domingo, 16 de setembro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS 5

*** O ideal, sugere, o investigador Cappotta, referindo-se a estelionatário já condenado em processo transitado em julgado (Art. 171 do CPB), é colocar esses marginais, metidos a “alpinistas sociais”, na geladeira ou no freezer. *** Aí questinou Demo Cria, o mendigo informante, “Geladeira ou freezer, ou mesmo congelado, purifica?” *** O intelectual Tartufo Pacóvio, com seu largo conhecimento e cultura, ampliou a questão: ”Junto teríamos que colocar os políticos corruptos e os empresários sonagadores. E sonegação, se não sabem, não é coisa pequena ou sem importância como fazem parecer, é “crime de apropriação indébita”, é dinheiro público, tanto quanto o da corrupção, que está sendo ilegalmente apropriado, esclareceu. *** Profundo e cabido esclarecimento. Mas, Barcova, que além de baronesa coletou vasta cultura em seus decênios de vida, disse: “Se através da Justiça não se fizer uma verdadeira, ampla e irrestrita assepsia no âmbito do que cabe aos governos preservar e fazer valer, não há freezer que agüente o tanto a ser congelado e purificado”. *** E mais, completou: “Enquanto o povo, servo e domado, se propuser apenas dizer graças a Deus eu consegui, mesmo quando espera meses e meses para uma simples consulta médica, não haverá político ou governante que se comova à soluções efetivas, sem embromações e sem engodos”. *** Essa, ressaltou o gajo Maluco Certeza, foi no fígado, rins e baço do povão. Direto como esse nem o Mike Tayson nos bons tempos. É disso daí ou todo mundo sifu! *** Tem gente chiando com os R$ 426,2 mil destinados pela Prefeitura de Canoas às comemorações da Semana Farroupilha. Nesse interim interveio o mendigo Demo Cria, e lascou: "Mas já se informaram sobre o preço da alfafa, do milho, dos saquinhos plásticos pra recolher o cocozinho dos cavalos e nos preserrvativos prás éguinhas não “ingravidá”? Só pensam nos caras pilchados, de lenço e bombacha e nas mulheres trajadas de prendas? E então?" *** A empregada da “fessora” Joanete, numa das pausa do trabalho, disse à patroa, no melhor estilo Pangloss, a personagem de Molière: “Ta ruim , má tá bom”. *** O ex-presidente FHC diz que “a parada de 7 de setembro é uma palhaçada”. Fortuna Di Falco, ilustrado crítico da realidade inconteste, concorda, porém, diz, para ser uma verdadeira palhaçada completa faltou o FHC como porta-estandarte da elite branca”. Talvez por isso a reação do “douto filósofo” FHC. *** E mais, parafraseando Paulo Henrique Amorim: “Em nenhuma democracia séria, jornais alienistas, servilistas e de baixa qualidade de conteúdo e um colunismo social pachola têm a importância que têm em Canoas. A opinião de “Piriris & Pororós” se baseia no fato de que o aludido jornal é ruim tecnicamente, como produto jornalístico. E fica ainda mais ruim com a pacholenta coluna. *** Depois, observando mais amiúde, se constata que a tal coluna é, realmente e sem dúvida, a mais pachola. É uma apologia aos “joios” da sociedade, e trata a todos com elogios, simplesmente elogios, ou situações em que os maus caratistas incorporam os heróis da Ilíada – na vida amorosa, na vida empresarial, como colunáveis e mestres-gourmets. Ridiculamente intragável. Ou, como diria aquele ex-ministro de FHC, “ilegível”. *** Como sempre foi dito, a ilustrada baronesa Barcova, que graduou-se pianista e professora de piano na Escala de Milão, revela a nota preferida pelo povo brasileiro, na escala musical: RÉ. *** E explica: “Se obervarmos bem a nota RÉ está contida na REeleição de FHC, na REeleição de Lula, na REeleição de Ronchetti e na REeleição das maioria dos deputados federais e estaduais e também dos vereadores”. E depois REclama ... e se diz RÉu dos governos, políticos e elite branca”, concluiu REvoltada. *** Ao ler uma nota na coluna “Observatório”, na Gazeta de La Stampa, o investigador Astucio Cappotta perguntou ao Leteu Laico, grande conhecedor do direito: “Segredo de Justiça lhe agrada? O que acha do “sigilo” quando se trata de questões jurídicas envolvendo dinheiro público?” *** Leteu Laico, que não tem muita papa na língua, devolveu: “Aqui entre nós. Detesto-o. Não posso concordar com coisas que tolhem o direito do cidadão e contribuinte”. *** Enquanto em Porto Alegre a fiscalização caçava a qualquer custo camelôs, no mesmo dia no Senado, em Brasília, um grande falcatrua que cometera “decoro parlamentar” era inocentado com toda a desfaçatez, bradou injuriada a baronesa Barcova. *** RÉ NÃO. Avante, companheiros! gritou uma voz em meio à multidão atordoada com tanta safadeza, hipocrisia e cinismo dos despauterados senadores. *** Per oggi, fine!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

