segunda-feira, 26 de março de 2012

PONTE DO GUAÍBA: AFINAL É SÓ UMA PONTE ...

Aqui se tem os dados e a astronômica diferença de custos entre duas pontes: A chinesa com 42 quilômetros de extensão e a do Guaíba com 2,9 quilômetro de extensão. 


Há uma semana o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 Km de extensão e custou o equivalente a R$ 2,4 bilhões.


Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiaodhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões de reais. Como o Ministério dos Transportes está arrendado para o PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o "País do Carnaval e do Futebol" abrigaria o partido mais rio do mundo.


Corruptos existem nos dois países, mas só o Brasil institucionalizou a IMPUNIDADE. Se tentasse fazer na China uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento daria graças aos deuses se o castigo se limitasse a demissão.


Dia 19/07/2011, o Tribunal chinês sentenciou à execução de dois prefeitos que estavam envolvidos em desvios de verbas públicas. Adotada essa prática no Brasil teríamos que eleger um Congresso por ano.


Há uma semana o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro (4) anos, o colosso sobre o mar tem 42 Km de extensão e custou o equivalente a R$ 2,4 bilhões.


Há pouco tempo o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, uma das mais vistosas promessas da presidenta Dilma Roussef. Confiado ao Ministério dos Transportes o colosso sobre o Rio Guaíba deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 Km de extensão, vai custar aos cofres públicos R$ 1,16 bilhões.


Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flack resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Numa edição recente o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto numérico resumido no quadro aqui exposto, juntamente com a Ponte chinesa.


É importante observar que trata-se apenas de uma ponte brasileira com 2,9 Km de extensão e outra, chinesa, com 42 Km de extensão: a primeira custando R$ 1,16 bilhões, enquanto que a chinesa custou R$ 2,4 bilhões. A pergunta que não quer calar está na dificuldade de entender porque tamanha diferença de custos e de prazos para a conclusão.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Os abusivos e injustificáveis ganhos dos Magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ)


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?

Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.

O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivosMuitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.

Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$ 940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$ 11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$ 47 milhões e mais R$ 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$ 170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$ 114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$ 225 mil em vacinas. À conservação dos jardins - que, presumo, devem estar muito bem conservados - o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$ 286 mil.

Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.

Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$ 404 mil; e outro, R$ 435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$ 197 mil e o segundo, com R$ 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$ 190 mil a R$ 228 mil.

Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$ 21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$ 25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$ 39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).

Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$ 25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio - recebia R$ 750,00 -, foi sumariamente demitido.

Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber R$ 30, R$ 50 ou até R$ 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

NOTA DO BLOGUEIRO: Depois dessa realidade denunciada pelo historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP), o que resta para se ter em termos de confiança em relação ao nosso Poder Judiciário? Que base moral e ética têem esses magistrados para investigar, processar e julgar políticos e empresários corruptos? Se esse é o exemplo que os magistrados do STJ - assim como de outros organismos - o que o povo brasileiro poderá esperar em termos de honestidade, lealdade e coerência aos juramentos que prestam e à transparência do próprio Poder Judiciário? Quem tem poder de investigá-los, processá-los e puní-los? Acredita-se que tão somente o CNJ - Conselho Nacional de Justiça. Mas será que o CNJ se disporá a fazer essas investigações e denúncias sobre os abusivos e injustificáveis ganhos dos magistrados e as estratosféricas despesas acima referidas? 

Enquanto tivermos um Poder Judiciário com tal comportamento é utopia acreditar que o Brasil é uma democracia e que os brasileiros de hoje e de amanhã possam acreditar no Brasil livre da ganância, da corrupção e ter esperanças de um país melhor, mais humano e justo.

A continuar esses desmandos e essa impunidade, esses abusos de oportunistas nos resta imaginar um Brasil de amanhã passando por uma crise pre-falência igual a que atravessa hoje a Grécia. Esse é o futuro nos aguarda.



UM ARTIGO DESTE QUILATE ACABA COM QUALQUER ESPERANÇA DE VIVERMOS NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. QUANDO A JUSTIÇA É DESACREDITADA ESTAMOS NUM FIM DE UMA ERA. ALGUMA COISA VAI ACONTECER.
POBRE PÁIS! POBRE POVO ENGANADO PELA DEMAGOGIA E POR LADRÕES DA COISA PÚBLICA.
PARABENS PELA CORAGEM MORAL PROFESSOR ANTÔNIO VILLA !!!

Quem viver, verá! 

*** O artigo acima foi publicado em 13/12/2011 - E-mail recebido em 21/03/2012

BRASIL DIGNIDADE: A SAGA DE UM SETENTÃO APOSENTADO


"Ser idoso é um privilégio dado por Deus. Eu gosto de ser "velho!”.
Odoaldo Vasconcelos Passos 

Hoje, 30 de novembro de 2011, estou completando setenta anos. Uma idade inimaginável para quem, quando criança, ouvia falar que o mundo acabaria no ano 2000. Em 1941, precisamente às 15h00min, na cidade de Uruçuca-Ba, desembarquei do conforto da nave útero da minha querida e saudosa mãe, para encarar uma situação completamente desconhecida. 

Infância pobre e pelas dificuldades, aos doze anos de idade, passei a estudar à noite, para trabalhar durante o dia. Ali, estava iniciada uma trajetória de lutas pela sobrevivência. 

Cresci, troquei de emprego algumas vezes, sempre para melhor. Nesse período, parei de estudar no primeiro ano do curso científico. Em 1962, entrei para o Serviço Público Federal, onde, modéstia à parte fiz uma brilhante carreira. Casei-me com uma super mulher e sou pai de três filhas, uma delas me deu duas netas, todas maravilhosas. 

Trabalhando, voltei a estudar à noite, fiz vestibular para o curso de Economia, e, em 1977, fui diplomado. Nesse mesmo ano, transferi-me para Belém, capital do Estado do Pará, para, juntamente com outros colegas da região cacaueira da Bahia e os paraenses, ajudar na consolidação da implantação da lavoura de cacau na Amazônia, mais precisamente nos Estados do Pará, Rondônia, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso e Goiás. 

Em 1988, por uma atitude precipitada, muito estressado e após 27 anos de serviço público federal, solicitei demissão incentivada promovida pelo incompetente governo Sarney. Daí em diante, começou a minha luta inglória. 

