sexta-feira, 21 de março de 2008

Jornalista Paulo Henrique Amorim "foi expulso do portal do IG"



Censura na Internet





A blogosfera brasileira ficou estarrecida hoje com a notícia de que o blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, foi expulso do portal IG. Não concordo com tudo o que Paulo Henrique escreve, mas nós do Acerto de Contas sabemos muito bem o que é ser expulso de um grande portal pelo simples fato de escrever com liberdade.

O problema é que os donos da mídia ainda não descobriram que é inútil brigar contra a blogosfera. Viemos para ficar. Criando uma rede de informação democrática em que todos podem ser emissores, acrescentando conteúdo, contestando, interferindo. E não apenas passivos receptores, como a grande mídia tanto está acostumada.

Liga não, Paulo Henrique. Sabe o que aconteceu com o Acerto de Contas? Só fizemos crescer desde que nos tornamos independentes. Nossa audiência ficou mais qualificada. Enfim, nos tornamos melhores.

Eis abaixo a explicação do jornalista sobre o ocorrido. O IG ainda não se pronunciou.

ESCLARECIMENTO

O Conversa Afiada ficou fora do ar por 08 horas e 58 minutos.

Breve, escreverei um Máximas e Mínimas para tentar explicar o que aconteceu.

O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula que previa um aviso prévio.

Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística.
Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV Cultura e no Uol.
E ele sabe que não vai me tirar, nunca …

Com isso, se encerrou a vida deste blog num portal da internet.
Nenhum blog de relevância política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.

Clique aqui para ver: http://www.huffingtonpost.com/ ou http://www.talkingpointsmemo.com/, para ficar em dois dos melhores exemplos.

Essa é a virtude a internet: último reduto do jornalismo independente.

Assim, se você acha que o Farol de Alexandria e o presidente eleito são dois impostores; se você gosta do Festival do Tartufo Nativo; se acha que o PIG, além de ilegível, não tem salvação; que os portais da internet brasileira são uma versão - para pior - do PIG; que a Veja é a última flor do Fascio; que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello deveria ser impeached; que Daniel Dantas deveria estar na cadeia;que Carlos Jereissati e Sergio Andrade vão ficar com a “BrOi” sem botar um tusta; que a “BrOi” significa que o Governo Lula vai tirar Dantas da cadeia; que chega de São Paulo, porque está na hora de um presidente não-paulista etc etc etc … se você acha tudo isso, continue a visitar o Conversa Afiada neste novo e renovado espaço.

Em tempo: o Conversa Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.

Muitas novas atrações virão.

Até já !

Paulo Henrique Amorim

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(Extraído "ipsis letteris" do Blog Acerto de Contas

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Em Editorial o IG dá a sua versão à saída (?) do jornalista Paulo Henrique Amorim do portal IG, onde assinava o Blog "Conversa Afiada", sob o título "Sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do IG".

Depois de um lero-lero tradicional, bem ao estilo dos corruptos quando entrevistados ou ouvidos em audiências, o Editorial, assinado por Caio Túlio Costa, diretor presidente do IG, deixa bastante claro os motivos que levaram a direção do IG a demitir, ou "expulsar", como citou o Blog Acertos de Contas, o jornalista PHA, quando diz: "O IG segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluraridade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagopnismo dos internautas".

Ora, para quem acompanhava com certa assiduidade o Blog "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim, sabe e inteligentemente conclui que, no mínimo, houve pressões dos pontos onde mais Amorim batia: Rede Globo, revistas Épocas e Veja, Folha, além dos intocáveis FHC - Fernando Henrique Cardoso, José Serra, o "orelhudo" Dantas e, por fim, depois do sucesso que começou a ter o concurso "Tartufo Nativo", onde essas empresas e figuras despontavam disparados na indicação dos internautas protagonistas.

O IG, no seu Editorial, fala em "liberdade de expressão". Pois bem, onde está a coerência dessa afirmação se "expulsaram" um jornalista de reconhecida capacidade profissional e opinativa? O IG, e nem precisa de uma análise mais aprofundada, deveria, a partir de agora, pontuar o concurso "Tartufo Nativo", sem dúvida.

