


A edição Nº 143 da Gazeta de La Stampa traz na capa e na página cinco uma completa reportagem sobre a a bonita Bruna Jaroceski, representante de Canoas e eleita Miss Rio Grande do Sul 2010, em evento realizado no Hotel Laje de Pedras.



Nesta edição da Gazeta de La Stampa (Nº 142) mostramos a multiplicidade de ações que levaram a ULBRA - Universidade Luterana do Brasil a enfrentar uma crise pré-insolvência. Além disso, a renúncia do reitor Ruben Eugen Becker depois de sofrer uma insustentável pressão do Ministro da Educação, Fernando Hadad, Cremes, Simers, Sinpro, a greve geral que atingiu todo o complexo Ulbra nos 28 município do Brasil onde existem unidades da da Ulbra (Universidade, escolas, hospitais e até mesmo o Plano Ulbra Saúde), cujas dívidas com a União (cerca de R$ 2 bilhões), bancos e fornecedores somam mais de R$ 2,3 bilhões.





A edição de dezembro e Ano Novo da Gazeta de La Stampa traz como manchete a irônica mensagem de Felz Ano Novo Canoas, ilustrada com a foto do prefeito Jairo Jorge da Silva e os muitos abacaxis e pepinos que terá que descascar, que assumiu no dia 1º de janeiro e encontrou a Prefeitura de Canoas atolada em dívidas: mais de R$ 144 milhões, o que foi encontrado até o momento, através de uma devassa quanto à Administração Municipal anterior. Entre as investigações, uma auditoria ao Projeto Pró-Canoas para apurar onde foram investidos os mais de R$ 30 milhões, conseguidos junto à organização internacional Companhia Andina de Fomento (CAF).
Entre o que está sendo investigado estão prováveis "furtos" de diferentes materiais que deveriam estar nos Posto de Saúde, como 30 refrigeradores, aparelhos de ar condicionado, micro-ondas, afora os furtos constatados no almoxarifado da Prefeitura, e os 10 computadores que foram "levados" do Centro de Convivência do Idoso.
Dado o atual quadro, cujos alguns detalhes foram acima descritos, o prefeito Jairo Jorge da Silva determinou duas sindicâncias e uma auditoria nos atos do ex-prefeito Marcos Antônio Ronchetti, entre os dias 27/10 e 31/12 do ano passado.
Dentre as medidas já tomadas pelo prefeito Jairo Jorge, estão o fim do "transbordo", o cancelamento da empresa contratada para a "Merenda Escolar, passando o próprio município, através das escolas, a cuidar dessa tarefa que, conforme Jairo Jorge, já prevê uma economia na ordem de R$ 3,7 milhões nos cofres públicos municipais.
Por outro, a página da Gazeta de La Stampa que, através do "Álbum de Memórias", resgata um pouco da vida social de Canoas entre as décadas de 60 e 80, como a realização da primeira edição da Festa dos Destaques, em 1973 e da segunda edição em 1974, quando era outorgado o Trofeu Imagem, conforme ilustram as fotos que fazem parte do Acervo Fonofotohistoriográfico Xico Júnior.
* Para ampliar as fotos, basta cliclar sobre as mesmas.



Capa e páginas da GAZETA DE LA STAMPA, edição de outubro de 2008, mostrando uma realidade cada dia mais vergonhosa, mais pedantocrática e protetora das elites dominantes. Há, ainda, matérias hiper interessantes: as colunas Observatório, Piriris & Pororós, Persona LS e Álbum de Memórias.
Nesta edição de ourubro da Gazeta de La Stampa estampamos a quebra de tabu com a primeira vitória do PT em Canoas e deixamos registradas as promessas do novo prefeito eleito de Canoas, Jairo Jorge da Silva (PT), que promete abrir por completo a caixa preta da atual administração. Ou isso, ou a co-responsabilidade pela omissão.