Em 1989, me aposentei pela Previdência Social. Por ter contribuído para 20 salários mínimos, esperava uma aposentadoria que viesse a ser compatível com a minha contribuição pelo teto máximo. Ledo engano! A Constituinte de 1988 reduziu o teto para 10 salários mínimos, e com muitos artigos para regulamentar. Fiquei no “buraco negro” e a minha tão sonhada justa aposentadoria, se resumiu em apenas 3,4 salários mínimos. 

Foi um desastre de proporções insuportáveis! O mundo todo caiu sobre a minha cabeça. Lutei, apelei e somente após um ano de marchas e contra marchas, consertaram o erro e eu passei a receber o equivalente a 8,8 salários mínimos. Daí em diante, foi só redução do benefício, pois todo ano, motivado pelos constantes Projetos, Decretos e atos irresponsáveis, desumanos e desrespeitosos por parte do governo e do Congresso Nacional, hoje, eu amargo um benefício equivalente a 4,75 salários mínimos. A continuar desta forma, se eu tiver a “desventura” de continuar teimando em viver, deverei encerrar a minha gloriosa vida, recebendo apenas um salário mínimo, conforme é o objetivo do governo.

Por necessidade de melhorar a renda, voltei ao mercado de trabalho por alguns anos. 

Durante os meus setenta anos de idade, atravessei muitas tormentas nesta saga de criança pobre, de funcionário público federal e de aposentado da Previdência Social. 

No transcurso desta minha longa vida, eu: 

- Vi entrar governo e sair governo, coadjuvados por um Congresso Nacional conivente e subserviente, criarem leis que só prejudicam os trabalhadores que, com dificuldades, contribuíram compulsoriamente durante 35 anos ou mais para a Previdência Social, esperando um final de vida compatível com o nível de suas contribuições. Infelizmente, a intenção desses “representantes” do povo, é só o benefício próprio, a corrupção e as mordomias. Para eles, os interesses do povo é coisa de só menos importância! 

- Vi o Congresso Nacional, fingindo que votava Projetos em favor dos aposentados, pensionistas, trabalhadores e contribuintes autônomos, sabendo que o governo iria vetá-los. Ao ver deles, o seu papel estava cumprido. Grandes enganadores! 

- Vi comunistas querendo implantar o regime de Cuba no país e serem repelidos pelas FFAA.

- Estou vendo os comunistas que foram repelidos à época, hoje no poder, negando tudo aquilo que prometiam tal como: ética, honestidade e seriedade com a coisa pública. 

-Vi candidatos em campanhas prometerem tudo e quando se elegem, agem diferente, principalmente para prejudicar os aposentados, pensionistas, trabalhadores, contribuintes autônomos e o povo em geral. 

- Vi a corrupção campear no governo, principalmente, naquele que mais brandiu contra esse tipo nefasto de governar, prometendo ética no governo. 

- Vi segundo dados da FIESP, nos últimos dez anos, a corrupção desviar dos cofres públicos a inimaginável soma de R$720 bilhões. Só não vi ninguém devolver o produto do roubo. 

- Vi Mensalão, dólar na cueca, Ministros de Estado caindo um atrás do outro por corrupção desenfreada. 

- Vi a Suprema Corte do País, abdicar do direito de ser a guardiã da Constituição e servir aos interesses do governo naquilo que lhe interessa, em detrimento da Justiça e da vontade do povo. 

- Vi O Senado Federal votar por unanimidade os Projetos Legislativos 01/07, 3299/08 e 4434/08, que devolverão o que o governo roubou da classe de aposentados e pensionistas, e vi também, os Presidentes da Câmara de Deputados, atual e passado, submissos ao governo, engavetarem tais Projetos e não colocá-los até hoje, na pauta para votação em plenário. 

- Vi o governo do sociólogo FHC, criar o maldito Fator Previdenciário que, durante quinze anos, vem prejudicando terrivelmente os trabalhadores, os contribuintes autônomos e os aposentados e pensionistas. 

- Vi o Congresso Nacional votar a derrubada do maldito Fator Previdenciário, e o Presidente da República, Lula da Silva, pertencente ao Partido dos Trabalhadores,vetá-lo , mantendo-o para continuar prejudicando os trabalhadores aposentáveis e os aposentados e pensionistas. Devo lembrar que, quando na oposição, o PT e principalmente o senhor Lula da Silva, foram terminantemente contrários ao dito fator, todos votando contra. 

- Vi a classe de aposentados, pensionistas, trabalhadores e contribuintes autônomos, sendo torturada pelo governo, que lhes nega direitos inalienáveis de terem uma aposentadoria digna, de acordo com o nível de suas contribuições. 

- Vi os Presidentes da República pertencentes ao Partido dos Trabalhadoresvetarem reajustes nos benefícios dos aposentados e pensionistas, negando-lhes o direito de terem os mesmos índices concedidos ao salário mínimo. 

- Vi atitudes desses governos que, contrariamente ao que ocorre no resto do mundo, insistem em manter dois níveis de reajustes para uma mesma classe de beneficiários. 

- Vi o Congresso Nacional votar e o governo sancionar a Lei 10.741, de 01.10.2003 - Estatuto do Idoso, e esse mesmo governo que a sancionou, desrespeitá-lo. 

- Vi o governo ITAMAR FRANCO entregar ao governo FHC, uma dívida interna de R$60 bilhões de reais ; FHC entregar ao governo LULA DA SILVA a dívida de R$645 bilhões de reais , e o governo L ULA DA SILVA, entregar para o governo DILMA ROUSSEFF, a incrível dívida de R$2,388 trilhões de reais .FHC (1995/2002): Pagou de juros e encargos R$278,9 bilhões; de amortização R$910,6 bilhões; refinanciamento R$1,533 trilhão. LULA DA SILVA (2003/2010): Juros e encargos R$873,8 bilhões; amortização R$ 910,6 bilhões; refinanciamento R$3,019 trilhões. DILMA ROUSSEFF: 1º a 24/11/2011: Juros e encargos R$121,7 bilhões; amortização R$532,9 bilhões.TOTAL PAGO PELO TRIO: R$7,537,7 trilhões. Só não vi onde aplicaram toda essa montanha de dinheiro emprestada pelos Bancos. Qual foi a grande obra realizada nestes governos que justifique tamanho absurdo? Vejo as gerações presente e futura, totalmente comprometidas pela irresponsabilidade desses ditos governantes. Só uma auditoria da dívida pode esclarecer tamanho descalabro. 

