domingo, 9 de maio de 2010

VOTO NULO = A manifestação democrática de inconformismo e protesto

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Ainda que existam certas dúvidas quanto a anulação da eleição nos caso de que 50% + 1 VOTOS NULOS, isso, com a mais absoluta certeza, servirá à uma essencial reflexão e à conscientização, posto que a Lei Eleitoral não prevê, efetiva e claramente, essa hipótese, e assim, se estará criando uma nova figura, um novo retrato do que o povo, através dos eleitores, é capaz: demonstrar a sua indignação, a seu protesto e tomar uma atitude que demonstra, objetivamente, o inconformismo com contestação.


O VOTO NULO é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em qualquer dos candidatos. Esse tipo de voto é importante e é o que efetivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação. O VOTO NULO, ao contrário do que parece, é um voto válido. Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto.


Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato. Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal eletrônico avisa "Você está votando em branco" e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir. Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorreto, corrija seu voto". Assim, os VOTOS NULOS são desencorajados. Mas, ao surgir esse alerta (?), pressione a tecla CONFIRMAR: o VOTO NULO será computado como tal.


Por que os votos nulos são desencorajados? Por que ninguém fala deles? E por que eu falo deles?
Porque, se na eleição entre o candidato "A" e o candidato "B", o candidato "A" terminasse as eleições com 30% dos votos e o "B" com 24%, sendo 5% de votos em brancos e 51% de VOTOS NULOS as eleições teriam que ser repetidas e nem o candidato "A" e nem o "B" poderiam participar das eleições naquele ano.
Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez. Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas!
Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer. Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando no "candidato "A" ou no "B", mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo VOTO INCORRETO, o VOTO NULO.
Legenda: A Urna Eletrônica, produzida para obrigar o eleitor a não ANULAR O VOTO, por este ser VÁLIDO, não contém essa opção de NULO, e a urna, programada para tal, alertará o votante a CORRIGIR O VOTO, enquanto que a opção do voto Branco existe, pois este não acusará nenhum efeito no resultado da eleição. Portanto, digite um número INVÁLIDO e clique em CONFIRMAR: seu VOTO NULO será computado.


Quem sabe um dia os candidados "A" e "B" saem do cenário político e os eleitores podem votar em novos políticos que tenha uma consciência social, de justiça, honestidade e respeito ao povo e aos eleitores brasileiros.


Não seja obrigado a votar em quem você NÃO QUER no poder, seja para Presidente, para Governador, para Senador ou Deputado Federal ou Estadual. Nesse caso você tem a opção do VOTO NULO.


Tal decisão, ou seja o VOTO NULO, ainda que não claramente previsto na Lei Eleitoral, servirá para que o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, reveja essa possibilidade e adicione ao sistema de votação esse opção, assim como se constituirá numa extensão, numa manifesta complementação ao Projeto FICHA LIMPA, esta uma importante conquista à moralização da política: contra a corrupção, os desvios, o enriquecimento ilícito, além de outros crimes de ordem sócio-comportamental.


Porém, além de tudo que foi colocado há que se levar em conta as grandes probabilidades de manipulação das Urnas Eletrônicas, ou do próprio Sistema de Votação Eletrônica que, apenas através de um chips, é possível conduzir o resultado de uma eleição para o candidato que contar com o apoio de quem comanda o processo eleitoral, incluíndo aí, o próprio STE.


Como ensina o ditado: "Olho vivo porque cavalo não desce escada".


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sábado, 8 de maio de 2010

Abusivas mordomias: O cinismo e a cretinice com os gastos do dinheiro público

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Desde a muito que os governos brasileiros vem desperdiçando dinheiro públicos de todas as formas e sob todos os motivos. Desde a ditadura fardada, que durou nada menos do que 21 anos (1964 - 1985) que, além de alimentar a ganância de alguns poucos militares e outros mais políticos, jogou dinheiro publico, obtido do suor do povo trabalhador, para pseudas obras faraônicas. E um dos maiores - e piores - exemplos foi a famosíssima Transsamazônica, que jamais saiu do lamaçal em que se encontra ainda hoje. E alí, muitos encostados na tirania do poder, se locupletaram ilícita e impunemente. Tudo isso se contrapondo à pobreza e ao famelismo que, desimportados, faz aumentar a marginalidade, a violência ao ponto de se constatar uma quase guerra-civil entre policias civis e militares X grupos paramilitares X marginais.

