sábado, 27 de setembro de 2008

Cigarro: Astros de Hollywood recebiam fortunas



**

**

**

**

**

**

**

**

** ** ** ** ** ** **

Clark Gable, Cary Grant, Gary Cooper, Spencer Tracy, Joan Crawford, Lauren Bacall, John Wayne, Bette Davis e Betty Grable, ou seja, um time de primeira grandeza que, por serem modelo, exercia influência no públicos, receberam dinheiro para promover o cigarro, de acordo com pesquisadores da Universidade de Nova York.

Para ilustrar o que se pretende com as matérias publicadas na Gazeta de La Stampa - repetimos, não estamos fazendo apologia ao fumo e nem dizendo que fumar é saudável, mas desmascarando a hipocrisia de governantes e políticos que querem penalizar os fumantes em lugar, antes, de fiscalizar e penalizar as empresas que fabricam produtos contendo fumo, como cigarro, cigarrilhas, charutos e fumos para cachimbo - fomos buscar fundamentação no que defendemos. Ou seja, que muitas pessoas ainda hoje fumam e outras não conseguem deixar o hábito (hoje tratado como vício) de fumar, influenciados pela propaganda, inclusive de efeito subliminar, como se via nos filmes amercianos e nas novelas da televisão (estas já no Brasil, em especial da Rede Globo) e pela indução de que fumar fazia parte da imagem de homem, proporcionava status social e por aí afora.

As fabricantes de cigarro pagavam altas somas para que astros e estrelas dos Anos de Ouro de Hollywood promovessem seus produtos. Documentos liberados pela indústria depois de processos judiciais de grupos de combate ao tabagismo revelam a extensão da relação entre estas empresas e os estúdios de produção cinematográfica. Uma empresa pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas.

Em artigo na revista Tobacco Control, pesquisadores disseram que filmes "clássicos" das décadas de 30, 40 e 50 ajudam a promover o fumo ainda hoje.

Praticamente todos os grandes nomes da época estavam envolvidos no merchandising de cigarros, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York. Eles tiveram acesso a contratos de merchandising, assinados na época, para ajudá-los no cálculo do montante de dinheiro envolvido.

"O CIGARRO DOS ATORES"

Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de O Cantor de Jazz (Jazz Singer), Al Jolson, assinou testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores".

Um dos documentos-chave descobertos pelos pesquisadores foi uma lista de paga-mentos por um único ano no final da década de 30, detalhando o quanto as estrelas eram pagas pela American Tobacco, fabricante da marca Lucky Strike.

Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor. No total, foram pagos aos atores o equivalente, hoje, a US$ 3,2 milhões.

Em alguns casos, os fabricantes de cigarro pagaram os estúdios para criar programas de rádio que incluíam a promoção feita por suas estrelas. A American Tobacco pagou à Warner Brothers o equivalente a US$ 13,7 milhões por Your Hollywood Parade, em 1937, e patrocinou The Jack Benny Show de meados da década de 40 a meados da década de 50.

Entre os depoimentos cuidadosamente preparados incluídos em The Jack Benny Show está o da atriz Lauren Bacall.

EFEITOS DURADOUROS

Os pesquisadores, liderados por Stanton Glantz, disseram que os efeitos dos milhões investidos pela indústria do tabaco em Hollywood ainda podem ser sentidos hoje, apesar de uma recente proibição imposta pela própria indústria do cinema à promoção do tabagismo em filmes.

Eles disseram que as imagens ligadas ao ato de fumar incluídas nos filmes podem influenciar os jovens fazendo-os adotar o hábito. "Como na década de 30, nada impede hoje que a indústria global do tabaco influencie a indústria do cinema de várias formas."

Filmes "clássicos" com cenas de fumo, tais como Casablanca e Estranha Passageira (Now, Voyager), e imagens glamurosas de publicidade ajudaram a perpetuar a tolerância pública do tabagismo na tela, disseram os pesquisadores.

