quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Processo de Extermínio no Mundo: "O inimigo é a própria humanidade".

Professor, escritor, físico e engenheiro José Walter Bautista Vidal.
Entrevista concedida pelo professor, físico, engenheiro e escritor baiano, que foi ministro no governo do general Ernesto Geisel, José Walter Bautista Vidal à revista "Caros Amigos", em dezembro de 1997, que, por isso, poucos brasileiros tiveram acesso: por tratar-se de uma revista de pequena circulação, já que a chamada grande imprensa jamais publicaria tal entrevista. Bautista Vidal, nessa entrevista, faz importantes e surpreendentes revelações, inclusive denunciando as estratégias do ingresso do neoliberalismo no Brasil, a partir de 1979, tendo como figura principal o entreguista e escroque Roberto Campos, até o fato da implantação de um estratagema para o sistema genocida internacional.


Li essa entrevista, há alguns anos passados, na própria revista que me fora emprestada por um amigo e ex-militar da Aeronáutica, e andava ansioso à cata dessa matéria. Portanto, leiam e entendam como as coisas acontecem subliminar e barbaramente para manter o poder que o capitalismo e os financistas detém no mundo globalizado.


Aqui publicamos uma parte apenas da entrevista (no roda-pé três sites com a entrevista completa), mas suficiente para entender o engendramento da multiplidade de fatos e feitos que estão exterminando milhões e milhões de seres humanos no mundo todo.


Caros Amigos - O senhor fala também no "extermínio" dos três quartos da humanidade que não consomem.


Bautista Vidal - Isso está em marcha. Há um documento do Clube de Roma, de uns três anos atrás, que chega a dizer a seguinte frase: "The enemy is the humanity itself" - o inimigo é a própria humanidade. E ali se analisa que esses três quartos da humanidade precisam ser exterminados. A população da áfrica, por exemplo, hoje é a metade do que era há dez anos. Havia quarenta e tantas guerras na áfrica no ano passado.


Caros Amigos - Isso faria parte de um processo de genocídio programado?


Bautista Vidal - Existe outro famoso documento que veio a público o ano passado, ou retrasado, assinado pelo Bush e pelo Kissinger, propondo reduzir a população de vinte países no mundo, entre os quais o Brasil. É a primeira coisa - reduzir a população. No Brasil foi um sucesso total, tudo o que foi previsto nesse documento - ligaduras etc. - foi cumprido. A redução de natalidade no Brasil é uma coisa assustadora.


Caros Amigos - Esse documento é de quando?


Bautista Vidal - De vinte anos atrás. É esse negócio dos americanos, de divulgar documentos secretos vinte anos depois, e esse documento definia a redução da população de vinte grandes países do mundo, dos mais populosos. Tem a Nigéria, o Brasil, a China, a índia.


Caros Amigos - O que significa o "índice de genocídio" citado no seu livro?


Bautista Vidal - É o seguinte: na hora em que você tem uma massa crescente de desempregados, principalmente nos países avançados, você cria uma massa de revoltosos. E aí tem de criar exércitos para controlar, o que é um problema. Quatro milhões de pessoas, cada uma com um pau na mão, qual é o exército que vai enfrentar? Então tem de exterminar, por uma questão de assegurar a estabilidade.


Caros Amigos - E qual seria o meio de extermínio?


Bautista Vidal - São vários. Aqui no Brasil vamos começar a catalogar: você tem aquele meio formal das Benfans, que é exterminar no útero das mães. O Estado da Paraíba teve uma fase em que 57 por cento das mulheres ainda férteis já haviam sido esterilizadas. Aqui na periferia de São Paulo há números mais assustadores da época em que Maluf era governador, acima de 60 por cento das mulheres. A média brasileira é altíssima. Depois, você tem a questão das grandes cidades, das crianças abandonadas, é um processo de genocídio. E os dados oficiais da Unicef, que mostram que há muito tempo no Brasil morrem de fome 1.600 crianças por dia.


Caros Amigos - Morrem de fome?


Bautista Vidal - É claro que de doenças da desnutrição, mas a causa é a fome. Agora, veja a seguinte característica: o território brasileiro, em termos de produção agrícola, é no mínimo duas vezes maior do que qualquer outro território do planeta, por permitir várias safras. O Brasil tem 13 por cento do território ocupado pela agricultura e pecuária. Desses 13 por cento, saem 80 milhões de toneladas de grãos, produção média dos últimos anos. Cada tonelada de grão dá para alimentar entre quatro e cinco pessoas por ano. Vamos tomar quatro vezes oitenta: 320 milhões só com os grãos. Além disso, o país é o maior produtor mundial de mandioca - 27 por cento de proteína. É o maior produtor de açúcar do mundo - energia, caloria. É o segundo maior produtor de cacau do mundo. Ou seja, com 13 por cento do território, produz o suficiente para alimentar 600, 700, 800 milhões de pessoas. Podia alimentar 10 bilhões. Repare que somos apenas 150 milhões, usamos somente 13 por cento do território, o resto todo é cultivável, não temos deserto nem tufões, e com esse alimento todo temos 40 milhões submetidos ao genocídio da fome, matando 1.600 crianças por dia.


Caros Amigos - Daí As Bases para Salvar a Vida, que é o subtítulo do seu livro, quer dizer, para salvar a vida não só do Brasil, mas do mundo?


Baustista Vidal - Vamos centralizar na agricultura, porque é daí que sai a vida, sai o alimento, sai a energia. Não se pode falar em nada sem falar da agricultura antes. Ela está na base de economia, pelo alimento e, evidentemente, por atividade energética por excelência. É a biomassa. O que é a biomassa? Os hidratos de carbono. O que ergue a biomassa? É a fixação da energia solar. Mas o que comanda a estrutura brasileira é o poder financeiro do papel pintado. Este tem de se multiplicar. São os banqueiros, os fornecedores de patentes, os fornecedores de tudo, e eles ganham fortunas. O processo de destruição da agricultura, principalmente a de São Paulo, está em marcha acelerada, porque toda essa dinâmica de ganhar dinheiro está destruindo a terra fértil - para cada tonelada de grãos produzidos em São Paulo, perdem-se 10 toneladas de terra fértil.


Caros Amigos - Esgotando os solos...


Bautista Vidal - Como também pela irrigação, por exemplo, a agricultura da Califórnia - usaram a irrigação e salinizaram o solo, destruíram o solo.