Na seqüência, vieram os mandos e desmandos com recursos públicos no acomodamento de familiares e apadrinhados via trenzinhos da alegria, cabides de empregos, assessorias biônicas, assessores fantasmas, auxílios-paletós, auxílio-moradias, apesar de que muitos que recebem tais verbas, já moram em apartamentos cedidos, gratuitamente, via processos de mordomias, na área nobre da capital Brasília, e os auxílios-passagens e auxílio-combustível, estes dois com dinheiro escamoteado via notas frias e sem qualquer forma ou processo de controle transparente. E por aí segue-se a gama de formas e fórmulas, feitas casuisticamente legais, para os políticos de todos os escalões embolsarem mais dinheiro do que os polpudos salários que recebem sem maiores justificativas e, assim, enriquecerem ilicitamente. E na contra-mão desses processos abusivos e espúrios, registra-se o aumento da desatenção dos governantes e dos políticos com a pobreza e com a famelidade. E isso é o retrato de uma realidade infame, bárbara e desumana.

Todo esse quadro negro, sem se falar nos crimes de corrupção, de sonegação, de desvios de recursos públicos que corroem os cofres públicos em bilhões e bilhões de reais - todos impunes -, passando pela tartufice dos repasses de mais bilhões de reais - melhor seria gastos desnecessários, se não houvessem razões mantidas nos subterrâneos da verdade real, enquanto os números reais nunca são real e oficialmente revelados de forma transparente - em pacotes de estímulos econômicos para evitar a (pseuda) quebra de bancos, sob o pretexto de uma crise econômica mundial não bem esclarecida e menos ainda justificada.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, segundo o jornal espanhol "El País" (09/05/2010), destacou que, "se o Brasil mantiver a seriedade fiscal e monetária, além dos investimentos e do controle da inflação, terá tudo para se transformar em uma potência respeitada no mundo". Até aí tudo bem. Mas e a seriedade com os gastos públicos e o desperdício do dinheiro do povo trabalhador brasileiro, como referenciado acima, quando começará a ter um efetivo e transparente controle? Ou a corrupção, a sonegação, os desvios e os desmandos abusivos dos políticos não tem importância e nem controle?

Pois, conforme o professor de Economia Ricardo Bergamini, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2009, somente o Gabinete da Presidência da República produziu uma despesa da bagatela de R$ 22 bilhões, e com "turismo público", como se refere Bergamini, os três poderes  da União (Executivo, Congresso e Judiciário) gastaram nada menos do que R$ 1,8 bilhões com Diárias e Passagens e mais R$ 2,2 bilhões com Auxílio-Alimentação, totalizando exatos R$ 4 bilhões. Isso sem contar os gastos em publicidade via televisão e alguns privilegiados veículos como jornais, rádios e revistas.

Esse desperdício do dinheiro público, esses gastos irresponsáveis, ilegítimos e injustificáveis proporcionados pelos nossos governantes, deputados, senadores e magistrados, são crimes de lesa pátria, crimes contra o patrimônio público e a sociedade brasileira que paga compulsoriamente, caso contrário será penalizada ainda mais com a adoção de multas e outras proibições que, numa democracia, não poderia vigir, e menos ainda ser tornada legal. É a sistemática da pressão e opressão imposta despoticamente. E aí reside uma das boas razões para se acreditar que a impunidade não terá fim, posto que judiciário, congresso e governo estão todos com seus rabos presos uns nos outros.

Enquanto isso, os aposentados, mesmo diante da aprovação de um aumento de 7,7% pela Câmara Federal, cujo projeto terá, ainda, que ser aprovado pelo Senado e depois passar pela sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva (que já adiantou que vai vetar), enfrentam as maiores dificuldades para sobreviverem, sem considerar que o avançado da idade exige a necessidade da aquisição de medicamentos e assistência médico-hospitalar. Paralelamente, enquanto o Governo desperdiça bilhões em campanhas publicitárias para erradicar a DENGE, a AIDS, a GRIPE SUINA (combate ao Vírus H1N1), o consumo de CRACK, esquece-se de construir mais hospitais, aumentar o número de leitos nos hospitais públicos já existentes e de construir casas especializdas na recuperação de viciados em crack, cola, maconha, cocaina, drogas sintéticas e outras tantas drogas. Mas a publicidade, mesmo sob esse cinismo e essa cretinice toda continua enfeitando os vídeo das televisões e fazendo tilintar o caixa das grande Organizações de Comunicação Social e, obviamente, arrancar sorrisos dos "todos poderosos donos" dessas mesmas organizações. Esse um sintomático processo de blindagem da realidade que acontece nas "coxias", nos bastidores dos três poderes: em suma um cinismo e uma cretinice só curável com a mudança, com a renovação total. E um desses caminho, como já mostramos noste blog, é a indignação, a demonstração de revolta, da ira e descontentamento, portanto, uma das formas para demonstrar isso é o VOTO NULO.