PHA cesurado??? E a propalada Liberdade de Imprensa ???


Pois, surpreendentemente tomo conhecimento que o jornalista Paulo Henrique Amorim, que assinava o blog "Conversa Afiada", veiculado pelo IG, de repente teve seu blog "cassado" com sua repentina demissão. Conforme o Blog "Acerto de Contas", Amorim "foi expulso do portal IG".

Pelo que deixa a entender Mino Carta, Paulo Henrique Amorim teria sido demetido (ou seria "censurado? Se isso, onde a liberdade de imprensa tão propalada e defendida?), porque era assíduo contestador de uma mídia, que formava o que ambos - Carta e Amorim - passaram a chamar de PIG - Partido da Imprensa Golpista, comprometida com a manipulação, tendo como alvos, primeiramente, a alienação dos leitores e internautas; segundo comprometida com o que passou-se a chamar de "elite branca". Essa, não há como não concluir, é a tão propalada e defendida LIBERDADE DE IMPRESA (?) pretendida pela mídia que se enquadra no PIG.

O jornalista Mino Carta, que assinava o Blog do Mino, deixou o portal IG em solidariedade a Paulo Henrique Amorim, conforme declara em seu último post, abaixo:


"O último post - Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
enviada por mino
(
comentar 764 comentários) (envie esta mensagem) (link do post)"

Eis aí, portanto, ipsis letteris, a última postagem do Blog do Mino, publicada no dia 19/03/2008.

Limpeza Pública: A Prefeitura cobra bem e não presta o serviço


Enquanto a Prefeitura Municipal de Canoas, onde não se tem constatado qualquer caso ou suspeita de dengue, através da SEMPA, tem promovido a visita de orientadores e asssistentes da saúde para conscientizar os moradores quanto os cuidados e os riscos que o "mosquito da dengue" pode provocar, quando os moradores não procedem a limpeza de garrafas, vasilhames e outros locais de acúmulo de água.
Por sua vez a Prefeitura Muinicipal de Canoas, que arrecada aproximadamente R$ 12 milhões com a "Taxa de Limpeza Pública", não tem feito a sua parte como contrapartida ao que é - e bem - cobrado dos contribuintes.
Nesta edição a Gazeta de La Stampa denuncia e mostra, com fotos de diferentes ruas e logradouros públicos, o abandono, o mau cheiro, os prejuízos à saúde e a formação de locais propícios ao desenvolvimento do "mosquito da dengue". Tudo isso, apesar da SEMPA gastar bom dinheiro em pseudas campanhas de orientação à população sobre os riscos da dengue. ´E como ensina o ditado popular: "Faça o que eu digo, não o que eu faço". Ou seja, a Prefeitura cobra muito bem - e pior, em carnet anexo ao IPTU e outras taxas, o que impede qualquer possibilidade do contribuinte questionar o valor da Taxa de Limpeza Pública ou até mesmo do IPTU, sem que, em não paganado para reclamar, atrase os demais tributos.
E mais, a Prefeitura Municipal de Canoas usa critérios para definir os valores, tanto do IPTU, quanto da Taxa de Limpeza Pública, que não há como entender a forma ou princípios pré-estabelecidos, posto que num mesmo bairro os valores oscilam (se diferenciam) significativamente, sem que se encontre uma razão ao entendimento de tais diferenças.
Na edição da Gazeta de La Stampa há muito mais em termos de informação, como uma matéria sobre "Os Direitos Humanos", a condenação do vereador Adão Santos a 4 anos, 10 meses e 15 dias de cadeia, porém ele continua exercendo sua atividade como vereador. Possivelmente, como distingue em amplos e infinitos privilégios as leis tupiniquins, o edil deve ter recorrido mais uma vez. E são exatamente esses "elásticos privilégios feitos legais", que implantaram a impunidade em nosso tão espoliado "patropi".
É importante, para quem aprecia a subliminaridade, não deixar de ler a coluna Piriris & Pororós, além da "Memória Fotográfica", essa um rebuscado de sentido histórico social.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Veja = Carta Capital: A Imprensa mal intencionada

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Há uma persistente insistência na luta pela liberdade de imprensa. E sem liberdade de imprensa, é fato sabido e consumado, não há democracia. Sem democracia não há liberdade de expressão. Porém, por outro, vemos a erroneamente chamada de grande mídia torcer e distorcer os fatos de forma desabrida e indisfarçada, explícita e descarada.