- Vi os governos sucatearem a Saúde; a Educação; a Segurança; o Sistema de Transporte; as Rodovias; vi tentar desmerecer a Previdência Social, alegando um déficit que não existe no Regime Geral da Previdência Social/Urbano, tudo isto para entregar de mãos beijadas, esses importantes serviços para a iniciativa privada, que retribui tais benesses com polpudas quantias em dinheiro para suas campanhas eleitorais e outras negociatas. Enquanto isso, quem não tem dinheiro para estudar em escolas e universidades privadas, ou fica sem estudar, ou amarga falta de vagas nas escolas públicas, estas, sucateadas; quem não tem dinheiro para pagar planos de saúde, morre nas portas dos hospitais e prontos socorros públicos; quem não tem dinheiro para pagar Previdência Privada, amargará um final de vida muito triste, dependente de uma aposentadoria de um salário mínimo; quem depende do transporte público de péssima qualidade, viajar diariamente como sardinhas em lata; quem viaja nas rodovias federais que não são privatizadas, arriscar suas vidas em estradas esburacadas e sem sinalização; quem sai para trabalhar todos os dias, devido à falta de segurança que grassa no país, não saber se volta para casa com vida. 

- Vejo o crack e as drogas pesadas, invadirem lares, escolas, empresas, ruas, aliciando crianças, adolescentes e adultos, levando-os às profundezas da miséria e da degradação moral, sem que as políticas públicas tão propaladas pelos demagogos em campanhas eleitorais, sejam adotadas com seriedade para debelar tamanho flagelo. 

- Vejo o Congresso Nacional mais caro do mundo, mais inoperante e mais corrupto, onde um minuto trabalhado (?) custa R$11.545,00 Cada Deputado Federal custa aos cofres públicos R$6,6 milhões/ano e cada Senador custa R$33 milhões/ano. No Brasil varonil, cada parlamentar custa R$10,2 milhões/ano, em média. Só para comparar, na nossa vizinha Argentina, lá, cada parlamentar custa R$1,3 milhão/ano; na Itália, R$3,9 milhões/ano; na França R$2,8 milhões/ano; na Espanha 850 mil/ano. (fonte: Organização Transparência Brasil). Além das negociatas por demais conhecidas, o que essas “excelências” fazem para justificar tamanho custo para os sacrificados cidadãos brasileiros, que trabalham cinco meses/ano para sustentar uma máquina extremamente pesada, corrupta e inoperante? Precisamos de 513 Deputados Federais e de 81 Senadores? Para fazer o que eles fazem, acredito que a metade seria suficiente! Diante de todas as mordomias, dos salários diretos e indiretos, do prestígio que lhes é conferido e da confiança a eles depositadas pelos eleitores, fico a me perguntar: Porque eles não fazem nada para justificar todas essas regalias? DEIXO A INDAGAÇÃO PARA QUE ELES MESMOS RESPONDAM! 

- Vejo um governo que é refém dos partidos políticos que o apoia, patinando para demitir Ministros corruptos, segurando-os até as últimas consequências para, depois de uma vergonhosa demonstração de conivência, de insegurança e de falta de autoridade e sem ter mais como segurá-lo, cinicamente, mandá-lo embora.

-Vejo o atual Ministro da Previdência Social que, quando no exercício de Senador, discursou e participou de vigílias no Senado em favor dos aposentados e pensionistas, e hoje, com tudo para dar um basta nesse massacre, patinar e deixar os aposentados e pensionistas em situação cada vez mais difícil. 

- Vejo com profundo sentimento de revolta, os 8,4 milhões de aposentados e pensionistas que recebem benefícios acima de um salário mínimo, sendo humilhados, desrespeitados, vilipendiados e roubados pelos governos que entram e pelos que saem coadjuvados pelo Congresso Nacional e pelo STF, que nada fazem para coibir tamanho genocídio. 

- Diante de tudo o que vi nestes setenta anos de vida, fico muito triste, pois, infelizmente, não vi os aposentados e pensionistas unidos para reagir a este verdadeiro genocídio que nos está sendo aplicado por um governo insensível e irresponsável, que, unilateralmente, rasga um contrato assinado entre ele governo e os milhões de aposentados, pensionistas, trabalhadores aposentáveis e contribuintes autônomos, que, com grandes sacrifícios contribuíram e contribuem para a Previdência Social, acreditando que esse contrato seria honrado por quem tem obrigação de respeitá-lo. 

São setenta anos de muitas adversidades e de poucas bondades; de muitas promessas e de poucos compromissos; de muitas decepções e de poucas esperanças. 

A idade dos setenta me faz sentir um grande alívio. Fui o culpado pela eleição de centenas de canalhas que se me apresentam como solução para os problemas do Brasil. Eleitos, extravasavam os seus péssimos instintos e tiram a máscara enganadora de homens de bem, dando vazão a todo tipo de bandalheira possível e imaginável. Eis ai, os nossos políticos! Estou livre, a Lei me dá o direito de nunca mais votar nessa corja. Votar, nunca mais, ALELÚIA! 

Será que ainda há alguma esperança de dias melhores para a nossa classe de aposentados e pensionistas e para o povo brasileiro,considerando o governo, o Congresso e a Suprema Corte que temos? 
Apesar de tudo isto, acho que valeu a pena chegar aos setenta anos, pois, se consegui chegar até aqui, é porque fui forte, abnegado, acreditei nos bons propósitos e na vida. Contra todas as adversidades e contra o massacre do governo, cheguei a uma marca onde somente os lutadores conseguem chegar! 

Eu venci!"

Odoaldo Vasconcelos Passos - Aposentado/Belém-PA 

Movimento Brasil Dignidade - Cia. dos Aposentados
Para o profano a terceira idade é um inverno, para o sábio, é a estação da colheita.” (Autor desconhecido)

*** Publicado "ipsis leteris", conforme E-mail enviado por Paulo Roberto Pinto (profgmc@terra.com.br) em 22/03/2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CONTO DE NATAL E "EM SE PLANTANDO TUDO DÁ"



A inteligência usada no momento certo e oportuno pode nos dar uma das mais ricas e modelares lições de vida, de comportamento e de educação e respeito. Ainda que o Natal de 2011 já tenha passado, mas outros por certo virão, vale muito a pena se ler o "Conto de Natal", de Ivar Hartmann, que trata sobre uma mãe auto-protetora e que ensina maus exemplos sob a justificativa do comportamento do seu filho: "Eu estou criando meu filho com liberdade". Mas não lhe faltou a resposta de um senhor bem vivido educada e moralmente, ao retrucar a ação do menino e aí veio a sua inteligente e educadora resposta: "Eu também fui criado com liberdade". Ou seja, "a liberdade de um vai até onde começa a liberdade do próximo".