Caros Amigos - Mas isso também não se daria com a cana-de-açúcar?


Bautista Vidal - Se dá com tudo, dentro dessa tese. Mas você pode usar processos biológicos altamente eficientes e voltar à resposta energética. O que vale é esse balanço energético e não o balanço financeiro do papel pintado que nada tem a ver com a natureza. Então, quando você pega essas pessoas que não têm terra, não têm experiência, não têm uma infra-estrutura criada, não têm jogo de poder nas decisões e joga lá sem mercado para vender, o que vai acontecer? A ruína deles. Essa reforma agrária que está aí com essa concepção é a ruína. No final do governo Geisel, sobrevoei de teco-teco, durante duas horas, uma região de Mato Grosso onde havia uma cooperativa de 2.000 sócios, uma extensão enorme de terras que foram distribuídas em lotes a uma grande quantidade de gaúchos. O Geisel queria favorecer os gaúchos. Dois ou três anos depois, voltamos a sobrevoar: 80 por cento dos lotes já estavam abandonados. Quer dizer, a questão não é distribuir a terra em regiões altamente ensolaradas, com água, com tudo - você tem de montar o contexto da demanda, dar salários para poder comprar, esse processo todo que fecha o circuito. No fundo, você não monta uma estrutura social adequada. Você quer resolver o problema com um dos itens, e deixa os outros e, submetido à violência dos banqueiros, dos juros altos, acaba com o pequeno agricultor.


Caros Amigos - O senhor ainda não falou da globalização.


Bautista Vidal - A globalização não tem nenhuma novidade. Ela é uma velha aspiração de todo governo, país ou grupo prepotente que existiu na história da humanidade.


Caros Amigos - Todos os impérios britânicos...


Bautista Vidal - Todos. A grande pretensão é ser o dono de tudo. Agora, isso entra em choque com um princípio já assentado nos povos civilizados, até mesmo no próprio campo da Justiça, que é não aplicar regras iguais para entes desiguais. Rui Barbosa já defendia essa tese. Você não pode aplicar regras iguais para seres desiguais, ou para estruturas ou instituições desiguais. Para ser justo, tem de aplicar regras desiguais. Tem de proteger o fraco, senão cai no clássico de colocar a raposa e o pintinho num galinheiro, dizendo: "Vocês são livres, podem competir". É dar condições de igualdade a coisas absolutamente desiguais, não vai sobrar uma galinha nem um galo, não é? (risos) Mas me deixem concluir essa questão da agricultura, que considero muito importante. A agricultura brasileira, com esse potencial fantástico, além do ponto de vista da alta produção de alimentos, pode colocar a energia nesse contexto, e imagine o valor estratégico que a terra passa a ter! A terra vai ser o grande responsável pelas duas peças essenciais: a energia que movimenta o mundo e o alimento que mantém a vida. Com essa terra toda que temos aqui, com o valor mundial da energia, o mercado é que permitirá você fixar essa gente na terra aos milhões . Vinte milhões você pode cogitar a curto prazo.


Caros Amigos - O senhor fala em seu livro que no ano 2000, que é amanhã, o Brasil terá 10 milhões de desempregados.


Bautista Vidal - É o processo de genocídio em marcha, e o genocídio começa pelo desemprego. O que os economistas chamam de "índice de produtividade" é a relação entre a produção e os trabalhadores intelectuais, tecnólogos que contribuem para essa produção. Então, como os economistas não têm imaginação, não conseguem aumentar a produção, querem aumentar a produtividade reduzindo as pessoas empregadas. Veja, eles apresentam aumento, modernização, e com o dinheiro do povo, para quê? Para desempregar - é uma dinâmica para desempregar. Isso não é índice de produtividade coisa nenhuma, é índice de genocídio.


Caros Amigos - Quais são os quatro níveis de corrupção do Brasil citados no livro?


Bautista Vidal - Bom, o nível mais baixo é o dos "anões do orçamento", essa unidade de corrupção é de 1 milhão de dólares. E no fundo segue certa estratégia, enfraqueceu o antigo PMDB, os seus líderes, pegando sujeitos realmente corruptos, esse é o primeiro nível. O segundo nível é o das privatizações. Você pega uma Usinimas, que é a segunda mais eficiente indústria siderúrgica do mundo, com patrimônio de 15 bilhões de dólares, com corpo próprio, e a entrega por um valor, segundo o procurador geral da República, num documento oficial, que não dá para comprar um Gol usado. Pega uma CSN, uma das grandes siderúrgicas do mundo e com um valor emblemático do Getúlio Vargas de criar uma industrialização brasileira, e patrimônio de uns 7,8 bilhões de dólares, e vende por 28 milhões de dólares, havendo 78 milhões de dólares em espécie no cofre e 200 milhões de dólares em produto no pátio. Pega o complexo petroquímico, vinculado à Petrobrás, que representou investimentos do Estado de 3,5 bilhões de dólares, e entrega pelo valor de 1.000 reais. Pega a Vale do Rio Doce, uma coisa incomensurável, um patrimônio para dentro de quinhentos anos, dezenas de gerações à frente, e entrega por um valor ridículo, que não dá para pagar um mês dos serviços da dívida interna. O terceiro nível de corrupção é o setor financeiro. Na época da inflação, um estudo feito por um técnico da Fundação Getúlio Vargas mostra que foram transferidos do setor produtivo e dos trabalhadores, no período de dez anos, 170 bilhões de dólares para o setor financeiro, 17 bilhões de dólares por ano transferidos a troco de absolutamente nada. Fruto de quê? De que o dinheiro na mão dos banqueiros se corrigia diariamente, e os salários, quando ocorria, era uma vez por mês, e os preços de quem produz também era uma luta para conseguir aumentar. Então é dinheiro transferido de quem produz e corrige por mês, a quem não produz e corrige por dia. Além disso, você tem a questão da taxa de câmbio, que é um negócio arbitrário, você manipula, e transfere fortunas para determinados indivíduos. Depois, você tem esse dinheiro que entra, tem de pagar juros enormes para que ele entre, e que passa a noite, ou passa uma semana, e vai embora, e você teve uma sangria violenta levada pelos especuladores externos, também da área financeira. São quantidades descomunais de dinheiro, centenas de bilhões de dólares. Houve aquela manipulação da derrubada do cruzado, provavelmente produzida pelos próprios agentes, em que desapareceram 5 bilhões de dólares em 24 horas, e levou à demissão do presidente do banco, que mora no Morumbi, num palácio. Quatro e meio bilhões de dólares foi o que custou montar o Complexo Petroquímico da Bahia, com cinqüenta indústrias... Por último, tem a maior corrupção de todas, a transferência dos grandes patrimônios estratégicos. Patrimônio genético, patrimônio mineral, aí não tem preço. São os quatro níveis de corrupção. Um é corrupção de ladrão de galinha e os outros três são institucionalizados.