É como denuncia abertamente o professor Ricardo Bergamini: "A imprensa brasileira não faz jornalismo na redação, mas sim na tesouraria". E aqui reside um dos mais graves câncros da pseuda democracia que vige nos Brasil desde o fim do fatídico regime da "ditadura fardada": o disfarçado acobertamento da "verdade factual", como bem classifica o jornalista Mino Carta, substituída pela manipulação descarada, pela omissão propositada e, em conseqüência, pelos desmandos absurdos e os abusos praxeiros promovidos pelos que estão no poder. E poder, aqui, comprende: Executivo, Congresso e Judiciário. Isso é que é o FIM DA PICADA, a FALTA DE VERGONHA e de SENSIBILIDADE PUBLICA.

Para acabar com essa pilantragem desavergonhada - e você não perde nada, quem perde são eles, os governantes, políticos e magistrados - VOTE NULO !!!

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

ELEIÇÕES: O Jogo Sujo na Rede ... e os ignaros "burros de carga".

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Há, como venho frisando via e-mails aos da minha lista, um jogo sujo na internet, promovido por trogloditas (que sobrevivem covardemente do anonimato), caluniadores que, sem argumentação plausível e comprobobatória, justa e legal, vão passando para os incautos e ignaros repassarem via e-mails aos seus listados. Não são fatos concretos, e menos verdadeiros, posto não estarem tais "cargas" consubstanciadas em documentação irrefutável e inconteste. E aí um alerta aos incautos, que entram na corrente do passa-e-repassa: não dêm crédito ao que lhes é passado por e-mail, mais ainda se o autor não se identifica legalmente. Tais propagações visam tão somente macular a honra e a vida privada de pessoas que sequer conhecem, a não ser via mídia. Mas a mídia, na sua mais signifitiva parte, a dita grande imprensa, é servil, subserviente, oportunista e interesseira. Portanto, sob todo tipo de suspeitas. E assim tem sido com os Marinho, os Frias e os Mesquitas. Quem ainda duvidar que leia artigo postado neste mesmo blog, sob o título: Os "jornalões" e os "telejornalões" manipulam a opinião pública com informações falsas, onde a própria presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais e executiva da Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, deixa mais do que claro o envolvimento das grandes organizações de comunicação com a campanha eleitoral, formando corrente pró candidato da oposição.

Assim, ao ler o que o internauta Leandro Fortes titulou como JOGO SUJO NA REDE, é importante destacar que oposicionistas, que se escondem por detrás do anonimato, estão espalhando informações caluniosas e inverídicas, além de artigos, a princípio, assinados pelo cineasta Arnaldo Jabor (há vídeos sobre algumas de suas declarações) em que desancam, indiretamente, sobre Dilma Roussef, desmoralizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, semenaticamente, usa de termos não tão comuns na linguagem de um presidente, mas que fazem parte do linguajar do povo.

Pois, Arnaldo Jabor, se o texto é realmnte de sua lavra, como bem classifica Mino Carta, é um "profissional da comunicação", que se esquece das pornografias que produziu, rotulando-as de filmes, como "Toda Nudez Será Castigada" (1973), "Eu Te Amo" (1981) e "Eu Sei Que Vou Te Amar" (1986), com recursos da hoje extinta EMBRAFILME. A Embrafilme, posta à margem da legalidade por Fernando Collor de Mello, em 1990, só servia a um pequeno grupelho de auto-intitulados cineastas que poduziam filmes (?) do mais baixo caráter moral e até estético, além de ser uma forma à auto-locupletação de muitos dos ditos cineastas. Pois, disso, com certeza, Arnaldo Jabor, o arauto da moralidade e representante insigne da intelectualidade global-alienante e tendenciosamente duvidosa, esquece-se, até msmo porque não lhe convém lembrar.

Por outro, os cabestrados Marília (Gabi) Gabriela e Joelmir Betting (se é que os textos foram paridos das suas ilustradas cabeças), segundo o que circula pela Rede, via e-mail repassados por "bestas", "jumentos" ou "burros de carga", também desancam sobre a moral tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como da candidata Dilma Rousset. Obviamente sem a devida e fundamental assinatura, o que, sob certa forma, nos põem dúvida sobre a verdadeira autoria, mas tem-se a certeza que há, no mínimo, uma subliminar cumplicidade, posto que nenhum deles veio a público desmentir ou desfazer tais conteúdo difamatórios, caluniadores. Outro que tem sido, digamos, usado, consciente ou inconsientemente, nesse mesmo sentido, é o "âncora" da TV Band, o ignóbil Bóris Casoy, aquele mesmo que menosprezou os dois lixeiros, apanhado menosfazendo os dois honestos cidadãos fora do ar, por ocasião do Natal de 2009 (vide vídeo abaixo).