Assim como o já saudoso humor crítico ou a ironia que o melhor e mais competente comediante do Brasil, desde que Pedro Alvarez Cabral e sua "troupe" aportaram em terras brasileiras com suas caravelas, que fazia o xará Chico Anísio.O tempo passa, a situação não muda, aliás piora e nós continuamos alimentando o sonho que os hipócritas e cretinos nos impõem "goela a baixo" diariamente através de todos os meios de comunicação: nas TVs para ludibriar e tirar o dinheiro dos incautos e ignorantes e nos jornais para aliciar mais "comparsas" com seus artigos gramaticalmente bem escritos, porém repletos de insinuações e ensinamentos de que tudo passa pelo "doppio giocco", sem o que nada acontece de novo e nem ninguém conseguirá chegar ao estrelato, a tornar-se celebridade - ou melhor seria dizer "sub-celebridade"? - a ter sucesso e dinheiro a qualquer custo e preço, ainda que para tanto é imperioso se vender a alma, passar por sobre a ética e o moral.
Enfim, vivemos num País onde "se plantando tudo dá", especialmente ladrões, maus caráteres, políticos, governantes e magistrados de baixo caráter ético e moral, como bem nos traz à luz a juiza Eliana Calmon e o magistrado, membro do STF - Superior Tribunal de Justiça, Joaquim Barbosa.


A se todos os tribunais (municipais, estaduais e, especialmente, federais, fossem integrados por pessoas com o mesmo senso ético e moral de uma Eliana Calmon e um Joaquim Barbosa ... Com certeza teríamos um Brasil mais humano, mais solidário, menos populista e menos generoso com as impunidades. Enfim, um Brasil ético, moral, equilibrado e justo, como está escrito na Constituição Federal aprovada em 05 de outubro de 1988.




* Para ler melhor o "Conto de Natal" basta cliar sobre a imagem para ampliá-la.
Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O ex-jogador e deputado federal, Romário, abre as baterias e solta o verbo.

Romário de Souza Faria: Uma das esperanças de belos gols pró povo brasileiro.
Entrevista do ex-jogador e atual deputado Federal, Romário de Souza Faria concedida ao repórter Cosme Rímoli, da TV Record.

R - Vamos ser diretos: Como é que você como um deputado federal largou tudo para comentar o Pan? Você não deveria estar em Brasília?

Romário - Ótima pergunta. Eu vim ao México comentar futebol por que é viável. Não estou roubando ninguém. Posso ter licença sem remuneração como deputado federal. Como todos tiram. Estou trabalhando em várias frentes em Brasília. Visitei 11 estádios dos 12 que servirão para a Copa do Mundo no Brasil. Fiz projetos para amparar crianças e adolescentes com síndrome de Down. Estou empenhado nas luta contra a droga e em projetos de apoio aos dependentes químicos. Ajudo nos projetos para tentar tirar o crack das comunidades carentes. Trabalho demais. E tenho direito à licença não remunerada. Foi o que fiz. Vim para o México para fazer o que eu sei: comentar futebol pela TV Record. Vou passar a minha experiência de mais de 25 anos. Ficarei ausente 15 dias e não receberei por 30. 15 dias a mais sem receber dinheiro público. Por que acho justo. Tenho direito, mas é a minha maneira de compensar a minha ausência de Brasília. Todos os deputados federais exercem esse direito. Eu não posso por que sou o Romário? Não tem essa! Minha vida é transparente, limpa.
E vou dizer mais. Com o salário de deputado federal apenas, não consigo dar o conforto que a minha família merece. Por isso não serei hipócrita de dizer não a um trabalho que posso conciliar sem atrapalhar minha missão como deputado. Além disso, eu estou aqui no México, mas meus funcionários estão trabalhando em Brasília. E no meu escritório do Rio. O meu rádio não para de tocar. Não estou aqui de férias no México. Trabalho e trabalho pra c...! Sou honesto, limpo. Ninguém tem o que dizer de mim. Sai de licença sem remuneração para trabalhar por que tenho o direito.

R - Esta visão que muita gente tem de política é verdadeira? Nossos políticos são corruptos?

Romário - Vou ser bem sincero com você. Conheço para valer uns 20, 25 deputados em Brasília. Posso falar que pelo menos a metade não merece confiança. Tem gente séria, mas há muito pilantra por lá. Cada um segue o seu caminho. Descobri que é possível sim trabalhar sem se sujar com a corrupção. Sem receber 10% de comissão. Sem armar esquemas para receber propina. Não sou bobo e muito menos ingênuo. Sei o que acontece. Só se corrompe quem quer. A minha opção é trabalhar de forma honesta. Me encontrei na política. Peguei gosto. Sinto que há muito para fazer pelo País. Basta se empenhar, querer trabalhar.
Política não é só roubar, como querem alguns. Acompanho muito de perto as minhas áreas. O esporte, o combate às drogas... E busco aliviar o problema de milhões de pessoas com Síndrome de Down no Brasil. Tenho a minha filha que é uma princesa, a Ivy. Ela tem Down, mas tem uma vida cercada de carinho e cuidados. É preciso ter dinheiro para que ela viva bem. Por que o governo não oferece recursos. Essa é uma luta que peguei para mim até o resto da vida. Tornar a vida dessas pessoas e das pessoas que as cercam viável. Hoje não é.

R - Você não está se destacando também por falta de lideranças políticas no Brasil?

Romário - Eu concordo... Não temos líderes na política brasileira. Depois que o presidente Lula terminou o seu segundo mandato, ficamos sem. A presidente Dilma está ainda tentando, aprendendo a exercer a liderança. Eu sempre tive essa minha personalidade forte, firme. Estou usando a minha experiência de vida na política brasileira e está dando certo.

R - Você acha que acabou para o ministro dos Esportes, Orlando Silva?

