quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Governo FHC e JOSÉ SERRA e a vergonhosa cadeia de corrupção ...

JOSÉ SERRA: QUEM É ESSE CARA?





Para quem afirma que nunca houve corrupção no governo FHC, no qual Serra foi ministro durante 8 anos, sem esquecer que era PSDB e DEM, aqui vão alguns deles... e depois não venham com a velha ladainha de que não havia corrupção nem desvio de dinheiro!
Isso que FHC é endeusado por ser um "ilustrado sociólogo", homem inteligente, que profere palestra aos incautos, ignaros e os que apoiam o neoliberalismo colonialista, enquanto o outro, José Serra, formou-se em economia em apenas um ano e doutorado em outro ano, como ele próprio revelou em uma das múltiplas entrevistas que já concedeu e à disposição na internet a quem quiser tomar conhecimento. E com toda essa base ou bagagem cultural tornou-se professor de Universidades em São Paulo. Não será também por admitir esse tipo de "educador" que as universidades vão de mal a pior quanto a qualidade do ensino?
Coitado de quem teve JS como "educador". E pobre do futuro do Brasil !!!


45 MOTIVOS PARA NÃO VOTAR EM JOSÉ SERRA


1 - Conivência com a corrupção 
governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

 
2 - O escândalo do Sivam

 
contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

 
3 - A farra do Proer

 
Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.


4 - Caixa-dois de campanhas

 
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.


5 - Propina na privatização

 
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.


6 - A emenda da reeleição

 
instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre,ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

 
7 - Grampos telefônicos

 
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

 
8 - TRT paulista

 
construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

 
9 - Os ralos do DNER

 
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila parao pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.


10 - O "CALADÃO"

 
Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

 
11 - Desvalorização do real

 
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações doBanco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista como nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

 
12 - O caso Marka/FonteCindam

 
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

 
13 - Base de Alcântara

 
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

 
14 - Biopirataria oficial

 
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

 
15 - O fiasco dos 500 anos

 
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.


16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito

 
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

 
17 - Drible na reforma tributária

 
PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

 
18 - Rombo transamazônico na Sudam

 
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.


19 - Os desvios na Sudene

 
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef

 
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

 
21 - Abuso de MPs

 
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

 
22 - Acidentes na Petrobrás

 
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobrás protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobrás também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

 
23 - Apoio a Fujimori

 
presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.


24 - Desmatamento na Amazônia

 
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.


25 - Os computadores do FUST



A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata foi suspensa.
 
26 - Arapongagem

 
governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

 
27 - O esquema do FAT

 
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

 
28 - Mudanças na CLT

 
maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

 
29 - Obras irregulares

 
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

 
30 - Explosão da dívida pública

 
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da Dengue

 
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

 
32 - Verbas do BNDES

 
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

 
33 - Renúncias no Senado

 
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

 
34 - Racionamento de energia

 
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que foram obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

 
35 - Assalto ao bolso do consumidor

 
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

 
36 - Explosão da violência

 
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

 
37 - A falácia da Reforma agrária

 
governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

 
38 - Subserviência internacional

 
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

 
39 - Renda em queda e desemprego em alta

 
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu significativamente nos últimos 3 anos. 

40 - Relações perigosas

 
"Diga-me com quem andas e te direi quem és". Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de José Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.


41 - Violação aos direitos humanos

 
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões. 
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42 - Correção da tabela do IR

 
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional.

 
43 - Intervenção na Previ

 
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.


44-Barbeiragens do Banco Central

 
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis 
de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.


45 - Finalmente, o motivo mais importante:



Eis os motivos porque NÃO SE DEVE VOTAR NESSA CORJA!
Atentem, com a devida atenção, no vídeo "Serra: Quem é esse cara?" E depois, se o neoliberalismo colonialista lhe serve, tirem suas próprias conclusões.


Matéria recebida via e-mail, a qual, por razões de esclarecimento à sociedade, entendemos necessário postar.
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domingo, 10 de outubro de 2010

O Brasil entre o neoliberalismo colonial e a democracia social e popular

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"O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluídos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neo colonialismo e do globo colonialismo pois sempre se atém aos ditames dos países centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele está o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança
".

Do autor: O Brasil sob a égide do colonialismo neoliberal, subjugado ao FMI e aos ditames impostos pelo governo norte-americano (do qual somos colônia disfarçada) nos traduz uma realidade que há décadas vem sendo imposta de cima para baixo e sem efeito prático quando aos benefícios à coletividade como um todo. Um sistema  chamado de democracia, porquanto, na realidade não vai além de uma pedantocracia, que tem por interesse a exclusão cada vez maior, o aumento do desemprego, a concentração de renda com o conseqüente crescimento das desigualdades sociais, a insuportável concentração de renda, as benesses aos grandes criminosos "lesa pátria", o aumento da carga tributária, que só privilegia os grandes sonegadores (grandes corporações, bancos, empreiteiras, etc) e a indeferença com o empobrecimento das classes médias, o aumento da pobreza e da famelidade. Esse é, em suma, o programa defendido pelo candidato do PSDB, José Serra. 