PIRIRIS & PORORÓS 4

*** Essa a Dolly Butterfly sacou do Millôr Fernandes: "O Conselho de Ética do Senado é um oxímoro". E ela, que às vezes parece songamonga, explica: "Oxímoro é uma figura que consiste reunir palavras contraditórias; paradoxismo, oxímoron". E exemplifica: silêncio elogüente, covarde valentia, valente covarde, inocente culpa, diz assentada no Aurelião. *** No mesmo diapasão, o cineastra canoense Antônio Jesus Pfeil diz sobre a casa dos homens de "fardões" (uma riqueza esnobe e ridícula), que só bebem chá com bolachinhas (acho que é porque a maioria usa chapa com corega): "É a Academia Brasileira de Letras ... de câbio". Pelo menos, como se tem visto, funciona num diapasão assemelhado. *** E logo a ilustrada e irônica baronesa Barcova não perdoou: Lá tem, entre tantas obras clássicas, até "Marimbondos de Fogo". *** Demo Cria, o mendigo que adora se divertir, apesar da desgraçada vida que leva, importou do José Simão, ou Macaco Simão, essa: "José Simão diz que recebeu uma foto de Poções, na Bahia, e que é real, que tem um açougue chamado "Casa de Carnes Renan Vaca Gorda". E existe, assegura Simão, bem antes dos escândalos, descobertos, do senador Renan Calheiros, e arrematou ele: "Esse cara não é açougueiro, é um profeta". *** Ainda segundo José Simão, o tucanês que ele usa nas suas colunas cheias de graça e ironia, é pura verdade. No tucanês "fome é o estômago em estado de vácuo". Outra dos tucanos que, junto com o Fernando Henrique Cardoso, foram visitar a seca no Nordeste, e aí falaram: "Seca é desconforto hídrico". *** Depois que o douto filósofo FHC deixou o "tronopólio", que faz parte do "dicionário tucanês", passou a vigorar o "dicionário lulês" e o "dicioonário antitucanês". *** Ouço um monte de histórias e estórias cheias de realidades e ironias e me dobro em risos, mesmo que muitas vezes elas não tem graça alguma. *** Por outro, folgo em ouvir que a coluna "Piriris & Pororós" (título esse criado por Ricardo Amaral nos anos 60), e que é publicada no jornal Gazeta de La Stampa, está ecoooaaaannndo ... favoravelmente. *** Per oggi fine. E vou em frente em busca de um novo talvez.

