quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Governo vai continuar desviando dinheiro dos aposentados e das políticas sociais

Comissão especial no Congresso Nacional aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até o fim de 2015. Com o texto, o governo federal continuará retirando 20% das receitas de tributos e contribuições sociais. A proposta pode ser votada na próxima quarta-feira (26/11) em plenário. 
Esses recursos, que deveriam ser destinados exclusivamente às políticas sociais de saúde, previdência e assistência social, dentre outras, serão desviados para o superávit primário da União e pagamento dos juros da dívida pública. Para se ter uma idéia do total desses recursos, a estimativa para 2011 é de R$ 38 bilhões e para 2012 cerca de R$ 45 bilhões.
Enquanto isso vai acontecendo o governo continua dizendo que não tem dinheiro para o aumento real dos aposentados que ganham acima do mínimo. Bastariam R$ 8 bilhões para pagar esse aumento real. A injustiça continua! A DRU é um mecanismo imoral destinado a pagar banqueiros e especuladores de títulos da dívida pública brasileira.
Do blogueiro: Assim tem sido ao largo das décadas, fundamentalmente desde o governo do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desviou o dinheiro da Previdência Social (aposentados) para construir a nova capital Brasília. O grande beneficiado, que se aposentou muitos anos mais tarde, e sem precisão, foi o arquiteto Oscar Niemayer, tido como gênio. Enquanto que milhões de brasileiros, que trabalharam 30, 35 e até 40 anos, continuam sendo explicitamente roubados em duas ações fundamentais: 
1ª) Desvio dos recursos da Previdência Social, essencialmente destinado a garantir a justa aposentadoria aos trabalhadores da iniciativa privada, além da política de saúde pública e assistência social, que é de onde saem esses recursos, para "tapar buracos" da falta de gestão do governo federal e para o pagamento os juros da dívida pública. 2°) Outro explícito roubo dos direitos do aposentados com a criação e manutenção do famigerado "Fator Previdenciário" que, no "frigir dos ovos" acaba lesando milhões de aposentados brasileiros na ordem de 30% a 40% do direitos dos seus ganhos.


Essa é uma das mais vergonhosas ações dos governantes, pois sabem que trata-se de um público, de modo geral, carente, de parcos recursos, significativamente necessitados de assistência médica e de inúmeros medicamentos. Não há fato mais deplorável do que se extorquir milhões de pessoas, de trabalhadores indefesos e ignaros quanto aos seus reais direitos. Fato que já não se constata quando se trata de funcionários públicos nas três esferas: federal, estaduais e municipais: estes, discriminadamente, beneficiados sob todas as rubricas e privilégios.
* Fonte: COBAP
** Contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br

Tiradentes, uma farsa criada por líderes da Inconfidência Mineira

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tido como "mártir da Inconfidência Mineira".
Ele estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris. O feriado de 21 de abril é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode expiatório, que levaria a culpa pelo movimento da Inconfidência Mineira. Quem morreu no lugar dele foi um ladrão chamado Isidro Gouveia.

A mentira que criou o feriado de 21 de abril é:  Tiradentes foi sentenciado à morte e foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, no local chamado Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido como a Praça Tiradentes. Com a Proclamação da República, precisava ser criada uma nova identidade nacional. Pensou-se em eternizar Marechal Deodoro, mas o escolhido foi Tiradentes. Ele era de Minas Gerais, estado que tinha na época a maior força republicana e era um polo comercial muito forte. Jogaram ao povo uma imagem de Tiradentes parecida com a de Cristo e era o que bastava: um “Cristo da Multidão”. Transformaram-no em herói nacional cuja figura e história “construída” agradava tanto à elite quanto ao povo.

A vida dele em poucas palavras: Tiradentes nasceu em 1746 na Fazenda do Pombal, entre São José e São João Del Rei (MG). Era filho de um pequeno fazendeiro. Ficou órfão de mãe aos nove anos e perdeu o pai aos 11. Não chegou a concluir o curso primário. Foi morar com seu padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, um cirurgião que lhe deu ensinamentos de Medicina e Odontologia. Ainda jovem, ficou conhecido pela habilidade com que arrancava os dentes estragados das pessoas. Daí veio o apelido de Tira-dentes. Em 1780, tornou-se um soldado e, um ano à frente, foi promovido a alferes. Nesta mesma época, envolveu-se na Inconfidência Mineira contra a Coroa portuguesa, que explorava o ouro encontrado em Minas Gerais. Tiradentes foi iniciado na maçonaria pelo poeta e juiz Cruz e Silva, amigo de vários inconfidentes. Tiradentes teria salvado a vida de Cruz e Silva, não se sabe em que circunstâncias.