Já por outro, a democracia social e popular, coisa bastante diferente do proposidamente propalado socialismo que Dilma Vana Rousseff dizem defender e pretender implantar, visa equilibrar as questões sociais, oportunizando às empresas ao aumento de novos empregos, sistemaizando de forma bastante mais clara e objetiva o inclusão social, o processo que proporcione renda a todos via trabalho, melhoria do sistema educacional, que está delapidado, com a implantação de escolas de cursos profissionalizantes, melhorias de condições e viabilidade ao pequeno agricultor, maiores oportunidades à aquisição da casa própria - serão 2 milhões de casas a serem constrídas, satisfazendo o sonho de todos, indistintamente - e o aumento do número de hiospitais, cujo setor da saúde está na mais profundo e praticamente irreversível caos.

(*) Leonardo Boff é teólogo
Fonte: Carta Maior Online - 07/10/10

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lula transfere milhões de votos e Dilma poderá ser a 1ª mulher presidente




A edição de agosto/setembro da Gazeta de La Stampa traz, seguindo os resultados das pesquisas, a importante notícia de que o Brasil poderá ter, ainda no primeiro turno, a primeira mulher presidente do nosso País: Dilma Vana Roussef, mineira de 63 anos, nascida em Belo Horizonte, no dia 14 de dezembro de 1947.

Dilma Vana Roussef, que foi ativista política e guerrilheira no período da malfadada "ditadura militar", que marcou o período mais negro da história do Brasil por exatos 21 anos, com atos de barbáries e até assassinatos praticados nas sombras dos porões do DOI-CODI, DOPS, Exército e etc, fase em que muitos políticos ainda, postulantes de cargos eletivos se beneficiaram - e muito -, pois Dilma integrou, sim, o Comando de Libertação Nacional, também conhecido como COLINA e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, conhecida à época como VAR Palmares, e esteve presa de 1970 a 1972, período em que sofreu, como milhares de outros brasileiros que desejavam a volta da democracia, uma série de torturas. Mesmo que na rede internética circulem vídeos, slideshows e artigo produzidos, segundo informações extra-oficiais, por um escritório do PSDB instalado em Curitiba-PR, chamando e caluniando Dilma de "assassina", "assaltante de banco", isso jamais aconteceu. Ela mesmo, porém, revelou que foi membro da COLINA  e da VAR Palmares, mas jamais assaltante de banco e menos ainda assassina. Lutou, como centenas ou milhares de outros brasileiros, pela volta da democracia.

Libertada, veio para o Rio Grande do Sul onde, em Porto Alegre, casou com um companheiro "anti-revolucionário". Aqui ajudou o ex-governaor Leonel de Moura Brizola a fundar o PDT e depois transferiu-se para o PT, tendo desempenhado as funções de Secretária Estadual de Minas e Energia. Tempos depois foi convidada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva para ocupar o Ministério de Minas e Energia, área que domina com muita competência. Com a eclosão do propalado "mensalão", e a renúncia de José Dirceu do Ministério da Casa Civil, Dilma Vana Rousseff foi novamente chamada, então, a ocupar esse Ministério, onde permaneceu até a sua confirmação como candidata do PT à Presidência da República, cargo que disputa com José Serra (PSDB) e Marina Silva (PSOL) e em cujo processo eleitoral lidera, conforme os principais organismos de pesquisas, com uma vantagem de 24% sobre o segundo colocado.

Assim, se confirmando o resultado das pesquisas, Dilma Vana Rousseff deverá ser a primeira mulher presidenta do Brasil ainda no 1º turno.

Além dessa matéria, artigos assinados pelo jornalista Mino Carta, de Carta Capital e outro de Maurício Thusrohl, da Rede Brasil Atual. E, ainda, a diferença, mesmo que muitos digam que semanticamente não há essa diferença, entre "História" e "Estória". E mais: como repeteco e a pedido dos leitores, a relação dos 80 tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados dos braileiros por via direta ou indireta.

* Para ampliar as fotos basta um clic sobre as mesmas.
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sábado, 11 de setembro de 2010

O presidente Lula copia o ex-presidente FHC

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Recebi e-mail de um amigo me alertando para o que o presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 27 de fevereiro de 2008 e publicado no Diário Oficial da União: benesses e prerrogativas para depois que deixar o cargo de Presidente do Brasil, no dia 31 de dezembro de 2010.