Nas edições de 23.02.2008, das revistas Carta Capital e Veja, vemos um exmplo indubitável de má intenção de um dos veículos que tendem, sistematicamente, a fazer o jogo da "elite branca" e defender os interesses de um neoliberalismo troglodita. Pois, se observarem sem muito esforço, verão que a revista VEJA, que circulou depois da revista CARTA CAPITAL, apesar de estar pronta antes, saiu depois e circulou exatamente com a mesma foto (trabalhada) da capa de Carta Capital. Essa, é o que fica bastante explícito, foi uma armação, descarada e anti-ética, da revista Veja para definitivamente confundir o leitor.

Enquanto Carta Capital, sob a manchete "Cuba Sem Fidel", traz a história com sentido mais informativo e imparcial sobre o ex-ditador cubano Fidel Castro, a revista Veja, desavergonhadamente, reflete toda sua indigestão contra Fidel Castro, sob a denunciante manchete "Já Vai Tarde", onde, em lugar de um verdadeiro jornalismo informativo, distorce o conteúdo e a história, manipula e desinforma o leitor. "Olho vivo, porque cavalo não desce escada", já dizia o saudoso cronista social Ibrahim Sued.

E mais grave ainda, foi que Veja surrupiou, com indiscritível petulância, a capa elaborada por Carta Capital. Tal atitude, reveladora de baixo caráter ético e profissional, retrata o objetivo de má intenção de Veja na subliminar forma de ludibriar o leitor. Esse, o pior exemplo do mau ou péssimo jornalismo, cuja ação se antagoniza indubitavelmente com a luta da "liberdade de imprensa", posto que "liberdade de imprensa" compreende, também, ética, moralidade e, fundamentalmente, a "verdade factual", independente para que time, lado ou tendência política se torce, pessoalmente. O que vale e mais pesa no jornalismo é a verdade e a imparcialidade.

À Veja, faltou criatividade, respeito ao leitor e até mesmo aos anunciantes, faltou ética e escrúpulo profissional. Com esse tipo de jornalismo (?) onde iremos parar? O que se pode exigir? O que se pode cobrar em termos de respeito, ética e moralização?

Depois disso, o silêncio à reflexão é o melhor que se terá!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

JUSTIÇA: Vereador Adão Santos condenado a 4 anos e 10 meses e perda do mandato




A 4ª Câmara Criminal do TJRS, em sessão dessa quinta-feira (24/1/2008), aumentou a pena aplicada ao Vereador de Canoas, Adão da Silva Santos (foto), que praticou o crime de concussão ao apropriar-se de parte dos vencimentos de Luiz Antônio Dias de Pinho, então consultor técnico jurídico da Câmara Municipal.

Após publicada a decisão e transitada em julgado, será expedido mandado de prisão para o réu cumprir a pena de 4 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime semi-aberto, e pagamento de um salário mínimo como multa. O colegiado também determinou a perda do mandato eletivo.

Entre janeiro e agosto de 2001, o Vereador Adão Santos apropriou-se de R$ 3.744,94 da vítima. Ele exigiu do servidor, consultor técnico jurídico nomeado em cargo em comissão, que lhe entregasse o cartão magnético da conta-corrente onde seria creditado mensalmente o salário. Durante o período, apropriou-se de parte dos vencimentos da vítima, repassando apenas R$ 700,00 por mês.