Tiradentes, maçonaria e a Inconfidência Mineira: Como era um simples alferes (patente igual à de tenente), não lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores, que eram os verdadeiros líderes do movimento. Semi-alfabetizado, é muito provável que nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos do movimento. Em todos os movimentos libertários acontecidos no Brasil, durante os  séculos XVIII e XIX, era comum o "dedo da maçonaria". E Tiradentes foi maçom, mas estava longe de acompanhar os maçons envolvidos na Inconfidência, porque esses eram cultos, e em sua grande parte, estudantes que haviam recentemente regressado "formados” da cidade de Coimbra, em Portugal. Uma das evidências documentais da participação da Maçonaria são as cartas de denúncia existentes nos autos da Devassa, informando que maçons estavam envolvidos nos conluios.

Os maçons brasileiros foram encorajados na tentativa de libertação, pela história dos Estados Unidos da América, onde saíram  vitoriosos - mesmo em luta desigual - os maçons norte-americanos George Washington, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Também é possível comprovar a participação da Maçonaria na Inconfidência Mineira, sob o pavilhão e o dístico maçônico do Libertas quae sera tamen, que adorna o triângulo perfeito, com este fragmento de Virgílio (Éclogas,I,27) Tiradentes era um dos poucos inconfidentes que não tinha família. Tinha apenas uma filha ilegítima e traçava planos para casar-se com a sobrinha de um padre chamado Rolim, por motivos econômicos. Ele era, então, de todo o grupo, aquele considerado como uma “codorna no chão”, o mais frágil dos inconfidentes. Sem família e sem dinheiro, querendo abocanhar as riquezas do padre. Era o de menor preparo cultural e poucos amigos. Portanto, a melhor escolha para desempenhar o papel de um bode expiatório que livraria da morte os verdadeiros chefes.


E foi assim que foi armada a traição, em 15 de março de 1789, com o Silvério dos Reis indo ao Palácio do governador e denunciando o Tiradentes. Ele foi preso no Rio de Janeiro, na Cadeia Velha, e seu julgamento prolongou-se por dois anos. Durante todo o processo, ele admitiu voluntariamente ser o líder do movimento, porque tinha a promessa que  livrariam a sua cabeça na hipótese de uma condenação por pena de morte. Em 21 de abril de 1792, com ajuda de companheiros da maçonaria, foi trocado por um ladrão, o carpinteiro Isidro Gouveia. O ladrão havia sido condenado à morte em 1790 e assumiu a identidade de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida a ele pela maçonaria. Gouveia foi conduzido ao cadafalso e testemunhas que presenciaram a sua morte se diziam surpresas porque ele aparentava ter bem menos que seus 45 anos. No livro, de 1811, de autoria de Hipólito da Costa ("Narrativa da Perseguição") é documentada a diferença física de Tiradentes com o que foi executado em 21 de abril de 1792. O escritor Martim Francisco Ribeiro de Andrada III escreveu no livro "Contribuindo", de 1921: "Ninguém, por ocasião do suplício, lhe viu o rosto, e até hoje se discute se ele era feio ou bonito...".

O corpo do ladrão Gouveia foi esquartejado e os pedaços espalhados pela estrada até Vila Rica (MG), cidade onde o movimento se desenvolveu. A cabeça não foi encontrada, uma vez que sumiram com ela para não ser descoberta a farsa. Os demais inconfidentes foram condenados ao exílio ou absolvidos.

A descoberta da farsa: Há 41 anos (1969), o historiador carioca Marcos Correa estava em Lisboa quando viu fotocópias de uma lista de presença na galeria da Assembléia Nacional francesa de 1793. Correa pesquisava sobre José Bonifácio de Andrada e Silva e acabou encontrando a assinatura que era o objeto de suas pesquisas. Próximo à assinatura de José Bonifácio, também aparecia a de um certo Antônio Xavier da Silva. Correa era funcionário do Banco do Brasil, se formara em grafotécnica e, por um acaso do destino, havia estudado muito a assinatura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Concluiu que as semelhanças eram impressionantes.