A esse tipo de anti-campanha também cabe uma reação a um basta aos internautas que criam, passam ou repassam tais e-mails, ora com textos ou slideshows pré-montados com o objetivo claro e notório de fazer a cabeça dos eleitores internautas - e esse servirão de "mula" para carregaram a diante a boataria caluniosa, inverídica e que revela haver, por parte de "cabos eleitorais" (pagos obviamente), do candidato José Serra e sua tropilha que está em desespero, uma campanha de baixo caráter moral e ético, levando a campanha eleitoral à um nível de baixaria da mais repugnante e repudiável.

Se fazer de "burro de carga", ainda que inocente ou a título de "repassar" em tom de brincadeira, não os livra de possíveis implicações que poderão advir. Portanto, como ensina o provérbio árabe: "Olho vivo porque cavalo não desce escada".

Boris Casoy comete gafe ao ofender garis no Jornal da Band




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sábado, 24 de abril de 2010

Luiz Antonio Pagot, diretor geral do DNIT, reconhecido com a "Medalha da Inconfidência"

Luiz Antonio Pagot, diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes recebendo a distinção do governador do Estado, Antônio Anastásia.

A solenidade aconteceu na quarta-feira, 21 de abril, na Praça Tiradentes, na histórica cidade de Ouro Preto, Minas Gerais.
O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, foi reconhecido na amanhã do dia 21 de abril, com a "Medalha da Inconfidência", que é a maior honraria feita pelo Governo de Minas Gerais. A homenagem foi entregue pelo governador Antônio Anastásia em razão dos serviços prestados por Luiz Antonio Pagot para o incremento da infraestrutura de transportes.
A honraria é concedida pelo Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência, formado por diversas personalidades de diferentes segmentos da sociedade mineira, o qual escolhe aquelas personalidades que, de maneira excepcional, tenham contribuído para a projeção e valorização do Estado de Minas Gerais.
A solenidade aconteceu às 10h, na Praça Tiradentes da histórica cidade de Ouro Preto (MG). A programação teve início com honras militares, seguida de homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira. O Fogo Simbólico foi aceso pouco antes da transferência provisória do governo do Estado para Ouro Preto, ato que foi sucedido pela entrega das medalhas.
A Medalha da Inconfidência, uma das mais grandiosas promovidas pelo governo mineiro, foi criada em julho de 1952 na gestão de Juscelino Kubitschek de Oliveira, então governador do Estado.
O Conselho Efetivo da Medalha da Inconfidência é formado por deputados estaduais, desembargadores do Tribunal de Justiça do Minas Gerais, por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, pelos reitores das principais universidades mineiras, além de secretário de Estado, comandantes da Polícia Militar, por chefes de Polícia Civil e por presidentes de entidades ligadas ao patrimônio histórico de Minas Gerais.

FERROVIA COM DNA DE LUIZ ANTONIO PAGOT
O estado de espírito em Água Boa era plenamente justificável. A cidade, localizada no centro geodésico do Brasil, sonhava com a conclusão da pavimentação - ora em execução - da BR-158 entre Ribeirão Cascalheira e o Pará. Para o água-boense o asfalto era “o melhor dos mundos”. Porém, algo ainda mais importante no setor de transporte estava reservado àquela gente: uma ferrovia componente de uma malha bioceânica, que ligará a velha e boa Bahia ao porto de Illo, no Peru, via Araguaia, Chapadão do Parecis, Rondônia e Acre. 
Água Boa nunca sonhou com trilhos, mas já se escuta na curva do inconsciente coletivo de sua gente o apito do trem carregado de commodities agrícolas para o mercado mundial.
O clima festivo na audiência refletia o estado de espírito do Araguaia. Mas, será que alguém parou um instante para pensar que trem não cai do céu, que traçado de ferrovia é disputado com sangue na canela pelos interesses regionais e que a opção dos trilhos por Água Boa teve dedo político? Acredito que não! O momento é de euforia. A reflexão virá em seguida.
Confesso que não tenho nenhuma relação com o presidente do DNIT, Luiz Antônio Pagot. Há mais de três anos não nos cumprimentávamos, o que aconteceu por iniciativa dele, na audiência. Porém, seria injusto se não registrasse neste artigo que a ferrovia tem o DNA de Pagot. Ninguém sabe tanto de logística de transporte (aéreo, ferroviário, fluvial, marítimo e rodoviário) quanto Pagot. Ninguém tem o poder de convencimento híbrido que mistura aspectos técnicos, econômicos e políticos quanto ele. Pagot é pai da Ferrovia de Integração Centro-Oeste. 
Pagot também tem o mérito da retomada da pavimentação da BR-158 e da elaboração dos projetos de engenharia e ambiental para que o asfalto em construção ligue Guarantã do Norte a Itaituba e Santarém. Os trens cruzarão Mato Grosso de ponta a ponta mudando e diversificando sua matriz de tramsporte, abrindo horizontes ao desnvolvimento e materializando o maior legado de Pagot ao Estado que o acolheu, o adotou e foi por ele adotado.

