o apartamento, após ter ocorrido a queda da filha Isabella, quiçá, na expectativa de poder ter alguém a quem imputar suspeitas.


Da mesma forma a Folha de São Paulo e o Jornal Nacional da Rede Globo não abordaram o depoimento do vizinho que, já na sacada, depois de confirmar que o corpo da menina Isabella havia realmente sido jogado no jardim, telefonou para o socorro. Ambos os jornais (impresso e televisivo), de dubiedade de comportamento, buscando sensacionalizar ainda mais tal bárbaro caso, se fazem notar, no fato, de que o pai Alexandre Nardoni, tanto quanto a madrasta Anna Carolina Jatobá, vendo-se em eminente situação de socorro à filha estendida sobre o gramado do jardim do prédio, em momento algum se preocupou em ligar para o socorro, e sim antes contataram com os pais, quando o bom senso de um pai indica que a primeira iniciativa seria a de pedir o socorro urgentemente. E sequer o pai Alexandre Nardoni, pessoalmente, solicitou a algum vizinho ou pessoa presente no local onde estava o corpo da filha Isabella, que fizesse a gentileza de telefonar para o socorro. Não houve, como fica notório, o mínimo de preocupação quanto a possibilidade de o socorro salvar a vida da menina.


Por outro, em nenhum momento a Folha de São Paulo como o Jornal Nacional da Rede Globo questionam, por exemplo, porque o pai Alexandre Nardoni, após verificar que a filha havia sido ferida e asfixiada, não buscou ele próprio uma tentativa de salvar a filha ou, de imediato, chamar o socorro médico, em lugar de ver-se livre da suspeição de assassinato, posto que Isabella ainda se encontrava com vida quando jogada pela janela. O pai sequer examinou o pulso de Isabella. Alexandre, subordinado, buscou apenas encobrir o que a madrasta havia feito, culminando, assim, ao jogar a filha Isabella pela janela, em definir a morte da própria filha.

Além disso, há a questão da exiigüidade do tempo que não concebe a possibilidade de que havia uma terceira pessoa na cena do crime, segundo foi apurado. As provas periciais e criminalísticas, apesar de algumas não serem bem esclarecedoras, conforme certas manchas de sangue no carro, nas roupas e no chão do apartamento do casal Alexandre e Anna Carolina, são, na sua maioria incriminatórias, inclusive e fundamentalmente a de alguns testemunhas, como o Porteiro, o vizinho que ligou para o socorro, além do tempo decorrido desde a chegada do casal à garagem do edifício, o desligamento do motor do carro até a ligação para o socorro, com Isabella já estendida sobre a grama do jardim. São provas levantadas e testemunhos incontestes, irrefutáveis e irrebatíveis.

Que amor, que carinho, como disse e afirmou em entrevista à Globo, tinha ele pela filha se em lugar de socorrê-la, tratou de acobertar a barbárie que acabava de acontecer. Que insensibilidade, que frieza e que indiferença para com a filha Isabella, ao se ater em defender e a acobertamento a sua atual mulher Anna Carolina. Foi, sem a menor sombra de dúvida, um pai frio, indiferente, desumano, bárbaro e calculista (e mau, pois calculou mal o final e as conseqüências dos atos da madrasta (aqui com significado de ingrata, má e pouco carinhosa) e, conseqüentemente, os seus.


Vejam, agora, as ironias do destino, segundo o significado dos nomes dos indiciados pela morte da pequena e indefesa Isabella Nardoni.


Ana: Significa cheia de graça e predispõe a criança a se tornar muito segura, graças à sua boa organização mental. Sua intuição lhe garante boas escolhas nos estudos, na profissão e no amor.


Ana Carolina: Significa pessoa que usa sua inteligência privilegiada para vencer as dúvidas do dia-a-dia e também para ajudar os amigos com excelentes conselhos. Quando não abandona os estudos, consegue muito sucesso na vida.


Alexandre: Significa defensor da humanidade e indica um espírito justiceiro, que não pode ver outra pessoa passando dificuldades sem procurar ajudar. Tem sucesso quando trabalha em atividades comunitárias.