A ONG britânica contra o tabagismo, ASH, disse que imagens ligadas ao hábito de fumar não podem ser excluídas totalmente, mas podem haver alertas mais claros antes da exibição dos filmes.

Fonte: BBCBrasil.com

BRASIL: HÁBITO E PROPAGANDA

Aqui no Brasil, ainda nos anos 90 e já na casa dos 2000, novelas e outros programas veiculavam propaganda de cigarros. Tal se comprova nos vídeos postados no site http://www2.gol.com/ , como: "O cigarro vai para guerra", mostrando as mulheres dos soldados encaixotando cigarros para serem enviados aos maridos no campo de guerra no Oriente Médio. Outros vídeos: "Hollywood, o sucesso" (1989), " ... mas com alguma coisa em comum: Free" (anos 90), "Dá-lhe DALLAS" (anos 90), "Venha para o mundo de Malboro!", "La-la-la-LARK, o prazer perto de você", com a atriz Malu Mader, da Rede Globo (anos 90). E vê-se mais os jingles das marcas: Continental, Malboro, Carlton, Bridge, LS, Minister, Lord, Ella e (incrível) a marca Veado. Além desses o jingle do Derby, alusivo aos 500 anos de descobrimento do Brasil, cuja parte da narração diz: "500 anos fumando a mistura ideal. Derby, o sabor que conquistou o Brasil e os 500 anos da nossa Terra".

sábado, 20 de setembro de 2008

O crime do cigarro: Adição de Amônia para tornar o fumante + dependente



Há um crime sendo praticado há muitos anos pelos fabricantes de cigarro contra os fumantes, que os governantes não desconhecem, mas não agem segundo as determinações da ANVISA, INCA e do Código Penal Brasileiro.


Propositadamente deixamos para esta edição o que premonizávamos como contestação de muitas pessoas não fumantes, médicos, sanitaristas e cidadãos leigos.
Nesta reportagem, vamos, enfim, revelar a uma verdade que, com raríssima exceção, jamais foi mostrada e levado ao conhecimento do público, em especial dos fumantes: a multiplicidade de componentes que fazem parte do cigarro e até mesmo a composição do filtro, parte que o fumante coloca na boca, como se uma efetiva solução. Há práticas de crimes, como poderão constatar. O resto é pura hipocrisia de muitas autoridades e um engodo camuflado, porém com interesses escusos, caros leitores!
Se observarmos com atenção o que consta como denúncia na matéria da revista Veja (29/05/1996), veremos que a questão dos males provocados pelo fumo (cigarros), não é exatamente, como nos referimos na edição anterior, uma questão só do fumo.

O CRIME IMPUNE

As empresas fabricantes de cigarro passaram a adicionar AMÔNIA ao tabaco para que o FUMO, ao ser queimado e a fumaça inalada, liberasse MAIS NICOTINA no organismo do fumante.
Por quê? Veja a fórmula:
Mais NICOTINA = maior dependência do cigarro = mais consumidores e, conseqüentemente, mais arrecadação de impostos e um enorme e irreversível prejuízo à saúde.

Só no papel do cigarro, conforme pesquisa, são adicionados vários produtos químicos. E nos cigarros de baixo teores de alcatrão e nicotina, outras várias substâncias nocivas ao organismo, também adicionadas, podem ser encontradas. A fumaça do cigarro leva aos pulmões, ainda, a amônia (produto adicionado), benzeno, acetona, formol, também produtos químicos adicionados ilegal e criminosamente pelos fabricantes de cigarro, entre outros.
É aqui que reside a raiz do problema do cigarro, o nó a ser, primeiramente, desatado. Para só depois surgirem os hipócritas, como o modelar governador de São Paulo, José Serra, que, mesmo com medida anti-constitucional, quer proibir de vez com o ato de fumar, ameaçando, inclusive os fumantes de prisão - uma medida covarde, provalecida, já que ninguém está cometendo crime pelo fato de fumar -, em lugar de punir real, efetiva e transparentemente as fábricas de cigarro que, no afâ de faturar mais, adicionam AMÔNIA, ativando mais, assim, o efeito da NICOTINA e, como resultado, os fumantes reféns dos seus viciantes produtos. Isso é crime contra a saúde pública, previsto na Constituição e, comprovadamente, também no Código Penal Brasileiro.