Caros Amigos - O senhor diz que a fixação do real paritariamente com o dólar faria parte também de um projeto externo, desses que o senhor chama de operações com papel pintado, porque com isso se injetam dólares aqui de forma a manter o real estável, para destruir a exportação brasileira, seria isso?


Bautista Vidal - Essa questão é mais global. Primeiro, o Brasil deixou de ter um instrumento essencial para sobreviver, que é uma moeda própria. Se você não tem moeda própria, não pode estabelecer nenhuma política, nem de câmbio, nem de juros, nem de nada.


Caros Amigos - O real não é uma moeda própria?


Bautista Vidal - Não é. Na hora em que você estabelece uma relação fixa de câmbio - os argentinos fizeram isso via decreto, 1 peso é igual a 1 dólar. Aqui fizeram o mesmo por medida provisória. Não tenho moeda, você perdeu um instrumento essencial da soberania. Evidentemente, se esse dólar seguisse as regras da verdade, ele seria altamente inflacionário. Mas, como manipulam todos os instrumentos, eles conseguem transformar uma moeda que tem o maior déficit planetário, com tudo para ter a maior inflação do mundo, numa moeda não-inflacionária. Quer dizer, é uma manipulação terrível. Como a inflação, no fundo, existe ao nível mundial, ela é transferida para determinados setores ou - o que está acontecendo - para você poder usar o dólar como paridade porque eles permitem. É claro que é um péssimo negócio para nós, porque vamos ter de entregar os nossos patrimônios. O Plano Real é isso. Em nome de uma estabilização que está sendo aplicada e arruinando oitenta países, já devidamente estraçalhados, como o México. Na Iugoslávia deu no que deu. Esse negócio que enganou o povo, de moeda estável, é o mesmo em oitenta países. Estamos caminhando para a absoluta ruína, com esses 50 bilhões de déficit de contas correntes este ano, vamos para o espaço a qualquer momento, porque está evidenciado que uma parte ponderável das nossas reservas é dinheiro especulativo externo. A qualquer momento pode sair. Alguns anos atrás, na época do Sarney, por exemplo, chegamos a ter o terceiro maior superávit do mundo, depois da Alemanha e do Japão. Superávit na balança de importação e exportação. Este ano, o nosso déficit é gigantesco, passamos de um dos maiores superávits para um dos maiores déficits do mundo. E, evidentemente, se você não tem superávit, não pode pagar esse gigantesco serviço da dívida externa, vai pagar com o quê? Aí, o que eles fazem? Tomam dinheiro emprestado a juros altíssimos, dinheiro especulativo. Só que você dá a quem empresta esse dinheiro o poder de arrebentar o país - quando retirarem esse dinheiro, e podem fazer isso a qualquer momento. O Brasil está absolutamente na mão dos emprestadores de dinheiro externo. Agora, por que eles fizeram com o México e ainda não fizeram com o Brasil? Porque o México, depois da Arábia Saudita, teria as maiores reservas de petróleo do mundo, segundo o presidente da Union Oil, que me disse isso pessoalmente.

*** Quem é José Walter Bautista Vidal: 
Os cinco livros do professore físico Bautista Vidal que compõem um painel dos problemas brasileiros e suas soluções foram escritos entre 1986 e 1998. São eles: De Estado Servil a Nação SoberanaCivilização Solidária dos Trópicos (1987); Soberania e Dignidade, Raízes da Sobrevivência (1992); O Esfacelamento da Nação (1994); A Reconquista do Brasil (1997); Poder dos Trópicos (1998, em co-autoria com Gilberto Felisberto Vasconcellos). Os três primeiros foram publicados pela Editora Vozes, de Petrópolis, o quarto pela Editora Espaço e Tempo, do Rio de Janeiro, e o quinto pela Editora Casa Amarela, de São Paulo.


Fonteshttp://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/bautista.html
http://www.facebook.com/topic.php?uid=73285065266&topic=13080

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO ... E O BRASIL !

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Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia: “a todos que tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro".

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média alta, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias. Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão. Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.

Festa sem cocaína era festa careta ou quadrada. As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto. Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas. Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade. 

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.  São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros. Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:
  
"EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO DE JANEIRO!"

Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.
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sábado, 20 de novembro de 2010

CAMPANHA: TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

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Recebi via e-mail essa denúncia que, infelizmente, retrata a realidade do nosso sempre e cada vez mais espoliado Brasil e seu povo.

A cada campanha político-eleitoral milhares de promessas que os políticos de todos os colibres morais e éticos fazem, mas jamais resolvem. Aliás, sequer se movimentam no sentido de dar mais valor, mais dignidade e mais vontade aos milhões de professores que existem de Norte a Sul e de Leste a Oeste do Brasil, ganhando salário de fome. Assim, quem tem dinamismo, disposição e interesse em ensinar aos alunos? Com tais salários execráveis quem demonstra na prática a sua vocação de orientador?

Convenhamos, há uma discrepância imensurável entre o que ganha um político - e aí a referência é o Congresso Nacional - onde a maioria dos políticos lá estão tão somente preocupados em se locupletar. Agora mesmo estão pleiteando - a vai acontecer, pois "que viver, verá!" - equiparação com os Magistrados e Juízes, que ganham cerca de R$ 27.000,00 por mês, enquanto os deputados e senadores, hoje, ganham entre R$ 16.000,00 a R$ 18.000,00 por mês. Isso sem contar as múltiplas mordomias, como: recursos para aluguel de casa ou apartamento, motorista particular, dinheiro para viagens a seus estados (até mesmo os que moram em Brasília recebem esse dinheiro, o que é a maior vergonha!), um número ilimitado de assessores, assistência médico-odontológico extensivo à família, planos de saúde, hospitalização, etc. Somando-se o salário e todas as vantagens e mordomias, os deputados federais e senadores estão recebendo uma verba que oscila entre R$ 120.000,00 a R$ 150.000,00 mensais. E olha que são 81 senadores e 513 deputados federais, que totalizam 594 parlamentares que pouco ou pouco mais que nada fazem.