* Artigo de Eduardo Gomes de Andrade, publicado em 16/04/2010
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Esperteza dos políticos e ignorância dos lazarianos

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Sempre que acontece um escândalo envolvendo corrupção praticada por políticos de baixo caráter e sem qualquer indício de moralidade - e isso não é coisa rara nesse nosso espoliado Brasil, que é apenas um país que só tem nome - logo surgem os intelectuais, a discriminadamente rotulada "grande mídia sabe-tudo", além de ser, em muitos casos cúmplice por omissão ou por manipulação da informação ou por tendenciosa ideologicamente, e os de moral ilibada - e logo põem a culpa na ignorância do eleitor, no alienado povão, que não sabe escolher ou eleger seus lídimos representantes em qualquer cargo eletivo dos três escalões, como se isso fosse a busca de soluções à roubalheira dos políticos que ocorre dia após dia. E há que considerar-se que além da União, existem 27 estados e mais de 5.500 municípios onde, quase que sem exceção, são cometidos os mais variados crimes lesa-pátria, como: corrupção, sonegação, concusão, peculato, improbidade administrativa, superfaturamentos, desvios de recursos públicos, etc e etc.

Primeiramente, usando o refrão popular, porque ninguém trás escrito na testa o que é, quem é e quais suas reais intenções. Segundo, porque nesse nosso espoliado Brasil não temos a tão propalada DEMOCRACIA, mas um sistema PEDANTOCRÁTICO comandado pelos "medíocres vaidosos", que decidem o que e como será feito. E sempre com proposições contrárias aos reais e fundamentais interesses da coletividade. E por trás, logo vem leis que impedem qualquer ação ou movimento popular, porque as leis são escritas, elaboradas e aprovadas de cima para baixo. Ou seja, o Brasil vive e convive com um sistema jurídico impostor e despótico. E, assim, o povo brasileiro fica de mãos atadas, e sem vez e sem voz para ribombar a sua indignação, a sua revolta, a sua contestação, a sua desaprovação. E quem abrir a boca prá reclamar é, numa ação tranqüila, tachado de revolucionário ou .... Isso quando não passa a ser vítima de perseguição comandada, também, de cima para baixo. Outra forma, outra sistemática de manter o povo e o eleitor sob pressão e medo.

Alguém já viu ou leu que algum ou alguns políticos propuseram a aprovação de uma lei que, nos casos de políticos com cargos eletivos ou no exercício de funções executivas, de direção ou burocráticas em algum órgão público ou autarquia, em todos escalões dos três poderes, quem for flagrado com evidentes e incontestes evidências no cometimento de crimes de lesa-pátria, seja detido e sumariamente preso, já prevendo o tempo mínimo de pena, caso encerradas as investigações e feitas as provas incontestes. Pena que poderá ser ampliada, jamais reduzida conforme a previsão na lei, em cárcere fechado, sem as benesses jurídicas tão em moda - na maioria hipócritas, posto que logo detidos ou presos em celas especiais, os políticos flagrados e acusados de crimes contra a União, são logo acometidos de arritmia, problemas cardíacos, depressão incontrolável, etc e etc. E daí as benesses feitas legais (são eles mesmos quem escrevem e aprovam as leis), como prisão domiciliar, redução de pena, pena alternativa, etc e etc, e um sem fim de razões aos banalizantes e hiper vulgarizados "habeas corpus".

Tal proposição, para o ou os políticos de caráter elevado, senso de moral e ética, seria tão natural quanto o foi na elaboração e aprovação do Código Nacional de Trânsito que, além das multas em espécie - e isso tem jorrado muito dinheiro na burra do governo -, já prevê sumariamente as penalidades que devem ser atribuiídas a cada tipo de infração, inclusive com o tempo de reclusão quando for o caso. E assim tem sido nos casos mais notórios de quem é flagrado dirigindo embriagado.

Enquanto tudo isso não passa de SONHO, o povo, no melhor estilo lazarônico (lembraça da figura bíblica de Lázaro de Betânia, que, segundo a parábola de São Lucas, era um mendigo e leproso, que se elimentava dos restos caídos sob as faustas mesa dos poderosos), se presta a ficar de joelhos e sob à mesa dos faustos, lucrativos e hediondos crimes, se fartam com as migalhas que os governantes, políticos e elite dominante lhes permite, como uma espécie de favor, catar.