Tal iniciativa - e que procurem se informar os incrédulos ou desconfiados - Lula buscou inspiração em ato semelhante decretado pelo ex-presidente FHC - Fernando Henrique Cardoso, também pouco antes de entragar a faixa presidencial a Lula, seu sucessor legítimo. A "idéia" já estava pronta, bastava apenas acrescentar alguma mordomias a mais, pois quem vai pagar mais essa conta será o povo, em dúvida e como sempre.
Como é dever de todo jornalista - não confundir com "profissionais da comunicação", como bem classifica Mino Carta, pois estes estão todos na Globo, revistas Época e Veja e nos jornais Estadão e Folha & Cia. - estou postando logo abaixo a íntegra do Decreto Nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008, assim como o endereço eletrônico do site da Presidência da República, como segue:


DECRETO Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 7.474, de 8 de maio de 1986,

DECRETA:


Art. 1º - Findo o mandato do Presidente da República, quem o houver exercido, em caráter permanente, terá direito:
I - aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal;
II - a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III - ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5.
Art. 2º - Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o serão de livre escolha do ex-Presidente da República e nomeados para cargo em comissão destinado ao apoio a ex-Presidentes da República, integrante
do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas da Casa Civil da Presidência da República.
Art. 3º - Para atendimento do disposto no art. 1o, a Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República poderá dispor, para cada ex-Presidente, de até oito cargos em comissão do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo dois DAS 102.5, dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1.
Art. 4º - Os servidores em atividade de segurança e os motoristas de que trata o art. 1o receberão treinamento para se capacitar, respectivamente, para o exercício da função de segurança pessoal e de condutor de veículo de segurança, pelo Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Art. 5º - Os servidores em atividade de segurança e os motoristas aprovados no treinamento de capacitação na forma do art. 4o, enquanto estiverem em exercício nos respectivos cargos em comissão da Casa
Civil, ficarão vinculados tecnicamente ao Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional,
sendo considerados, para os fins do art. 6o, inciso V, segunda parte, da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, agentes daquele Departamento.
Art. 6º - Aos servidores de que trata o art. 5o poderá ser disponibilizado, por solicitação do ex-Presidente ou seu
representante, porte de arma institucional do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional, desde que cumpridos os seguintes requisitos, além daqueles previstos na Lei no 10.826, de 2003, em seu regulamento e em portaria do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional:
I - avaliação que ateste a capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, a ser realizada pelo Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional;
II - observância dos procedimentos relativos às condições para a utilização da arma institucional, estabelecidos em ato normativo interno do Gabinete de Segurança Institucional; e
III - que se tratem de pessoas originárias das situações previstas no art.. 6o, incisos I, II e V, da Lei no 10.826, de 2003.
Parágrafo único. O porte de arma institucional de que trata o caput terá prazo de validade determinado e, para sua renovação, deverá ser realizada novamente a avaliação de que trata o inciso I do caput, nos
termos de portaria do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Art. 7º - Durante os períodos de treinamento e avaliação de que tratam os arts. 4o e 6o, o servidor em atividade de segurança e motorista de ex-Presidente poderá ser substituído temporariamente, mediante
solicitação do ex-Presidente ou seu representante, por agente de segurança do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional.
Art. 8º - O planejamento, a coordenação, o controle e o zelo pela segurança patrimonial e pessoal de ex-Presidente caberá aos servidores de que trata o art. 1o, conforme estrutura e organização própria estabelecida.
Art. 9º - A execução dos atos administrativos internos relacionados com a gestão dos servidores de que trata o art. 1o e a disponibilidade de dois veículos para o ex-Presidente serão praticadas pela Casa Civil, que arcará com as despesas decorrentes.
Art. 10º - Os candidatos à Presidência da República terão direito a segurança pessoal, exercida por agentes da Polícia Federal, a partir da homologação da respectiva candidatura em convenção partidária.
Art. 11º - O Ministro de Estado da Justiça, no que diz respeito ao art. 10, o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, no que concerne aos arts.. 4o, 5o, 6o e 7o, e o Secretário de Administração da Casa Civil, quanto ao disposto nos arts.. 2o e 9o, baixarão as instruções e os atos necessários à execução do disposto neste Decreto.
Art. 12º - Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Art. 13º - Revoga-se o Decreto no 1..347, de 28 de dezembro de 1994.


Brasília, 27 de fevereiro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.


Luiz Inácio Lula da Silva
Tarso Genro
Jorge Armando Felix



Para confirmar: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6381.htm
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Dilma poderá ser a primeira mulher presidenta do Brasil ainda no 1º turno


Há longo tempo que políticos, cientistas políticos e experts afirmam que não há como um homem público transferir votos para um seu candidato de preferência. Pois, parece que dessa vez tal afirmativa será contrariada, será desmentida. O presidente Luís Inácio Lula da Silva, que politicamente fez emergir do anonimato uma mulher apenas conhecida, combatida, difamada e caluniada como ativista de movimentos anti-ditadura militar que vigiu durante 21 anos no Brasil, e a partir de meados dos anos sessenta, logo depois do famigerado Golpe Militar de 31 de março de 1964, a fará a primeira mulher a tornar-se, democraticamente, presidenta do Brasil.
* E tem gente que ainda comemora o "31 de março de 64", como se um feito altivo e cheio de civicidade, quando na verdadeira realidade o "golpe", também chamado de "Redentora", surgiu de movimentos ponteados por políticos que tinha gana pelo poder, como Carlos Lacerda e Adhemar de Barros, que articularam a manobra das massas. Depois vieram outros que, se engajando, "mereceram" as benesses do pode militar, como Delfim Antônio Neto, Paulo Salim Maluf e outros tantos. O movimento de reação à política do presidente João (Jango) Goulart, apoiado por Leonel de Moura Brizola, nasceu dos políticos civis que, a partir do convencimento de que o Brasil estava sendo levado para o comunismo. Assim passara a contar com o apoio e as ações das Froças Armadas, do alto clero da Igreja Católica e apoiados pela maior potência econômica de então, os Estados Unidos da América.