Eu apoio essa troca e repasso com solidária revolta!

E eis a carta enviada via e-mail por um professor de Física no estado da Bahia, que deixa transparecer o seu desespero ante a miséria de salário que recebe e a sua mais do que justificada indignação:  
TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES.
(O anonimato do professor é pela obviedade).

Prezado amigo!

 
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o 
meu salário bruto mensal: R$ 650,00.

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$ 650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. 


Nota do blogueiro: Isso é menos do que o Salário Mínimo vigente no Brasil e aprovado pelos congressistas e sancionado pelo presidente da República que, hoje, é de R$ 510,00, o que é, portanto, ilegal e inconstitucional. 

Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
 
Descobri que 
um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano ... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545,00
Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$ 850 mil e na vizinha Argentina R$ 1,3 milhões. 
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".


REPASSEM! EU JÁ ADERI À CAMPANHA!
TEMOS QUE ENCONTRAR UMA FORMA DE ACABAR DEFINITIVAMENTE COM ESTA PRAGA!!!!
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O desmandos parecem não sair apenas no Congresso e no Planalto. A Corsan está no páreo

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Tampo VIOLADO pelo funcionário da própria CORSAN, às 14 hs do dia 12/novembro/2010.
Tampo que acompanhou o NOVO HIDRÔMETRO, portanto o aparelho intacto.
Certas coisas, no Brasil, estão tomando um rumo inimaginável. Como relatamos no artigo anterior, fomos imputados, sem qualquer prova pausível, factual ou comprobatória, da acusasão de "violação do hidrômetro". Feito que teve a argumentada constatação única e exclusivamente pela Corsan, posto que o morador/consumidor não foi chamado no momento da verificação para a devida comprovação da irregularidade apontada pela Estatal.

Resultado: fomos compulsoriamente obrigados ao pagamento da imposição de um novo "hidrômetro", bem como compelidos ao pagamento de uma multa extorsiva pela pretestada (razão aparente que alguém se serve para esconder o verdadeiro motivo) "violação do hidrômetro".

Como se isso não fosse já o bastante, da manhã do dia 9 a 12 de novembro ficamos sem água. Depois de inúmeros telefonemas prá diversos setores conseguimos que na sexta-feira (12/11), cerca das 14 horas, viessem os funcionários da Corsan para a devida regularização. Mas, na seqüência, como num impulso de superioridade, o funcionário (lamentamos não ter anotado o nome), simplesmente quebrou o tampo de proteção da parte superior do Hidrômetro, ou seja, onde está o relógio medidor do consumo de água. Diante da minha indignação, o funcionário alegou que era normal eles arrancarem o tal tampo, enquanto eu ponderava que aquele ato era de "violação do hidrômetro", cujo estava sendo pago por mim, conforme os motivos acima expostos.

Ora, se o fabricante produziu o tampo de plástico preto, tal tem alguma razão de ser: entendemos que seja, no mínimo, o de proteger o próprio relógio medidor do consumo de água. Faltando tal peça, caberá à CORSAN, amanhã ou depois, o direito de fazer nova, surpreendente e insustentada acusação contra este morador/consumidor de "violação do hidrômetro", quando na realidade tal ato foi praticado, inopinadamente, pelo próprio funcionário da CORSAN, já que usava jaqueta com o logotipo da Estatal e na minha residência se encontrava a serviço da citada empresa, assim como o automóvel portava, nas laterais, o mesmo logotipo da CORSAN.

O tampo de plástico preto, bastante mais reforçado do que o plástico transparente que cobre o relógio medidor, serve, além de proteção contra alguma peraltice de jovens ou até de adultos, como forma de proteger o fino plástico transparente que recobre o relógio de chuva de pedra e coisas do gênero. Anos atrás o "hidrômetro", que não tinha tampo de plástico, era protegido por uma caixa de cimento. Hoje o "hidrômetro" fica exposto ao tempo e às intempéries, sujeito, portanto, a ter a cobertura plástica mais fina e transparente perfurada quando de uma chuva de pedra, por exemplo. Assim, para segurança do morador/consumidor a exigência da colocação de um novo e intacto "hidrômetro" é de fundamental importância, considerando-se as razões acima apresentadas.

Diante do exposto, e mais, do fato de termos que obrigatoriamente pagar por um novo "hidrômetro", sem falar na extorsiva multa, é direito deste morador/consumidor exigir a reposição de um novo e intacto "hidrômetro", pago por nós, evitando, assim, que no futuro não sejamos mais uma vez surpreendidos com a acusados de "violação do hidrômetro", posto que a retirada do tampo de proteção do relógio medidor cabe numa nova acusação ou sustentação de "violação" por fazer parte integrante do aparelho, conforme a origem de fabricação do instrumento medidor do consumo de água.

Relatado esse fato, informamos, ainda, que encaminhamos através de e-mails, cujo recebimento foi confirmado por Rosane Beria, da Assessoria de Comunicação da CORSAN (Fone: 51 3215.5675), ambos datados de 12/11/2010, e cuja posição do gerente da US de Canoas, sobre o feito ora denunciado, nos seria passada no mais breve tempo possível. Além disso, encaminhamos essa denúncia à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor apresentando o relato do caso ocorrido, com o claro objetivo de nos protegermos de alguma iniciativa despropositada, descabida e injusta.

ENFIM A SENSIBILIDADE

Depois das reclamações encaminhadas à gerência da CORSAN, US Canoas, e à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor, sobre o tema supra, na manhã de 19/11/2010 - "Dia da Bandeira Nacional" - podemos, enfim, hastear a bandeira do bom senso, pois a sensatez e a sensibilidade da gerência local da CORSAN determinou a substituição do "hidrômetro violado" (quebra do tampo que protege o relógio medidor) por um funcionário da própria CORSAN.

Assim, fica o registro pela sensata decisão da gerência da CORSAN Canoas. E tudo volta a estar dentro da normalidade, agora com o "hidrômetro" novo e intacto.