O MINISTRO SERRA

Pois, o hoje governador José Serra, todo contra o ato de fumar e, obviamente, os fumantes, na qualidade de Ministro da Saúde, do então presidente, o filósofo Fernando Henrique Cardoso, fez-se omisso e jamais agiu com energia em mandar fiscalizar, investigar e abrir processo crime contras as empresas que produzem os cigarros, pelo cometimento de crime contra a saúde pública, pois é difícil crer que desconhecessem tal prática criminosa por parte dos fabricantes.
Em lugar do governador José Serra enviar projeto-de-lei à Assembléia Legislativa de São Paulo, proibindo a prática do fumo em qualquer lugar, público ou privado, inclusive com a inconcebível ameaça de prisão aos que descumprirem a lei, ele é quem teria que ser punido como ex-Ministro da Saúde por, no mínimo, ter sido relapso e omisso, incompetente ou conivente.
(Leia tambéma revista VEJA, edição de 29 de maio de 1996).

QUÍMICOS ADICIONADOS PELOS FABRICANTES

AMÔNIA, utilizado em limpadores de banheiro. - FORMOL, componente de fluído conservante. - BENZOPIRENO, substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo. - AGROTÓXICOS, como o DDT. - SOLVENTES como o BENZENO e ACETONA.

Fumo, proibição radical: mera hipocrisia e segregação


Há uma resistência aos fumantes sob a alegação dos males atribuídos ao fumo. O Congresso está a aprovar proibição em todos os locais fechados, públicos e privados, enquanto os governos, na contra-mão, arrecadam os impostos e permitem o livre comércio. Antônio Ermírio de Morais e Ricardo Kotscho, querem o fechamento das fábricas - o que é o mais lógico - e o governador José Serra (SP), quer até prisão para fumantes.

DESTAQUE: O cigarro é, realmente, o grande vilão da saúde? Por quê, então, políticos, médicos e sanitaristas fumam? Por o fumo pode ser plantado? Por quê o cigarro pode ser fabricado e comercializado livremente? Porque fábricas de cigarro conseguem subsídios para ampliação de suas fábricas, como aconteceu no governo de Ieda Crusyus, no Rio Grande do Sul? Por quê o governo arrecada impostos, cobrando altas taxas, sobre um produto que é proibido de ser consumido, mas pode ser comercializado, adquirido pelo consumidor, mas este não pode consumí-lo livremente? Tartufice e gana por arrecadação?


O gancho desta reportagem foi a decisão do governador José Serra e ex-Ministro da Saúde, de enviar Assembléia Legislativa de São Paulo projeto de lei proibindo de vez o fumo em lugares fechados, públicos e privados, e prevendo até prisão de quem insistir em ascender um cigarro.

Ora, como sempre acontece, os governantes, hipocritamente, procuram penalizar o consumidor que, em última análise é a grande massa, o povo, enquanto jamais terão coragem de ir direto à raiz dos problemas. No caso do fumo não é efetivamente verdade que é o maior causador de males e mortes, como tem sido amplamente divulgado pela mídia servil, mas fundamentalmente pelos múltiplos produtos químicos que são agregados, criminosamente, pelas indústrias ao cigarro.

Além do alcatrão e da nicotina, e através de um exame realmente isento e verdadeiro, se chegará a conclusão que os ingredientes químicos agregados ao cigarro são os que mais provocam o câncer e a multiplicidade de problemas do sistema respiratório. Mas nenhuma medida efetiva contra tais e ilimitadas adições de produtos químicos, no papel, por exemplo, são tomadas, nem mesmo uma fiscalização do produto final é feita pelos órgãos responsáveis (leia-se ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária), tanto pelos organismos sanitários, quanto pelos responsáveis pela preservação da saúde pública. A começar pelo filtro que se contrapõe aos princípios defendidos pelos ecologistas: o filtro dos cigarros é um produto classificado como não-biodegradável.