Ronaldo Nazário e seu lance tri-fenomenal



“Fenômeno vacilou”, diz Hortência sobre Ronaldo Nazário. Em texto divulgado em seu blog oficial, a ex-jogadora de basquete Hortência comentou o escândalo envolvendo o jogador Ronaldo “Fenômeno” e o travesti Andréa Albertino. Hortência revelou suas impressões sobre o caso e deu o título “Fenômeno vacilou” ao post. Leia alguns trechos:

“O que passa na cabeça de um atleta com o poder, fama e dinheiro que tem o Ronaldo em vacilar desse jeito?”.

Eu particularmente não acredito no que ouvi, ou seja, não quero acreditar. Gosto muito do Ronaldo sou sua fã e continuo sendo, pois não quero julgar por um ato.”

Vamos torcer para que esse pesadelo passe rápido e que ele se recupere logo da sua contusão. Quem sabe não caia a ficha e ele se esforce para que nós brasileiros possamos vê-lo no campo logo.”

No último dia 28/04, Ronaldo foi parar na delegacia após bater boca com (três) travestis na suíte de um motel. O jogador foi acusado de não ter pago por um programa, além de envolvimento com drogas. Na ocasião, Ronaldo se defendeu e disse que desistiu do programa, pois não havia percebido que se tratava de travestis. O jogador alegou ainda que não tem nenhum envolvimento com drogas e foi vítima de chantagem e tentativa de extorsão.

Ronaldo está mais triste porque perdeu a noiva que pelo escândalo com travestis, diz jornal.

Um amigo de Ronaldo “Fenômeno” confidenciou para a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que o jogador chora mais pelo término do relacionamento com Bia Antony (na foto com Ronaldo) que pelo escândalo com os travestis. “Ele estava mesmo apaixonado”, disse o amigo para a publicação.

Ele ainda contou que Ronaldo conta a mesma história que falou na delegacia para os amigos: que o travesti Andréia Albertine tentou extorquir R$ 50 mil dele e o jogador se recusou a pagar.

Ora, logo penso, o que levou um jogador tido como ídolo internacional (foi por dois ou três anos considerado o "melhor jogador do mundo") como Ronaldo Nazário - porque de fenômeno jamais vi qualquer coisa nele, a não ser esse seu infeliz lance com os três travestis - a se envolver com três travestis. Ou Ronaldo Nazário é muitíssimo ingênuo - coisa bastante improvável pela experiência e vivência que tem - ou não sabe distinguir um travesti de uma mulher (e eram três) ou jamais imaginou que haveria alguém tão ou mais experto do que ele.

Agora Ronaldo Nazário chora, isolado em seu refúgio, diz um amigo dele, depois que a bonita noiva, e sem dúvida, muitíssimo mais interessante do que os três travestis, Bia Antony acabou com o noivado. Bia demonstrou que, além de bonita, tem personalidade, além de, obviamente, não ter outra alternativa depois do ignóbil escândalo que virou manchete em quase todos os principais jornais e televisões do mundo.

Ou será que Ronaldo Nazário estaria voltando às origens?

domingo, 30 de março de 2008

Fraude do Detran: Secretário Francisco Fraga, de Canoas, entre os indiciados


ALÉM DE MARTINI, BOHN GASS QUER OUVIR CHICO FRAGA
Além de pedir a convocação do Secretário Geral de Governo de Yeda, Delson Martini para depor à CPI do Detran, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) quer que seja chamado também o Secretário de Governo da Prefeitura de Canoas (administração Marcos Ronchetti), Francisco (Chico) Fraga. Bohn Gass argumenta que na última segunda-feira (24), o ex-presidente do Detran, Flavio Vaz Netto, admitiu à CPI a existência de conversas com Martini e Fraga em que o tema tratado eram os interesses empresariais de Lair Ferst, um dos indiciados pela Operação Rodin da Polícia Federal pela Fraude no Detran. "Empresas de Lair, comandadas por laranjas, prestavam serviço à Fatec como sub-contratadas. Segundo a Polícia Federal, aí estava um dos ralos por onde escorriam as propinas. Quando o Detran rompeu o contrato com a Fatec, Lair sentiu que seria excluído do esquema e exigiu compensações de Vaz Netto sob alegação de que tinha créditos a receber. Para isso, usou como interlocutores dois colegas de partido, Martini e Chico Fraga, tucanos como ele", comenta Bohn Gass.