Por outro, mostramos, através do caso do pilito brasileiro de Fórmula Indy, Hélio Castroneves, que o governo do Estados Unidos não brinca com fatos de sonegação e lavagem de dinheiro. E lá, ao contrário daqui onde tudo é válido e possível quando se trata fundamentalmente de políticos e poderosos influentes, não importa se um medalhão, um famoso ou um star, são presos e devidamente algemados.
Numa outra reportagem, abordamos o crime do cigarro, com a benevolência do Governo e seus órgãos ditos fiscalizadores como a ANVISA - Associação Nacional de Vigilância Sanitária, que, mesmo sabedora de que as fábricas de cigarro e congêneres adicionam "amônia" para que o efeito da nicotina torne o fumante ainda mais dependente, não tem tomado qualquer providência. E o que os fabricantes de cigarro fazem é crime contra a sociedade previsto no Código Penal. Mas estão aí, há dezenas de anos, impunes e até acobertados.
Parece que no Brasil só os consumidores, os fumantes e os excluídos socialmente são os culpados, e assim merecem (?) o direito de estarem atrás das grades ou, no mínimo, serem punidos com multas que é, em suma, a proposição primeira do governo em proibir o fumo, e agora o álcool. A questão principal é o faturamento, o aumento de arrecadação pró governo. Um tributo disfarçado de multa por infrações.
Quem procurar saber por quais razões e como surgiu a Máfia Sicialiana vai entender clara e perfeitamente como funciona o sistema neoliberar. Vai entender também que no Brasil não existe, na prática, democracia, e que a democracia não passa de falácia, mas existe, sim, o sistema pedantocrático somada ao insensível despotismo.
O resto, é conversa mole prá boi dormir. Se não assim, porque o Governo diz não ter recursos para pagar melhor os aposentados e pensionistas, dar condições de dignidade às escolas no interior do Brasil, quando se sabe que dos R$ 300 bilhões arracados via INSS (Previdência Social), 20% ou mais (R$ 60 bilhões) são desviados para cobrir os buracos em outras áreas. Mas por outro, com a eclosão da (fajuta) crise financeira internacional, essa determinada pelos hiper capitalistas e banqueiros aconchavados com os governos dos países do chamado G-8, tanto os Estados Unidos, como países da Europa e o próprio Brasil estão injetando bilhões de euros, dólares e reais para salvar (?) pequenos bancos, quando o mais lógico, o mais sensato seria o Governo Brasileiro usar a própria Caixa Econômioca Federal e o Banco do Brasil, sem privilegiar ricos e abastados banqueiros, para fomentar o crédito e, assim, alavancar as vendas através de financiamentos.
E mais é mostrado em reportagem: A Ulbra, a maior universidade de Canoas, hoje um dos principais pólos educacionais do Estado, enfrenta uma crítica situação, às voltas com uma dívida de R$ 2 bilhões com o governo federal; atraso no pagamento dos professores e agora a greve, além do Reitor Rubem Eugen Becker não estar preso, conforme mandado expedido pela Justiça, em razão de "habeas corpus", prazo que extingue no final de dezembro. Esse é um quadro negro em que nem alunos e nem professores saem apreendendo e muito menos ganhando, assim como sociedade canoense que também perde e muito.
É a mais pura tartufice ... "e nada mais!"
Frase: "Não me deixe viver o que posso, mas que me seja permitido desapreender os limites" (de Fabrício Carpinejar).
*** É só clicar sobre as fotos para ampliá-las.
Depois de conferir o resultado das eleições municipais, de modo particular em Canoas, constato mais uma vez que o "rei" Pelé tinha a mais absoluta razão quando disse, há mais de 20 anos, que "o povo não sabe votar". E não sabe votar porque, civicamente, é massificadamente alienado, é desinteressado, desligado do que, na realidade, muito representa para uma possível melhora à uma vida mais digna e uma administração mais séria, mais transparente e mais voltada à comunidade, como dizem: "Democracia é governo do povo e para o povo ". Mas o povo, no caso os eleitores, não estão nem aí.