O jornalista Ricardo Kotscho, no seu site "Balaio do Kotscho" de 14/09/2008, e sob o título: "Antônio Ermírio, Lula e o cigarro: porque não fecham as fábricas?", um inveterado fumante desde os 12 anos de idade, como revela, dá total razão ao empresário Antônio Ermínio de Morais que, em artigo publicado à página 2, da "Folha" (São Paulo), sob o título: "Fumo: até quando?", onde sublimarmente sugere que o governo feche as fábricas de cigarro.
Convenhamos que o cigarro não é lá um remédio ou um produto saudável, porém um produto de consumo legal e livre, de fabricação e comercialização autorizada pelo governo, que causa males à saúde e inconveniência a quem não fuma. Mas daí, radicalizar, promovendo a segregação e ameaça de prisão ao que o próprio governo considera legal, pelo menos para efeito de arrecadação, há não só um exagero, mas a castração de um direito legítimo e constitucional.

Mas, sem hipocrisia, não chega a ser o grande mal que vem sendo, demagogicamente, propalado através da mídia. A não ser, reafirmamos, pelos inúmeros produtos químicos adicionados pelas fábricas, altamente cancerígenos, que fazem parte da composição do cigarro a partir do momento em que este produto passou a ser altamente consumido. E é exatamente isso que os governantes devem, primeiramente, combater: os ingredierntes químicos adicionados, e não, contrariando a Constituição, promover a segregação social e tirando direitos, já que o cigarro é um produto livre à comercialização e aquisição pelos cidadãos brasileiros; inclusive com ameaça de prisão, na visão vesga do demagogo José Serra, a quem não está praticando crime algum.
Se o próprio governo permite - e até faz questão, inclusive estimulando e subsidiando a ampliação de fábricas, como a pouco aconteceu no Rio Grande do Sul - que se plante o fumo, que as fábricas produzam os cigarros (altamente rentável em termos de arrecadação para o governo), além dos milhares de empregos que gera, e que o mesmo seja legalmente comercializado nos mais diferentes e variados locais, não é a proibição extremada uma violação aos direitos do cidadão?

Não há, José Serra, Kotscho e Antônio Ermírio, uma notória contradição e uma segregação social em tais medidas? Não é, conforme garante a Constituição, um ato senão de pressão e despotismo, obrigando, por leis esdrúxulas e inconstitucionais, a cidadãos que não cometeram qualquer crime, serem forçados ao "confinamento", além de serem social e publicamente discriminados e ameaçados com prisão?

Já o presidente Luís Inácio Lula da Silva, também ele um fumante, se disse a favor de que se possa fumar em qualquer lugar. Pelo menos o Presidente Lula foi coerente, respeitando, ainda que subliminarmente, o que assegura a Constituição e até porque o governo se beneficia, e muito, com a produção e o consumo do fumo, através de uma das mais altas taxas de impostos imposto a qualquer produto, artigo ou serviço.

O que o governo, inclusive o de São Paulo, deve fazer, urgentemente, é impor e exigir que as fábricas eliminem a adição de amônia e adotem tecnologias que reduza a quantidade de alcatrão e nicotina, assim como os químicos que fazem parte do papel (invólucro) do cigarro.
O empresário Antônio Ermírio de Morais esqueceu-se, casualmente, de descrever os males causados pela poeira que se espalha por longas distâncias das suas fábricas de cimento. Males que atingem as vias respiratórias e os pulmões de adultos, adolescentes e crianças, causando gravíssimos problemas de saúde.

O político José Serra, que já exerceu o Ministério da Saúde, jamais manifestou-se pela proibição da circulação de veículos, como ônibus, caminhões e vans, que utilizam o óleo diesel, este das maiores fontes de monóxido de carbono, altamente tóxico e cancerígeno, um veneno extremamente prejudicial à saúde de toda a população e dos maiores causadores de doenças do sistema respiratório, atingindo, indiscriminadamente, adultos e crianças, com ou sem automóvel ou qualquer veículo auto-motor.