Pobre, incauto, ignaro é crédulo povo !!! "Jogo do Jogo": Jogue você também!




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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Heterossexismo, Homofobismo e Homofilofobismo: Onde começa o crime?

Tem sido pauta do inúmeros veículos de comunicação social a questão do homossexualismo, que inclusive ganhou o direito de promoverem "paradas gays", feito que se tem constatado nas mais diferentes capitais e cidades brasileiras. Os homossexuais ganharam, através de lei, o direito a essa opção sexual e explicitá-la publicamente. Há resistências? Não vamos ser hipócritas ou cínicos e dizer que não, mas a grande maioria das pessoas estão sabendo acatar tal opção e manter o respeito às reivindicações e aos movimentos de natureza pública, como as "passeatas gays".

Por outro, há uma pressão à maioria que ainda prefere, por fato natural, por orientação educacional ou por preferência individual, por religião ou até mesmo por sistema político, o heterossexismo, processo vigente até mesmo no mundo animal irracional. E uma nova lei, de iniciativa da deputada Iara Bernardi, na Câmara Federal, está para ser apreciada pelo Congresso, a qual propõe, em redação já aprovada, além da penalização criminal, também punições adicionais de natureza civil para o preconceito homofóbico que, "para funcionários públicos, implicará até mesmo na perda do cargo, inabilitação para contratos junto à administração pública, a proibição de acesso a crédito de bancos oficiais, e a vedação de benefícios tributários".

Milhares ou milhões de pessoas no Brasil, do Iapoque ao Chuí, não aceitam e não admitem o homossexualismo por formação, por orientação, natureza ou mesmo por uma questão de preferência pessoal, porém isso não representa, como muitos poderão entender, como sendo um "medo a tudo que seja considerado estranho". E tal não significa, da mesma forma, uma aversão, um ódio ou discriminação contra os que optaram pelo homossexualismo.

Entendemos como preconceito, não o fato de alguém não gostar, não admitir ou não aceitar tal opção, mas sim a forma de comportamento e de atitudes em relação aos homossexuais, como palavras ou conceituações preconceituosas, agressões através de palavras ou atitudes e difamação praticado pelos que fazem parte do "heterossexismo, tido como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais, salvo prova em contrário". É a partir disso que se pode classificar como preconceito e definir como crime por prática de discriminação. Isso sim poderá ser classificado como "homofobia", ou como preferem outros, como "homofilofobia".

É necessário, também que se faça aqui uma explicação da origem ou causas do homossexualismo. Esta opção sexual, segundo o imaginado pela maioria dos seres humanos, é tida como uma doença ou um problema de ordem comportamental, e tido até mesmo como uma aberração da natureza. É preciso, ainda, que se veja tal situação como uma resultante de um desiquilíbrio hormonal, doenças que se originam da formação recebida, da orientação herdada na fase infanto-juvenil e que acabam afetando o sistema psicocomportamental, e até enquadrar-se num mistério da vida cientificamente ainda indesvendável.

Por fim, origem e causas enigmáticas à própria ciência.

Nesse contexto todo, porém, há que se considerar também o comportamento e as atitudes dos homossexuais em relação às preferências dos heterossexuais, uma vez que tendo um certo amparo e proteção legal, muitos adeptos do homossexualismo, assim como muitas mulheres que aderem ao lesbianismo, se mostram despojados e afrontam com o mesmo desrespeitos que reclamam quando afrontados nos seus direitos. Tal, na nova lei que está para ser aprovada pelo Congresso, também deverá - ou deveria - estar previsto. Pois tanto o homofobismo como o assédio, a insistência inoportuna e não retribuída em relação aos heterossexuais, o que pode também resultar em estigmas de caráter moral, se enquadram no mesmo princípio de respeitabilidade e de preconceito.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Contra a impostora democracia autoritária VOTO NULO

É insistente, batido e rebatido que o Brasil vive uma democracia. Ora, pois! Nem mesmo a mesocracia vigora neste país-continente que, se me permitem, entendo como um país onde há um predomínio pedantocrático. Ou seja, o poder que emana dos "medíocres vaidosos" que, demagogicamente são classificados como maioria, enquanto que a verdadeira maioria, que é o povo, é classificada como "minorias".