A condenação inicial, na Justiça de Canoas, fixou a pena em 4 anos de reclusão e multa, transformada em Prestação de Serviços à Comunidade e pagamento de 20 salários mínimos aos parentes da vítima, falecida no decorrer do processo-crime. Ambas as partes, o réu e o Ministério Público, recorreram da sentença ao Tribunal.

A viúva da vítima, relata o Desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, conta que quando o seu marido foi receber seus vencimentos, o Vereador pediu-lhe o cartão do Banco e disse que lhe entregaria R$ 700,00 "e, se não aceitasse, outros aceitariam". Outras testemunhas confirmaram o fato.

Considera o Desembargador que houve o crime, "pois o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência". Ressaltou que "as declarações prestadas pelas testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais".

Considerou também que as provas apontam não haver dúvidas quanto à autoria. Entendeu o Desembargador Aristides que a pena fixada no 1º Grau merece revisão, pois os fatos causaram agravamento no estado de saúde da vítima e as circunstâncias de envolver funcionário público e detentor de cargo eletivo devem ser consideradas. E também propôs a perda do mandato eletivo, pois é efeito da condenação igual ou superior a um ano por crime cometido com violação de dever para com a Administração Pública, segundo o Código Penal (art. 92, inc. I, alínea ´a´).

Os Desembargadores Constantino Lisbôa de Azevedo e Sylvio Baptista Neto acompanharam o voto do relator.

(Proc. 70021964283 (João Batista Santafé Aguiar)

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

JUSTIÇA: A escalada da criminalidade e a impunidade como prêmio




A GAZETA DE LA STAMPA traz nesta edição temas polêmicos e que levam ao debate, como a "Pena de Morte", trazida à tona com o intuito da discussão. E para ilustrar tão polêmico tema, reproduzimos um dos mais sensacionais e emocionantes casos: "Caryl Chesman: O Bandido da Luz Vermelha", que depois de 12 anos no Corredor da Morte, na prisão de San Quentin, USA, que teve início no dia 23 de janeiro de 1948 e seu final no dia 2 de maio de 1960, com a execução na Câmara de Gás. O caso "O Bandido da Luz Vermelha" é modelar até porque nos 12 anos de prisão, sendo que sete vezes a execução fora adiada, Caryl Chesman ecreveu quatro livros: "O Garoto Era Um Assassino", "2455 Cela da Morte", "A Lei Quer Que Eu Morra" e "A Face Cruel da Justiça". Leu cerca de dois mil livros sobre direito, entre outros, e tornou-se poliglota. Faltando 18 horas para a sua execução, Caryl Chesman escreveu uma carta que, a seu pedido, foi entregue a um repórter do jornal San Francisco Examiner, publicada na edição do dia seguinte. E como disse Rene Ariel Dotti ("Chesman: crônica de uma morte anunciada", publicada na Revista Brasileira de Ciências Criminais, nº 20, de out/dez de 1997), "Nada, porém, se compara ao seu derradeiro escrito 'um documento para a posteridade'. A carta-testamento se firmou como um dos mais vigorosos libelos contra a pena de morte.
Além disso, a GAZETA DE LA STAMPA aborda a Escalada de Crimes - Sonegação e corrupção: A impunidade como prêmio; Reforma Tributária - Adib Jatene: "É preciso tributar a herança, a riqueza e o patrimônio"; Corrupção Eleitoral - Cabos eleitorais: Uma fórmula dissimulada, e por fim, na coluna Piriris & Pororós a factualidade tendo como tema: "Como curar uma crise de ansiedade com sintomas de pânico".
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domingo, 20 de janeiro de 2008