O historiador político italiano Norberto Bobbio define "revolução" como "a tentativa, acompanhada do uso da violência, de derrubar as autoridades políticas existentes e de as substituir, a fim de efetuar profundas mudanças nas relações políticas, no ordenamento jurídico-constitucional e na esfera sócio econômica". 


Já o ex-presidente nomeado pelos líderes militares, Ernesto Geisel, justificou o Golpe Militar, dizendo: "O que houve em 1964 não foi uma revolução. As revoluções fazem-se por uma idéia, em favor de uma doutrina. Nós simplesmente fizemos um movimento para derrubar João Goulart. Foi um movimento contra, e não por alguma coisa. Era contra a subversão, contra a corrupção. Em primeiro lugar, nem a subversão nem a corrupção acabam. Você pode reprimi-las, mas não as destruirá. Era algo destinado a corrigir, não a construir algo novo, e isso não é revolução"). Foi contra essa trama armada nos subterrâneos da política, inicialmente, perpetrada pelos políticos que queriam o poder (repito: Adhemar de Barros e Carlos Lacerda), que Dilma Vana Rousseff e milhares de outros brasileiros se levantaram contra.


Bem, voltando ao tema: Logo após o Golpe Militar de 31 de março de 1964, Dilma, que usou diferentes cognomes, passou a integrar o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Nesse período esteve presa entre 1970 a 1972, onde passou por sessões de tortura, como todos os demais presos classificados de "comunistas ou subservivos".


Pois, é a essa mulher que Lula está transferindo quase todos os seus milhões de votos, já que a candidata alcançou um percentual de cerca 55% dos votos, segundo as pesquisas, o qua a tornará a primeira mulher a ser presidenta do Brasil, ainda no primeiro turno das eleições.


Dilma Vana Rousseff é mineira de Belo Horizonte, sagitariana nascida no dia 14/12/1947, filha de uma família de classe média alta. Depois que acabou a Golpe Militar, Dilma veio para o Rio Grande do Sul, onde refez a sua vida, ajudando, inclusive, Leonel de Moura Brizola a fundar o PDT. Tempos depois filiou-se ao PT. No governo Lula foi Ministra de Minas e Energia e até confirmar a sua candidatura à presidência do Brasil, era Ministra da Casa Civil da Presidência da República.


Tenho que confessar que não sou e nem estou filiado ao PT, mas o que está oposto aqui "QUEM VIVER, VERÁ!"
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda ajuda na desalienação dos brasileiros ao som da Vuvuzela

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Durante dois ou três meses o Brasil e os brasileiros viveram a "Epidemia do Hexa". Felizmente, para a vida social e política brasileira, tal não aconteceu. As emissoras de televisão, de maneira muito particular a Rede Globo e a Band TV, transformaram todos os programas em cobertura da Copa do Mundo 2010, na África, com babaquices e abobrinhas a exemplo do que já haviam feito em 2006 na Copa da Alemanha. Obviamente, que os caixas de ambas as emissoras engordaram, e muito, com esse evento esportivo importante, se coberto de forma normal, mas perigosamente alienante como vem sendo coberto. Uma das fórmulas usadas são as tais de ligações via MSN ou torpedos, a custos médios de R$ 4,00 a R$ 5,00 reais, com o aceno de ganharem prêmios até milionários, enquanto elas, as emissoras de TV, faturaram milhões e milhões com essa estratégia. Esse sistema se tornou um novo e vultoso nicho de faturamento das TVs.

Pois, conforme os narradores, comentaristas e convidados (a peso de ouro), proclamavam diuturnamente que a Seleção Brasileira de Futebol era a favorita e que o Hexa Campeonato era inquestionável. Isso tudo depois de criticarem muitos dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga. Endeusaram, desproporcionalmente, o jogador Kaká (leia-se: patrocinado pela Nike, e sequer jogaria num time em que eu fosse o técnico) e o credenciaram, com inadivertida antecedência, como o maior talento e o melhor jogador da Copa da África, mesmo estando sem condições técnicas e físicas para, sequer, integrar o elenco da propalada "Família Dunga". Pois é, nem mesmo com todos da "Igreja Renascer" orando por ele, resolveu. Robinho vinha em segundo plano como provável destaque maior da Copa, segundo os brasileiros. Pouco ou nada falavam sobre os demais jogadores a não ser en passant, em Elano, o homem gol Luiz Fabiano, Lúcio, Juan e "o melhor goleiro do mundo" Júlio César. Aliás, Kaká foi o pior jogador da Seleção Brasileira, tanto que se não tivesse entrado em campo nas três partidas de que participou, mas não jogou, ninguém teria notado, além de ter recebido três cartões amarelos e um vermelho (uma das duas expulsões entre os brasileiros).