O deputado lembra que nas conclusões do inquérito que apurou a Fraude do Detran, a Polícia Federal não deixou dúvidas sobre a participação ativa de Lair Ferst no esquema criminoso. "Estamos falando de um tucano de alta plumagem que utilizou como interlocutores um personagem que está no centro de poder do governo Yeda e outro que é uma espécie de braço direito do prefeito Ronchetti. Em nome de quem, afinal, eles falavam? De Lair ou do governo? É isso o que eles precisam esclarecer à CPI" ressalta Bohn Gass.

O parlamentar lembra que o ex-secretário executivo da Fatec, Silvestre Selhorst, afirmou à Polícia Federal que Chico Fraga participou de uma reunião ocorrida na Assembléia Legislativa onde se discutia o tal crédito de Lair Ferst. "Nesta reunião, Fraga teria se apresentado como interlocutor do governo, não de Lair. Entendo, então, que a vinda dele à CPI será importante não só para os deputados formarem suas convicções, mas também para que se estabeleça de vez qual a real participação do governo estadual neste que é o maior escândalo de corrupção da história do Rio Grande do Sul", finaliza Bohn Gass.

* Por Luciana Fagundes - MTB 6167 PT 11:37 - 26/03/2008

Justiça bloqueia bens do prefeito Ronchetti e dos secretários Fraga e Zandonai

Estava na hora. Os canoenses não agüentam mais os escândalos e ilegalidades de meia dúzia de poderosos. Nunca puderam contar com o Executivo, justamente o poder inundado por este bando. Há muito tempo não contam com o Poder Legislativo, vergonhosamente submisso às vontades do prefeito Marcos Ronchetti e, principalmente, pelo verdadeiro mandante da política canoense, o secretário de Governo Francisco Fraga. Mas, agora sabemos, as atenções do Judiciário estão, e muito, voltadas à cidade para fazer o que todos esperam, a verdadeira Justiça.
OT abrigou, durante todos estes anos, as vozes que não se calaram e denunciaram as ilegalidades praticadas por estes poucos. E, por ter participado disto tudo, saúda e comemora este momento de início de Justiça juntamente com aqueles que não foram omissos e lutaram à margem do poder, com todas as dificuldades que isto incorre.
Em praticamente todas as áreas da administração houve ilegalidade. Saúde, Desporto, Obras, Educação. Compras e obras superfaturadas, criação de cargos para apadrinhados. Tudo aconteceu e mais um pouco. Mas, como que um castigo da deusa Themis, imagem feminina da Justiça, foi quando mexeram com a alimentação das nossas crianças que chamaram a atenção de quem não deviam. Ou, olhando por outro ângulo, de quem deviam.
Pensando apenas em mais alguns milhões para suas contas já gordas, os administradores do erário público terceirizaram a merenda das crianças sem se preocuparem com a qualidade do que seria servido e com a saúde dos pequenos. De tudo foi feito para manipular a opinião pública e se esconder aos olhos da Justiça.
Mas, agora, sabemos: haverá Justiça. E logo.

Justiça Federal bloqueia bens de Ronchetti, Fraga e Zandonai

O juiz da Vara Federal Cível de Canoas, Guilherme Pinho Machado, determinou na terça-feira, 25, o seqüestro das contas bancárias, veículos e imóveis do prefeito municipal de Canoas Marcos Ronchetti, dos secretários Marcos Zandonai (Educação) e Francisco Fraga (de Governo) e dos proprietários das empresas SP Alimentação e Gourmaitre.
A decisão atendeu um pedido apresentado pelo Ministério Público Federal em ação de improbidade administrativa que discute a legalidade do contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa SP para a distribuição de merenda escolar.
As provas apontam um prejuízo de aproximadamente 6 milhões de reais aos cofres do município. Além disso, há pareceres dos Tribunais de Contas do Estado e da União indicando superfaturamento e existência de fraude na licitação, as exigências da Prefeitura impossibilitariam a disputa do contrato por outras empresas.
De acordo com magistrado, a ordem de bloqueio de bens se impõe até o caso ser definitivamente julgado para garantir que o município seja ressarcido deste prejuízo. Foram tornados indisponíveis cerca de 6 milhões de reais em veículos e imóveis em nome dos acusados, além de valores depositados em bancos.