PIRIRIS $ PORORÓS 3

*** Quando Fortuna Di Falco começou a escrever falou pra ele mesmo e para alguns poucos amigos que, se não escrevesse a verdade, a sua verdade, ele não escreveria. E isso lhe dá, junto aos bons, bom crédito. As pessoas que lêem o que ele escreve sabem que está falando a verdade sob seu ponto de vista. *** O ideal, sugere, o investigador Cappotta, é colocar esses marginais, metidos a “alpinistas sociais”, na geladeira ou no freezer. *** Aí questinou Demo Cria, o mendigo informante, “Geladeira ou freezer, ou mesmo congelado, purifica?” *** O intelectual Tartufo Pacóvio, com seu largo conhecimento e cultura, ampliou a questão: ”Junto teríamos que colocar os políticos corruptos e os empresários sonagadores. E sonegação, se não sabem, não é coisa pequena ou sem importância como fazem parecer, é “crime de apropriação indébita”, é dinheiro público, tanto quanto o da corrupção, que está sendo ilegalmente apropriado, esclareceu. *** Profundo e cabido esclarecimento. Mas, Barcova, que além de baronesa coletou vasta cultura em seus decênios de vida, disse: “Se através da Justiça não se fizer uma verdadeira, ampla e irrestrita assepsia no âmbito do que cabe aos governos preservar e fazer valer, não há freezer que agüente o tanto a ser congelado e purificado”. *** E mais, completou: “Enquanto o povo, servo e domado, se propuser apenas dizer ‘graças a Deus eu consegui’, mesmo quando espera meses e meses para uma simples consulta médica, não haverá político ou governante que se comova à soluções efetivas, sem embromações e sem engodos”. *** Essa, ressaltou o gajo Maluco Certeza, foi no fígado, rins e baço do povão. Direto como esse nem o Mike Tayson nos bons tempos. É disso daí ou todo mundo sifu! *** Tem gente chiando com os R$ 426,2 mil destinados pela Prefeitura de Canoas às comemorações da Semana Farroupilha. Mas já se informaram sobre o preço da alfafa, do milho, dos saquinhos plásticos pra recolher o cocozinho dos cavalos e nos preserrvativos prás éguinhas não “ingravidá”? Só pensam nos caras pilchados, de lenço e bombacha e nas mulheres trajadas de prendas? Então ... *** A empregada da “fessora” Joanete, numa das pausa do trabalho, disse à patroa, no melhor estilo Pangloss, a personagem de Molière: “Ta ruim , má tá bom”. *** O ex-presidente FHC diz que “a parada de 7 de setembro é uma palhaçada”. Fortuna Di Falco, ilustrado crítico da realidade inconteste, concorda, porém, diz, para ser uma palhaçada completa faltou o FHC como porta-estandarte da elite branca”. Talvez por isso a reação do “douto filósofo” FHC. *** E mais, parafraseando Paulo Henrique Amorim: “Em nenhuma democracia séria, jornais alienistas, servilistas e de baixa qualidade de conteúdo e um colunismo social pachola têm a importância que têm em Canoas. A opinião de “Piriris & Pororós” se baseia no fato de que o aludido jornal é ruim tecnicamente, como produto jornalístico. E fica ainda mais ruim com a pacholenta coluna. *** Depois, observando mais amiúde, se constata que a tal coluna é, realmente e sem dúvida, a mais pachola. É uma apologia aos “joios” da sociedade, e trata a todos com elogios, simplesmente elogios, ou situações em que os maus caratistas incorporam os herpois da Ilíada – na vida amorosa, na vida empresarial, como colunáveis e mestres-gourmets. Ridiculamente intragável. Ou, como diria aquele ex-ministro de FHC, “ilegível”. *** Não confundir, como ensina o intelectual Tartufo Pacóvio, "Jornal com cara de revista", com "jota (pouca coisa, coisa nenhuma, nada) com cara de vigarista". *** E emendou: "Esta coluna "Piriris & Pororós" é uma joeira, que só retém o trigo". *** Usa-se, até com certa insistência, separar o joio do trigo. Mas tem muitos, que, como disse o ilustrado Tartufo Pacóvio, não sabem que joio é uma "erva daninha, ruim, que surge entre as boas e as corrompe". *** E o trigo, como ressaltou a baronesa Barcova, é representado por uma significativa parcela dos colunáveis.

sábado, 1 de setembro de 2007

LA STAMPA: MACA 40 ANOS


Já está circulando mais uma edição da Gazeta de La Stampa. Como assunto central o resgate da história do MACA Movimento Assistencial de Canoas, criado em 08 de abril de 1967, por um grupo de jovens adolescentes.
Outro assunto que, por certo, despertará interesse, é a matéria sobre a cura do cancer através da planta Avelós.

E a novidade, introduzida em edição anterior, cujo retorno é uma exigência de muitos leitores, é PIRIRIS & PORORÓS, novo estilo de fazer coluna social, e tem prováveis possibilidades de intrigar e arrepiar os pelos de muita gente. Como diria o saudoso "papa do colunismo" Ibrahim Sued, assentado em adágio árabe, "olho vivo, porque cavalo não desce escada".