IMPORTANTE: Na substituição do "hidrômetro violado" pelo funcionário da própria CORSAN tivemos que apresentar um documento de identidade e assinar o comprovante de "Comunicação de Instalação e/ou Retirada de Hidrômetro e/ou Lacre de Tubetes", o que não foi feito por ocasião da pretestada "violação do hidrômetro", em agosto de 2010. Espera-se que pelo menos a partir de agora a CORSAN mantenha sempre os bons princípios de relacionamento com os consumidores e que, nas averiguações ou constatações de irregularidades, como por exemplo "violação do hidrômetro", o morador/consumidor seja cientificado no ato da constatação da irregularidade e que receba, por escrito ainda no ato da "notificação" a síntese do que foi constatado como irregularidade. Fora disso, ainda que a Justiça, injusta e ilegalmente, tenha privilegiado a Estatal, defirindo os processos, seja no Juizado Cível ou no JEC - Juizado Especial Cível (ou de Pequenas Causas) em favor da CORSAN, asseantada única e exclusivamente no que estabelece o RSAE - Regulamento dos Serviços de Água e Esgoto, portanto um documento unilateral, faça sempre valer a transparência de seus atos e das suas constatações. Do contrário, é uma brutal ilegalidade mesmo que em juizo a CORSAN tenha levado vantagens por um subliminar protecionismo.

* Para ampliar as fotos basta um clic sobre as mesmas.
** Contato via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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sábado, 13 de novembro de 2010

CORSAN-RS acusa moradores sem prova e cobra hidrômetro e multa extorsiva - Parte1ª

Artigo publicado na Gazeta de La Stampa, edição de agosto de 2010.

No mês de agosto, coincidentemente, em questão de 30 metros da rua Uruguai, no Bairro São Luís, em Canoas-RS, três moradores foram penalizados pela CORSAN - Companhaia Riograndense de Saneamento sob a prestestada, mas jamais justificada e provada, "violação do hidrômetro". Mesmo depois de ter recebido a Notificação (sem a devida e necessária assinatura do responsável - vide "notificação" abaixo) e concedido um prazo de 15 dias para a defesa e essa apresentada no prazo concedido, a CORSAN se limitou tão somente a informar que a defesa foi "indeferida", fazendo valer o que só consta do RSAE - Regulamento de Serviços de Água e Esgoto, regulamento esse que não é lei e só vale para a CORSAN, pois os consumidores jamais tiveram uma cópia e sequer foram levados à ciência do que prevê o RSAE, portanto de efeito unilateral e com cláusulas abusivas, como a compulsoriedade do pagamento do "hidrômetro" sob a prestestada violação, no valor de R$ 79,62 (setenta e nove reais e sessenta e dois centavos), além de uma multa extorsiva de R$ 462,61 (quatrocentos e sessenta e dois reais e sessenta e um centavos), previsto tão somente nos Art. 64, parágrafo Único e Art. 76 do RSAE, e em nenhuma lei aprovada pelos canais competentes,  como devem ser todas as leis.

O hidrômetro é de propriedade da CORSAN, mas é o morador/consumidor quem fica com o encargo, a responsabilidade e o ônus sobre o mesmo, pelo simples fato de estar dentro do terreno do morador e, por exigência da CORSAN, conforme o RSAE, a questão de um palmo no máximo da grade de proteção da casa para facilitar a leitura do consumo de água, o que possibilita que qualquer pessoa, seja jovem para uma peraltice ou não, tenha acesso ao referido hidrômetro, caindo, daí, a responsabilidade e o ônus da "indenização" sobre o morador/consumidor. E pior: quando tal fato ocorre, como é demonstrado e comprovado nessa denúncia, ainda a CORSAN aplica uma escorchante multa de nada menos do que R$ 462,61. Tal, se considerado sob o CCB, pode ser enquadrado como "crime de extorsão" e "crime contra a economia popular".

Na ação impetrada contra a CORSAN, junto a JEC - Juizado Especial Cível, mesmo com a declaração da não autoria da pretestada "violação do hidrômetro" pelo reclamante, e a não apresentação da justificativa e da prova comprobatória pela CORSAN, tivemos a decisão como perdida. Nem mesmo um "hidrômetro" apresentado pela preposta, que representava a CORSAN naquele ato, sem a comprovação do número para comprovar que tratava-se do mesmo hidrômetro que estava instalado na residência, foi aceito pela Juiza Leiga, que sem uma análise mais detalhada e sem considerar o Código do Consumidor e os princípios jurídicos elementares, o dispensara, dizendo que não havia necessidade da apresentação do "hidrômetro" como prova. Ora, o "hidrômetro" é o instrumento único para se buscar a luz da verdade, mas tal foi rejeitado pela "juiza leiga" que, na audiência, já aduzira, de forma sutil porém intelegível, que a causa postulada pelo consumidor estava perdida. E logo propos um acordo, que apenas resultou no parcelamento dos valores cobrados, indebitamente, pela CORSAN, que sequer justificou e provou a autoria da "violação do hidrômetro", quando o mais justo seria, no máximo, a indenização alusiva ao hidrômetro e jamais, por justeza já que não houve de parte da CORSAN a comprovação da autoria, a aplicação da extorsiva multa. A Justiça (???), nesse caso, caminhou prá trás, foi parcial e em favor do acusador que não provou absolutamente nada. E cabe, legal e juridicamente, ao acusador o ônus da prova, o que não aconteceu senão apenas uma acusação improcedente e insustentada legalmente. Por outro, o Direito ensina que "in dubio pro reo". Ou seja, na dúvida o acusado deve ser absolvido, pois que expressa o princípio jurídico da presunção da inocência.

Boa parte dos "juízes leigos", que na verdade são advogados que fazem o papel de juízes, não lêem e sequer analisam as reclamatória com a devida e necessária antecedência. O fazem minutos antes de iniciar as audiências. Isso parece estória da carrochinha, mas é a pura realidade. E com isso, geralmente, quem sai perdendo é o reclamante (consumidor ou usuário de serviços), posto que as empresas privadas, concessionárias de serviços como telefonia, energia elétrica, etc ou estatais são, geralmente, representadas por experientes advogados.
Comunicado da CORSAN, simplesmente informando que a defesa apresentada pelo morador / consumidor foi indeferida.