A edição da Gazeta de La Stampa de setembro 2008, traz as pesquisas feita com os eleitores com relação a eleição majoritária do Município, cujo resultado já saberemos amanhã (05/10), mostrando a indubitável tendência para um disputadíssimo segundo turno entre os candidatos, Jurandir Maciel (PTB) e Jairo Jorge (PT).
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Clark Gable, Cary Grant, Gary Cooper, Spencer Tracy, Joan Crawford, Lauren Bacall, John Wayne, Bette Davis e Betty Grable, ou seja, um time de primeira grandeza que, por serem modelo, exercia influência no públicos, receberam dinheiro para promover o cigarro, de acordo com pesquisadores da Universidade de Nova York.
Para ilustrar o que se pretende com as matérias publicadas na Gazeta de La Stampa - repetimos, não estamos fazendo apologia ao fumo e nem dizendo que fumar é saudável, mas desmascarando a hipocrisia de governantes e políticos que querem penalizar os fumantes em lugar, antes, de fiscalizar e penalizar as empresas que fabricam produtos contendo fumo, como cigarro, cigarrilhas, charutos e fumos para cachimbo - fomos buscar fundamentação no que defendemos. Ou seja, que muitas pessoas ainda hoje fumam e outras não conseguem deixar o hábito (hoje tratado como vício) de fumar, influenciados pela propaganda, inclusive de efeito subliminar, como se via nos filmes amercianos e nas novelas da televisão (estas já no Brasil, em especial da Rede Globo) e pela indução de que fumar fazia parte da imagem de homem, proporcionava status social e por aí afora.
As fabricantes de cigarro pagavam altas somas para que astros e estrelas dos Anos de Ouro de Hollywood promovessem seus produtos. Documentos liberados pela indústria depois de processos judiciais de grupos de combate ao tabagismo revelam a extensão da relação entre estas empresas e os estúdios de produção cinematográfica. Uma empresa pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas.
Em artigo na revista Tobacco Control, pesquisadores disseram que filmes "clássicos" das décadas de 30, 40 e 50 ajudam a promover o fumo ainda hoje.
Praticamente todos os grandes nomes da época estavam envolvidos no merchandising de cigarros, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York. Eles tiveram acesso a contratos de merchandising, assinados na época, para ajudá-los no cálculo do montante de dinheiro envolvido.
"O CIGARRO DOS ATORES"
Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de O Cantor de Jazz (Jazz Singer), Al Jolson, assinou testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores".
Um dos documentos-chave descobertos pelos pesquisadores foi uma lista de paga-mentos por um único ano no final da década de 30, detalhando o quanto as estrelas eram pagas pela American Tobacco, fabricante da marca Lucky Strike.
Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor. No total, foram pagos aos atores o equivalente, hoje, a US$ 3,2 milhões.
Em alguns casos, os fabricantes de cigarro pagaram os estúdios para criar programas de rádio que incluíam a promoção feita por suas estrelas. A American Tobacco pagou à Warner Brothers o equivalente a US$ 13,7 milhões por Your Hollywood Parade, em 1937, e patrocinou The Jack Benny Show de meados da década de 40 a meados da década de 50.
Entre os depoimentos cuidadosamente preparados incluídos em The Jack Benny Show está o da atriz Lauren Bacall.
EFEITOS DURADOUROS
Os pesquisadores, liderados por Stanton Glantz, disseram que os efeitos dos milhões investidos pela indústria do tabaco em Hollywood ainda podem ser sentidos hoje, apesar de uma recente proibição imposta pela própria indústria do cinema à promoção do tabagismo em filmes.
Eles disseram que as imagens ligadas ao ato de fumar incluídas nos filmes podem influenciar os jovens fazendo-os adotar o hábito. "Como na década de 30, nada impede hoje que a indústria global do tabaco influencie a indústria do cinema de várias formas."
Filmes "clássicos" com cenas de fumo, tais como Casablanca e Estranha Passageira (Now, Voyager), e imagens glamurosas de publicidade ajudaram a perpetuar a tolerância pública do tabagismo na tela, disseram os pesquisadores.