Fraude: Denunciados o Prefeito e dois Secretários Municipais de Canoas


Aqui retratamos, através da capa e da página central, a denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça, sobre a questão de fraudes no processo de licitação e a constatação de superfaturamento da Meranda Escolar no município de Canoas. Segundo o MPF foram indiciados o prefeito Marcos Antônio Ronchetti e dois secretário: Francisco Fraga, do Governo, e Marcos Zandonai, da Educação e Cultura. Por outro, no mesmo processo o MPF pede o afastamento e a perda do mandato do prefeito Marcos Ronchetti, além da obrigatoriedade do ressarcimento de R$ 5,6 milhões.
Em outra matéria, a Gazeta de La Stampa divulga também a decisão da Justiça pela perda do mandato e a ineligibilidade por três anos do vereador Carlos Diogo da Silva Amorim, irmão do prefeito de Nova Santa Rita, por nepotismo.
E dá destaque a três das mais lidas colunas da cidade: Piriris & Pororós (a verdade sob a forma de ficção), Persona LS e Álbum de Memórias (rebuscados da sociedade através de fotos das décadas de 60 e 70).
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Não há mais tempo


LEGENDAS: 1) Anos 1953 ou 54 na Rua Santos Ferreira, em Canoas-RS. De pé: Osmar Pagot, Lui e Paulinho Bohn e Clarinha Mahfuz. Agachados: Dirceo e Chico Pagot, Wanderley (Piquinho) Mahfuz, Bruno Pagot e Marco Antônio Mahfuz.

2) Ano de 1960, o time do E. C. São José "B", campeão, da Rua Frederico Guilherme Ludwig. De pé: Antônio Fogaça, Norma Ren, a Rainha do Clube Neusa Bernardes, Leonora Ren e Carlos Gilberto Vargas. Agachados: Ademir D´Arrigo (Polenta), Odir Bertoletti, Felipe Collares e Francisco Antonio (Chico) Pagot.


3) Anos 60, as meninas da rua Frederico Guilherme Ludwig, em foto na casa do casal João e Rosa Venhofen: Eliane Theisen, Neiva Bernardes, Ivone e Iris Droescher, Margarida, Renato Droescher, Cristina e Neusa Bernardes.

O ziguezague dos tempos, as correrias e os atropelos da vida de hoje, tempos supersônicos em que a tranqüilidade e a paz coletiva forçosamente deixaram lugar às guerras eletrônicas via satélite. Guerras programadas com tempo, que nos roubam o tempo. Tempos em que as bombas, os tiros e tudo mais acontece dentro de nossas casas, na nossa sala de jantar, sobre nossas mesas, durante o almoço ou mesmo o jantar, o que é ainda pior. Foguetes teleguiados, granadas e balas que explodem nas nossas caras, e à vida de inocentes, ingênuas e dóceis crianças, que tembém não têm mais tempo para ter tempo de brincar com a critividade, com os sonhos traduzidos nos caminhãozinhos e nas bonecas. Século vinte: crianças-robôs, adultos impessoais.

Tempo em que não há mais tempo para nada. Não temos mais tempo para a família, nem para os filhos e muito menos para os amigos. Cada dia temos menos tempo. Até mesmo para viver. Só nos resta uma réstea de tempo para sobreviver uma sobrevivência que nos toma todo o tempo. Assim, só teremos tempo para chegármos mais rápido ao fim. Temos muita pressa. Todo o tempo é de pressa. Passa. Agora não dá!

Vou falar em saudade. "E por falar em saudade ...", intrometo em meio a este meu filosofar, que para alguns poderá parecer uma perda de tempo, um espaço do tempo que o "poetinha" Vinícius de Moraes dedicou do seu tempo para o tempo de romancear, tempo de cantar, de amar e de viver. Disse ele: "Houve tempo ... e eu vos digo: havia tempo / Tempo para a peteca e para a soneca / Tempo para trabalhar e tempo para dar tempo ao tempo / Tempo para envelhecer sem ficar obsoleto".

Ah! que saudade - e já vai longe - os tempos dos filós (os italianos e seus descendentes sabem bem o que é e o que representa o filó), quando se passava horas e horas conversando, cantando, enquanto se bebericava um bom vinho tirado diretamente da pipa, lá no interior de Garibaldi e Nova Prata, no fresco dos porões. (Não estou remetendo ao tempo da ditadura militar).