Diante de tais fatos incontestes urge que o MPE - Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor; que a Comissão competente da Assembléia Legislativa do RS; o Forum de Defesa do Consumidor e a Câmara Municipal de Vereadores, tomem a decisão de promover uma investigação com relação a tais procedimentos da CORSAN, posto que tal fato não ocorreu apenas na Rua Uruguai, em Canoas, mas, conforme o jornalista João Carlos Machado Filho, apresentador do Programa "Consumidor Em Pauta", da TVE-RS, são inúmeras as reclamações de moradores de Canoas quanto a esse tipo de imputação promovida pela CORSAN. Quem duvidar que vá ao Forum da Comarca de Canoas e junto ao JEC - Juizado Especial Cível obtenha as comprovações. Mas, repetimos, isso urge seja feito antes que dezenas ou centenas de canoenses sejam penalizados com a compulsoriedade da "indenização do hidrômetro" e a multa pela pretestada "violação do hidrômetro", mas nunca provada a autoria. Um basta é preciso que seja dado e a apuração de tais abusos e absurdos ponha um fim a esse despautério que vem lesando o consumidor de água em Canoas.

OBS: Breve postaremos a 2ª Parte dos abusos que vem sendo cometidos pela CORSAN, inclusive através de seus funcionários, o que da margem à suspeições sobre tais procedimentos.

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domingo, 31 de outubro de 2010

O Brasil já tem a primeira mulher presidente depois de 510 anos: Dilma Vana Rousseff

Dilma Vana Rousseff: a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil. Governará de 1º/01/2011 a 31/12/2014.
Depois de 510 anos governado por reais e por 31 presidentes, o Brasil passa a ter a primeira mulher como presidente do Brasil: a mineira, que se diz "gaúcha de coração", Dilma Vana Rousseff (PT), que logrou uma larga vitória, no 2º turno das eleições, sobre seu oponente José Serra (PSDB), contabilizando 56% dos votos válidos contra 44% do peessedebista.


Em Canoas-RS, uma das quatro principais cidades do Estado tanto em população (329.903 habitantes, segundo senso do IBGE em 02/10/2010), como em contingente eleitoral (196.165 eleitores, conforme o TRE-RS), além de ser a segunda cidade em arrecadação com um dos pólos industrial e comercial mais expessivos do Rio Grande do Sul, ainda no 1º turno quando havia praticamente três candidatos com condições de postular o cargo de presidente do Brasil, Dilam Rousseff (PT) consagrou 87.663 votos; José Serra (PSDB) logrou 69.710 votos e Marina Silva (PSol) com 29.410 votos, sendo registrados 7.837 votos em branco e 6.682 votos nulos. No 2º turno, a petista Dilma Rousseff confirmou a preferência do eleitorado canoense com 94.238 votos contra 91.566 de José Serra (PSDB), enquanto que os votos em branco totalizaram 5.163 e os nulos 5.749.


Dilma se tornou uma figura pragmática no governo Lula, e disputou o Segundo Turno à Presidência da República com o candidato do PSDB, José Serrá. Veja baixo uma pequena síntese dos feitos mais polêmicos e importantes da vida da primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Vana Rousseff.


Dilma Origem: A sagitariana Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Uberaba, Estado de Minas Gerais. Filha de engenheiro búlgaro que, devido a guerra, fugiu para o Brasil e de professora mineira. Estudou em colégio tradicional e em escola pública.
No início da vida política, Rousseff ingressou em três partidos de esquerda. O primeiro foi o POLOP (Política Operária), e após o Golpe de 1964, Dilma passou a militar no COLINA (Comando de Libertação Nacional), migrando, em 1969, para a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), de linha maoísta (doutrina isnpirada no pensamento de Mao Tseu-tung).

Vida bandida: 
Expulsa da Faculdade de Economia de Belo Horizonte por motivos políticos, passou à clandestinidade, adotando inúmeros codinomes. Dentre outras ações, Dilma ajudou a planejar o assalto à casa da amante do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, na qual se escondia um cofre pertencente ao político. A ação ocorreu em 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro, e rendeu à guerrilha US$ 2,4 milhões.
Dilma Rousseff ainda organizou três ações de roubo de armas no Rio de Janeiro, sempre em unidades do Exército. Presa em 16 de janeiro de 1970, o promotor militar responsável pela acusação a qualificou de "papisa da subversão". Depois de três anos na prisão, sofrendo bárbaras torturas, Dilma foi libertada e mudou-se para Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, onde concluiu o curso de Economia na Universidade Federal, em 1986.


Do PDT ao Lula lá: Filia-se, então, ao Partido Democrático Brasileiro (PDT), de Leonel de Moura Brizola, depois que o governo militar concedeu anistia política a todos os envolvidos nos anos duros ou "anos de chumbo" da ditadura militar.
No Rio Grande do Sul Dilma Rousseff ocupou os cargos de secretária da Fazenda de Porto Alegre (1986-88), presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-93) e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações em dois governos: Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001, tornando-se membro do grupo responsável pelo programa de Energia do governo petista.


Dilma diz ser Mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutoranda em Economia Monetária e Financeira pela mesma universidade. Tal fato não foi confirmado pelo diretor de registro acadêmico da Unicamp, Antônio Faggiani, que disse: "Dilma nunca se matriculou em nenhum curso de mestrado na Unicamp".
Agora, isso é verdade: Dilma Rousseff foi ministra da pasta das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005, passando a ocupar o cargo de Ministra-Chefe da Casa Civil desde a demissão de José Dirceu de Oliveira e Silva, em 16 de junho de 2005, acusado de corrupção.
De guerrilheira na década de 1970 a participante da administração pública em diferentes governos, Dilma Rousseff tornou-se uma figura pragmática, de importância central no governo Lula, de quem foi candidata à sucessão nas eleições de 2010, sagrando-se vencedora com 56% dos votos dos mais de 133 milhões de eleitores.


IMPORTANTE: Ao largo da campanha eleitoral de outubro de 2010 trataram, os interessados "cabideiros", os ignaros, os mal intencionados e os previamente sabidos derrotados, de denegrir a imagem de Dilma Vana Rousseff e, por conseqüência todos os que lutaram  - e muitos deram a própria vida, como foi o caso do canoense Celso Gilberto de Oliveira, assassinado em dezembro de 1970 pelo DOI-Codi, com quem convivi e joguei futebol de campo e futebol de botão na casa dos meus pais, então na casa 97 da rua Frederico Guilherme Ludwig - pela retomada da democracia. Hoje, porém, os arquivos estão guardados  e os documentos relacionados com os perseguidos, presos, torturados e mesmo assassinados no DOPS, depois chamado de Deops, e no DOI-Codi, mas sempre instrumentos crueis da repressão disponíveis a todos os brasileiros. E na praça General Osório, junto à antiga Estação da Luz, os lugares onde funcionavam parte dos mecanismos da repressão, hoje transformados no "Memorial da Resistência".