Chegaram, os midiáticos e hiper conhecedores de futebol, a criticar o técnico Dunga pela não convocação do "imperador" Adriano. E em raras ocasiões falaram positivamente sobre o craque Ronaldinho Gaúcho e até concordaram na sua não-convocação.

Todos os jogos foram sob pressão, até mesmo os que a Seleção Brasileira venceu. Kaká em nenhum momento justificou tanto a sua convocação e menos ainda a sua escalação. O "homem gol" Luiz Fabiano foi elogiadíssimo por ter feito um dos mais vergonhosos gol registrados em Copas do Mundo, tendo ajeitado, por duas vezes seguidas e explicitamente, a bola com os braços antes de chutar em gol. Muitíssimo mais escandaloso e escrachado do que o feito por Maradona na Copa de 1978 e até mesmo o feito pelo craque francês Henry, durante a fase de classificação entre as seleções da Europa. A crítica esportiva brasileira massacrou e tripudiou sobre o jogador francês Henry. O cinismo, a hipocrisia e a manipulação da mídia e da crítica esportiva brasileira chegou as raias do inacreditável: Jogador brasileiro fazendo gol ajeitando a bola com a mão é normal, mas quando se trata de estrangeiros aí vem a escárnio e a tripudiação.

O Brasil perdeu de 2 x 1 para a Seleção da Holanda, a "laranja mecânica". Os narradores, comentaristas e os "metidos a entendidos", logo jogaram a culpa sobre o volante Felipe Melo e, assim, o transformaram em vilão, por ter sido expulso, mas nada, após a partida, falaram da sua vidência de jogo quando da assistência no gol de Robinho. E sequer falaram de que o culpado do primeiro gol da Holanda foi o "melhor goleiro do mundo", Júlio César, que saiu mal do gol e falhou vergonhosamente. Em nenhum momento criticaram que o "hiper e endeusado craque" Kaká, jamais justificou sua escalção com suas péssimas participações nos jogos da Seleção. Na verdade, Kaká foi um assistente privilegiado ... nada mais.
Hoje 02 de junho: fazem três dias que premonizei a conquista da Copa do Mundo pela Alemanha, campeã do mundo em 1954. Logo a seguir, com excelentes chances de conquistar o título vem a Holanda, que no dia 02/07 eliminou o Brasil pelo escore de 2 x 1. Por outro, o Brasil está na eminência de perder o lugar de "maior goleador das Copas do Mundo", atualmente em poder de Ranaldo, "o fenômeno", com 15 gols, para o alemão Miroslav Klobe que, faltando duas partidas para o final da Copa do Mundo 2010, já está com 14 gols.

PS: A minha premonição de que a Alemanha abocanharia o título de campeã do mundo falhou, assim como falham os "pai de santo", os videntes, cartomantes, os que "operam bola de cristal" e os "operadores de pêndulos". Restaram, então, Espanha e Holanda. Agora não ouso mais fazer premonições, porque ambas as seleções tem muitas qualidades técnicas e talentos individuais que, numa única jogada, são capazes de mudar o rumo da história. Apenas vou torcer pela Espanha ... porque lá existem lindas morenas e sensuais mulheres, com ou sem castanholas.

Importante ressaltar que os brasileiros devem um quinhão de gratidão à Seleção da Holanda. Explico. Com a vitória de 2 x 1 sobre a Seleção Brasileira de Futebol, os holandeses devolveram ao povo brasileiro um belo espaço de tempo à conscientização das coisas essenciais que estão acontecendo e por acontecer em nosso Brasil: eleições que envolvem a escolha de um novo presidente ou a primeira mulher presidente do Brasil; escolha dos novos governadores dos 27 estados brasileiros, além da eleição de senadores, 513 deputados federais e milhares de deputados estaduais. Afora isso, há uma série de outras medidas que estão merecendo a devida e fundamental atenção do povo brasileiro, até então massificadamente alienado pela despótica impostação da epidemia do hexa via mídia (impresa, eletrônica e internética).
A campanha de Marina Silva, segundo a própria, custará a bagatela de R$ 90 milhões. Já a petista Dilma Roussef garante que só investirá (acho mais adequado gastará) a também bagatela de R$ 180 milhões, o mesmo anunciado por José Serra, do PSDB. No total serão, somente para a presidência da República, conforme os números anunciados pelos três principais presidenciáveis, um total de R$ 450 milhões ... fora o Caixa 2, obviamente. Claro, tal não fará falta ao povo brasileiro, nem mesmo os bilhões que serão investidos (leia-se gastos) pelas dezenas de candidatos a governadores, milhares de candidatos a deputados federais e deputados estaduais. Et vive la misery!