Sequer existe uma débil vigilância, quanto mais uma deveras e enérgica fiscalização com a penalização dos infratores que infringem as regras sobre a correta manutenção de veículos auto-motores.

Eis aí uma matéria que, sem dúvida, vai gerar muita polêmica, ainda que a Constituição garanta tal direito aos fumantes e a permissão do governo à livre produção e comercialização dos produtos contendo fumo: cigarro, charuto e cachimbo.


Conclusão: Por essa via, de fechar as fábricas como se solução, o cigarro vai acabar em mais um produto do "tráfico ilegal". Será que é isso que governantes, empresários e jornalistas, como Serra, Antônio Ermírio e Kotscho querem?



FINAL: Este artigo não é apologia ao fumo ou cigarro, mas uma denúncia de segregação, de irresponsabilidade dos governantes que não fazem cumprir as leis, dos fabricantes que, criminosamente, adicionam indiscriminadamente produtos químicos para tornar o fumante mais dependente. E, por fim, por tratar-se de um crime contra a saúde pública.

domingo, 7 de setembro de 2008

Nepotismo: Parente Não Terá Mais Vez


















Na edição de agosto da Gazeta de La Stampa estampamos matéria especial sobre o fim do nepotismo (emprego de parentes sem a realização de concursos públicos e que proporcionava os tão afamados "tranzinhos da alegria dos parentes").


Por outro, abordamos a autorização do STF - Superior Tribunal Federal para que o MPF - Ministério Público Federal faça investigações dos deputados gaúchos federais, Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais, Alceu Moreira, também presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, e Marcos Alba, atual Secretário Estadual de Habitação, Desenvolvimento e Saneamento, e o secretário de Governo da Prefeitura de Canoas, Francisco Fraga, entre outros sem foro privilegiado. Mais uma dos muitos escândalos financeiros que tem a Prefeitura de Canoas como foco central.
Além disso, uma matéria em homenagem aos medalistas de Ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim; matérias de opinião, e as colunas: Piriris & Pororós, Persona LS e Álbum de Memória, que rebusca o passado através de fotografias inéditas do Acervo Histórico Fotofonográfico Xico Júnior, preservadas há quatro décadas.

sábado, 23 de agosto de 2008

Canoas, Medalha de Ouro em Corrupção ?


O Ministério Público Federal pediu investigação sobre os deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP) e os deputados estaduais Alceu Moreira (presidente da Assembléia Legislativa do RS) e Marco Alba (ambos do PMDB), atual secretário Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento do governo Yeda Crusius, Marco Alba (PMDB).

Os nomes acima investigados estão listados nas páginas eletrônicas do STF.

Conforme veiculado pela mídia internética e televisiva, o MPF protocolou inquérito sob nº 2.74, com 12 volumes e 2.895 páginas, no último dia 1º de agosto de 2008, no STF - Supremo Tribunal Federal, pedindo autorização para investigar os deputados Eliseu Padilha, José Otávio Germano e Alceu Moreira e Marco Alba e um prefeito (o nome não foi divulgado). Além desses, outras quatro pessoas sem foro privilegiado são alvo da mesma investigação. Entre elas o Secretário de Governo de Canoas, Francisco Fraga (PTB, licenciado para apoiar o candidato a prefeito de Canoas pelo PMDB). Francisco Fraga é também réu na Operação Rodin (CPI do Detran). São investigados também o prefeito de Sapucaia do Sul, Marcelo Machado; seu chefe de Gabinete Renan Presser e o empresário Marco Antônio Camino.

As suspeitas, segundo especulações da imprensa, são provável envolvimento nas fraudes do Detran (Operação Rodin), desvios de recursos de obras públicas; fraudes em licitações para a compra da Merenda Escolar em escolas de Canoas.