Valores desviados ultrapassam os R$ 6,38 milhões
Diferente do anteriormente anunciado, o valor mínimo do prejuízo aos cofres públicos é de R$ 6.387.535,64. O valor anterior disponibilizado (R$ 5,6 milhões), é referente ao período do início contrato, em 2005, e agosto de 2007, quando foi feira a perícia econômica pelo MPF. Consta no pedido de liminar que OT teve acesso, porém, que o desperdício do dinheiro público era de R$ 189.270,50 mensais. Como o contrato foi até dezembro de 2007, o valor correto mínimo (o procurados cita demasiadamente nos autos que o valor é provavelmente muito maior) é de mais de R$ 6,38 milhões. Este montante é referente ao superfaturamento e incorporação de estoque anterior de alimentos à contratada, que chegou à mais de R$ 1 milhão (R$ 1.048.220,81).

Trio é responsável por desvio de mais de R$ 6 milhões

Na proposição de terceirização feita por Zandonai a Fraga e a Ronchetti, o secretário de Educação enviou um documento intitulado “Estimativa de Valor Unitário da merenda para o ano de 2005”, que serviu de base à determinação do valor estimado a ser aceito na licitação. O procurador rechaça os critérios adotados pelo réu: “Muito embora, na justificativa apresentada para solicitar tal contratação, o réu MARCOS ZANDONAI tenha referido ‘análise criteriosa’ realizada por sua secretaria no edital, simplesmente não foi juntamente tal estudo ao processo administrativo. Demais disso, a exposta “convicção (do réu-secretário ZANDONAI) de que com esta terceirização conseguiremos modernizar, agilizar, racionalizar e otimizar este importante serviço que é oferecido a todos os alunos da rede municipal” não foi acompanhada de mínima explicação em relação aos citados aspectos. Ou seja, não foi esclarecido no que a terceirização iria colaborar na modernização, agilidade, racionalidade e otimização do fornecimento da merenda escolar (resultando, tal trecho, em frase de efeito, recheada com palavras ocas, quase sinônimas)”.

Superfaturamento
A ação civil pública se baseia nos cálculos do secretário de Educação Marcos Zandonai e os Tribunais de Conta do Estado e da União para assegurar, categoricamente, que houve superestimação e superfaturamento nos valores pagos por Canoas à empresa SP Alimentação.
Zandonai assegurou que após criterioso estudo, que não apareceu ainda, os custos máximos para serem pagos pela merenda eram de R$ 1,3534, arredondados para R$ 1,34. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmou que os valores deveriam ficar entre R$ 0,89 (valor real) e R$ 1 (corrigido pelo IGP-M). O Tribunal de Contas da União (TCU) diz que deveria ficar em R$ 0,76, com correção pelo IGP-M, R$ 0,84.
Segundo as côrtes de contas, os cálculos do réu Zandonai não levam em consideração a água e a energia elétrica sempre pagas pelo município, que já reduziriam a merenda em cerca de vinte centavos por merenda, num total de mais de três milhões de reais por ano (R$ 3.102.231,61). Além disso, a falta de fiscalização sobre quantidade e qualidade da comida servida também entram nos cálculos, uma vez que lanches (como maçãs podres que foram servidas e denunciadas por OT) eram contabilizadas como refeições, sendo pago o mesmo valor que para arroz, feijão, carne e saladas.

* Matéria extraída do semanário O Timoneiro e assinada pelo jornalista Vanderlei Dutra Filho.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Jornalista Paulo Henrique Amorim "foi expulso do portal do IG"



Censura na Internet





A blogosfera brasileira ficou estarrecida hoje com a notícia de que o blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, foi expulso do portal IG. Não concordo com tudo o que Paulo Henrique escreve, mas nós do Acerto de Contas sabemos muito bem o que é ser expulso de um grande portal pelo simples fato de escrever com liberdade.

O problema é que os donos da mídia ainda não descobriram que é inútil brigar contra a blogosfera. Viemos para ficar. Criando uma rede de informação democrática em que todos podem ser emissores, acrescentando conteúdo, contestando, interferindo. E não apenas passivos receptores, como a grande mídia tanto está acostumada.