O sonho da alienante conquista do hexa campeonato mundial não terminou, mas foi transferido por quatro anos, quando em 2014 os brasileiros, ainda mais massificados, alienados, se transvestirão de idiotas e acreditarão novamente no que a mídia imporá: O Brasil será, desta vez com certeza, dirão os midiáticos e acreditarão os ignaros, hexa campeão mundial de futebol. Enquanto o Governo alega, como sempre tem feito, falta de recursos à melhoria dos salários dos aposentados (direitos adquiridos durante a contribuição compulsória de 35 ou 40 anos de trabalho), subtrai recursos da Previdência Social para outras obras nada humanitárias e gastará cerca de R$ 50 bilhões para sediar a Copa do Mundo de 2014, com praticamente nada de retorno à melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. E pior será se se repetir o que aconteceu com a África do Sul, que teve mais prejuízos do que os propalados lucros com a realização da Copa do Mundo 2010.

A gastança já começou e vai ficar mais gorda com a construção do novo estádio em São Paulo, onde querem porque querem que seja o Estado da abertura da Copa do Mundo 2014: um investimento (repito: melhor dizer gastos) na ordem de R$ 1 bilhão e 500 milhões já está sendo acordado, com a justificativa ou alegação de que o Governo entrará com somente 30% (você acredita mesmo que será apenas isso?), ou seja, R$ 450 milhões.

Ah! O Judiciário, assim como o Governo e os Parlamentos, vai muito bem, obrigado!

Acredite quem quiser, pois quem viver, verá!

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domingo, 6 de junho de 2010

Duas obras significativamente reveladoras: Memoráveis Bandidos e Memórias das Trevas


A edição de junho / 2010 da Gazeta de La Stampa traz ao conhecimento dos leitores a indicação de dois livros que tratam da vida real, sem misticismo ou idolatria, a dois ícones (no sentido mais negativo) da política nacional: o atual presidente do Senado e ex-presidente da República (teria sido apenas por ironia do destino?) José Ribarmar Sarney, sob o título "Honoráveis Bandidos", este um livro de autoria do jornalista Palmério Dória, e outro significativa e ousadamente revelador sobre a vida do todo poderoso ex-senador ACM - Antônio Carlos Magalhães, então o verdadeiro "manda-chuva" da política na Bahia, intitulado "Memória das Trevas", escrito pelo jornalista baiano José Carlos Teixeira Gomes.
São histórias realmente escabrosas que invadem além dos limites imagináveis e geralmente permitidos pelos tais ícones (?) e chefes políticos do interior e até mesmo do Poder Central, posto que ambos sempre estiveram ligados ao Governo Central, independentemente de quem fosse o presidente ou a qual partido pertencesse. E isso vinha se repetindo desde a trágica, bárbara e nefasta "ditadura fardada", como denomina o jornalista Mino Carta, diretor/editor da revista Carta Capital e um dos últimos exemplares do Jornalismo (com J maiúsculo), posto que hoje se vê mais "profissionais da comunicação" do que jornalistas, como classificou o próprio Carta.

Na edição é abordado também, com certa propriedade, a escorchante carga tributária imposta ao cidadão brasileiros através de nada menos do que 80 tributos (pág, 4), entre impostos, taxas e contribuições, sem que os governantes dos três escalões respondam tal sobrecarga com a devida, legal e constitucional obrigação, como é previsto pela Carta Magna e por leis complementares: ou seja, há uma dosibediência legal e civil de parte dos governantes, mas tal, se partir de um ou mais cidadãos, é combatido com a violência de prisão.

Quase en passant, exceção à propaganda, aborda sobre a 26ª Feira do Livro de Canoas, enfocando, com certo destaque, a sessão de autógrafos do decano jornalista, cronista, acervista, historiador e escritor Francisco Antonio Pagot ou Xico Júnior: "Almanaque Canoas 2009", livro histórico com sentido didático e em tom lúdico, dirigido, fundamentalmente, aos professores e estudantes, além dio público em geral. E "Pagot - La Storia Della Famiglia", obra que resgata e narra a trajetória dos imigrantes italianos e, esencialmente, a histporia da família Pagot, desde 9 de agosto de 1921, quando aportaram em Santos-SP, e desde 1929 já fixxada na Região de Cima dos Montes, no Rio Grande do Sul.

Além dessas matérias, Gazeta de La Stampa resgata, também, os 50 anos de criação do conjunto musical Show Musical Caravelle, de Canoas, em 1960, pela dobradinha Paulo Osni Finger e José Carlos Dilemburg (o Escovão), surgido da fusão do grupo OF e Seu Melódico e Conjunto Monte Carlo. O Show Musical Caravelle, além de ter grabvado um LP (Long Pay, em vinil, em 1969), foi o pioneiro na aquisição de um ônibus específico para o uso e transporte dos músicos e instrumentais do conjunto.