Todos os deputados envolvidos afirmaram desconhecer o objeto ou conteúdo das investigações e que vão aguardar a decisão do MPF para tomarem ciência do assunto.

O pedido de investigação partiu de procuradores do MPF em Canoas, cujo inquérito já tem cerca de três mil folhas e tem a Administração Municipal de Canoas como pólo principal das ações de corrupção no Rio Grande do Sul, como consta da CPI do Detran.

Como o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello, determinou que o processo corresse em "segredo de Justiça", o Ministério Público não informou as razões ou suspeitas contra os quatro detentores do "foto privilegiado".

* As fontes que serviram de pesquisa à presente publicação foram: diegocasagrande.com.br e Contexto Político.blogspot.com, postado por Lúcio Machado Borges, às 12:00 de 22.08.2008.

domingo, 17 de agosto de 2008

Ninja e o Homem Bomba

Seguindo o terma da postagem anterior, é de destacar algumas declarações, corajosas se comparada com a posição de outros artistas, sejam cantores, cantoras, atores ou atrizes, que se manifestam, na grande maioria, ficando em cima do muro.
Ambos os integrantes da dupla sertaneja Chrystian & Ralph disseram, no "Programa Raul Gil", da TV Band, que seria interessante que em dois programas de TV, levados ao ar aos domingos, mereceriam a ação do Ninja (o personagem que "corta" tudo que é do mal), ou mesmo o Homem Bomba (que explode tudo), de tão ruins que são. Sequer eu faria até superfial idéia de que estariam se referindo à toda poderosa Globo (leia-se "Domingão do Faustão) e a TV do incomparável Sílvio (hahahaha) Santos, com o intragável programa do Gugu Liberato. Se se referiam efetivamente a esses dois programas, acertaram na mosca, porque não há nada mais repetitivo, mais pobre culturalmente e mais abominável que ambos os programas. Realmente, é difícil entender como se mantêm no ar por tantos anos. Pobre telespectador brasileiro!

"Como é que conseguem ficar no ar e ter audiência por tanto tempo", questionou conscientemente Ralph.
É, me atrevo a afirmar, parte do processo de massificação com objetivos de alienar o ignaro povão brasileiro. Ignaro, não por culpa delo, povão, mas do próprio sistema político social que assim faz, exige e impõe seja feito e praticado.

Tirando o chapéu à consciência profissional


Há realidades ou feitos factuais que não se pode deixar passar em brancas nuvens. Por exemplo, o altíssimo custo dos CDs, em especial quando se trata de lançamentos de cantores, cantoras ou duplas de maior renome, que oscilam entre R$ 20,00 a R$ 40,00. Isso quando não acompanha o DVD.
Enquanto isso, a dupla sertaneja Chrystian & Ralph, apesar de não fazer o meu gênero musicalmente falando, merece a minha admiração pela iniciativa, pela criatividade e pelo exemplo que está dando às gravadoras (essas as mais gananciosas), a contores e cantoras e demais duplas sertanejas, que mais se preocupam em faturar com a venda dos discos e shows do que com a crise financeira que vem assolando o povo brasileiro, esse o real comprador de discos.

Pois, a dupla Chrystian & Ralph, além de fazerem sistemática campanha contra a pirataria dos CDs - o governo bem que poderia fiscalizar as próprias gravadoras sobre essa questão -, criaram um sistema de gravação dos CDs (SMD), que impede a pirataria e além de reduzirem significativamente o custo dos CDs. Enquanto os outros comercializam ao preço acima referido, Chrystian & Ralph vendem seus CDs aos preço de "camelô", ou seja, a R$ 5,00 (cinco reais) e os DVDs a R$ 8,00, o que ainda permite aos lojistas obterem um lucro na ordem de 300%.

Com isso, é possível imaginar quanto lucram as gravadoras, artistas e lojistas com a comercialização que ainda vige no mercado fonográfico. Aliás, Chrystian, no programa "Raul Gil", na TV Band, afirmou: "Prefiro ganhar R$ 0,50 por disco e vender cinco milhões do que ganhar R$ 10,00 por disco e vender cinco ou dez mil discos".