sábado, 25 de agosto de 2007

PIRIRIS $ PORORÓS 1

*** Folgo em saber que este novo jeito de fazer coluna tem a aceitação de muitos leitores. Tanto que alguns reivindicaram o seu retorno. Então, vamos em frente!
*** Sabedores de que o próprio acabou cavando a sua própria sepultura à prefeiturável estão folgando. Faltaram os foguetórios. *** Isso me leva a relembrar a atitude dos cabideiros que, na década de 70, quase botaram a baixo o Edifício Schiavon, depois de anunciada a saída do correto prefeito DCC *** Meu office-boy Johnny Poster passou a andar rindo à toa quando soube dessas histórias. *** E só sossegou depois de falar: "Não se pode confundir quem pode com quem é poder", disse-me, sabiamente. *** Confesso que me surpreendi com sua visão e consciência. *** Me conforta Johnny Poster, ao dizer que é apenas uma questão de cultura e que tal poderá desvendar o que se esconde por debaixo do véu. Ou do tapete. *** Semana que passou no castelo da baronesa Barcova, uma senhorita very sex-appeal ficou extarrecida com as histórias sobre um "petrodólar" citadino. *** Quem será o dito? *** A sensualíssima Dolly Butterfly anda num invejável vaivém em seu novo e flamante zero. A gasosa não é adulterada. Isso é coisa que só acontece em São Paulo. *** É a velha história - ou seria adágio? - de que "Deus ajuda quem cedo madruga". *** Fortunas se constróem na quietude das madrugadas. *** Johnny Poster comentou a boca pequena sua indignação e, com ar de desconfiado, diz que fica intrigado quando aparece na televisão, jornais ou revistas uma moça bonita, sem profissão específica, e logo a rotulam de "atriz e modelo", sem que nunca alguém as tenham visto em alguma peça de teatro, filme, novela ou pisando numa passarela. *** Isso é coisa da "vereda tropical", diria Cae Velô. *** Ouço de um amigo, que diz "é o teu professor de balé", quando atende ao telefone, que apesar de baratinado com o que está acontecendo na city, não se mostra surpreso. *** Aí fiquei me questionando cá com meus botões, também baratinados, que muita coisa era corrente, só alguns não sabiam até então. *** Aí, ao ler o que havia escrito, meu dedicado office-boy questionou: "O que é cabaré?" Logo expliquei: "Não é o que você a princípio pode estar pensando. É uma casa de diversão onde se bebe e dança (não se come, até porque não tem buffet) e, em geral, se assiste a espetáculo de variedades. "Ah, bom!", disse ele aliviado. *** Desabafo da Baronesa Barcova: Hoje a safadeza tem merecido melhores reconhecimentos do que a moral e a ética. Essas, pelo que se constata, está em baixa, por fora. E ensina: Quem quiser se dar bem, social e financeiramente, que se junte ao time dos safados, ou enfretará muitas dificuldades. *** O desabafo foi ouvido também pelo atento office-boy Johnny Poster e concluiu que não se referia apenas a certas colunas sociais que tem privilegiado os espertos (no mau sentido) em preterição aos colunáveis com moral e ética. *** A conversa indignada tinha a haver com um certo e tradicional evento que tem distinguido, usando o mesmo diapasão, como o modelar caso de um estelionatário (condenado criminalmente em processo transitado em julgado) que está sendo processado, inclusive, pelo próprio clube da aristocracia. Aí estão nivelando todos por baixo. *** Tão ou mais constrangedor foi a "homenagem de revival" a certos ex-membros da organização do tradicional evento. Para alguns era extremamente embaraçante, até por isso sequer compareceram à festa. *** Há certos feitos, como ressaltou a bela e sensual Dolly Butterfly, que merecem ser melhor avaliados para que não provoquem o constrangimento dos "homenageados". *** Comentário de um colega do meio (a pedido o anonimato): "Tinha gente saltitando porque a La Stampa tinha parado de circular". Agradeci e disse-lhe: "Diga-lhes que não se apoquentem, pois ainda há fôlego. *** Tem muita gente por aí dizendo que está grilada. Pois lhes digo: Isso é coisa de quem está apenas a encangar grilos. *** Largos comentários dão conta de que estão vendendo o último clube criado, inicialmente, com o propósito de ser o clube da aristocracia citadina. E tem associado se indignando. *** Se deveras, Canoas está socialmente na ladeira da predestinação. Antes "cidade dormitório de Porto Alegre", agora "sala de espera" de salões sociais. E um dos responsáveis, sabidamente, continua solto. *** Quem está adorando, além de alguns poucos, obviamente, é a Baronesa Barcova, que ficará com o único salão digno de receber selecionados da nata social. *** Ao contrário do que a maioria dos políticos andam balelando, largamente, como disse um filósofo da periferia, "num país aonde há uma escalada de escândalos de corrupção - no popular, roubalheira - e ninguém é condenado e preso, não há democracia". *** Na realidade, são cerca de 380 bilhões / ano que se esvaem pelos ralos cavados pelos corruptos. E aí: Será que ele está errado? *** Lamento que não exista mais o Bar do Tio João, "o bar mais politizado da cidade", como avisava uma faixa na parede. Lá se discutia também essas coisas *** Com certeza, estaria em pauta a deslavada impunidade, e o debate sobre a verdadeira democracia. *** Depois de tanto ... Bem, deixa prá lá. É melhor pensar na Dolly Butterfly. Aí é tesão e não gana. *** Prá encerrar o je de mots ou, no bom e rebuscado sotaque acadêmico, calembur: Atenção, porque a chuva é de canivete aberto, e o baile de bota prá escapar das insaciáveis gibóias, cascavéis e jararacas! Ou você é dos que não tem medo de cobra?