Ah! que saudades dos tempos juvenis em Nova Prata, ou já em Canoas, na rua Santos Ferreira, e mais tarde na Frederico Guilherme Ludwig. Eram manhãs/tardes/noites infindáveis de prazer. Prazer pelo jogar bola, pelo disputar do futebol de mesa, do pingue-pongue, do flerte com as meninas adolescentes da minha rua. Meninas que já ondulavam o corpo nun ziguezagueante molejo no andar. Um andar de requebros mais sensuais e insunuantes até.
Mas já não há mais tempo, nem mesmo para recordar. Estamos todos, todo dia, sem tempo. E o tempo que resta - se é que resta tempo - é de pressa. Na realidade sobrevivemos ao tempo da sobrevivência.

Pois é, não há mais tempo. Não há mais tempo para se brincar, para se jogar, para se descansar, conversar jogando conversa fora. Só há tempo para pouco tempo. Não há mais tempo para as amizades. Aliás, já desaprendemos como fazer e cultivar amigos. Os amigos, nesses tempos sem tempo, são conhecidos. Os amigos que ainda temos são os que ficaram. São os que se plantou e colheu em outros tempos

Haja tempo para tão pouco tempo. Tempo, ora bolas! O que é tempo se não um simples espaço de tempo, que a grande maioria não liga, não valoriza, não dá importância.
E quem terá hoje tempo para pensar e recordar os bons tempos?

E o tempo se vai. Se esvai. É, não há mais tempo. Aliás nesses tempos sem tempo, dei um jeito de arranjar um tempo. Um tempo para os amigos. Amigos, não conhecidos. Rebusquei no fundo do baú. E foi ótimo. E os amigos de tempos foram aparecendo num reencontro que há tempo eu desejava. Como foi bom e fez bem me encontrar com os amigos, ainda que por pouco tempo. Amigos que fui colecionando com o passar do tempo. E sabem a que horas fui arranjar esse tempo? A uma hora da madrugada. Aliás, um bom tempo para se ter tempo. Até porque lembrar é reviver. É ganhar com o tempo no passar dos anos.

Pois é! Foi tão bom que até tive tempo de relacionar os amigos um por um, e cada um a seu tempo. Amigos dos tempos de criança, tempos de adolescente e de alguns tempos mais recentes.

Tem que se ter tempo para falar tanto tempo. De tempo mesmo, e de se ter saco para escrever tanto tempo sobre algo que, para muitos, não representa nada: o tempo. Mas no final é confortante, pois, em se tratando de amigos, o tempo dedicado foi gratificante. Fez bem para o meu íntimo. Estufou o meu ego. Senti um enoerme prazer em reencontrálos a todos. A maioria ainda por aqui, talvez sem muito tempo também.

É importante que nesses tempos de vida atribulada, de corre-corres, de tempos em tempos se arranje tempo para curtir um tempo com os amigos. Hoje vivemos, todos, tempos de massificação, tempos novelescos e tempos de alienação que deixa um vazio no tempo.

Em falando nisso, por diversas vezes me perguntei porque será que a Igreja Matriz não tem em sua torre um relógio onde Canoas e sua gente pudesse ver o tempo? Mesmo que pelo simples fato de vê-lo passar. É quase uma tradição todas as principais igrejas de cada cidade terem um relógio na torre. Mas ainda há tempo!

Há que se refletir sobre a questão "Não há mais tempo". Não podemos ficar presos ao tempo, mas também não podemos esquecer de ter tempo para quem nos ligou no tempo. Pois amanhã poderemos estar literalmente sem tempo. E aí poderá ser tarde demais.

Há uma questão a ser colocada. Nesse tempo será que não perdi tempo? Ou, talvez, foi o tempo que me ganhou?

Bem, sem mais perda de tempo, nesse tempo sem tempo, tirei um tempo para lembrar dos amigos de tempos. Me dei ao tempo de relacioná-los um por um os que cultivei todo o tempo.
(Aí vem uma relação extensa, por isso não relacionada).