Tiradentes teria embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons, na nau Golfinho, em agosto de 1792, com destino a Lisboa. Junto com Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os  filhos do ladrão morto Isidro Gouveia. Em uma carta que foi encontrada na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor, desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do Ouro, em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo saiu correndo. Há relatos que 14 anos depois, em 1806, Tiradentes teria voltado ao Brasil quando abriu uma botica na casa da namorada Perpétua Mineira, na rua dos Latoeiros (hoje Gonçalves Dias) e que morreu em 1818. Em 1822, Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e, em 1865, proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

* Artigo de Guilhobel Aurélio Camargo - Jornalista, rábula em direito e enxadrista brasileiro.
** Artigo recebido via e-mail la-stampa@ig.com.br
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um grito de alerta ressoa do Comandante da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada - Bagé/RS.

Cel. Mário Luiz de Oliveira, comandante da 3ª Brigada Mecanizada, em Bagé-RS.
."Revolução Democrática de 31 de março de 1964". Sob esse título o cel. Mário Luiz de Oliveira ch EM da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, Bagé-RS, proferiu seu discurso, conforme e-mail recebido e cujo não especifica a data ou evento e nem a razão por tal manifestação em nome do Exército Brasileiro, como fica claro no texto que se segue:

"Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada !
Há 46 anos atrás, o presidente da República, João Goulart, era deposto. Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros, de tomada do poder. Para nós, brasileiros, ocorreu a Revolução Democrática de 1964, que afastou nosso querido país de uma ditadura comunista, cruel e sanguinária, que só os irresponsáveis, por opção ou por descuido, não querem enxergar.

A grande maioria de vocês, principalmente os mais jovens, foram cansativamente expostos à idéia transmitida pela propaganda política, inserida nas salas de aula, nos ditos livros didáticos, nos jornais, programas de rádio e de TV, que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas; que  para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela redemocratização do país; que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura.

Mas qual é a verdade sobre o Movimento de 31 de março?

Para responder a esta pergunta, basta tão simplesmente voltarmos nossas vistas para aquela conturbada época da vida nacional. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam os transportes, as escolas, os bancos etc. Filas eram feitas para comprar alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. João Goulart queria implantar suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Os principais jornais da época exigiam a saída do presidente, em nome da manutenção da democracia. Pediam para que os militares entrassem em ação, a fim de evitar que o Brasil se tornasse mais uma país dominado pelos comunistas. O povo foi às ruas pedindo o fim daquele desgoverno, antes que fosse tarde demais.

E, assim, aconteceu o 31 de março! Naqueles dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude patriótica dos militares eram publicados, nos mesmos jornais que, hoje, caluniam a Revolução... Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta contra seus irmãos, pensando que estariam lutando contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos  acreditam nisso até hoje.

E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas. A luta armada havia começado. Foram vários atos terroristas:  atentados a bomba no aeroporto de Recife, em quartéis do Exército, em instalações diplomáticas de outros países; seqüestros e assassinatos de civis, militares e autoridades estrangeiras em solo brasileiro. A violência revolucionária havia se instalado. Naquela época, os terroristas introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais.

Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje. Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China. As polícias civil e militar sofriam  pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem. Para não perder o controle da situação, o governo decretou medidas de exceção, pelas quais várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitrário, mas necessário. 

A frágil democracia que vivíamos não se podia deixar destruir. Graças ao Bom Deus e Senhor dos Exércitos, vencemos a besta-fera! Os senhores sabiam disso? Com quantas inverdades fizeram "a cabeça de vocês"! Foi a maneira  que os comunistas  encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês  no Brasil. Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Alguns de vocês que não nasceram naquela época, chegam mesmo a acreditar no que eles dizem... E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Por que passado quase meio século, ainda continuam a nos caluniar? Qual será o motivo desse medo e dessa inveja?