A ONG britânica contra o tabagismo, ASH, disse que imagens ligadas ao hábito de fumar não podem ser excluídas totalmente, mas podem haver alertas mais claros antes da exibição dos filmes.
Fonte: BBCBrasil.com
BRASIL: HÁBITO E PROPAGANDA
Aqui no Brasil, ainda nos anos 90 e já na casa dos 2000, novelas e outros programas veiculavam propaganda de cigarros. Tal se comprova nos vídeos postados no site http://www2.gol.com/ , como: "O cigarro vai para guerra", mostrando as mulheres dos soldados encaixotando cigarros para serem enviados aos maridos no campo de guerra no Oriente Médio. Outros vídeos: "Hollywood, o sucesso" (1989), " ... mas com alguma coisa em comum: Free" (anos 90), "Dá-lhe DALLAS" (anos 90), "Venha para o mundo de Malboro!", "La-la-la-LARK, o prazer perto de você", com a atriz Malu Mader, da Rede Globo (anos 90). E vê-se mais os jingles das marcas: Continental, Malboro, Carlton, Bridge, LS, Minister, Lord, Ella e (incrível) a marca Veado. Além desses o jingle do Derby, alusivo aos 500 anos de descobrimento do Brasil, cuja parte da narração diz: "500 anos fumando a mistura ideal. Derby, o sabor que conquistou o Brasil e os 500 anos da nossa Terra".

Propositadamente deixamos para esta edição o que premonizávamos como contestação de muitas pessoas não fumantes, médicos, sanitaristas e cidadãos leigos.
Nesta reportagem, vamos, enfim, revelar a uma verdade que, com raríssima exceção, jamais foi mostrada e levado ao conhecimento do público, em especial dos fumantes: a multiplicidade de componentes que fazem parte do cigarro e até mesmo a composição do filtro, parte que o fumante coloca na boca, como se uma efetiva solução. Há práticas de crimes, como poderão constatar. O resto é pura hipocrisia de muitas autoridades e um engodo camuflado, porém com interesses escusos, caros leitores!
Se observarmos com atenção o que consta como denúncia na matéria da revista Veja (29/05/1996), veremos que a questão dos males provocados pelo fumo (cigarros), não é exatamente, como nos referimos na edição anterior, uma questão só do fumo.
O CRIME IMPUNE
As empresas fabricantes de cigarro passaram a adicionar AMÔNIA ao tabaco, para que o FUMO, ao ser queimado, e a fumaça, inalada, liberasse MAIS NICOTINA no organismo do fumante.
Por quê? Veja a fórmula:
Mais NICOTINA = maior dependência do cigarro = mais consumidores e, conseqüentemente, mais prejuízo à saúde.
Só no papel do cigarro, confor-me pesquisa, são adicionados vários produtos químicos. E nos cigarros de baixo teores de alcatrão e nicotina, outras várias substâncias nocivas ao organismo, também adicionadas, podem ser encontradas. A fumaça do cigarro le-va aos pulmões, ainda, a amônia (produto adicionado), benzeno, acetona, formol, também produtos químicos adicionados ilegalmente pelos fabricantes, entre outros.
É aqui que reside a raiz do problema do cigarro, o nó a ser, primeiramente, desatado. Para só depois surgirem os hipócritas, como o modelar governador de São Paulo, José Serra, que, mesmo com medida anti-constitucional, quer proibir de vez com o ato de fumar, ameaçando, inclusive - uma medida covarde, provalecida, já que ninguém está cometendo crime pelo fato de fumar -, em lugar de punir real, efetiva e transparentemente as fábricas de cigarro que, no afâ de faturar mais, adicionam AMÔNIA, ativando mias, assim, o efeito da NICOTINA e, como resultado, os fumantes reféns dos seus viciantes produtos. Isso é crime contra a saúde pública, previsto na Constituição e, comprovadamente, também no Código Penal Brasileiro.