Pois, aí está resgatado, através da denominação de "Memorial da Resistência", o que foram os "guerrilheiros", os "subversivos", os "comunistas" dos malfados "anos de chumbo" (década de 70): RESISTENTES de um regime espúrio e tomado a força, por inspiração de dois dos maiores escroques da política brasileira: Carlos Larcerda (também responsável direto pelo suicídio (???) do presidente Getúlio Dornelles Vargas, fundador e proprietário do Jornal "Tribuna da Imprensa", canal pelo qual atacava insistentemente com tendenciosidade e mentiras o presidente Vargas) e do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, que escondia US$ 2,4 milhões num cofre no apartamento da amante. E aqui uma pergunta que não quer calar: porque esconder no cofre no apartamento da amante tão expressiva quantidade de dinheiro em lugar de depositar num banco que, com certeza, seria mais seguro?


As denominações de "guerrilheiros", "subversivos", "comunistas", etc. foram atribuições dadas pelos que apoiavam a "ditadura fardada" e dela muitos e muitos se locupletaram através de processos de corrupção, desvios e golpes financeiros, inclusive muitos órgãos de imprensa que, inicialmente foram contra o "golpe de 31 de março de 1964" e depois dos arranjos, passaram a apoiar o regime ditatorial, denominando-o até de "revolução redentora", se sequer houve revolução. E "redentora" de que ou prá quem?


"Dilma Rousseff não é apenas a primeira mulher brasileira eleita presidenta (e isso já é extraordinário num país tido como de machistas), é mais que isso, é uma das lutadoras naqueles escuros anos de chumbo. Anos em que, militares teleguiados pelos EUA destruíram a cultura construída nas nossas universidades, a pretexto de evitar o marxismo, mas na verdade para manter a desigualdade social e a semi-escravidão de grande parte da população, da qual só agora vamos saindo. Dilma foi uma resistente, uma anti-golpismo, vinda das hostes de um outro herói, Leonel de Moura Brizola. Sua eleição é o coroamento do longo caminho das batalhas sociais em favor do povo e da liberdade, que são por uma melhor repartição do pão e por uma melhor remuneração do trabalho da maioria da população", como escreveu o jornalista Rui Martins.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PASSIONE: A palhaçada ofensiva e repulsiva das novelas da Globo

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Poderia ser inacreditável se apenas disséssemos ou comentássemos sobre a palhaçada ofensiva, manipulante e alienante que tem se transformado as novelas globais. Ofensiva, no caso específico de "Passione", porque coloca toda uma colônia que prestou os mais relevantes serviços ao Brasil, como progresso, prosperidade e a criação de colônias, com toda a gama de produtos à alimentação sadia e saudável, assim como os próprios italianos que vivem na Península, como se um povo e uma gente sem escrúpulos, sem moral, sem ética e sem princípios trazidos da Itália nas múltiplas viagens nos míseros "bastimentos", e legados aos seus descendentes aqui no Brasil, de modo particular no Rio Grande do Sul e São Paulo, que é onde vivem o maior número de italianos natos e seus descendentes.

Um sotaque, um palavreado e um comportamento que agride de forma nojeta e repulsiva um país como a Itália e os filhos de imigrantes que vivem e fazem ainda o Brasil prosperar. Uma raça que alavancou o País de uma fase difícil, quando o escravagismo racial, mas não o escravagismo social que perdura até hoje e de forma mais explícita, havia recém sido abolido através de Lei pela Princesa Isabel.

Tanto os imigrantes como seus descendentes e, em especial, as entidades representativas dos imigrantes italianos deveria, no mínimo, impedir, via pressão ou justiça, a exibição da novela "Passione", que mais revela um preconceito discriminado e a falta de escrúpulos de uma emissora de televisão como a Rede Globo, do que ensina, informa, forma e orienta os telespectadores sobre um povo cujo trabalho, tradições e exemplos deveriam ser enaltecidos em lugar de vulgarizados, banalizados e jogados na vala comum dos princípios que norteiam e alimentam os "donos" da Rede Globo. Tudo, como em todas as novelas, cujos enredos é o mesmo, apenas mudando os cenários, os personagens, os atores, os hábitos, mas fincando pé na degradação da família, na axfixia do princípio basilar de uma boa sociedade: a família, com a exibição de cenas de sexo, traições entre membros da própria família como se a grande maioria dos italianos ou descendentes que vivem no Brasil vivem de suruba em família; além de mostra roubos, golpes, maus caráteres, ganâncias, fatos e atos que não espelham e nem retratam o povo italiano e menos ainda os imigrantes e sua famílias que optaram pelo Brasil e aqui se tornaram fonte de boa inspiração ao resto do Brasil e hoje, em particular, à própria Rede Globo e seus "caps" inescrupulosos que, recheados  de ganância, sovenice e consolidação do poder midiático, tratam esse mesmo povo com nenhum respeito, nada de reconhecimento e a desomenagem a quem tanto ajudou na construção do Brasil com  seu trabalho incansável e modelar.

Eu, como filho de imigrante italiano, que juntamente com seus pais e mais seis irmãos, tiveram que enfrentar a humilhação da viagem, um tratamento discriminatório e escravagista pelos donos de cafezais até conseguirem ser reconhecidos como seres humanos e cidadãos e terem direito, portanto, ao seu pedaço de terra, me sinto plena e revoltadamente ofendido com essa palhaçada que a criatividade idiota, cretina e tartufa globalizada passou a veicular como se uma novela que homenageia os imigrantes italianos e seus descendentes. Muito pelo contrário: os donos da Rede Globo, assim como o autor Sílvio de Abreu e todos diretores dos mais diferentes núcleos prestariam, sim, uma homenagem aos imigrantes italianos e as colônias de descendentes que formam alguns milhões no Brasil, produzindo uma novela que mostrasse, não o baixo caráter que permeiam os atos dos "caps" da Globo, mas a verdadeira luta, o esforço, as dificuldades, o desbravamento e o progresso que os "gringos italianos" promoveram e ainda promovem para o bem do Brasil e, complementando, mostrar os resultados que hoje se refletem em modelares referências na iniciativa privada e também na colônia.