Esta resposta também é simples:É porque eles sabem que nós, militares, não nos deixamos abater pelas acusações contra as Forças Armadas, porque, na verdade, apenas cumprimos o dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista, perigo esse que já anda ao derredor do nosso Brasil, só que com outra maquiagem. É porque eles sabem que nós, militares, levamos uma vida austera e cultivamos valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois temos consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que realizar orgias com o dinheiro público.

É porque eles sabem que nós, militares, temos como norma a grandeza do patriotismo e o respeito sincero aos símbolos nacionais, principalmente a nossa bandeira, invicta nos campos de batalha, e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma e o conteúdo. É porque eles sabem que nós, militares, temos orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos. É porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, ela foi pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminar por inteiro um ideal. É porque eles sabem que nós, militares, somos disciplinados e respeitamos a  hierarquia, ainda que tenhamos divergências com nossos chefes, pois entendemos que eles são responsáveis e dignos de nossa confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas. É porque eles sabem que nós, militares, não nos dobramos à mesquinha ação da  distorção de fatos que há mais de 40 anos os maus brasileiros vem impondo à sociedade, com a clara intenção de impor-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutaram pela democracia, quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos, 'sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquela que eles afirmam ter combatido. É porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui a nós, militares, e às Forças Armadas - por maiores que sejam os nossos defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

Soldados da Brigada Patrício Corrêa da Câmara! Pertencemos ao Exército Brasileiro, brasileiro igual a todos nós e com muito orgulho no coração. Exército invicto nos campos de batalha, onde derrotamos comunistas, nazi-fascistas, baderneiros, guerrilheiros, sabotadores, traidores da Pátria, conspiradores, predadores do patrimônio público, bandidos e terroristas. Mas retornemos agora nossas vistas para o presente... O momento é decisivo para o Brasil, e por conseguinte, para todos nós, brasileiros.

Mas será que estamos realmente conscientes  disso? Parece que não! O País vive em um clima de oba-oba, tipo "deixa a vida me levar, vida leva eu"... O dinheiro público é distribuído em alguns tipos de bolsas, umas de indisfarçável cunho ideológico revanchista e, outras, voltadas ao assistencialismo, nunca na história desse País visto em tão larga escala... A mídia satura a grande massa, "coincidentemente" o grande colégio eleitoral, com programas televisivos de baixíssima qualidade cultural, de cunho nitidamente apelativo, fabricando falsos heróis, que corroem os valores cristãos do nosso povo... como que distraindo-o, a fim de impedi-lo de enxergar o que anda acontecendo por aqui e ao nosso redor: situações idênticas ocorridas no Brasil e em outros países são tratadas de formas diferenciadas, conforme a simpatia ideológica; a palavra empenhada, as posições firmadas e documentos estratégicos são trocados ou modificados conforme a intensidade da reação da opinião pública, tornando transparente a falta de seriedade no trato dos destinos do Brasil, ou pior, revelando as verdadeiras intenções, ocultas e hediondas. Se não bastasse, serviçais de plantão vem à mídia tentar explicar o inexplicável, isso quando não jogam a culpa na opinião pública, dizendo que foi ela quem entendeu de forma errada ou procuram fazer-se de vítimas face à suposta campanha difamatória, quando na verdade os fatos estão aí, as claras? No entanto, parece que as pessoas encontram-se anestesiadas, apenas "vivendo a vida", discutindo qual a melhor cerveja, ou quem deve ser eliminado da casa, se tal jogador deve ser convocado...

O que vemos hoje já era utilizado nos tempos do antigo Império Romano, a estratégia do "pão e circo: dê ao povo comida e diversão de graça e ele esquecerá seus problemas...". Porém, ao longo da História da civilização, diversas personalidades já apontavam para os perigos desses momentos de desesperança, destacamos:

Martin Luther King - "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons..." ;
Burke - "Para o mal triunfar, basta os homens de bem não fazerem nada..." ;
Mário Quintana - "O que mata um jardim não é o abandono ! O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem passa indiferente por ele" ; e
Rui Barbosa - "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" .

Não! Não deixaremos que os inimigos da Pátria venham manchar sua honra ou deturpar seus valores cristãos. Não envergonharemos nossos antecessores, os quais nos legaram esse Brasil-Continente, livre e soberano! Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, estaremos sempre atentos e, se o Bom Deus e Senhor dos Exércitos assim o desejar, cumpriremos nossa sagrada missão de defender a Pátria. Que seja isso, ou que o sol, sem eflúvio, sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer do que vivo sem te defender..."