O MINISTRO SERRA
Pois, o hoje governador José Serra, todo contra o ato de fumar e, obviamente, os fumantes, na qualidade de Ministro da Saúde, do então presidente, o filósofo Fernando Henrique Cardoso, fez-se omisso e jamais agiu com energia em mandar fiscalizar, investigar e abrir processo crime contras as empresas que produzem os cigarros, pelo cometimento de crime contra a saúde pública, pois é difí-cil crer que desconhecesse tal prática por parte dos fabricantes.
Em lugar do governador José Serra enviar projeto-de-lei à As-sembléia Legislativa de São Paulo, proibindo a prática do fumo em qualquer lugar, público ou privado, inclusive com a inconcebível ameaça de prisão aos que descumprirem a lei, ele é quem teria que ser punido como ex-Ministro da Saúde por, no mínimo, ter sido re-lapso e omisso ou incompetente.
(Leia tambéma revista VEJA, edição de 29 de maio de 1996).
QUÍMICOS ADICIONADOS PELOS FABRICANTES
AMÔNIA, utilizado em limpadores de banheiro. - FORMOL, componente de fluído conservante. - BENZOPIRENO, substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo. - AGROTÓXICOS, como o DDT. - SOLVENTES como o BENZENO e ACETONA.
***** ***DESTAQUE: O cigarro é, realmente, o grande vilão da saúde? Por quê, então, políticos, médicos e sanitaristas fumam? Por quê o cigarro pode ser comercializado livremente? Porq quê o governo arrecada (altas taxas) impostos sobre um produto que pode ser comercializado, adquirido pelo consumidor, mas não pode é consumido livremente?
O gancho desta reportagem foi a decisão do governador José Serra e ex-Ministro da Saúde, de enviar Assembléia Legislativa de São Paulo projeto de lei proibindo de vez o fumo em lugares fechados, públicos e privados, e prevendo até prisão de quem insistir em ascender um cigarro.
Ora, como sempre acontece, os governantes, hipocritamente, procuram penalizar o consumidor que, em última análise é a grande massa, o povo, enquanto jamais terão coragem de ir direto à raiz dos problemas. No caso do fumo, não é efetivamente verdade que é o maior causador de males e mortes, como tem sido amplamente divulgado pela mídia servil, mas fundamentalmente pelos múltiplos produtos químicos que são agregados pelas indús-trias ao cigarro.
Além do alcatrão e da nicotina, e através de um exame realmente isento e verdadeiro, se chegará a conclusão que os ingredientes químicos agregados ao cigarro são os que mais provocam o câncer e a multiplicidade de problemas do sistema respiratório. Mas nenhuma medida efetiva contra tais e ilimitadas adições de produtos químicos, no papel, por exemplo, são tomadas, nem mesmo uma fiscalização do produto final é feita pelos órgãos responsáveis, tanto pelos organismos sanitários, quanto pelos responsáveis pela preservação da saúde pública. A começar pelo filtro que se contrapõe aos princípios defendidos pelos ecologistas: o filtro dos cigarros é um produto classificado como não-biodegradável.
O jornalista Ricardo Kotscho, no seu site "Balaio do Kotscho" de 14/09/2008, e sob o título: "Antônio Ermírio, Lula e o cigarro: porque não fecham as fábricas?", um inveterado fumante desde os 12 anos de idade, como revela, dá total razão ao empresário Antônio Ermínio de Morais que, em artigo publicado à página 2, da "Folha" (São Paulo), sob o título: "Fumo: até quando?", onde sublimarmente sugere que o governo feche as fábricas de cigarro.
Convenhamos que o cigarro não é lá um remédio ou um produto saudável, porém um produto de consumo legal e livre, de fabricação autorizada pelo governo, que causa males à saúde e inconveniência a quem não fuma. Mas daí, radicalizar, promovendo a segregação e ameaça de prisão ao que o próprio governo considera legal, pelo menos para efeito de arrecadação, há não só um exagero, mas a castração de um direito legítimo e constitucional.