Romário - Acredito que empresas sérias como revistas de circulação nacional, grandes jornais, as grandes tevês do País, como a Record, Globo, SBT não iriam acusar um ministro sem provas. O Orlando está se defendendo. As acusações são graves. Não tem como negar que sua imagem foi abalada. Se ele não provar com toda a convicção que não tem nada a ver com os escândalos, precisa sair. Falo isso sem nenhum interesse, até por que hoje não tenho condições de ser ministro. Não estou preparado para isso. Talvez me prepare no futuro. Mas hoje, não. Falo como cidadão que vê um ministro sendo acusado de forma tão pesada, direta. Se ele não me convencer que não tem nada a ver com isso, não deve ficar. Chega de gente sem condições morais ocuparem cargos importantes neste país!

R - Qual o seu futuro, você quer ser ministro dos Esportes ou se tornar presidente da CBF?


Romário - Olha! Soube que você teve informações que eu gostaria de ser presidente da CBF. Seguindo o caminho do Platini na Uefa. Vamos separar as coisas. Não tenho nada a ver com o Platini, sei que ele faz o seu trabalho na Uefa, só que ele não é meu ídolo. Nem nunca foi. Comandar o futebol brasileiro é algo que seria muito interessante. Há muita coisa errada.
Mas agora eu também não estou preparado para isso, não. Sinto que estou em uma fase da minha vida que estou aprendendo muito. Quem sabe, no futuro possa até brigar para presidir a CBF... Agora, não.
Eu quero me tornar cada vez melhor político. Fazer o que puder para ajudar o Brasil a ter mais dignidade. Minha área sempre foi o futebol. Minha vida toda estive ligado ao esporte. Estou em uma fase de profundo trabalho e aprendizado. Quero me sentir pronto tanto para um dia pensar na CBF. Ou quem sabe pensar no Ministério do Esporte. Por que não? Por que fui jogador de futebol?

R - Você foi recebido com preconceito em Brasília?

Romário - Olha, vou ser claro para quem ler entender como as coisas são. Há o burro, aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo porque não sou nem uma coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na favela. Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de comida, educação.
Consciência das coisas... Não só joguei futebol. Freqüentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois de moda. Sim, moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente... Preparada para a vida.
E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados. O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso.
A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais.

R - Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do Rio?


Romário - Você não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões.
Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk... É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio.
A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca para reclamar.


R - Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos...


Romário - Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem.
Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar.
Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.


R - São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?


Romário - Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto... E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País.
Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem, falam, garantem mas não há transparência.
Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla.

R - O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos. E entregue para um clube particular.

Romário - Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar.
Não deveria haver conversa de político que convencesse a todos a aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa.


R - A Fifa vai fazer o que quer com o Brasil?


Romário - Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil.
Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada!
As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio. O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.

R - Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?


Romário - Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a pressão.
Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um absurdo.


R - Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias denúncias, investigações da Polícia Federal... Ele tem condições morais de comandar a organização Copa no Brasil?


Romário - Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito menos do futebol brasileiro...


Do blogueiro: Espera-se que o "Baixinho" seja realmente tão raçudo, corajoso, competente e responsável na Câmara Federal quanto foi dentro das quatro linhas, quando jogador que conquistou o título de "Melhor Jogador do Mundo" e ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o Tetra Campeonato Mundial de Futebol. 
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vergonha Nacional: Os dez anistiados mais bem pagos.



Alguém falou, no passado próximo: "ESSE NÃO É UM PAÍS SÉRIO" !
Alguém se lembra quem disse?

Como disse Millor Fernandes ao recusar a indenização: "Não era ideologia, era investimento".

O País que saber: Os dez mais da Anistia.

1) José Carlos da Silva Arouca - Indenização: R$ 2.978.185,15 - Pensão mensal: R$ 15.652,69. - Relator: Márcio Gontijo.

2) Antonieta Vieira dos Santos - Indenização: R$ 2.958.589,08 - Pensão mensal: R$ 15.135,65. - Relator: Sueli Aparecida Bellato.

3) Paulo Cannabrava Filho - Indenização: R$ 2.770.219,00 - Pensão mensal: R$ 15.754,80. - Relator: Márcio Gontijo.

4) Renato Leone Mohor - Indenização: R$ 2.713.540,08 - Pensão mensal: R$ 15.361,11. - Relator: Hegler José Horta Barbosa.

5) Osvaldo Alves - Indenização: R$ 2.672.050,48. - Pensão mensal: R$ 18.095,15. - Relator: Márcio Gontijo.

6) José Caetano Lavorato Alves - Indenização: R$ 2.541.693,65 - Pensão mensal: R$ 18.976,31. - Relator: Márcio Gontijo.

7) Márcio Kleber Del Rio Chagas do Nascimento - Indenização: R$ 2.238.726,71 - Pensão mensal: R$ 19.115,17. - Relator: Márcio Gontijo.

8 ) José Augusto de Godoy - Indenização: R$ 2.227.120,46 - Pensão mensal: R$ 12.454,77. - Relator: Sueli Aparecida Bellato.

9) Fernando Pereira Christino - Indenização: R$ 2.178.956,71 - Pensão mensal: R$ 19.115,19. - Relator: Márcio Gontijo.

10) Hermano de Deus Nobre Alves - Indenização: R$ 2.160.794,62 - Pensão mensal: R$ 14.777,50. - Relator: Vanda Davi Fernandes de Oliveira.

O ranking dos 10 mais da lista dos anistiados políticos soma R$ 25.439.875,94 em indenizações. A quantia é suficiente para instalar, por exemplo, 26 mil computadores em escolas públicas ou equipar 31 hospitais com aparelhos de tomografia. As cifras aparecem na folha de pagamento do Ministério do Planejamento.

A identificação dos beneficiários exige uma demorada busca na coleção do Diário Oficial da União. Todas as indenizações foram aprovadas pela Comissão de Anistia. Quem nomeou essa “Comissão de Anistia" ?

O n° 1 da lista, José Carlos da Silva Arouca, recebe, regularmente, todos os meses os R$ 15,6 mil da pensão. Fica a pergunta: O que ele fez pelo Brasil para merecer tanto dinheiro?
Eu era filiado ao Partidão”, conta em tom orgulhoso, chamando pelo apelido carinhoso o velho Partido Comunista Brasileiro. “Tinha uma militância política muito intensa junto aos sindicatos”. Em 1999, 20 anos depois da anistia, Arouca se tornou juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Aposentou-se em  2005 e, no mesmo ano, foi contemplado com a indenização milionária.