Liga não, Paulo Henrique. Sabe o que aconteceu com o Acerto de Contas? Só fizemos crescer desde que nos tornamos independentes. Nossa audiência ficou mais qualificada. Enfim, nos tornamos melhores.

Eis abaixo a explicação do jornalista sobre o ocorrido. O IG ainda não se pronunciou.

ESCLARECIMENTO

O Conversa Afiada ficou fora do ar por 08 horas e 58 minutos.

Breve, escreverei um Máximas e Mínimas para tentar explicar o que aconteceu.

O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula que previa um aviso prévio.

Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística.
Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV Cultura e no Uol.
E ele sabe que não vai me tirar, nunca …

Com isso, se encerrou a vida deste blog num portal da internet.
Nenhum blog de relevância política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.

Clique aqui para ver: http://www.huffingtonpost.com/ ou http://www.talkingpointsmemo.com/, para ficar em dois dos melhores exemplos.

Essa é a virtude a internet: último reduto do jornalismo independente.

Assim, se você acha que o Farol de Alexandria e o presidente eleito são dois impostores; se você gosta do Festival do Tartufo Nativo; se acha que o PIG, além de ilegível, não tem salvação; que os portais da internet brasileira são uma versão - para pior - do PIG; que a Veja é a última flor do Fascio; que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello deveria ser impeached; que Daniel Dantas deveria estar na cadeia;que Carlos Jereissati e Sergio Andrade vão ficar com a “BrOi” sem botar um tusta; que a “BrOi” significa que o Governo Lula vai tirar Dantas da cadeia; que chega de São Paulo, porque está na hora de um presidente não-paulista etc etc etc … se você acha tudo isso, continue a visitar o Conversa Afiada neste novo e renovado espaço.

Em tempo: o Conversa Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.

Muitas novas atrações virão.

Até já !

Paulo Henrique Amorim

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(Extraído "ipsis letteris" do Blog Acerto de Contas

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Em Editorial o IG dá a sua versão à saída (?) do jornalista Paulo Henrique Amorim do portal IG, onde assinava o Blog "Conversa Afiada", sob o título "Sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do IG".

Depois de um lero-lero tradicional, bem ao estilo dos corruptos quando entrevistados ou ouvidos em audiências, o Editorial, assinado por Caio Túlio Costa, diretor presidente do IG, deixa bastante claro os motivos que levaram a direção do IG a demitir, ou "expulsar", como citou o Blog Acertos de Contas, o jornalista PHA, quando diz: "O IG segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluraridade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagopnismo dos internautas".

Ora, para quem acompanhava com certa assiduidade o Blog "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim, sabe e inteligentemente conclui que, no mínimo, houve pressões dos pontos onde mais Amorim batia: Rede Globo, revistas Épocas e Veja, Folha, além dos intocáveis FHC - Fernando Henrique Cardoso, José Serra, o "orelhudo" Dantas e, por fim, depois do sucesso que começou a ter o concurso "Tartufo Nativo", onde essas empresas e figuras despontavam disparados na indicação dos internautas protagonistas.

O IG, no seu Editorial, fala em "liberdade de expressão". Pois bem, onde está a coerência dessa afirmação se "expulsaram" um jornalista de reconhecida capacidade profissional e opinativa? O IG, e nem precisa de uma análise mais aprofundada, deveria, a partir de agora, pontuar o concurso "Tartufo Nativo", sem dúvida.

PHA cesurado??? E a propalada Liberdade de Imprensa ???


Pois, surpreendentemente tomo conhecimento que o jornalista Paulo Henrique Amorim, que assinava o blog "Conversa Afiada", veiculado pelo IG, de repente teve seu blog "cassado" com sua repentina demissão. Conforme o Blog "Acerto de Contas", Amorim "foi expulso do portal IG".

Pelo que deixa a entender Mino Carta, Paulo Henrique Amorim teria sido demetido (ou seria "censurado? Se isso, onde a liberdade de imprensa tão propalada e defendida?), porque era assíduo contestador de uma mídia, que formava o que ambos - Carta e Amorim - passaram a chamar de PIG - Partido da Imprensa Golpista, comprometida com a manipulação, tendo como alvos, primeiramente, a alienação dos leitores e internautas; segundo comprometida com o que passou-se a chamar de "elite branca". Essa, não há como não concluir, é a tão propalada e defendida LIBERDADE DE IMPRESA (?) pretendida pela mídia que se enquadra no PIG.