A Rede Globo é justificada, em um site que usa o hipócrito texto para referências à novela "Passione" como segue: "A próxima novela das oito da Globo, "Passione", terá bastante interatividade com seus telespectadores. Segundo a coluna Zapping, a emissora carioca irá comercialiar artigos utilizados na novela, como roupas e objetos de cenas, em seu site. Dessa forma, a Globo irá aproveitar da repercussão que os produtos usdos nas tramas fazem para criar um novo nicho de faturamento". A novela "Passione", que estreou no dia 17 de maio último, tem sim, muito mais de degradação da vida de um povo e seus descendentes, camuflando um interesse comercial e uma manipulção com objetivos de alienação e ampliação de poder sob escusos pretextos e propósitos. Nesse texto está mais do que claro e explícito os objetivos da Rede Globo e seus "caps": dinheiro e poder.

Outro ponto a ser destacado, e que é grave, é que milhões de ignaros analfabetos, semianalfabetos, cultos e intelectuais assistem e até elogiam essa bestialidade que intitulam de novela de homenagem ao povo italiano. Cretinice das mais deslavada. Constato que o mal causado pela novelização virou um câncro cada dia mais incurável e gerou o vírus que causa a SIAA da comunicação e elimina o senso de opinião própria, ou seja: a Síndrome da Imunoalienação Adquirida, atingindo a quase totalidade dos brasileiros. E não pensem que é só o povão analfabeto e semi-alfabetizado, não. Há muita gente culta, estudada, intelectuais e intelectualóides que aplaudem e elogias esse tipo de imbecilidade televisiva que ofende e agride uma raça.

Fica aqui, portanto, o meu protesto e a minha indignação com a Rede Globo, que se especializou, não apenas em mentir e manaipular nos seus noticiosos, usando seus "profissionais da comunicação" como fileira de frente, como bem e inteligentemente classificou o jornalista Mino Carta, mas se utilizando das mais diferentes formas para, com temas polêmicos ou desagregadores, até depreciar e ofender quem quer que seja: no caso os italianos da Itália e os imigrantes que começaram a desembarcar no Brasil a partir de 1875 e todos os seus descendentes, exibindo essa vergonha de "Passione", que chamam de novela.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AULA DEBATE - MÍDIA, POLÍTICA E PODER

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Este espaço foi dedicado a você para que tenha uma verdadeira, real e ampla explicação sobre como funciona a mídia. E por mídia entenda-se emissoras de televisões, os chamados grandes jornais ou "jornalões", como virou moda se dizer; revistas, emissoras de rádio e a internet.

Por FC Leite Filho, jornalista



O DOCUMENTO R, de Irwing Wallace
Aqui se tem uma visão bastante realista e ampla de como a mídia trabalha para fazer a cabeça dos telespectadores, leitores, ouvintes e internautas. Quem pretender ter uma visão da agudeza, barbarie e crueldade de como funciona um grande veículo de comunicação e o que é capaz de fazer e praticar para chegar ao topo, segundo o Ibope (no Brasil) e assim, garantir mais faturamento, mais manipulação e, por fim, mais alienação, fica a sugestão para que leiam "Documento R", do escritor Irwing Wallace. Para uma rápida idéia, aqui vai um resumo:




"O notável escritor americano Irving Wallace, autor de obras inesquecíveis, brinda agora os seus leitores com este "O Documento R", um romance concebido dentro de uma trama de mistério, aventura e constante emoção, em que avultam o imprevisto das situações e o caráter bem marcado dos personagens.






Toda a ação se desenrola em torno do DOCUMENTO R, no qual se julga estar contido um sinistro plano sobre um golpe de estado de direita, urdido dentro da Casa Branca, abala os EUA . O objetivo seria instalar um governo totalitário e policial nos EUA , como teria sido se o nazismo tivesse vencido a guerra".

Como políticos influentes demitem jornalistas

Pressão de José Serra acabou com demissão do jornalista Heródoto Barbeiro

A demissão da jornalista e apresentadora Salete Lemos da TV Cultura

A jornalista Salete Lemos foi demitida em julho passado pela TV Cultura, onde era âncora do Jornal da Cultura. Após um comentário sobre o Plano Bresser, em que ela acusa os bancos de enriquecimento ilícito e sonegação de extratos, Salete saiu de férias e foi demitida. 

Impressionante! Isto só demonstra, mais uma vez, que a verdade não deve aparecer e nem pode ser comentada neste País. Como se percebe, a VERDADE É DURA, os BANCOS enganaram todo mundo, conforme vídeo (19/9/2007 10:44:00), anexo para AMPLA DIVULGAÇÃO!
Salete Lemos denuncia a TV Cultura por ter sido demitida, por pressão da FEBRABAN pelo fato dela ter criticado os bancos e o Brasdesco, este patrocinador na época do Jornal da Cultura, e citado na sua crítica. O Bradesco, via FEBRABAN, pediu que ela se retratasse e ela não concordou, e foi dispensada por Paulo Markun. 
Jornalista alega censura e pede demissão ao vivo da TV Brasil Central e expõe a fragilidade da TV Pública.

Alegando estar sob censura, o jornalista e apresentador de TV, Paulo Beringhs, interrompeu uma entrevista que fazia ao vivo, ontem à noite pela TV Brasil Central, e pediu demissão no ar. Segundo ele, a decisão foi tomada por causa de pressão política nos bastidores. A estação de TV pertence ao governo de Goiás, comandado por Alcides Rodrigues (PP) e coligado na disputa sucessória com o PMDB e o PT.

Nos bastidores, afirmou o jornalista, havia uma ordem para não entrevistar o candidato tucano Marconi Perillo. Ele discordou e denunciou ao vivo a determinação. "Nós estamos sob intervenção, o nosso jornalismo passa a não ter liberdade como a gente teve até agora, o que é uma coisa que eu lamento muito", disse Beringhs, com 46 anos de profissão.
O entrevistado da noite era o senador Demóstenes Torres (DEM), que disse ter ficado perplexo não com o pedido de demissão, mas com o que considerou "uma mordaça". O anúncio de Paulo Beringhs está no site YouTube e na rede de microblogs Twitter. "Eu lamento demais esta postura do senhor Jorcelino Braga (ex-secretário da Fazenda) e do grupo de Iris Rezende, que tem tradição em censurar a imprensa", disse no vídeo.
* Fontes: Internet.