Terceiro do ranking, Paulo Cannabrava Filho,conseguiu R$ 2,7 milhões, além da pensão de 15.754,80 por mês. Presidente da  Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Cannabrava recebe o equivalente ao salário médio de um editor. Procurado por VEJA.com, exigiu que a pergunta fosse feita por e-mail. Atendida a exigência, respondeu com admirável concisão: “A VEJA digo: nada a declarar. Assunto encerrado”. 
 
Os beneficiários das boladas gostariam que o assunto fosse sepultado para sempre. Os brasileiros que pagam a conta discordam.

O quarto da lista, Renato Leone Mohor, também premiado com R$ 2,7 milhões, teve a reparação equiparada ao salário médio de um chefe de redação: R$ 15,3 mil. Encerrou o telefonema ao saber que conversava com um repórter de VEJA.com. “Este número é confidencial e não vou te atender, amigo”.

Entre os relatores, o campeão da generosidade com dinheiro alheio é o advogado Márcio Gontijo, com seis dos 10 nomes entraram no ranking graças ao parecer favorável do conselheiro perdulário. Eu sou o conselheiro mais antigo da Comissão, muitos processos já passaram pelas minhas mãos”, desconversa Gontijo. E quais foram os critérios que ampararam a gastança?  “Eu me baseio na lei”, acredito. Ninguém sabe exatamente a que lei se refere.

Por estas e outras é que querem ressucitar a CPMF.


Do blogueiro: Tal quadro, juntando-se a essa "vergonha nacional", que apenas priorizou alguns poucos privilegiados ou apadrinhados com indenizações exorbitantes e pensões absurdas e injustificadas, vem os militares que, depois de desencarnarem, a esposa ou filha ficarão "premiadas" com a pensão vitalícia. Tudo mais sem considerar os absurdos abusos com que tratam o dinheiro público, pagando quantias milionárias aos senadores e deputados federais com direito a aposentadoria após dois mandatos, deputados estaduais e vereadores e mais ainda, os governadores e presidentes que, quando deixam o poder, passam também a receber pensão vitalícia de valores estratosféricos, somando-se as mordomias.


Se o governo brasileiro, os políticos e as elites dominantes não se aterem a tais questões, não será de se duvidar que amanhã ou depois o Brasil poderá se tornar uma nova Grécia. E tudo por inconsequência, irresponsabilidade, privilégios abusivos e mordomias inadmissíveis que há longo tempo vem sendo concedidas a governantes, políticos, magistrados, promotores e o próprio funcionalismo público dos três escalões: federal, estaduais e municipais.


Quem viver, poderá comprovar! 


domingo, 30 de outubro de 2011

O Maior Embuste da História!



Este artigo é acerca de Dan Brown, o "Código Da Vinci", o cristianismo (a vida de Cristo) e a maior e mais bem sucedida falsidade imposta à “civilização” ocidental.

Antes de mais nada tenho de declarar que não li “O código Da Vinci”, nem estou pensando em ler, por agora...
O conteúdo do livro tem sido tão amplamente comentado, tão amplamente revelado que me desinteressa, de todo. Espero conseguir explicar porquê até ao final deste artigo.

Em boa verdade, este livro corrobora o que eu considero ser a maior e mais bem sucedida impostura da história da civilização ocidental: Jesus Cristo, a sua existência e vida, a sua condição divina, e todas as outras “idéias feitas” e dogmas (patranhas) cimentados ao longo de séculos de mistificações, impostas como verdades incontestáveis, com recurso a todo o tipo de atrocidades, a medidas repressivas, destruidoras da humanidade e da civilização.

A Igreja Católica ainda não ajustou contas com a história em relação a todos os crimes hediondos e abomináveis que cometeu, em nome desta falsidade sem tamanho. A Igreja Católica não tem como escapar a esse ajuste de contas!

A vantagem do “Código Da Vinci” foi reacender a discussão pública à volta da verdade história destes fatos e suas diferentes versões.

Num comentário transmitido no canal 2 da RTP, foi referida a existência duma grande variedade de evangelhos, nos primeiros tempos do cristianismo, de cujos foram descobertos, recentemente, no Egipto, alguns exemplares. Terão sido escondidos por monges que deles se serviam, quando a “classe dominante”, na Igreja Católica, decidiu decretar como válidos apenas os 4 evangelhos que fazem parte do Novo Testamento e banir todos os outros, mandando destruí-los. Porém, a existência destes outros evangelhos já tinha sido referida noutros documentários sobre achados arqueológicos…

Como poderão verificar pelo teor deste artigo, recebi educação (e formação) católica durante toda a minha infância e parte da adolescência. A vantagem é conhecer bem o tema que, afinal, quer se queira quer não, se misturou com as nossas referências sociais e históricas, condicionando-as.

Da descoberta dos textos, acima referida, pode-se concluir que, nos primeiros tempos do cristianismo, existiam muitos “evangelhos”, certamente elaborados como forma de registo e transmissão de conhecimentos e preceitos, por parte dos que os professavam, cultivavam e divulgavam. A existência de todos esses escritos evidencia que estas comunidades eram “centros” de cultura, de divulgação cultural, duma cultura e princípios que calavam fundo no sentir das gentes, justificando a enorme adesão que registavam. Até por isso, por se tratar de gente culta, é inexplicável o desconhecimento de elementos concretos da vida de Cristo… a não ser pelo fato dessa figura nunca ter existido, tratando-se duma lenda.

Como todos saberão, os evangelhos eleitos para fazerem parte do Novo Testamento terão sido “feitos” (ou adaptados?) cerca de dois séculos depois dos “acontecimentos”… Logo, a sua fiabilidade é, no mínimo, discutível.

Nesses outros evangelhos, agora encontrados, são desmentidos, claramente, alguns “preceitos” impostos à comunidade cristã (e a toda a sociedade ocidental durante a longa ditadura, déspota, do papado) como autênticos; isto é: como tendo sido definidos por Jesus. Um desses preceitos diz respeito ao afastamento das mulheres em relação ao exercício do sacerdócio. Mais grave! Um desses evangelhos terá tido origem nos ensinamentos de Maria Madalena, identificada neles como discípula muito próxima de Cristo, sua preferida; e “identificada” por alguns conhecedores desses escritos (ou de outros semelhantes) como sendo companheira e esposa do próprio Cristo, a confirmar aquela máxima de que: “atrás dum grande homem está, sempre, uma grande mulher”.