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Canoas Country Club em Bancarota

Na edição de julho de 2007 da Gazeta de La Stampa contamos o que está acontecendo com o Canoas Country Club, depois de 22 anos de fundação. A área de 21,5 hectares, parque aquático, canchas de tênis, galpão crioulo (que vem servindo de sede social), diversas churrasqueiras sob frondosas árvores, um grande lago em frente à sede, campo de futebol, etc. Houveram diversas penhoras pela Justiça do Trabalho e outras em razão das altas dívidas com o não pagamento dos tributos obrigatórios, e que atingem a soma de cerca de R$ 600 mil. Inicialmente havia acordado ou negociada, segundo fontes extra-oficiais, a venda de uma fatia (beco com acesso privado) a um empresário para cumprir alguns compromissos trabalhistas. Não foi o suficente.

A partir daí, responsabilidade que deve ser tributada também aos Conselhos Deliberativos e Fiscal, nada foi feito. O problema se agravou. Para fazer frente a gama de compromissos legais e sociais restou a atual diretoria, presidida por Altair Stello, como se única alternativa, colocar o clube à venda. Um edital nesse sentido já foi publicado num jornal de Canoas. Uma das principais razões que levou o Canoas Country Club à quebradeira, foi um rombo promovido pelo ex-presidente Guilbert Abdala Lima, que esteve à testa do "clube verde-e-prata" no período de 1994 a 1998, na ordem de US$ 100 mil (cem mil de dólares), e até hoje não cobrados. Algo muitíssimo estranho aconteceu depois de um jantar no Canoas Tênis Clube, quando o ex-presidente referido esteve por longo tempo à mesa do presidente que o sucedera, pois que tudo estava preparado para que o "clube verde-e-prata" ingressasse na Justiça com duas ações: uma criminal e outra cível. Estranho, posto que se constatou que apenas tramita, há anos, um processo no Foro da Comarca de Canoas, sob o Nº 00800472654, visando tão somente a prestação de contas que, nos quatro anos de gestão, jamais foi feita e sequer cobrada pelos Conselhos Delibeliberativo e Fiscal. Um silêncio acumpliciador. No ano seguinte, ainda sob a presidência do presidente sucessor ao que teria provocado um "rombo" nas contas do Clube, eis que o presidente suspeito do "rombo" foi homenageado pela própria diretoria do Canoas Country Club. É ou não de se estranhar?

Reforçando: Como se tal não fosse suficiente, logo após a diretoria subseqüente ter impetrado o processo, prestou homenagem ao ex-presidente promotor do "rombo". E tal está comprovado na coluna social do semanário O Timoneiro, veiculada à época. E tudo continua sendo muito estranho, se não funesto, a festa "Notte Italiana", que era realizada como sendo "Notte Italiana del Canoas Country Club" tornará a homenagear o ex-presidente como ex-integrante da Comissão Organizadora da tradicional festa italiana, que é de origem árabe (portanto, nada em absoluto, a haver com a festa), que causou o "rombo", nunca devida e legalmente, apurado. Isso, nos parece bastante claro, é dose prá mamute, se não fosse preocupante ou quiçá atitude orquestrada. Mas tais fatos ficarão, por certo, nos anais da história social de Canoas, e revelará como se funda e se leva a falência um clube social com uma área de 21,5 hectares e que chegou a ter cerca de 1.460 associados que compraram e pagaram o seu título de sócio contribuinte ou sócio remido.