O jornalista Mino Carta, que assinava o Blog do Mino, deixou o portal IG em solidariedade a Paulo Henrique Amorim, conforme declara em seu último post, abaixo:


"O último post - Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
enviada por mino
(
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Eis aí, portanto, ipsis letteris, a última postagem do Blog do Mino, publicada no dia 19/03/2008.

Limpeza Pública: A Prefeitura cobra bem e não presta o serviço


Enquanto a Prefeitura Municipal de Canoas, onde não se tem constatado qualquer caso ou suspeita de dengue, através da SEMPA, tem promovido a visita de orientadores e asssistentes da saúde para conscientizar os moradores quanto os cuidados e os riscos que o "mosquito da dengue" pode provocar, quando os moradores não procedem a limpeza de garrafas, vasilhames e outros locais de acúmulo de água.
Por sua vez a Prefeitura Muinicipal de Canoas, que arrecada aproximadamente R$ 12 milhões com a "Taxa de Limpeza Pública", não tem feito a sua parte como contrapartida ao que é - e bem - cobrado dos contribuintes.
Nesta edição a Gazeta de La Stampa denuncia e mostra, com fotos de diferentes ruas e logradouros públicos, o abandono, o mau cheiro, os prejuízos à saúde e a formação de locais propícios ao desenvolvimento do "mosquito da dengue". Tudo isso, apesar da SEMPA gastar bom dinheiro em pseudas campanhas de orientação à população sobre os riscos da dengue. ´E como ensina o ditado popular: "Faça o que eu digo, não o que eu faço". Ou seja, a Prefeitura cobra muito bem - e pior, em carnet anexo ao IPTU e outras taxas, o que impede qualquer possibilidade do contribuinte questionar o valor da Taxa de Limpeza Pública ou até mesmo do IPTU, sem que, em não paganado para reclamar, atrase os demais tributos.
E mais, a Prefeitura Municipal de Canoas usa critérios para definir os valores, tanto do IPTU, quanto da Taxa de Limpeza Pública, que não há como entender a forma ou princípios pré-estabelecidos, posto que num mesmo bairro os valores oscilam (se diferenciam) significativamente, sem que se encontre uma razão ao entendimento de tais diferenças.
Na edição da Gazeta de La Stampa há muito mais em termos de informação, como uma matéria sobre "Os Direitos Humanos", a condenação do vereador Adão Santos a 4 anos, 10 meses e 15 dias de cadeia, porém ele continua exercendo sua atividade como vereador. Possivelmente, como distingue em amplos e infinitos privilégios as leis tupiniquins, o edil deve ter recorrido mais uma vez. E são exatamente esses "elásticos privilégios feitos legais", que implantaram a impunidade em nosso tão espoliado "patropi".
É importante, para quem aprecia a subliminaridade, não deixar de ler a coluna Piriris & Pororós, além da "Memória Fotográfica", essa um rebuscado de sentido histórico social.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Veja = Carta Capital: A Imprensa mal intencionada

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Há uma persistente insistência na luta pela liberdade de imprensa. E sem liberdade de imprensa, é fato sabido e consumado, não há democracia. Sem democracia não há liberdade de expressão. Porém, por outro, vemos a erroneamente chamada de grande mídia torcer e distorcer os fatos de forma desabrida e indisfarçada, explícita e descarada.

Nas edições de 23.02.2008, das revistas Carta Capital e Veja, vemos um exmplo indubitável de má intenção de um dos veículos que tendem, sistematicamente, a fazer o jogo da "elite branca" e defender os interesses de um neoliberalismo troglodita. Pois, se observarem sem muito esforço, verão que a revista VEJA, que circulou depois da revista CARTA CAPITAL, apesar de estar pronta antes, saiu depois e circulou exatamente com a mesma foto (trabalhada) da capa de Carta Capital. Essa, é o que fica bastante explícito, foi uma armação, descarada e anti-ética, da revista Veja para definitivamente confundir o leitor.