Mas, sem hipocrisia, não chega a ser o grande mal que vem sendo, demagogicamente, propalado através da mídia. A não ser, reafirmamos, pe-los inúmeros produtos químicos adicionados pelas fábricas, altamente cancerígenos, que fazem parte da composição do cigarro a partir do momento em que este produto passou a ser altamente consumido. E é exatamente isso que os governantes devem, primeiramente, combater: os ingredierntes químicos adicionados, e não, contrariando a Constituição, promover a segregação social, inclusive com ameaça de prisão a quem não está praticando crime algum.
Se o próprio governo permite - e até faz questão, inclusive estimulando a ampliação de fábricas, como a pouco aconteceu no Rio Grande do Sul - que se plante o fumo, que as fábricas produzam os cigarros (altamente rentável em termos de arrecadação para o governo), além dos milhares de empregos que gera, e que o mesmo seja legalmente comercializado nos mais diferentes e variados locais, não é a proibição extremada uma violação aos direitos do cidadão?
Não há, José Serra, Kotscho e Antônio Ermírio, uma notória contradição e uma segregação social em tais medidas?
Não é, conforme garante a Constituição, um ato senão de pressão, obrigando, por leis esdrúxulas e inconstitucionais, a cidadãos que não cometeram qualquer crime, serem forçados ao "confinamento", além de serem social e publicamente discriminados e ameaçados com prisão?
Já o presidente Luís Inácio Lula da Silva, também ele um fumante, se disse a favor de que se possa fumar em qualquer lugar. Pelo menos o Presidente Lula foi coerente, respeitando, ainda que subliminarmente, o que assegura a Constituição e até porque o governo se beneficia, e muito, com a produção e o consumo do fumo, através de uma das mais altas taxas de impostos imposto a qualquer produto ou artigo.
O que o governo, inclusive o de São Paulo, deve fazer, urgentemente, é impor e exigir que as fábricas eliminem a adição de amônia e adotem tecnologias que reduza a quantidade de alcatrão e nicotina, assim como os químicos que fazem parte do papel (invólucro) do cigarro.
O empresário Antônio Ermírio de Morais esqueceu-se, casualmente, de descrever os males causados pela poeira que se espalha por longas distâncias das fábricas de cimento. Males que atingem as vias respiratórias e os pulmões de adultos, adolescentes e crianças, causando gravíssimos problemas de saúde.
O político José Serra, que já exerceu o Ministério da Saúde, jamais manifestou-se pela proibição da circulação de veículos, como ônibus, caminhões e vans, que utilizam o óleo diesel, este das maiores fontes de monóxido de carbono, altamente tóxico e cancerígeno, um veneno extremamente prejudicial à saúde de toda a população e dos maiores causadores de doenças do sistema respiratório, atingindo, indiscriminadamente, adultos e crianças, com ou sem automóvel ou qualquer veículo auto-motor.
Sequer existe uma débil vigilância, quanto mais uma deveras e enérgica fiscalização com a penalização dos infratores que infringem as regras sobre a correta manutenção de veículos auto-motores.
Eis aí uma matéria que, sem dúvida, vai gerar muita polêmica, ainda que a Constituição garanta tal direito aos fumantes e a permissão do governo à livre produção e comercialização dos produtos contendo fumo: cigarro, charu-to e cachimbo.
Conclusão: Por essa via, de fechas as fábricas como se solução, o cigarro vai acabar em mais um produto do "tráfico ilegal". Será que é isso que governantes, empresários e jornalistas, como Serra, Antônio Ermírio e Kotscho querem?
FINAL: Este artigo não é apologia ao fumo ou cigarro, mas uma denúncia de segregação, de irresponsabi-lidade dos governantes que não fazem cumprir as leis, dos fabricantes que adicionam indiscriminadamen-te produtos químicos para tornar o fumante mais dependente, e por fim, por tratar-se de um cri-me contra a saúde pública.