
Agora a GAZETA DE LA STAMPA circulando com new look, e com mais informações, mais consciência e com a habitual independência. Um jornal que retornou para se comunicar com a gente de Canoas e traduzir tudo o que acontece jornalisticamente na cidade.

Agora a GAZETA DE LA STAMPA circulando com new look, e com mais informações, mais consciência e com a habitual independência. Um jornal que retornou para se comunicar com a gente de Canoas e traduzir tudo o que acontece jornalisticamente na cidade.
Sempre ouvia elogiados escritores, autores de "best sellers" falarem que a noite de autógrafo é sempre um momento de grande expectativa, nervosismo e muita emoção. Achava aquilo uma demagogia, uma forma de tornar o momento ainda mais importante, curioso e atrativo como pontual de marketing. Mas o tempo foi passando, até que em 1996, incentivado pelo jornalista, professor e crítico literário Eduardo Jablonski, que fez a seleção dos textos, publiquei o meu primeiro livro, "Desatando o Nó da Gravata". Sem ruído, sem badalação, no melhor estilo à mineira. Apenas uma notinha no meu próprio jornal. Lhufas de vendas ou de gente procurando pelo livro. As pessoas não procuraram. Passei a curtir uma espécie de frustração, apesar da emoção, quase de um pai quando nasce um filho.
De repente o amigo, "coiffeur" e hoje também cronista social Sony Souza e sua esposa Negrinha, me ligaram oferecendo o seu salão Sony Cabeleireiros, então na rua Pedro Weingartner, espaçoso e requintado, para a noite de autógrafos. Me senti mais tímido do que sempre. Aceitei, ainda mais que eles se encarregavam da organização, dos comes e bebes e de efetivar os convites. Comecei a ficar meio bobo, como uma crainça quando ganha um brinquedo. Parecia não acreditar que dali a pouco estaria lá sentado, de caneta em punho e dando autógrafos sei lá a quantas pessoas. Não fazia idéia do número e nem quem eram os convidados. Tudo ficou a cargo do casal Sony e Negrinha, que promoveram um encontro misto de festa e cultura. Era o primeiro evento do gênero em Canoas.
Lá chegando me misturei aos cerca de 70 convidados. O espaço, apesar de amplo para um salão de beleza, não suportava mais do que tal número de pessoas. Os livros dispostos sobre uma mesa para serem autografados. Imaginei se autografasse uns dez me sentiria prestigiado, realizado.
A filha do Sony cuidada da venda dos livros (R$ 27,00 o exemplar). Assim que me postei formou-se uma fila. Não fosse uns bons goles de whisky, que deu equilíbrio à minhas mãos trêmulas, talvez não conseguisse sequer assinar, quanto mais me inspirar para as óbvias e imprescindíveis dedicatórias.
Autografei naquela primeira noite 58 livros. Uma quase realização. E lá estavam personalidades de destaque da sociedade, da literatura e da política, como o advogado e ex-prefeito Luis Jerônymo Busato, o escritor Walter Galvani, os empresários Denério Rosales Neumann, Osório Victor Biazus, Gercino Ferreira dos Santos, e as socialitès, Zilma Minella Biazus e Maria Iza Dall´Agnol, entre mais e mais nomes. E não apenas autografei, como algumas pessoas fizeram questão de posar para os "flashes" tanto quando eu autografava, quanto depois em descontraídos bate-papos, enquanto não faltavam os incentivadores elogios ao meu primeiro trabalho.
Foi por demais importante aquela noite de autógrafos organizada pelo "coiffeur" e hoje também cronista social Sony e Negrinha Souza.
Em decorrência, dias depois estava eu novamente eutografando o livro "Desatando o Nó da Gravata" na Paiong Boutique, no Conunto Comercial Canoas. Para umas 18 mulheres da sociedade de Canoas e algumas de Porto Alegre, como a filha do médico que fez a primeira cirurgia de osteomielite na minha perna esquerda, dr. Rui Fortini, ainda no hospital de Garibaldi, minha "capital da champegne" natal, Vera Lia Fortini Cavalheiro, e a ex-primeira-dama de Canoas, Rose Mari Broch Guindani e Edy Maria Soares Majewski, ambas, juntamente com outras mulheres, entraram na fila dos autógrafos. Total 15 livros autografados entre 18 presenças. Evento, como disse que reuniu o who ´s who do mulherio da sociedade canoense nos meados da década de noventa, e assim não podia deixar de ser regado a champagne de boa safra.
É muito gratificante, ainda mais quando de 4.240 exemplares publicados em quatro livro, se alcançou 94,2% em vendagem.
Esse é o prêmio que sempre se espera quando se publica um livro. Acredito, por isso, e até hoje, que eu seja o autor mais premiado da cidade.
Nos tempos de adolescência e dos muitos jogos e brincadeiras na rua Frederico Guilherme Ludwig, lembro do jovem amigo Celso Gilberto de Oliveira, que lá também morou. Muitas vezes esteve na nossa casa jogando “futebol de botão” e participando de algumas rodas de bate-papo descontraído. Simpático, sempre de bom humor e de pouca fala.