Aos meus outros amigos não lembrados nesse curto espaço de tempo, e por isso não citados, minhas desculpas, pois não há mais tempo. (Escrito em junho de 1991)

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Osvaldo Alvarez e o resgate da imprensa


Há dias que somos surpreendidos com fatos e feitos que nos fazem ver e sentir que vale a pena viver. E viver com intensidade e plenitude um tempo que passou - prá mim depressa demais. Recebi hoje do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez um farto material que, por certo, enriquecerá ainda mais o livro A Imprensa de Papel (ainda no prelo), que para mim, até aqui, já estava concluído. É um livro, com material único, que aborda com boa propriedade a cronologia da imprensa canoense. O livro que, a exemplo do filme foográfico, registra o lado positio e o negativo. São registros, por momentos, narrados com visão otimista e por outro, com uma incontida crítica. Um trabalho iniciado pelo cineasta Antônio Jesus Pfeil, e que me repassou a responsabilidade de concluir e publicar.
Nesse trabalho, além da cronologia histórica, que inicia em 1909 com o registro do primeiro jornal que circulou em Canoas, "O Canoeiro", manuscrito, editado por Frederico Guilherme Ludwig e que circulava no "trem de ferro" ou Maria Fumaça, entre Canoas e Porto Alegre. No livro são resgatados também temas como todos os cronistas sociais que passaram pelos 84 jornais que Canoas tem e teve, cujo pioneiro foi Léo Medina Martins, em 1955, seguido do amigo e desembargador Osvaldo Moacir Alvarez. Ambos exerceram a crônica social na imprensa e no rádio com rara competência. Mais a quase totalidade, pelo menos os principais e mais atuantes, profissionais fotógrafos. E análises incentivadoras e pontiagudas.

Osvaldo Alvarez, que no intermeio da carreira profissional foi vereador, advogado e juiz federal, me agraciou com umas preciosidades de fotos, uma calhamaço de cópias dos originais da sua coluna, que era publicada no espaço "Zona Norte, Zona Sul", na hoje extinta Folha da Tarde. E, além disso tudo, uma entrevista sui generis, a qual respondeu por escrito, onde revela fatos que poucos cronistas sociais ou jornalistas tem coragem de fazer ou dizer: a relação das mulheres mais elegantes, outras de sucesso, as mais simpáticas, clubes de melhores realizações sociais, etc., assim como detalhes sobre o baile de escolha da primeira Glamour-Girl de Canoas, feito que teve a organização do ex-militar Anísio Lopes Ribeiro de Menezes, então diretor social da Associação Cultural Vasco da Gama.

Alvarez, na entrevista, foi além. Apontou, com sapiência e justeza, o Léo Medina Martins como o cronista social que mais o impressionou. E, por bondade e generosidade, teceu loas ao meu trabalho como cronista social e assim massageou meu ego. Cai das nuvens ao ler no final: "Xico Júnior! Em realidade, sem qualquer puxa-saquismo, ocupas um lugar de destaque na vida social canoense, porque, sem dúvida alguma, és o maior e o melhor cronista social da cidade em todos os tempos. Teu conceito ultrapassou em muito nossas fronteiras. Tu sempre serás o ponto de destaque em toda e qualquer pesquisa a ser feita em nossa cidade. É como digo: só há um Xico Júnior! Todos já tentaram imitá-lo. Nenhum obteve êxito".

Caro amigo Alvarez, levo em consideração e aceito tuas massageadoras referências à minha pessoa, primeiramente por ter acompanhado muito da tua carreira profissional e saber do ilibado comportamento e da sinceridade que sempre pautou as tuas atitudes, tanto na Câmara de Vereadores como no exercício do direito. E, em segundo lugar, porque nossa amizade tem raizes num tempo que, dada a realidade de hoje, nos enche de saudades e nostalgia, mas que, com a melhor coinsciência, era um tempo de lealdade, de franqueza e de uma solidária cordialidade. Um tempo em que se podia desfrutar de pessoas e amigos, como você meu caro Alvarez, cuja educação, respeito e senso humanitário os tornavam verdadeiros gentlemen.