Um regime democrático é sabido que é um princípio da soberania popular e, em essência, é um regime de governo que respeita a liberdade do ato eleitoral, é pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade. Mas, num estudo mais minucioso, o Brasil vive realmente uma democracia autoritária, que se firma na autonomia do poder executivo em relação aos demais poderes. Assim, é preciso - e isso urge aconteça - uma democratização no Brasil, para que tenhamos, de fato e de direito, uma democracia, onde os direitos do povo são efetiva e constitucionalmente respeitados e cumpridos, da mesma forma fiscalizados e cobrados os seus deveres. Porém, o que acontece, na prática, é exatamente o inverso: só se cobra os deveres e cada vez maiores em número e obrigações, enquanto que os direitos lhe são tolidos, tirados de forma gradual e impostora.

Democracia, poder que emana do povo e para o povo. Mas o desrespeito, não apenas à doutrina política, mas à soberania do povo se esvai gradualmente em comportamentos do tipo "Ação Popular", impetrada recentemente, com o propósito de tornar os políticos tidos como "ficha suja", ou seja, que tem processos já transitado em julgado em segunda instância, sejam inelegíveis, porém a Câmara Federal está, casuisticamente, postergando a sua apreciação e votação, o que, sem a menor sombra de dúvida, causará um dano irrecuperável ao País, segundo os princípios democráticos. Daí entendermos, que vivemos e vivenciamos um sistema pedantocrástico, este emanado das "mediocridades vaidosas", formadas pela classe política e pela elite dominante, que se apossaram do poder e, dessa forma, impõem o que bem lhes aprouver, pouco ou nada se importando com os direitos constitucionais conquistados pelo povo e pelos eleitores.

Finalizando, lamentavelmente, a Constituição Federal do Brasil ou a "Carta Magna", aprovada em 5 de outubro de 1988, só tem real e prático efeito numa biblioteca ou como enfeite de status numa estande.
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Apenas rotulações: O Brasil de 2011 será o do capitalismo-social ou do social-capitalismo ?

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Há divagações, especulações, manipulações, mentiras e invencionices, até mesmo da própria mídia - a discriminantemente rotulada "grande mídia", mais servil do que informativa e formativa - sobre o sistema político que vigirá a partir de 1º de janeiro de 2011. Os da esquerda asseguram que o Brasil, caso o candidato do PSDB vença, será presa de uma ditadura do "capitalismo selvagem", manobrado pelos políticos de centro-direita ou extrema-direita e pelas elites dominantes, enquanto que os direitistas rebatem dizendo que, em caso de vitória da candidata do PT, o Brasil passará a ser comandando por uma ditadura socialista, nos moldes da Venezuela, Cuba, etc.

Em bom raciocínio lógico, entendemos que não há espaço para o implantação de um sistema socialista, pelo menos nos moldes dos países co-irmãos latino-americanos, e nem mesmo interesse objetivo dos esquerdistas. Por outro, e esse mais provável, saindo vitorioso o candidato direitista, é muito mais provável que vigore, com mais força e imposições, uma pseuda ditadura do "capitalismo selvagem", que vivemos e vivenciamos hoje, ainda que o atual governo seja do odiado PT.

Na realidade prática, teremos um Brasil vivendo sob um regime "social-capitalista" se a eleita for Dilma Roussef e um, "capitalismo selvagem", como acontece atualmente, em caso de vitória de José Serra, e serão os membros da elite dominante, orientados e fundamentados por organismos internacionais, como hoje o é, quem ditará o que deve e pode ser feito, e de que forma. Não fugiremos desse quadro, apenas mudará a rotulação que darão dependendo de quem for o vitorioso no pleito de 3 de outubro próximo. Uma questão de "invólucro" ou "rotulação", nada mais, pois as classes que sempre foram privilegiadas continuarão a merecer as benesses do poder, enquanto que a base da pirâmide social - essa na realidade a maioria e não minorias como políticos, cientistas políticos, experts e a mídia costuma classificar - continuará fazendo o papel de lazarianos. Ou seja, colhendo as migalhas de sob a mesa dos faustos acontecimentos, das faraônicas decisões onde serão debruçados, como sempre, os banquetes que contam com pratos recheados de privilégios e benesses, sociais e jurídicas, aos detentores do capital, dos poderosos politicamente e dos intocáveis juridicamente.

A ditadura continua vigindo plenamente, apenas se despiu da farda verde-oliva, retirou os canhões das ruas e acabou com os escuros e impenetráveis porões. De resto continua em marcha o escravagismo e a ditadura, através das decisões emanadas de cima prá baixo, sem que se importem com os 180 milhões de brasileiros. A esses o velho truque do "panes et circenses" ... e muita gandaia massificadora e alienante.

Esse será o Brasil a partir de 2011, como diz o título deste artigo. Concluindo, não mudará absolutamente nada e se mudar será para tornar o quadro do povo brasileiro ainda mais negro e trágico, constitucional, legal e socialmente.