Assina, Mário Luiz de Oliveira, Cmt Interino da 3ª BDA CMEC.


Do blogueiro: Faltou ao cel. Mário Luiz de Oliveira citar quem realmente pontificou o golpe e insuflou as Forças Armadas à derrubada do ex-presidente João Goulart, o Jango, o que fazemos aqui, conforme relata a história: o jornalista e ex-governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda (este inimigo vital contra o governo dos presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Jango, como deixava claro nas páginas do seu jornal Tribuna da Imprensa e foi um dos principais e mais influentes líderes civis do "golpe militar" de 1964), o então governador de Minar Gerais, Magalhães Pinto e o então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, movidos pelas manifestações dos estudantes (UNE - União Nacional de Estudantes) que passou a contar com o apoio e a participação da Igreja Católica, através do surgimento de segmentos políticos com orientação socialista.


Além do mais, o Comandante Mário Luiz de Oliveira se contradiz quando chama o golpe militar de 31 de março de 1964 de "Revolução Democrática de 1964", posto não haver democracia numa ação em que são empregadas o poder da força através das Forças Armadas, e tal feito impondo, depois a mais ampla censura a todo o povo brasileiro com a instituição do "AI-5" (Ato Institucional N° 5), que fechou o Congresso e expurgou a pleno a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa no Brasil por cerca de 21 anos. Nenhum golpe que toma o poder a força pode ser chamado de "Revolução Democrática", e menos ainda quando impõe totais reservas à manifestações públicas, censura plena, prisões, condenações e assassinatos à artistas de cinema e teatro, cantores, jornalistas e gente do povo: uma grande maioria inocente.


Por outro, a ditadura, que durou 21 anos, foi realmente um período "cruel e sanguinário", como discursou o cel. Mário Luiz de Oliveira, porém é preciso ressaltar que a crueldade e o sangue que correu ficou por conta do que acontecia nos "porões" do DOI-CODI, Exército e outros, quando muitos brasileiros inocentes - vale lembrar o jornalista Vladimir Herzog, que foi tirado da redação da TV Cultura, onde era diretor de jornalismo, levado a um dos "porões" e lá ficou, tornando-se "simbolo da luta pela democracia, pela liberdade e pela justiça", como afirmou o jornalista Sérgio Gomes e do jovem canoense Celso Gilberto Oliveira, cruelmente assassinado em dezembro de 1970 e que foi um dos mortos inspiradores do filme "Prá Frente Brasil"- que formaram em frentes de resistência ao golpe militar impetrado em 31/03/1964, insuflado, especialmente, por políticos anti-nacionalista acima nomeados. O dono do jornal "Tribuna da Imprensa" e governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda passou a ser conhecido como "o golpista derruba-presidentes" (leia-se os presidentes Getúlio Dornelles Vargas, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Jânio Quadros e João Belchior Goulart).


Quanto ao quadro atual não há como não concordar com a preocupação do Comandante Mário Luiz de Oliveira, pois que se constata uma pseuda (falta) democracia, enquanto na verdade real impera a pedantocracia e a "achacocracia" de forma impostora e privilegiada pela impunidade de um Poder Judiciário igualmente aprodrecido, moral e eticamente, e que, assim, escamoteia a verdade ainda que pisando por cobre a Constituição Federal e muitas das leis vigentes.


Fonte 1: http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=3129&Itemid=1
Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda
http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/Golpe1964
http://www.brasilescola.com/historiab/golpe-militar.htm.

Quanto custa para termos legisladores que não fazem nada

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Pois, mesmo diante do quadro negro que todos os países do mundo estão enfrentando, o que tem motivado revoltas no Iraque, com a derrubada e a condenação à morte do ditador Saddan Hussein, e na Líbia com o assassinato do também ditador Muamar Kadhafi, além de países que se defrontam com uma irreversível situação política-financeira, como Grécia, Portugal, Itália e outros países da Europa e mais os Estados Unidos à beira da bancarrota, vemos os políticos brasileiros se deleitando em ganhos fáceis com o dinheiro público.