Reprisando um autor que desconheço, a recíproca é verdadeira!
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Hoje foi um dia de belas e agradáveis emoções




Pois, há dias que nos surpreendem pelas muitas coisas boas que acontecem. Primeiro um telefonema de uma destacada e influente socialitè elogiando o rebu (de rebuscado) sobre a trajetória do pioneiro do colunismo social em Canoas: Léo Medina Martins, publicado na edição de setembro da Gazeta de La Stampa. Um justo resgate a quem muito fez pelo colunismo, jornalismo, sociedade, nos setores político e empresarial e, como disse Normélio Ravanello, um construtor de pessoas, assentado no fato dele ter ajudado a muitos jovens canoenses com empregos, porém sob a condição que teriam que estudar. E assim muitos se projetaram profissionalmente.

Depois o contato com os amigos João Gilberto Graebin e Protásio Bernardes, a quem fiquei de fazer uma visita e matar saudades dos feitos de quatro décadas passadas. Um dos assuntos tratados foi a colaboração no sentido de incrementar com fotos e informações o livro que estou escrevendo A Minha, Nossa Rua, outro rebu inadiável sobre a Rua Frederico Guilherme Ludwig, especificamente no período de 1956 a 1970, quando lá vivemos o auge da liberdade, da criatividade e dos muitos jogos e bricandeiras da infância-adolescência. Um mergulho pelo túnel do tempo, e de um tempo que, lamentavelmente, não há como trazê-lo de volta. Um tempo de puro romantismo, de fortes e duradouras amizades e de laços que nos levam ao melhor das emoções. Mas que vale revivê-lo através de fotos e das muitas histórias.

Por final, um reencontro, via telefone, com a minha querida e inesquecível Neusa Barnardes, que depois acrescentou Feistauer ao seu nome. Lembranças e relembranças e, melhor, de que tudo está bem. Na conversa com a graciosa e simpática Neusa, descubro que depois da biologia que, como disse, não serviu muito por falta de praticá-la devido as viagens e locomoções, voltou-se inteiramente às artes plásticas. Autoditada começou pintando com óleo sobre tela, passou para o abstracionismo e o estilo hiperrealista e hoje dedica-se mais a pintura em acrícilo: natureza morta, porém com um estilo muito pessoal e que, a cada obra, mais valoriza o seu trabalho. E olha que são poucos os artistas contemporâneos que detém um currículum tão importante e obras que revelam uma sensibilidade artística incomum. Assim, também, as paisagens e as marinas de Parati, cuja leveza e um certo toque de abstracionismo valorizam ainda mais o seu criativo trabalho.

Merece, assim, uma prestigiada exposição em sua terra natal.

Em homenagem à querida amiga, depois de decano tempo, não resisti em postar uma foto muito especial e que faz parte das que mais zelo e procuro cuidar dentre as cerca de 26 a 27 mil fotos que tenho em meu particular acervo fotográfico. Registra o primeiro baile de Carnaval, dela quanto meu, curtido na primeira sede, provisória, da Sociedade Canoense de Caça, Pesca e Tiro, em 1965, onde por longo tempo funcionou o Cinema Central, sob o comando do "velho" e simpático Mattos.

Foram, enfim, contatos que me levaram a reviver, memoravelmente, o que de mais bonito e aprazível uma juventude pode curtir. Sem querer subestimar outros tempos, os anos dourados e diamantinos foram, além dos mais glamourosos e atrativos, um tempo em que as pessoas e, em particular, a geração dos dourados e diamantinos anos, tiveram o privilégio de viver uma das fases mais cheias de encantos, liberdade, criatividade e alegria que se tem conhecimento, até mesmo pelos milhares de relatos em livros, crônicas e artigos registrados por grandes escritores, jornalistas e memorialistas.

Ah! Que infinita pena que aqueles anos não voltam mais!
Como os versos poetisados: "Ai que saudades eu tenho / da aurora da minha vida / da minha infância querida / que os anos não trazem mais".
* Clique sobre a foto para ampliá-la.