Era isso que queríamos passar aos internautas que, por qualquer razão, ainda não tinham conhecimento sobre o sistema SMD - Semi Metalic Disc, inventado e patenteado pelo próprio Ralph, um dos integrantes da dupla, o que favorece expressivamente o consumidor de CDs e DVDs.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Dercy Gonçalves: O Humor Perde a Graça









A edição de julho da Gazeta de La Stampa, sob o título O Humor Perde a Graça e uma coletânea de fotos desde o início da sua carreira até a comemoração do seu centenário em 23/07/2007, traz como assunto principal uma homenagem à atriz e comediante Dolores Gonçalves Costa, ou melhor Dercy Gonçalves, falecida no dia 19 de julho de 2008, com 101 anos e 26 dias. Era tida como a Rainha da Comédia, irreverente e audaciosa, cativava o público, inclusive durante as entrevistas, com o uso desbragado de palavrões, uma de suas marcas Participou de mais de 30 filmes e seis novelas, entre as quais Que Rei Sou Eu (1989) e Deus Nos Acuda (1993). Também nos anos 90, na Globo, Dercy Gonlçalves apresentou o programa Consultório Sentimental, uma espécie de talk-show primitivo em que ela esculhambava com seus entrevistados. Seu último programa foi no SBT¨, onde recebia um salário vitalício, comm o programa Fala Dercy, onde tinha a liberdade para falar seus famosos palavrões e improvisar textos.
Além disso, a edição da Gazeta de La Stampa, no espaço Stilo LS, traz uma reportagem sobre os 20 anos da morte (assassinato) do jornalista, radialista e deputado José Antônio Daudt, ocorrido no dia 4 de junho de 1988, sob o título: José Antônio Daudt: O Enigma de Uma Tragédia, ilustrada com fotos de suas participações em eventos realizados em Canoas.

Outra matéria, que por certo irá alimentar polêmica, registra, historicamente, 10/08: Imprensa Canoense Comemora seus 99 Anos, fato documentado com o depoimento de Osvaldo Kessler Ludwig, que revelou o lançamento, em 1909, do jornal manuscrito e mimiografado, O Canoeiro, lançado pelo seu pai Frederico Guilherme Ludwig, e mais uma matéria sobre a preservação do patrimônio histórico Villa Mimosa será sede do Museu de Canoas.

Por fim, a coluna Piriris & Pororós, que está fazendo grande sucesso junto aos leitores da Gazeta de La Stampa, com personagens fictícios abordando temas da atualidade com estilo pontiagudo, onde se destacam a ironia e a mordacidade, e o Álbum de Memórias que faz um rebu (de rebuscado) histórico através de fotografias dos anos 60, 70 e 80.

domingo, 22 de junho de 2008

José Antônio Daudt: o enigma de um assassinato


*** Completou, no dia 04 de junho de 2008, vinte anos da morte trágica do jornalista e radialista José Antônio Daudt, aos 48 anos de idade, cujo assassinato permanece até hoje como uma incógnita, um enigma. A sessão de julgamento do então suposto assassino, ex-deputado Antônio Dexheimer, foi o primeiro e único até hoje transmitido ao vivo pela televisão, num verdadeiro e exibicionista show, que teve até "provas" em terceira dimensão projetadas pelo advogado de defesa de Dexheimer. O que deveria ser algo sério, transparente e asssentado no bom senso e no respeito à memória do jornalista, foi transformado num bizarro espetáculo que rendeu grande audiência televisiva.
José Antônio Daudt, homem de rádio e televisão, que por mais de uma vez participou de eventos promovidos pelo autor deste blog, apresentou seu último comentário na Rádio Gaúcha, em 1988.
Por incrível que pareça, até hoje o caso continua sem solução.
No mesmo dia e ano eram fundados os seguintes jornais: a "Folha de Hoje", de Caxias do Sul; a "Revisão", de Osório; "O Gigante", de Pantano Grande; "O Semanal", de Três de Maio; o "Nossa Época", de Itaqui; a "Folha da Fronteira", de São Gabriel e o "Jornal Hoje", de Casca.