Enquanto Carta Capital, sob a manchete "Cuba Sem Fidel", traz a história com sentido mais informativo e imparcial sobre o ex-ditador cubano Fidel Castro, a revista Veja, desavergonhadamente, reflete toda sua indigestão contra Fidel Castro, sob a denunciante manchete "Já Vai Tarde", onde, em lugar de um verdadeiro jornalismo informativo, distorce o conteúdo e a história, manipula e desinforma o leitor. "Olho vivo, porque cavalo não desce escada", já dizia o saudoso cronista social Ibrahim Sued.

E mais grave ainda, foi que Veja surrupiou, com indiscritível petulância, a capa elaborada por Carta Capital. Tal atitude, reveladora de baixo caráter ético e profissional, retrata o objetivo de má intenção de Veja na subliminar forma de ludibriar o leitor. Esse, o pior exemplo do mau ou péssimo jornalismo, cuja ação se antagoniza indubitavelmente com a luta da "liberdade de imprensa", posto que "liberdade de imprensa" compreende, também, ética, moralidade e, fundamentalmente, a "verdade factual", independente para que time, lado ou tendência política se torce, pessoalmente. O que vale e mais pesa no jornalismo é a verdade e a imparcialidade.

À Veja, faltou criatividade, respeito ao leitor e até mesmo aos anunciantes, faltou ética e escrúpulo profissional. Com esse tipo de jornalismo (?) onde iremos parar? O que se pode exigir? O que se pode cobrar em termos de respeito, ética e moralização?

Depois disso, o silêncio à reflexão é o melhor que se terá!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

JUSTIÇA: Vereador Adão Santos condenado a 4 anos e 10 meses e perda do mandato




A 4ª Câmara Criminal do TJRS, em sessão dessa quinta-feira (24/1/2008), aumentou a pena aplicada ao Vereador de Canoas, Adão da Silva Santos (foto), que praticou o crime de concussão ao apropriar-se de parte dos vencimentos de Luiz Antônio Dias de Pinho, então consultor técnico jurídico da Câmara Municipal.

Após publicada a decisão e transitada em julgado, será expedido mandado de prisão para o réu cumprir a pena de 4 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime semi-aberto, e pagamento de um salário mínimo como multa. O colegiado também determinou a perda do mandato eletivo.

Entre janeiro e agosto de 2001, o Vereador Adão Santos apropriou-se de R$ 3.744,94 da vítima. Ele exigiu do servidor, consultor técnico jurídico nomeado em cargo em comissão, que lhe entregasse o cartão magnético da conta-corrente onde seria creditado mensalmente o salário. Durante o período, apropriou-se de parte dos vencimentos da vítima, repassando apenas R$ 700,00 por mês.

A condenação inicial, na Justiça de Canoas, fixou a pena em 4 anos de reclusão e multa, transformada em Prestação de Serviços à Comunidade e pagamento de 20 salários mínimos aos parentes da vítima, falecida no decorrer do processo-crime. Ambas as partes, o réu e o Ministério Público, recorreram da sentença ao Tribunal.

A viúva da vítima, relata o Desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, conta que quando o seu marido foi receber seus vencimentos, o Vereador pediu-lhe o cartão do Banco e disse que lhe entregaria R$ 700,00 "e, se não aceitasse, outros aceitariam". Outras testemunhas confirmaram o fato.

Considera o Desembargador que houve o crime, "pois o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência". Ressaltou que "as declarações prestadas pelas testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais".

Considerou também que as provas apontam não haver dúvidas quanto à autoria. Entendeu o Desembargador Aristides que a pena fixada no 1º Grau merece revisão, pois os fatos causaram agravamento no estado de saúde da vítima e as circunstâncias de envolver funcionário público e detentor de cargo eletivo devem ser consideradas. E também propôs a perda do mandato eletivo, pois é efeito da condenação igual ou superior a um ano por crime cometido com violação de dever para com a Administração Pública, segundo o Código Penal (art. 92, inc. I, alínea ´a´).

Os Desembargadores Constantino Lisbôa de Azevedo e Sylvio Baptista Neto acompanharam o voto do relator.

(Proc. 70021964283 (João Batista Santafé Aguiar)

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