Para “apagar” a sua influência (de Maria Madalena) e banir as mulheres dos cargos decisórios, o caráter vil da “classe dominante” da Igreja católica transformou-a em “prostituta”, dois séculos depois de, ao que parece, ter sido uma preciosa auxiliar da obra de Cristo (qualquer que seja o significado, real, que esta palavra possa ter…).

Aliás, se lermos, com atenção, os 4 evangelhos seleccionados para fazerem parte do Novo Testamento, tem-se, frequentemente, a idéia de que se referem a pessoas (mestres) diferentes, com características pessoais diferentes. Eu acho que é isso mesmo: a lenda construída à volta da figura de Cristo resultou de várias figuras diferentes, de mestres, líderes, dos cristãos. Assim, Maria Madalena pode muito bem ter sido companheira, colaboradora ou esposa de um desses líderes. Mas isso não faz dela a progenitora de “sangue real”, mesmo que tenha concebido desse líder, como pretende fazer crer o “Código Da Vinci” atribuido-lhe a maternidade da descendência de Cristo, conotando com esse fato o termo “Santo Graal”… e por aí fora.

Donde eu concluo que este livro assume como verdade fatos de autenticidade histórica duvidosa. Porquê esta minha crítica?

Recentemente, alguém que me está próximo, sabendo do meu vício da leitura, ofereceu-me um livro que versa sobre o papel das lendas e da mitologia e sua interligação com a cultura helênica, na “construção” da história da fundação de Roma, cidade que deu origem ao Império Romano, como todos sabem. Os relatos que servem de base a este tipo de estudos resultam de “histórias” descritas pelos escritores e historiadores clássicos, recolhidas da tradição oral ou de registos mais antigos. Pode-se observar que todos os “fatos”, com veracidade histórica ou não, são contados na forma de lendas, incluindo elementos fantásticos. Em alguns casos existe até uma grande promiscuidade entre deuses e personagens históricas. Não raro é referido que estes eram “preceitos” seguidos pelos escritorees e por muitos historiadores, em relação à descrição, propagandística, dos “acontecimentos” do passado. Em Roma, as famílias patrícias eram descendentes diretas de deuses…

Porém, na época em que se diz que Cristo terá existido, estava-se em plena antiguidade clássica, romana, e havia registos históricos, desde há já vários séculos, desde, pelo menos, a época dourada da civilização grega…

Se tivesse existido, realmente, um Cristo, de origem divina, com tantos feitos extraordinários, como o que a Igreja impingiu e impôs à humanidade durante todo este tempo, não para seguir e aplicar a sua doutrina mas como forma de “legitimar”, pela fé e respectivos dogmas, os seus crimes, seria impossível não existirem referências, por parte dos historiadores da época, a vários fatos correlacionados. Essas referências não aparecem em lugar algum. Logo, o Cristo que foi imposto, durante séculos, à humanidade, à custa de repressão e de atrocidades, o Cristo que “justificou” “a longa noite de dez séculos”, vivida na Europa, a idade média, com toda a sua ignorância, obscurantismo e perseguição da cultura, da ciência e da dignidade humana, sob o domínio, déspota e criminoso, do papado, esse Cristo nunca existiu!

Tenho idéia de ter ouvido ou lido, há muito tempo, não sei quando nem onde, que terá existido um historiador grego (?), dessa época, que refere a existência, no Médio Oriente, duma organização que lutava contra a ocupação romana, com características próximas das que são atribuídas a Cristo e seus discípulos, nomeadamente a condição predominantemente celibatária dos seus elementos... Porém, seria uma organização de guerrilheiros (hoje designados como “terroristas”), cujos membros terão sido todos condenados à morte e executados, pelos romanos…
Se alguém souber algo mais sobre este assunto…

Com ou sem essa referência histórica, a impostura é evidente, Já vou explicar porquê!

Tentei explicar, acima que, nas circunstâncias históricas dos “acontecimentos” e tendo em conta, também, o carácter de “centros culturais” das próprias comunidades cristãs, não há como explicar a total ausência de referências dos historiadores da época e o desconhecimento de elementos básicos da vida de Cristo, a não ser por se tratar duma lenda, talvez baseada em fatos (a crucificação dum elevado número de membros da tal organização) distorcidos de modo a criar um herói, a introduzir o elemento religioso e divino, tão comum naquela época, essencial a qualquer doutrina que se prezasse, a ponto de ser um “preceito” a respeitar por qualquer escritor e por muitos historiadores, pelo menos em relação ao passado… Era assim na tradição grega, adoptada pela tradição romana… Mas existem também muitas semelhanças entre as lendas gregas, as lendas romanas e as “histórias” da própria bíblia, a denunciar estas coincidências de critérios…

Portanto, se essas comunidades queriam granjear a adesão de pessoas habituadas às culturas romana e grega, esses elementos teriam de aparecer. Podem ter aparecido como “argumentos” ilustrados usando os elementos culturais de então, ao jeito do que fazem, atualmente, com a própria religião cristã, os ateus?
Curiosamente, o próprio Cristo explica, nos evangelhos “escolhidos”, como se criam este tipo de lendas e se divinizam os seus protagonistas… É apenas mais um exemplo a ilustrar que, desde há muitos séculos, a melhor forma de enganar é usando a verdade. Assim ao estilo de: “com a verdade me enganas!”.
Seja como for, eu acho que essa cedência dos pregadores cristãos aos “padrões” da época, como forma de se fazerem entender, forneceu os ingredientes que permitiram transformar uma linda doutrina social e humana, que pregava a igualdade e a fraternidade, num poderoso instrumento de opróbrio da sociedade, tão magistralmente usado, pelos DONOS da Igreja Católica e sua doutrina, durante séculos!

Há quem afirme e jure que o Vaticano esconde, ciosamente, todos os escritos que dão uma visão realista dos fatos, porque eles negam as patranhas em que assentou o seu poderio e os fundamentos da sua legitimidade e “ensinamentos” que ainda hoje impõem aos ingênuos, aos incultos (que são cada vez menos). Terá a classe dominante da igreja católica banido e escondido todas as referências históricas fidedignas, da época, assim como baniu os inúmeros registos usados pelas próprias comunidades cristãs, os tais “evangelhos” agora descobertos? Ou será que esses “elementos secretos” escondidos, ciosamente, pelo Vaticano, são exemplares destes evangelhos que, em qualquer caso, por si sós, denunciam a enorme fraude em que assentou o domínio da Igreja e o seu carácter criminoso?