Candidatos com "ficha suja" e a imprescindível ineligibilidade


*** Pois, recentemente o TSE - Tribunal Superior Eleitoral baixou algumas normas que dá um leve toque de moralidade à questão eleitoral, porém falta muito mais para que se possa fazer uma faxina de fato e efeito à corrupção que vem sendo praticada à desbragada pelos políticos dos mais diferentes escalões. Há, por detrás da aparente iniciativa de moralização, um certo, ainda que tênue, senso de protecionismo aos políticos. Assim, o TSE repassou, por outro, a responsabilidade aos TRE - Tribunais Eleitorais de cada Estado o encargo de inpugnar a candidatura dos políticos com "ficha suja". Ou seja, que enfrentam processos em tramitação na Justiça, sem, entretanto, terem sido sentenciados em última instância.
Na maioria dos casos os políticos jamais são presos, sequer algemados, quando flagrados em evidências ou em indícios factuais, de prática de corrupção, desvio de dinheiro público, golpes contra instituições nacionais, improbidade administrativa, peculato, concussão, formação de quadrilha, falsidade ideológica, etc. E um dos mais ilustrativos exemplos é do deputado federal - vejam só! - Paulo Salim Maluf que, na maior cara de pau se propõe a ser candidato à Prefeitura de São Paulo, a maior, mais importante e com a maior arrecadação entre as cidade brasileira.
Recentemente dezenas de prefeitos, deputados, vereadores e políticos de todas as classificações, além de inúmeros empresários, foram flagrados pela PF numa operação que desviou cerca de R$ 700 milhões do PAC. Com exceção do alguns políticos e prefeitos de pequenos municípios, nenhum "medalhão" foi preso devidamente algemados como aconteceu com os não políticos, e levados em camburões.
Para que se tenha uma efetiva moralização da coisa pública é indispensável que, todo aquele político - independente do escalão - seja efetivamente preso e tornado inelegível até o final das investigações e do processo judicial. Inocente, retomaria seus direitos políticos, caso contrario ficaria inelegível por todo o sempre, posto que será sempre uma pessoa sem qualquer sentido de confiança.
Em Canoas-RS, um vereador foi condenado em 1ª e 2ª instância, há quase cinco anos de cadeia. Como recorreu, continua desfrutando do cargo e percebendo regiamente seus salários de vereador, além de poder concorrer à reeleição no dia 5 de outubro próximo. Esse, assim como Paulo Salim Maluf, são modelares casos em que a impugnação deve ser a regra.
Tomara que os TREs de todos os Estados brasileiros sigam o exemplo ditado pelo TRE do Rio de Janeiro, que decidiu: "candidato com ficha suja" terá a candidatura impugnada".
Imprescindível, ainda, que durante o andamento das investigações o governante, parlamentar ou funcionário público seja efetiva e inadiavelmente afastado das funções, sejam elas eletivas ou apenas administrativas, para o bom desenolvimento das investigações, e sem possíveis interferências. Assim nos indica o bom senso e a transparência. Mas para tanto, é preciso muita, muita vontade política. Muita, muita ética e senso moral.
Assim seja ... para o bem da moralidade, das finanças nacionais e, conseqüentemente, da baixa da carga de tributos. Aliás, recentes notícias informavam que a atual carga tributária é a maior de todos os tempos. Graças a incontrolável e crescente escalada de corrupção e a falta de fiscalização e seriedade na cobrança dos sonegadores. Corrupção e Sonegação: sem dúvidas, os dois maiores câncros do nosso espoliado e maltratado "patropi".
Por fim, resta torcer para que o TRE-SP, como dizia aquele ex-presidente "impichado", tenha colões roxos para impugnar a candidatura do "sempre livre" Paulo Salim Maluf.