Tudo isso, sem falar na escalada vergonhosa da corrupção, com destaque para o "Mensalão do PSDB", em Minas Gerais, batizado pela mídia integrante do PIG, de "Mensalão Mineiro", como se o povo de Minas Gerais tivesse alguma participação, inventado pelo então governador Eduardo Azeredo em conluio com Marcos Valério (o mesmo do "valerioduto"); o "Mensalão do PT", que contou com a participação de diversos outros partidos, como o PTB, PMDB, PP, etc num total de 40 envolvidos. Como se isso já não bastasse, e dado a sapiência da "impunidade", em Brasília estourava o "Mensalão do DEM", capitaneado pelo governador José Roberto Arruda e denunciado pelo ex-Secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa e os recentes escândalos de corrupção, desvios de dinheiro e superfaturamento nos Ministérios dos Transportes, Ministério do Turismo e Ministério dos Esportes.

Pois, a vergonhosa situação dos super favores concedidos aos nossos legisladores (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores (compreendendo 27 estados e 5.560 municípios, conforme o IBGE), mostra o seguinte quadro negro do ganha fácil: Cada senador custa aos cofres da Nação nada menos do que R$ 33 milhões por ano, enquanto que cada deputado federal representa um gasto de R$ 6 milhões/ano. Fazendo a média entre os ganhos de senador e deputado federal, a média é de R$ 10.200.000,00 por ano.

Tal quadro, que envergonha o Brasil no exterior, se comparado com as despesas anuais de legisladores de outros países como Itália = R$ 3,9 milhões; a França = R$ 2,8 milhões; Argentina = R$ 1,3 milhões e Espanha = R$ 850 mil. Somando-se todos esses países, juntos os seus legisladores, não recebem o que recebem, em média, os legisladores brasileiros. Enquanto um político brasileiro, da esfera federal, recebe em média R$ 10.200.000,00, os legisladores da Itália, França, Argentina e Espanha, cada um, somados, recebem R$ 8,850.000,00, ou seja, uma diferença a maior para cada legislador brasileiro de nada menos do que R$ 1,250.000,00. É muita, muita diferença e pouca vergonha e sensibilidade dos políticos brasileiros. É ou não é de se indignar? É ou não é de promover campanhas como a "Marcha Contra a Corrupção"?

CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE CANOAS - 1947 a 2011
Em 1947 foi criada a Câmara Municipal de Canoas, e no mês de novembro do mesmo ano tomava posse a primeira legislatura com 9 vereadores: Max Adolfo Oderich (primeiro presidente), Ulisses Machado (vice-presidente), Vicente Cláudio Porcello (1° Secretário), Hélio Fraga de Moraes Sarmento (2° Secretário), Jacob Longoni, Arthur Pereira Vargas, Teodoro Bogen (que também assumiu a presidência). Desde então se passaram 64 anos.
Já em Canoas-RS, cuja Câmara de Vereadores tem atualmente 15 cadeiras - já a partir de 2012 passará para 21 cadeiras - cada vereador representa um custo, ou se quiserem, um gasto na ordem de R$ 483.885,35, enquanto que só o Presidente da Câmara representa um custo de R$ 234.495,30 (sem contar os seus assessores), o que totaliza um gasto anual de R$ 7.008.890,20. Lembramos que nesse total não estão computados os ganhos dos assessores do Presidente da Câmara Municipal e nem dos Assessores Legislativos (assessor da bancada de cada partido com representação na Câmara), o que deverá chegar a casa dos R$ 8 milhões por ano.

É importante lembrar que por muitas legislaturas os vereadores de Canoas, como de muitas outras cidades, não recebiam absolutamente nada a título de salário ou subsídio, pois era um privilégio, uma honra para qualquer cidadão ser eleito para poder representar o Poder Legislativo, fiscalizar o Poder Executivo e prestar serviço à cidade e à comunidade. Anos depois, com o crescimento e desenvolvimento do Município, os vereadores passaram a ser reembolsados nas suas despesas de deslocamentos de suas residências ou serviço às sessões da Câmara Municipal. Mas de algumas legislaturas prá cá a ganância passou a ser a razão principal para muitos cidadãos se elegerem vereadores. E essa tendência continua pontuando na decisão dos candidatos que postulam um mandato eletivo na Câmara Municipal de Vereadores.
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