Antes disso, o mesmo presidente que promoveu o "rombo" de cerca de US$ 100 mil, efetivou a venda de uma sala comercial que o clube havia adquirido no edifício N° 66, da rua Gonçalves Dias e cujo resultado da venda não se teve conhecimento do seu paradouro ou destino. Outro fato que vem causando estranheza é que, com a publicação do edital à venda do clube, e são as informações extra-oficiais de gente bem informada, houveram apenas dois proponentes à aquisição da nobre e valiosa área de 21,5 hectares. Um empresário de Canoas e um suposto interessado de Porto Alegre, este sem que ninguém saiba dizer seu nome. Extra-oficialmente, porém, sabe-se que a área foi arrematada por quatro empresários canoenses que teriam usado um "espécie de laranja" para arrematar o leilão. O tempo, com a melhor certeza, revelará a verdade. A diretoria do Clube pedira pela venda R$ 1.800.00,00 e a proposta do empresário de Canoas, seguem as informações, teria sido de 1.450.000,00. Não há referências quanto a proposta do propalado interessado de Porto Alegre. Mas sabe-se que, por fim, os 21,5 hectares do "clube verde-e-prata" fora arrematado pelo valor de R$ 1.400.000,00. Os compromissos que o Clube tinha com questões fiscais e trabalhistas (sendo um caso de indenização trabalhista bastante suspeito pelo valor da ação), que somavam em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil, foram sanadas, mas o saldo de R$ 800 mil ou R$ 700 mil ninguém sabe onde foram parar. Tudo um escândalo muito estranho e suspeito e que sequer mereceu um pequeno registro por parte da imprensa canoense. Por mais isso um estranho silêncio sepulcral.

Os menos crédulos entendem tal como um "doppio giocco" ou, numa tradução ilustrativa, um "jogo de truco" com cartas marcadas. Não se surpreendam se no daqui a pouco a nobre e valiosa área não será transformada num belo e aprazível residencial horizontal e sob a propriedade de empresários canoenses, sendo um deles um conhecidíssimo profissional da área imobiliária.

Quanto ao Grêmio Niterói, esclarecendo a leitora Clarissa, como clube o Grêmio Niterói não existe mais. O que há são três ou quatro proprietários que arremataram o clube em leilões. Um ficou com o terreno onde localizava-se a sede velha, construída em madeira; outros dois arremataram o ginásio de esportes e o conjunto de piscinas (que estão explorando comercialmente) e um último ficou com a sede social, que está aproveitando e promovendo eventos. Mas tudo que lá está funcionando são de iniciativa de proprietários particulares, que arremataram o que restou do clube após os três leilões, que serviram para cobrir as altas e também estranhas despesas e compromissos com indenizações trabalhistas e a terceiros, já que as audiências na Justiça do Trabalho, pelo que se tem conhecimento, correram à revelia pela ausência dos representantes e responsáveis pelo "Clube Grená".

Quanto ao "clube da aritocracia", em fase de falência, as informações extra-oficiais davam conta de que tudo fora previamente arquitetado, a partir da elevada soma dos compromissos com terceiros e os legais. E, ainda conforme informações não oficias, é o que aconteceu com o Canoas Country Clube. Aliás, pela forma como tudo começou em 1985, era possível de prever tal desfecho. Essa uma outra história que alimentará os anais da vida social canoense.

Para complementar a ficha do ex-presidente, que promoveu o "rombo" no Canoas Country Club, entre 1994 e 1998, a empresa metalúrgica, da qual é um dos sócios, tinha uma dívida ativa com o Tesouro do Estado de R$ 5.693.517,84, conforme o site da SEFAZ (Secretaria Estadual da Fazenda), em agosto de 2007.

Quem viver, verá. Lamentavelmente!

domingo, 29 de julho de 2007

Musas que estrelaram capas nos anos 70 e 80


A partir de quarta-feira estará circulando mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA, trazendo na capa uma matéria inédita sobre as musas dos anso 70 e 80, que viraram capa das revistas rotuladas de masculinas.

Além disso, uma cobertura exclusiva sobre a terceira edição da festa "Notte Italiana", com matérias interessantes sobre os imigrantes italianos no Rio Grande do Sul e os detalhes da festa realizada no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceção, no Bairro Rio Branco, em Canoas, com a participação de quinhentas pessoas.

Outra novidade é o anúncio da festa com exposição fotográfica "MOSTRAPHOTO 40", que está sendo programada para setembro, onde estarão expostas cerca de 150 fotografias de misses, rainhas e socilaitès de Canoas dos anos 60, 70 e 80. As fotos foram selecionadas do Arquivo Histórico e Fotográfico (uma verdadeira relíquia histórica e cultural) do jornalista Xico Júnior, que há 40 anos preserva, com exclusividade, cerca de 27 mil fotos sociais, políticas e eventos empresariais.