Quem viver, verá !!!
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terça-feira, 6 de abril de 2010

A história secreta da Rede Globo e a Globo que você não conhece.

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Os vídeos, extraídos do Youtube, dizem mais, traduzem melhor a história da "toda poderosa", intocável e imbatível Rede Globo. Assista aos vídeos e tirem as suas próprias conclusões.















A GLOBO QUE VOCÊ NÃO CONHECE
 






*** Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Roraima, o Brasil Que Não É dos Brasileiros

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Reproduzimos abaixo o relato de uma pessoa responsável e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece e sequer imagina o que possa estar acontecendo por aquele Brasil. É simplesmente inacreditável ... e inaceitável, que o Governo brasileiro, autoridades do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Exército não tenham o menor conhecimento.

DEPOIMENTO DE UMA BRASILEIRA


"As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução. Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra.


Aqui não existem muitos meios de sobrevivência. Ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro ... Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do Governo.  Não existe indústria de qualquer tipo.


Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.
Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari, por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 18:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.


Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem passar por uma grande burocracia e a autorização da FUNAI. Importante: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa, além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasmem, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar "royalties" para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia ...


Por três vezes, conta o concursado-viajante, repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples, que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.


A dona é bem informada não? O pior é que, segundo a ONU, o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. 


Fiquei sabendo, ainda, que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil, numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático) ... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.


Pergunto inocentemente às pessoas: porque os americanos querem tanto proteger os índios? A resposta é absolutamente a mesma: porque as terras indígenas, além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro. Aqui encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos, diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em Petróleo.


Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do Sul, como se eu pudesse dizer isso ao Presidente ou a alguma autoridade do Sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal,... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.
Será que podemos fazer alguma coisa? Ainda acho que sim!"


Do blogueiroOs Waimiri Atroari, durante muito tempo, estiveram presentes no imaginário do povo brasileiro como um povo guerreiro, que enfrentava e matava a todos que tentavam entrar em seu território. Essa imagem contribuiu para que autoridades governamentais transferissem a incumbência das obras da rodovia BR 174 (Manaus - Boa Vista) ao Exército Brasileiro, que utilizou de forças militares repressivas para conter os indígenas. Esse enfrentamento culminou na quase extinção do povo kinja (autodenominação waimiri atroari). A interferência em suas terras ainda foi agravada devido a instalação de uma empresa mineradora e o alagamento de parte de seu território pela construção de uma hidrelétrica. Mas os Waimiri Atroari enfrentaram a situação, negociaram com os brancos e hoje têm assegurados os limites de sua terra, o vigor de sua cultura e o crescimento de sua gente.

Em dezembro de 2003, conforme a Agência Brasil, os Waimiri Atroari, povo indígena que vive entre o norte do Amazonas e o sul de Roraima, estavam em festa. Eles comemoravam o nascimento do milésimo índio da etnia. Todos os moradores da reserva dos Waimiri Atroari compareceram à aldeia Iawara para participar do Maryba (pronuncia-se “marubá”), um ritual onde os índios cantam e dançam durante três dias.
O milésimo Kinja (pronuncia-se “kinhá”), como os Waimiri Atroari se denominam, nasceu em setembro. O menino Iawyraky, filho de Anapidene e Ketamy, foi visto como um marco na recuperação dos Waimiri Atroari. “Agora, estou feliz porque nossa população tem um milésimo. Por isso, estamos todos em festa”, comemorou Wame, um dos líderes da aldeia Iawara.

São uma etnia do tronco lingüístico Karib, cujo território imemorial de ocupação se localiza nas atuais Regiões Sul do Estado de Roraima e Norte do Amazonas. Eram mais conhecidos como Crichanás, quando segmentos expansionistas da sociedade envolvente brasileira travaram seus primeiros contatos com eles, sobretudo a partir do Século XIX. Nos primórdios desses contatos, houve duas estimativas de sua população: uma que os dava como sendo seis mil pessoas, e a outra, em torno de duas mil.
Suas terras eram pródigas em produtos de grande importância comercial para a época, atraindo assim a cobiça de colonizadores pioneiros que subiram pelos rios Negro, Branco e Jauaperi. Os contatos iniciais ocorreram nas atuais cidades de Moura e Airão, de forma quase sempre belicosa, com o apoio inclusive de forças militares coloniais.
Aldeias inteiras foram dizimadas por expedições militares ou por matadores profissionais, porque sua população era tida como empecilho à livre exploração das riquezas naturais existentes nas terras que ocupavam.


O relator da história acima pede que se repasse essa informação para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.


*** Fonte: Mara Sílvia Alexandre Costa - Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USP
*** Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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