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domingo, 9 de maio de 2010

VOTO NULO = A manifestação democrática de inconformismo e protesto

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Ainda que existam certas dúvidas quanto a anulação da eleição nos caso de que 50% + 1 VOTOS NULOS, isso, com a mais absoluta certeza, servirá à uma essencial reflexão e à conscientização, posto que a Lei Eleitoral não prevê, efetiva e claramente, essa hipótese, e assim, se estará criando uma nova figura, um novo retrato do que o povo, através dos eleitores, é capaz: demonstrar a sua indignação, a seu protesto e tomar uma atitude que demonstra, objetivamente, o inconformismo com contestação.


O VOTO NULO é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em qualquer dos candidatos. Esse tipo de voto é importante e é o que efetivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação. O VOTO NULO, ao contrário do que parece, é um voto válido. Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto.


Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato. Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal eletrônico avisa "Você está votando em branco" e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir. Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorreto, corrija seu voto". Assim, os VOTOS NULOS são desencorajados. Mas, ao surgir esse alerta (?), pressione a tecla CONFIRMAR: o VOTO NULO será computado como tal.


Por que os votos nulos são desencorajados? Por que ninguém fala deles? E por que eu falo deles?
Porque, se na eleição entre o candidato "A" e o candidato "B", o candidato "A" terminasse as eleições com 30% dos votos e o "B" com 24%, sendo 5% de votos em brancos e 51% de VOTOS NULOS as eleições teriam que ser repetidas e nem o candidato "A" e nem o "B" poderiam participar das eleições naquele ano.
Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez. Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas!
Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer. Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando no "candidato "A" ou no "B", mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo VOTO INCORRETO, o VOTO NULO.
Legenda: A Urna Eletrônica, produzida para obrigar o eleitor a não ANULAR O VOTO, por este ser VÁLIDO, não contém essa opção de NULO, e a urna, programada para tal, alertará o votante a CORRIGIR O VOTO, enquanto que a opção do voto Branco existe, pois este não acusará nenhum efeito no resultado da eleição. Portanto, digite um número INVÁLIDO e clique em CONFIRMAR: seu VOTO NULO será computado.


Quem sabe um dia os candidados "A" e "B" saem do cenário político e os eleitores podem votar em novos políticos que tenha uma consciência social, de justiça, honestidade e respeito ao povo e aos eleitores brasileiros.


Não seja obrigado a votar em quem você NÃO QUER no poder, seja para Presidente, para Governador, para Senador ou Deputado Federal ou Estadual. Nesse caso você tem a opção do VOTO NULO.


Tal decisão, ou seja o VOTO NULO, ainda que não claramente previsto na Lei Eleitoral, servirá para que o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, reveja essa possibilidade e adicione ao sistema de votação esse opção, assim como se constituirá numa extensão, numa manifesta complementação ao Projeto FICHA LIMPA, esta uma importante conquista à moralização da política: contra a corrupção, os desvios, o enriquecimento ilícito, além de outros crimes de ordem sócio-comportamental.


Porém, além de tudo que foi colocado há que se levar em conta as grandes probabilidades de manipulação das Urnas Eletrônicas, ou do próprio Sistema de Votação Eletrônica que, apenas através de um chips, é possível conduzir o resultado de uma eleição para o candidato que contar com o apoio de quem comanda o processo eleitoral, incluíndo aí, o próprio STE.


Como ensina o ditado: "Olho vivo porque cavalo não desce escada".


*** Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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sábado, 8 de maio de 2010

Abusivas mordomias: O cinismo e a cretinice com os gastos do dinheiro público

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Desde a muito que os governos brasileiros vem desperdiçando dinheiro públicos de todas as formas e sob todos os motivos. Desde a ditadura fardada, que durou nada menos do que 21 anos (1964 - 1985) que, além de alimentar a ganância de alguns poucos militares e outros mais políticos, jogou dinheiro publico, obtido do suor do povo trabalhador, para pseudas obras faraônicas. E um dos maiores - e piores - exemplos foi a famosíssima Transsamazônica, que jamais saiu do lamaçal em que se encontra ainda hoje. E alí, muitos encostados na tirania do poder, se locupletaram ilícita e impunemente. Tudo isso se contrapondo à pobreza e ao famelismo que, desimportados, faz aumentar a marginalidade, a violência ao ponto de se constatar uma quase guerra-civil entre policias civis e militares X grupos paramilitares X marginais.

Na seqüência, vieram os mandos e desmandos com recursos públicos no acomodamento de familiares e apadrinhados via trenzinhos da alegria, cabides de empregos, assessorias biônicas, assessores fantasmas, auxílios-paletós, auxílio-moradias, apesar de que muitos que recebem tais verbas, já moram em apartamentos cedidos, gratuitamente, via processos de mordomias, na área nobre da capital Brasília, e os auxílios-passagens e auxílio-combustível, estes dois com dinheiro escamoteado via notas frias e sem qualquer forma ou processo de controle transparente. E por aí segue-se a gama de formas e fórmulas, feitas casuisticamente legais, para os políticos de todos os escalões embolsarem mais dinheiro do que os polpudos salários que recebem sem maiores justificativas e, assim, enriquecerem ilicitamente. E na contra-mão desses processos abusivos e espúrios, registra-se o aumento da desatenção dos governantes e dos políticos com a pobreza e com a famelidade. E isso é o retrato de uma realidade infame, bárbara e desumana.