Além disso, uma matéria denunciatória da estranha falência do Canoas Country Club, fundado no dia 31 de maio de 1985, e cuja área de 21,5 hectares, depois de 22 anos, está à venda. A exemplo do que aconteceu com o Grêmio Niterói, fundado no dia 30 de junho de 1933, que foi delapidado através de processos espúrios. Assim a sua sede, e por conseguinte, o Clube Grená, desapareceu da história irresponsavelmente. O mesmo está acontecendo com o Canoas Country Club ou "Clube Verde e Prata".
IMPORTANTE: Clique sobre as fotos para ampliá-las.

terça-feira, 26 de junho de 2007

EXCLUSIVOS E INÉDISOS: CDs DO INTER E DO GRÊMIO


Vem aí uma excelente novidade para COLORADOS e GREMISTAS.

Um CD Flash com mais de cem fotos históricas cada e uma breve história sobre cada um dos clubes e seus mais famosos craques, com dados que valem a pena ver e guardar para a posteridade.

Aqui vocês têm uma breve idéia da qualidade e do que poderão ver em cada um dos CD Flash EXCLUSIVOS e INÉDITOS.
Interessados em adquirir exeplares poderão entrar em contato pelo E-mail: la-stampa@ig.com.br ou pelo fone: (51) 3472-6666.

GAZETA DE LA STAMPA COM CARA DE REVISTA











Circula esta semana mais uma edição da GAZETA DE LA STAMPA com excelente material de cunho didático, relacionado aos 68 Anos de Emcancipação Política e à 50ª Semana de Canoas.
É dever nosso salientar o sucesso que a GAZETA DE LA STAMPA vem fazendo em seu retorno, edição após edição, e sempre com matérias diferenciadas, o que lhe dá uma aspecto simbiótico de jornal-revista. Pode-se dizer um jornal com cara (e conteúdo) de revista.

Aí duas amostras do edição que até 6ª estará circulando em Canoas, e lá se vão 17 anos de persistência e serviços à comunidade e à história.

domingo, 3 de junho de 2007

YOLANDA PEREIRA, A PRIMEIRA BRASILEIRA MISS UNIVERSO




Yolanda Pereira, a primeira mulher a conquistar o título de Miss Brasil, em 1930, e a primeira brasileira a vencer o concurso de Miss Universo, era gaúcha, natural de Pelotas.



Quando Yolanda Pereira foi eleita, o Miss Brasil ainda não tinha o mesmo glamour que passou a ter a partir de 1954, quando Martha Rocha foi eleita Miss Brasil. Mas a gaúcha de Pelotas logo encheria o País de orgulho ao ser eleita Miss Universo.

O primeiro concurso de Miss Brasil, conforme o jornalista Roberto Macêdo, na notícia publicada em seu site "http://macedobahia.sites.com.br", sob o título "Morre a 1ª Miss Brasil", foi promovido pelo jornal "A Noite" (a Zero Hora, em sua edição de 04/09/2001, na notícia da morte de Yolanda, sob o título"Morre a primeira brasileira a conquistar o Miss Universo", informa que o promotor do certame Miss Pelotas teria sido o jornal carioca "Noite Ilustrada"), no dia 4 de julho de 1930. As candidatas desfilaram pelas ruas da cidade, e a escolha se deu pelo voto do povo, através de cupões que eram publicados no jornal. Na ocasião a população saudou as jovens concorrentes pondo flores e bandeiras nas janelas das casas, mas a exibição de maiô não era aprovada no início da década de 30. Serviam apenas para a tomada das medidas.

Yolanda Pereira, que depois de se casar com o capitão e piloto da FAB, Homero Souto de Oliveira, com que teve quatro filho: Homero (piloto da FAB), Vânia, Jane e Sérgio (pianista), adotou o sobrenome do marido, morreu no dia 04 de setembro de 2001, aos 91 anos, em casa, no Leblon, Rio de Janeiro, vítima de complicações de uma infecção respiratória, deixando tres filhos, oito netos e sete bisnetos. O enterro foi no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.