Não há dúvidas de que existiu uma organização com um ou vários líderes (Cristos) de carácter excepcional. A questão que eu colocaria, em primeiro lugar, é se as características que fizeram o êxito dessa doutrina são mérito de um único homem ou de um vasto conjunto de pessoas, da tal organização e seus membros. Eu prefiro a segunda opção, porque é a única objectivamente credível. O fato de haver (?) um historiador grego que, de tão longe, diz que os membros da tal organização (admitindo que seja a mesma) foram todos assassinados pelos romanos, pode resultar, apenas, da propaganda romana e não corresponde exatamente à verdade. As características atribuídas a essa organização, à distância, também não oferecem maior garantia de fiabilidade…

Homens (ou mulheres?) muito dignos e de excepcional valor, de enorme clarividência, alguns visionários (que o senso comum classifica de adivinhos?) até, sempre houve e sempre vai haver. É um fenômeno raro mas que, na imensidão do número de seres humanos, tem ocorrência garantida. Porém, estes, sozinhos, não conseguem “desempenhar o seu papel”. Eu diria que é porque não conseguem uma sintonia de esforços, de um grupo com elevadas características, que o permita. As sociedades humanas são mesmo assim. Faz parte da nossa condição de seres gregários; é uma característica nossa, incontornável.

A ocorrência destes “seres de eleição” é tão normal e provável como a ocorrência de loucos, facínoras, igualmente visionários, mas “senhores das trevas e da desgraça”, como são exemplo Nero, Napoleão, Hitler, Bush e respectivas trupes, para citar apenas alguns. Não há como explicar o êxito destes e a eficiência na neutralização dos “seres de eleição”, a não ser devido ao fato de a humanidade ainda não ter conseguido libertar-se desta grande impostura (construída à volta de Cristo) e da sua influência funesta e pérfida…
Os facínoras sabem-no muito bem porque, sempre que se sentem ameaçados, procuram eliminar, fisicamente, todos aqueles que lhes parecem ter características de “seres de eleição”, com a máxima prioridade. É essa prática criminosa,
 que se mantém até aos nossos dias e de cuja temos novos exemplos, todos os dias, que tem garantido o seu êxito, até agora…

Portanto, resta-nos, como explicação lógica e credível para o fenômeno do cristianismo e sua expansão, que a obra se tenha devido à grandeza e justeza dos ensinamentos, mas também à eficácia, ao esforço, ao empenho e à contribuição dos muitos homens e mulheres que dedicaram a sua vida, esforço e saber a esta causa e que, em muitos casos, deram a vida por ela. Reparem que eu não estou a atribuir os ensinamentos a uma só pessoa!

Todos esses seres humanos de carácter e dignidade excepcionais não mereciam a traição dos bandidos que se apoderaram da direção da Igreja Católica e a humanidade também não… nós também não!

Por tudo isto me interessa pouco o “Código Da Vinci”, que dá credibilidade a uma versão inverosímil, nomeadamente quando pretende sugerir a existência de “sangue real” para “provar” que Cristo deixou descendência. O fundamento desta idéia até é incompatível com os ensinamentos da doutrina cristã, na sua pureza original, aquela que fez o seu enorme êxito e lhe garantiu uma tão elevada adesão. Não se esqueçam que esta era a doutrina da IGUALDADE… Têm razão os que relacionam os ensinamentos cristãos com o socialismo…

Há cerca de 200 anos existiu um homem, Karl Marx, que lançou os alicerces duma doutrina que começou por se denominar Social Democrata, depois Socialista e finalmente Comunista: o marxismo. Hoje, passados duzentos anos, o que resta, na prática social, destes ensinamentos? Os dirigentes S.D. assumem-se como capitalistas e comportam-se como sendo de direita, os dirigentes Socialistas são uns bandidos, traidores que se comportam, igualmente, como sendo de direita; o Comunismo é arrastado pela lama… e a desesperança das pessoas permanece e agrava-se. Restam, portanto, os ensinamentos de “O Capital” ensinado nas Universidades, para formar acólitos da ditadura econômica e da espoliação dos povos. Até por analogia com este exemplo se pode compreender o que se passou com a doutrina cristã… Tudo o mais é arrasado e ridicularizado com o epíteto de UTOPIA. Mas, na verdade, utopia, começa a ser a probabilidade de prolongamento deste descalabro de coisas, por muito mais tempo…

O motivo que me levou a escrever este artigo é o fato de estarmos a viver, novamente, a reedição duma grande impostura, de características catastróficas semelhantes, a qual seja a conspiração de 11 de Setembro de 2001 e os seus objectivos. Não admira que Bush (George W. Bush) se diga imbuído de missão divina e reivindique a defesa dos valores ocidentais e da religião católica… Está apenas a reclamar o direito de fazer o mesmo que fez a igreja católica, durante séculos.

A nós compete-nos lutar por condições que tornem impossíveis tais intentos, nomeadamente contribuindo para criar uma opinião pública forte e esclarecida, uma cultura de democracia que impeça a apropriação do domínio da sociedade e do Mundo por facínoras e bandidos, como tem acontecido até agora.

É por isso que eu defendo a valoração da abstenção e a alteração das regras de decisão da ONU, com a introdução da obrigatoriedade de serem fundamentadas em resultados de referendos as posições assumidas por cada país quando se trate de conflitos armados internacionais. Muitos estranharão o arrojo, mas não há como, nem por quê, calar estas reflexões.

Aviso:
- Este blog
 está contra o encerramento das maternidades e apoia, incondicionalmente, a luta das respectivas populações para impedir mais esse crime do governo.

- Este blog
 luta contra este sistema eleitoral vigarista, pela valoração da abstenção, como condição de elementar democracia
, porque permite a responsabilização dos políticos, que terão de passar a ter em conta o querer e o sentir dos cidadãos; mas também porque permite poupar muito dinheiro, com a exclusão dos 87 deputados que NÃO foram eleitos.

*** Este blog pretende elevar, a um patamar superior, a liberdade, a democracia! Clamar por honestidade e justiça. Exigir a Valoração da Abstenção.


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