Todo esse quadro negro, sem se falar nos crimes de corrupção, de sonegação, de desvios de recursos públicos que corroem os cofres públicos em bilhões e bilhões de reais - todos impunes -, passando pela tartufice dos repasses de mais bilhões de reais - melhor seria gastos desnecessários, se não houvessem razões mantidas nos subterrâneos da verdade real, enquanto os números reais nunca são real e oficialmente revelados de forma transparente - em pacotes de estímulos econômicos para evitar a (pseuda) quebra de bancos, sob o pretexto de uma crise econômica mundial não bem esclarecida e menos ainda justificada.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, segundo o jornal espanhol "El País" (09/05/2010), destacou que, "se o Brasil mantiver a seriedade fiscal e monetária, além dos investimentos e do controle da inflação, terá tudo para se transformar em uma potência respeitada no mundo". Até aí tudo bem. Mas e a seriedade com os gastos públicos e o desperdício do dinheiro do povo trabalhador brasileiro, como referenciado acima, quando começará a ter um efetivo e transparente controle? Ou a corrupção, a sonegação, os desvios e os desmandos abusivos dos políticos não tem importância e nem controle?

Pois, conforme o professor de Economia Ricardo Bergamini, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2009, somente o Gabinete da Presidência da República produziu uma despesa da bagatela de R$ 22 bilhões, e com "turismo público", como se refere Bergamini, os três poderes  da União (Executivo, Congresso e Judiciário) gastaram nada menos do que R$ 1,8 bilhões com Diárias e Passagens e mais R$ 2,2 bilhões com Auxílio-Alimentação, totalizando exatos R$ 4 bilhões. Isso sem contar os gastos em publicidade via televisão e alguns privilegiados veículos como jornais, rádios e revistas.

Esse desperdício do dinheiro público, esses gastos irresponsáveis, ilegítimos e injustificáveis proporcionados pelos nossos governantes, deputados, senadores e magistrados, são crimes de lesa pátria, crimes contra o patrimônio público e a sociedade brasileira que paga compulsoriamente, caso contrário será penalizada ainda mais com a adoção de multas e outras proibições que, numa democracia, não poderia vigir, e menos ainda ser tornada legal. É a sistemática da pressão e opressão imposta despoticamente. E aí reside uma das boas razões para se acreditar que a impunidade não terá fim, posto que judiciário, congresso e governo estão todos com seus rabos presos uns nos outros.

Enquanto isso, os aposentados, mesmo diante da aprovação de um aumento de 7,7% pela Câmara Federal, cujo projeto terá, ainda, que ser aprovado pelo Senado e depois passar pela sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva (que já adiantou que vai vetar), enfrentam as maiores dificuldades para sobreviverem, sem considerar que o avançado da idade exige a necessidade da aquisição de medicamentos e assistência médico-hospitalar. Paralelamente, enquanto o Governo desperdiça bilhões em campanhas publicitárias para erradicar a DENGE, a AIDS, a GRIPE SUINA (combate ao Vírus H1N1), o consumo de CRACK, esquece-se de construir mais hospitais, aumentar o número de leitos nos hospitais públicos já existentes e de construir casas especializdas na recuperação de viciados em crack, cola, maconha, cocaina, drogas sintéticas e outras tantas drogas. Mas a publicidade, mesmo sob esse cinismo e essa cretinice toda continua enfeitando os vídeo das televisões e fazendo tilintar o caixa das grande Organizações de Comunicação Social e, obviamente, arrancar sorrisos dos "todos poderosos donos" dessas mesmas organizações. Esse um sintomático processo de blindagem da realidade que acontece nas "coxias", nos bastidores dos três poderes: em suma um cinismo e uma cretinice só curável com a mudança, com a renovação total. E um desses caminho, como já mostramos noste blog, é a indignação, a demonstração de revolta, da ira e descontentamento, portanto, uma das formas para demonstrar isso é o VOTO NULO.

É como denuncia abertamente o professor Ricardo Bergamini: "A imprensa brasileira não faz jornalismo na redação, mas sim na tesouraria". E aqui reside um dos mais graves câncros da pseuda democracia que vige nos Brasil desde o fim do fatídico regime da "ditadura fardada": o disfarçado acobertamento da "verdade factual", como bem classifica o jornalista Mino Carta, substituída pela manipulação descarada, pela omissão propositada e, em conseqüência, pelos desmandos absurdos e os abusos praxeiros promovidos pelos que estão no poder. E poder, aqui, comprende: Executivo, Congresso e Judiciário. Isso é que é o FIM DA PICADA, a FALTA DE VERGONHA e de SENSIBILIDADE PUBLICA.

Para acabar com essa pilantragem desavergonhada - e você não perde nada, quem perde são eles, os governantes, políticos e magistrados - VOTE NULO !!!

*** Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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