Em meados de 1992, o jornalista baiano, Roberto Macêdo fez a última entrevista com a primeira brasileira a conquistar o Miss Universo para a TV Aratu, então afiliada da Rede Manchete, juntamente com o cinegrafista Levi Calmon e o auxiliar e seu irmão, Lenilton Calmon. A entrevista foi conseguida através de Beth Souto, casada com Sérgio Souto, filho de Yolanda Pereira Souto, então com 82 anos de idade (ela nasceu em 16 de outubro de 1910). Roberto Macêdo destaca que Yolanda não era uma mulher muito alta, mas mantinha o porte de rainha. E, ressalta ainda, que o que mais lhe marcou foi o brilho do olhar de Yolanda, e declarou: "Acredito que nunca tenha visto olhos tão belos. No final compreendi o por quê!". A Miss, à época, apresentava ares de fragilizada, pois fazia poucos meses que o marido havia marido.

Roberto revela também que Yolanda lhe dissera que não queria concorrer, mas acabou entrando na disputa por insistência dos amigos, já que era uma das mais votadas da cidade, Pelotas, e não podia voltar atrás. "Ficaria muito feio", justificou ela. Yolanda acreditava tanto que o concurso estadual seria somente um passeio a Porto Alegre, relata Roberto, que marcou o retorno junto com a Miss agé, de quem tinha se tornado uma grande amiga. Mas Yolanda venceu em Porto Alegre, tornando-se a primeira Miss Rio Grande do Sul e depois no Rio de Janeiro arrebatando o cetro de primeira Miss Brasil, e finalmente coroada como a primeira brasileira Miss Universo.

O Brasil estava nos primeiros anos da "Era Vargas", e o presidente, também gaúcho de São Borja, fez de Yolanda Pereira a sua musa para os eventos sociais.

Na ocasião da entrevista, Yolanda Pereira mantinha nas mãos um exemplar do livro "Olga", de Fernando Morais, e mostrou ser uma boa pianista ao executar uma, a pedido do jornalista, e assim executou o tango "La Cumparsita". Yolanda era culta e também lia em algumas línguas estrangeiras.
Já a santamariense Eva Palma da Silva, então viúva do tradicionalista, poeta, cronista, historiador e jornalista João Palma da Silva (patrono da Biblioteca Municipal de Canoas), informou em depoimento que a Miss Universo, gaúhca de Pelotas, Yolanda Pereira, depois de casada com o dr. Fernando Pereira (o que contradiz à informação do jornalista Macêdo), então diretor da Viação Férrea, teria morado por alguns anos em Canoas, conforme registros no livro “Canoas – Para Lembrar Quem Somos – Centro”, 2ª ed. Ver., às págs. 37 e 38.

O título conquistado por Yolanda Pereira, ainda que não seja reconhecido pela atual organização do Miss Universo, o que é um tanto incompreensível já que era concedido à vencedora o título de "Miss Universo", aconteceu no Concurso Internacional de Beleza, chamado "International Pageant of Pulchritude", que traduzido para o português era "Desfile Internacional de Beleza" e concedia à eleita o título de "Miss Universo".

Participaram do Concurso Internacional de Beleza, realizado no dia 08 de setembro de 1930, numa sala do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, 16 candidatas com a representante brasileira, como confirma um dos vídeos. Lá estiveram concorrendo as misses: Inglaterra, Turquia, Itália, Alemanha, Estados Unidos da América, Holanda, Líbano, França, Romênia, Grécia, Russia, Portugal, Cuba, Uruguai, Hungria e a Miss Brasil, Yolanda Pereira, que arrebatou o cetro de "Miss Universo".

Radiograma enviado, via Telesul - Companhia Telephonica Rio Grandense, pelo então Presidente do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas à Yolanda Pereira, no dia 08/09/1930: "Penhorado gentileza notícia tão grata Rio Grande do Sul haver sua distinta representante alcançado título Miss Universo tenho prazer enviar-lhe effusivas felicitações pela merecida distinção. Getúlio Vargas". (Vide radiograma abaixo)



No dia 21 de maio de 2012 Yolanda Pereira (então sra. brigadeiro Homero Souto Oliveira) foi homenageada em Pelotas-RS, sua cidade natal, que comemorava  Bicentenário de fundação, com a "Exposição Eternamente Yolanda".


Convite para a "Exposição Eternamente Yolanda", realizada de 21 a 31 de maio de 2012, no Salão Nobre da Biblioteca Pública Pelotente, em Pelotas, cidade natal da Miss Universo 1930, Yolanda Pereira.





O compositor Zequinha de Abreu compôs a valsa "Glorificação da Beleza" em homenagem à primeira brasileira eleita Miss Universo, em 1930, Yolanda Pereira.

Aqui executada por um jovem pianista.




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