Lembro dos anos em que sentia orgulho da imprensa citadina. De minha parte, por ter contribuído para o aprimoramento da qualidade informativa e uma imprensa com posicionamentos jornalísticos éticos e profissionais. Em proveito da independência e do respeito que tantos os jornais quanto os jornalistas (excluem-se os "profissionais da comunicação", posto que esses pertencem a outra "raça".
De sempre, quando me permito algumas observações a respeito, vejo a imprensa local, assim como os clubes sociais, numa incontida decadência jornalística. Os jornais, quinzenários ou mensários, viraram informativos de gabinete e "copidesque" de uma comunicação virtual.
Apenas o Timoneiro, com as devidas ressalvas de propósitos, ainda se mantém equidistante do um jornalismo servil, os demais se tornaram "lázarianos", mas nem migalhas sob a mesa oficial encontram. O lauto é oferecido à imprensa da capital. Pouco se vê na imprensa local sobre Canoas, e quando tal acontece a lambeção.
A imprensa citadina, a bom tempo, optou pelo silêncio e manter-se a eqüidistância da realidade factual. Talvez fosse oportuno reescrever a história da imprensa canoense, para incluir informações sobre as aventuras tipo HQs.Além de "A Imprensa de Papel", que sem mais nem menos acontecerá, ressurgirá, em brevíssimo espaço de tempo, uma surpreendente novidade nada virtual para resgatar os 98 anos de imprensa canoense, que se deverá, por justiça histórica, comemorar em 10 de agosto próximo, ainda que uma orquestração afinada pelo mesmo diapasão, e dissonante com a história, continue na contra-corrente da factualidade memorial.
Quem viver, verá!
A bem da sacrossanta verdade, essa é uma matéria que freqüento com dificuldade. Mas ao mesmo tempo, tudo me parece de uma simplicidade caseira, enquanto os grandes jogadores do mercado de capitais, os políticos e as elites dominantemente esclarecidas, com suas criatividades invejáveis, e seu jogo de engodos lépidos e surpreendentes, volta e meia criam formas e fórmulas acobertadas por siglas, para uma locupletagem desvairada. Com dificuldades, posto que jamais me sentei num banco de universidade de economia.
Mas tudo tem a ver com a nossa espoliada Canoas. "Download" do espoliado território que se estendo, continentalmente, do Iapoque ao Chuí. Pelos dados, as informações e estatísticas divulgadas (acredita-se até prova em contrário), Canoas é o município do Rio Grande do Sul que mais arrecada. Só perde para a capital Porto Alegre. Há bom tempo se ressentede investimentos nas áreas sociais, pois, que não se vê e nem se sabe de aplicações em serviços ou obras que justifiquem o consumo de tanta grana. A cidade está literalmente jogada às traças, às moscas, aos malandros e aos mal educados. Calçadas, praças, patromônio histórico, escolas, postos de saúde, o "Gracinha", tudo se deteriorando ante a indolência das autoridades municipais.
Por outro, surprendo-me ao ler no semanário O Timoneiro, que a Câmara de Vereadores aprovou o empenho do ICMS. Assim como aprovou um empréstimo em banco internacional de US$ 32 milhões. Penso cá com meus já conturbados botões: onde conseguem gastar tanto dinheiro? E se realmente Canoas é o município que mais arrecada no Estado, e está empenhando receita e fazendo empréstimos prá se manter viva, como deverão estar os outros municípios mais pobres? E os recém criados?
Desculpem-me a ignorância, apenas somos cidadãos honrados e jornalistas (não confundir com "profissionais da comunicação", pois esta trata-se de outra subjugada categoria) intocáveis. E, assim, estamos em busca da realidade. Uma realidade lógica e consubstanciada, obviamente.
Estamos, é como se pode constatar, sob uma verdadeira cortina de fumaça. Cego, pela obviedade lógica, não sou. Mas às vezes chego a pensar que estou tendo problemas de ordem oftalmológicas.
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IMPORTANTE: Quem postar comentário visando ganhar um livro de presente, não esqueça de enviar seus dados completos, endereços, etc. para o e-mail: la-stampa@ig.com.br, OK?

Prêmios para a galera. A partir de hoje estarei presenteando 10 internautas que acessarem e postarem seus comentários neste blog com livros de minha autoria. Serão cinco exemplares de "Desatando o Nó da Gravata", publicado em 1996, e cinco exemplares de "Locomotivas - Um Tributo à Mulher", publicado em 2001. Portanto, os 10 primeiros que postarem comentários dizendo o que acham, críticas ou sugestões, levarão um presente.
Todos apostos no "patidor". Foi dada a partida ..